Mensagem do dia (17/12/2025)

No Evangelho segundo São Mateus, lemos a genealogia de Cristo, um costume tradicional da Santa Igreja que tem motivos belos e misteriosos. Esse texto nos apresenta a escada que Jacó viu à noite, durante o seu sono. No topo dessa escada, que tocava os céus, o Senhor apareceu a Jacó, apoiado nela, e prometeu-lhe que ele herdaria a terra. Nessa escada, os anjos de Deus subiam e desciam, significando a comunicação e a união entre o céu e a terra. Sabemos que «essas coisas aconteceram com eles como figura, e foram escritas para nossa instrução». Então, o que essa escada prefigura, senão a linhagem da qual Jesus nasceria, linhagem que o santo evangelista remontou com inspiração divina, de modo a chegar até Jesus passando por José? E a esse José o Senhor confiou o Menino. Pela «Porta do Céu», nome que Jacó deu ao lugar da visão, isto é, pela bem-aventurada Virgem, saiu o nosso Senhor chorando, feito criança por nós, pois por ela o Verbo de Deus desceu ao mundo. No seu sono, Jacó ouviu o Senhor dizer-lhe: «Na tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra», e isso se cumpriu com o nascimento de Cristo.

Rupert de Deutz.

Mensagem do dia (21/09/2022)

Mateus, o publicano, recebeu por alimento «o pão da vida e da inteligência»; e dessa mesma inteligência, fez em sua casa um grande banquete para o Senhor Jesus, pois tinha recebido uma graça abundante, em conformidade com o seu nome [que quer dizer «dom do Senhor»]. Um presságio desse banquete de graças havia sido preparado por Deus: tendo sido chamado enquanto estava no seu posto de cobrança, seguiu a Cristo e «ofereceu-Lhe, em sua casa, um grande banquete». Ofereceu-Lhe portanto um banquete, dos grandes – um banquete real, diríamos.

Rupert de Deutz.

Mensagem do dia (27/12/2018)

De acordo com graça que fez com que Jesus o amasse e o fez inclinar-se sobre o Seu peito na Última Ceia, João recebeu com abundância os dons do entendimento e da sabedoria – o entendimento para compreender as Escrituras, e a sabedoria para escrever os seus próprios livros com arte admirável.

Rupert de Deutz.