Para a glória de Deus, em comunhão com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana

Jornada Cristã


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009



Trecho de notícia da Agência Ecclesia. Depois, meu comentário:

Aborto aumentou 38% no último ano

A Federação Portuguesa pela Vida assinalou o 2.º aniversário do referendo ao aborto alertando para os números e para a falta informação no Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com os dados oficiais, terá havido perto de 18 mil abortos a pedido da mulher em 2008. Números que para a federação provam a falência dos argumentos que sustentaram a legalização do aborto.

“Um dos objectivos deste referendo foi tornar o aborto raro. Aquilo que se dizia era que a legalização iria diminuir o número de abortos – encaminhando mais as mulheres para o planeamento familiar. Mas, verificamos precisamente o contrário”, sustenta Isilda Pegado.

O texto completo aqui.

Quer dizer que o número de abortos cresceu em Portugal depois da legalização? Não me diga!… Mas não legalizaram o aborto justamente para que ele se tornasse raro?…

Vou sintetizar aqui a fala de Olavo de Carvalho que transcrevi em outro post: a legalização do aborto não visa a diminuição da prática, ao contrário! Vejam bem: as fundações que financiam a campanha mundial pelo “direito de escolha” (eufemismo para direito de matar bebês) são proprietárias de redes de clínicas de aborto! Agora, vejam bem: você acha que donos de clínicas de aborto estão interessados em que o aborto diminua? Já citei aqui a Planned Parenthood, que fez campanha ostensiva em favor da eleição de Barack Obama à presidência dos EUA. Para quê Obama despejou milhões de dólares do governo americano que deverão ser usados em campanhas para promover o aborto em países em desenvolvimento?

O que mais me irrita são os estúpidos argumentos de que “com a liberação do aborto, as mulheres terão melhor assistência e pensarão melhor, daí o número de abortos deverá cair”. Até hoje, isso não aconteceu em lugar nenhum do mundo, ao contrário; e Portugal é o exemplo mais recente disso.

Postado às 22:42 | Tags: , , , , ,

13 Comentários

  1. Rui disse:

    Uma pequena correcção, a realidade para quem a quer ver é que anteriormente não se sabia ao certo a quantidade de pessoas que praticavam o aborto, pois era praticado de forma ilegal e obscura. É certo que há que fazer muito para baixar esta percentagem de mulheres a recorrer ao aborto, mas estou certo que a situação era muito pior antes de a lei ser lançada, pelo menos agora temos uma noção mais exacta da dimensão do problema, e para encontrarmos soluções temos de conseguir detectar o problema. Não tenha nada contra as pessoas que são contra o aborto, respeito a sua posição, mas por favor entendam que o mundo perfeito não existe e caso o resultado do referendo fosse um NÃO as clínicas ilegais de aborto iriam manter-se em actividade. Há que reflectir bem as coisas e por vezes agir de forma consciente e responsável independentemente das crenças ou religiões.

  2. JORNADA CRISTÃ disse:

    Por favor, leia o texto completo da Agência Ecclesia. As estatísticas se referem ao período após a legalização da prática do aborto: “O aborto legal aumentou em 38% de 2007 para 2008”. Em todos os lugares onde o aborto foi legalizado, a prática explodiu. E por que? Porque o aborto passou a ser utilizado como “método anticoncepcional”. Leia o comentário de Olavo de Carvalho: a prática do aborto clandestino é incentivada pelos promotores do aborto, a fim de mobilizarem a opinião pública para a liberação do aborto. Se está certo que “a situação era muito pior antes de a lei ser lançada”, pesquise, veja os dois lados da questão, estude os argumentos e demonstre isso. As clínicas ilegais de aborto tornaram-se legais e, agora, estão a praticar ainda mais abortos. Isso são fatos: refute-os.

