Quando estiveres em dúvida sobre o teu valor, olha para a Cruz! Vales um Deus crucificado!
Santo Agostinho.

Quando estiveres em dúvida sobre o teu valor, olha para a Cruz! Vales um Deus crucificado!
Santo Agostinho.

Aproxima-se o Tríduo Pascal. Nós, católicos, meditamos mais profundamente o maior evento da história da humanidade: Cristo se sacrifica por nós, na cruz, consumando o projeto de Salvação de Deus.
“Amou-os até o fim”. Resgatou-nos das trevas de nosso egoísmo, carregou consigo todas as nossas amarguras, sentiu na carne a dor de nossas escolhas erradas, de nosso passado tempestuoso.
Em um ocidente cada vez mais descristianizado e até mesmo intolerante ao seu Senhor, lembremo-nos que Cristo morreu desprezado, caluniado e abandonado. Se as pessoas o abandonam hoje, o abandonaram em seu tempo. Se as pessoas hoje o desprezam, o fizeram naquele momento de pavor. Se Cristo foi vítima de mentiras e ardis, também o é hoje Sua Igreja, Seu Corpo Místico.
O homem torna-se cada vez mais indiferente a Deus, mas sua angústia só aumenta, enquanto Deus mantém-se em silêncio eloqüente, tal como no Sábado Santo. O ocidente desmorona e não se dá conta disso, tal como diante da perfídia, do escárnio e da indiferença o Cristo era torturado e morto sem que aquelas pessoas não tivessem a menor idéia do que estava acontecendo.
O abandono do cristianismo, para o ocidente, significa perder o próprio chão. O que vem depois é a barbárie. A beleza e o encantamento se esvaem, só restando a busca desenfreada por qualquer tipo de entorpecente que alucine o homem e mitigue a dor advinda do pecado original.
Sem Cristo, perderemos a beleza da vida e a própria noção do que seja existir. Dizendo de uma maneira mais clara, perderemos a alegria de viver. Perderemos a doçura e a gratuidade do amor, que vêm Dele e não podem vir de mais ninguém.
Que esse Tríduo Pascal seja uma oportunidade para nos aproximarmos de Cristo e da beleza que dele advém. Que seja um momento para refletirmos sobre a beleza do seu rosto tão machucado, seu corpo chagado e destruído, seu semblante sempre sereno. Dessa tragédia, emerge a redenção de nossos pecados e nossa salvação. Desse desastre, surge a inspiração para obras que tocam profundamente o coração de qualquer pessoa minimamente ainda sensível à beleza. E a magnitude de “A Paixão segundo São Mateus”, de Bach, transmite-nos hoje a mensagem do que estamos deixando de contemplar ao abandonar Cristo sozinho em sua Paixão redentora: estamos desistindo de nós mesmos, vivendo em trevas, sob o risco da escuridão eterna.
“Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem.”
Feliz Páscoa.
Ele inclina-Se perante eles como uma criança; inclina-Se e lava-lhes os pés. Que humildade incompreensível, que bondade inexprimível! Aquele que os anjos do céu adoram está aos pés destes pescadores! Esta face que faz tremer os anjos inclina-Se sobre os pés destes pobres!
Santo Antônio de Pádua.

Grandes foram os pecados de Judas e de Pedro. Os dois atraiçoaram o Mestre: um entregando-o nas mãos dos perseguidores, outro negando-o por três vezes. E, no entanto, que diferente reação teve cada um! Para os dois o Senhor guardava torrentes de misericórdia.
Dom Javier Echevarría.

Quando pensamos no papel negativo desempenhado por Judas devemos inseri-lo na condução superior dos acontecimentos por parte de Deus. A sua traição levou à morte de Jesus, o qual transformou este tremendo suplício em espaço de amor salvífico e em entrega de si ao Pai.
Papa Bento XVI.

Maria Madalena parece ter previsto, por inspiração divina, que mais tarde não lhe seria dado prestar as honras da sepultura ao Divino Salvador, e por isso o faz de antemão. Deixai-a, pois sempre teremos pobres a quem socorrer, e nem sempre teremos ocasião de dar a Deus o tributo da nossa generosidade.
Dom Duarte Leopoldo.