  3. Rui disse:

    É exactamente a isso que me referia, depois do referendo a taxa de abortos ilegais terá de subir obrigatóriamente, pois os ilegais passam a legais. É neste momento que se pode fazer uma avaliação correcta da dimensão do problema, pois antes era obscuro. Vocês não estão em Portugal por isso não podem falar daquilo que desconhecem. Dizer que clinicas ilegais passaram a legais é uma tremenda mentira, se vocês têm factos de que é verdade, provem com números, nomes, dados concretos. Afirmar que as pessoas que apoiaram a despenalização da interrupção voluntária da gravidez incentivaram a prática do aborto clandestino é uma afronta a pessoas sérias e honestas que não faz sentido nenhum nem tem base de provas concretas, não conheço nenhum processo crime aberto nesse sentido na justiça portuguesa, neste caso isto é uma afronta a cerca de 2 milhões e meio de portugueses que disseram SIM no referendo. Convém medir bem as palavras, comentários e frases que se passam para outros e convém não esquecer que todos (mas todos sem excepção) têm telhados de vidro, senão veja-se a questão das violações durante anos a crianças inocentes em instituições católicas na Irlanda e a ocultação dos nomes dos responsáveis por essas barbaridades que deveriam ser condenados exemplarmente, mas que infelizmente saiem sempre imunes.

  4. JORNADA CRISTÃ disse:

    1) Para se chegar à conclusão de que o número de abortos aumentou em Portugal, utilizaram-se os dados referentes aos anos de 2007 e 2008, quando o aborto já havia sido legalizado em Portugal. Como é enfatizado pelo texto completo da matéria, os números dizem respeito ao aborto legal: a prática aumentou, os números demonstram. A avaliação correta é essa: o número de abortos legais em 2008 foi 38% maior que o número de abortos realizados em 2007, o ano da legalização da prática; os dados não dizem respeito a 2006, quando o aborto ainda era ilegal.

    E se não estou em Portugal, então não posso me posicionar a respeito? Em Portugal está acontecendo o que aconteceu em todos os países onde o aborto foi liberado: o aumento da prática. E o número de abortos tende a crescer ainda mais nos próximos anos, pois foi isso o que aconteceu em todos os lugares. Por que em Portugal haveria de ser diferente? Matéria do site português “Iol Diário” antes do referendo já previa o que iria acontecer: «Aumento exponencial» do aborto em Portugal.

    O aborto é considerado como um dos fatores principais para a crise demográfica que assola a Europa, a Austrália e Cuba, entre outros países, onde a prática foi legalizada nos últimos 40 anos – você deve estar por dentro deste assunto, certo? Afinal, isso está acontecendo onde você vive. Ou também não posso “falar daquilo que desconheço”, por não estar aí?

    Aqui neste site já comentei o assunto no post PT, através de ministra, declara 2009 como o ano do aborto, onde escrevi o que se segue a respeito de Cuba:

    Todos os países onde o aborto foi legalizado enfrentam agora um problema sério de crise demográfica – o último exemplo noticiado pela imprensa é o de Cuba. Trecho desta reportagem:

    Em Cuba, o aborto foi legalizado em 1965 e as mulheres são livres para decidir quando ter filhos e quantos serão. O país é considerado um dos mais avançados da região em matéria de planejamento familiar.

    Mas o recurso indiscriminado do aborto preocupa os médicos, demógrafos e políticos de Cuba. Em 2006, por exemplo, 67.903 mulheres na faixa dos 12 aos 49 anos se submeteram a pelo menos um aborto, ou seja, de cada 100 mulheres grávidas, 37 abortaram.

    Em todos os países do mundo que adotaram o aborto, aconteceu a mesma coisa, e as estatísticas provam: o número de abortos explodiu, chegando ao ponto de provocar uma perigosíssima crise demográfica. Pretendo abordar este assunto aqui com mais profundidade em outra ocasião. Mas é isso o que esses arautos dos direitos da mulher querem impor ao Brasil: um estrito controle da natalidade, de acordo com o ideal de uma nova ordem mundial, com uma população sob controle e uma opinião pública cada vez mais manipulável e passiva.

    Este projeto é defendido pelos movimentos políticos de esquerda, comprometidos que estão com essa nova ordem. Basta ver quem são os grandes financiadores desses grupos: são as grandes corporações capitalistas como as fundações Ford, MacArthur, Rockfeller. Basta ver o empenho dessas fundações em promover o aborto como um “direito da mulher” para impor por debaixo dos panos o mais severo controle da natalidade possível. O que aconteceu em Cuba aconteceu em todos os lugares: o aborto torna-se um método contraceptivo aplicado em larga escala. E os efeitos são uma bomba a explodir décadas depois.