Vinde, subamos juntos ao monte das Oliveiras e corramos ao encontro de Cristo, que hoje volta de Betânia e se encaminha voluntariamente para aquela venerável e santa Paixão, a fim de realizar o mistério de nossa salvação.
Santo André de Creta.
Como é terrível conhecer, quando o conhecimento não favorece quem o possui!
Sófocles.
Deveis dispor os vossos corações para que se encham de zelo.
São João Batista de La Salle.
Somos comparáveis a anões encavalitados sobre os ombros de gigantes (os Antigos)ː vemos portanto mais coisas do que eles viram e vemos mais longe do que eles. Qual a razão disto? Não é nem a acuidade do nosso olhar, nem a superioridade da nossa altura, mas porque somos transportados e elevados pela alta estatura dos gigantes.
Bernardo de Chartres.
A pobreza e o sofrimento não existem para serem compreendidos, mas para serem resolvidos.
São Vicente Ferrer.
Os sovinas acordam cedo; os ladrões, pelo que sei, acordam na noite anterior.
G. K. Chesterton.
Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.
Antoine de Saint-Exupéry.
Como verdadeiro homem, choras sobre Lázaro; como verdadeiro Deus, ressuscitas pela tua vontade aquele que estava morto há quatro dias… Tem piedade de mim, Senhor; muitas são as minhas transgressões. Traz-me de volta, te suplico, do abismo dos males em que me encontro. Foi por ti que eu gritei; escuta-me, Deus da minha salvação.
São João Damasceno.
Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.
Victor Hugo.
Os otimistas são ingênuos, os pessimistas são amargos, mas vale ser um realista esperançoso.
Ariano Suassuna.
A tagarelice na oração sujeita a mente à fantasia e à dissipação; por sua natureza, as palavras simples tendem a concentrar a atenção. Quando encontrar satisfação ou contrição em determinada palavra de sua oração, pare nesse ponto.
São João Clímaco.
Ser enamorados por Deus, enquanto experiência, é ser enamorados de uma maneira que não conhece limite algum. Cada amor é doação de si, mas ser enamorados por Deus é ser enamorados sem limites, nem restrições, nem condições, nem reservas.
Padre Bernard Lonergan.
Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.
Millôr Fernandes.
A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância.
Will Durant.
Que prodígio é maior: criar o globo do sol ou recriar os olhos do cego de nascença? No seu trono, o Senhor fez brilhar o sol; ao percorrer as praças públicas da Terra, permitiu ao cego a visão. A luz veio sem ter sido pedida, e sem quaisquer súplicas o cego foi libertado da sua enfermidade de nascença.
Homilia anônima do século V ou VI.
A expressão “faça-se em mim” deve ressoar constantemente nos nossos lábios, pois entre a vontade da Imaculada e a nossa deve existir uma harmonia completa. Então que devemos fazer? Deixemo-nos conduzir por Maria e nada teremos a temer.
São Maximiliano Kolbe.
A árvore alimenta os frutos de que se carregará, mas ela os ignora: não cabe a ela vê-los nem prová-los.
Louis Lavelle.
Este é o efeito da verdadeira caridade, estar de bem com todos os homens, não considerando nenhum como inimigo, e vivendo pacificamente com aqueles que odeiam a paz.
São Roberto Belarmino.
A leitura é para o intelecto o que o exercício é para o corpo.
Joseph Addison.
A alma mais forte e mais bem constituída é aquela que os sucessos não orgulham e que não se abate com os revezes.
Plutarco.
A Igreja, depois da Virgem Santíssima, esposa dele, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Bem-aventurado José e, no meio das angústias, de preferência foi a ele que recorreu.
Beato Pio IX (Papa).
Cristo, que é a fonte, sentado ao pé do poço, faz jorrar milagrosamente, nesse mesmo lugar, as águas da misericórdia; e uma mulher que já tinha tido seis amantes é purificada pelas torrentes de água viva. Que grande maravilha: uma mulher leviana, que vem buscar água ao poço da Samaria, vai-se embora casta, depois de beber da fonte de Jesus! Tendo vindo buscar água, regressa com a virtude: confessa de imediato os pecados a que Jesus alude, reconhece a Cristo e anuncia o Salvador.
São Máximo de Turim.
Instruídos com os preceitos e modo de viver nesta Santa Igreja católica, possuiremos o reino dos céus e receberemos por herança a vida eterna.
São Cirilo de Jerusalém.
Nunca confie em um cachorro para tomar conta de sua comida.
São Patrício.
A graça de Deus é como a chuva, que a todos molha.
São José Gabriel Brochero.
Porque é sempre de nós que nos separamos quando deixamos alguém.
Álvaro de Campos.
A maioria das pessoas prefere confessar os pecados dos outros.
Graham Greene.
Só quem cala ouve.
Josef Pieper.
O objetivo principal da Transfiguração era afastar do coração dos apóstolos o escândalo da cruz, a fim de que a humilhação da paixão por Ele desejada não perturbasse a fé deles, considerando que lhes havia sido revelada por antecipação a excelência de Sua dignidade oculta.
São Leão Magno (Papa).