    A quem interessar, sugiro a leitura dos textos: “História da formação da problemática do aborto”, “Entrevista com Vice-presidente do Parlamento Europeu: cristianismo e futuro da Europa”, uma notícia de Portugal “Primeiro-Ministro novamente preocupado com a demografia” e o verbete da Wikipedia “Aborto na Austrália” , de onde retiro este trecho:

    Por ser legal, o aborto tornou-se um problema de saúde pública, e está levando aquele país à crise demográfica. Tal como na Espanha e em outros países, o numero de abortos executados tem disparado desde que a prática foi legalizada. Em 1985, foram executados na Austrália 66 mil abortos. Esse número saltou para 71.000 abortos em 1987, 83 mil em 1991, 92 mil em 1995, estabilizando-se em torno de 88 mil por ano até 2002. Em 2005, o Ministério da Saúde australiano registrou cerca de 100 mil abortos executados legalmente.

    Vê-se a curva ascendente da prática. E por que isso acontece? Porque, com o passar dos anos, ocorre a banalização do aborto, que passa a ser encarado pela sociedade tal qual um método anticoncepcional. Em 20 anos o número de abortos na Austrália aumentou mais de 50%.

    Também recomendo: “Estatísticas do aborto na Rússia” e “Aborto na Espanha”. Especificamente sobre a grave crise demográfica enfrentada pela Europa, sugiro os videos “Inverno Demográfico: O declínio da família humana” (trailer do documentário “O Inverno Demográfico” e “Muslim Demographics” (em inglês) no youtube.

    Portanto, à luz de todos esses dados, afirmo com tranqüilidade, mesmo sem estar em Portugal: com o passar dos anos, seguramente, o número de abortos vai aumentar no país.

    2) Você afirmou:

    Dizer que clinicas ilegais passaram a legais é uma tremenda mentira, se vocês têm factos de que é verdade, provem com números, nomes, dados concretos. Afirmar que as pessoas que apoiaram a despenalização da interrupção voluntária da gravidez incentivaram a prática do aborto clandestino é uma afronta a pessoas sérias e honestas que não faz sentido nenhum nem tem base de provas concretas, não conheço nenhum processo crime aberto nesse sentido na justiça portuguesa, neste caso isto é uma afronta a cerca de 2 milhões e meio de portugueses que disseram SIM no referendo.

    Muito bem, vamos aos “números, nomes, dados concretos”.

    Transcrevo a fala de Olavo de Carvalho sobre o assunto, já citada em meu comentário anterior e publicada em post aqui neste site:

    (…)Recebi um email aqui da sdv@pesquisasedocumentos.com.br com uma entrevista do professor e vereador Hermes Nery, que denuncia o financiamento internacional da legalização do aborto no Brasil, disfarçado por trás da imagem de direitos das mulheres. Notem bem: essas organizações, o que elas fazem? Elas financiam o aborto ilegal, disseminam o aborto ilegal para tudo o quanto é lado, e depois denunciam que as mulheres estão morrendo por causa do aborto ilegal. Quer dizer: além de ser, vamos dizer, já um crime (isso aí é um estelionato, evidentemente), ainda tem o fato de que as mulheres não estão morrendo de aborto ilegal coisíssima nenhuma. Segundo estatísticas do SUS, o número de mulheres que morrem disso aí por ano no Brasil é sete ou oito. E fica esse (…), esse canalha, esse vigarista desse ministro Temporão dizendo “não, são milhares de mulheres… dezenas de milhares estão morrendo e nós temos que legalizar o aborto para impedir esse morticínio…” Quer dizer: estão criando um problema inexistente para enganar vocês, tá certo? E permitir a legalização do aborto e a matança legal de milhões de bebês, estão entendendo? Porque, notem bem: é aquilo que diz o Thomas Sowell, no livro The Vision of the Anointed (A Visão dos Ungidos): os ungidos, a função deles, é descobrir problemas, diagnosticar problemas, e inventar uma solução que, naturalmente, os favorece. Então, por exemplo, o aborto: “o aborto ilegal está epidêmico, etc. etc. etc. Se nós liberarmos o aborto, legalizarmos, haverá menos aborto”. Daí o que fazem? Legaliza-se o aborto, e o número de abortos centuplica, multiplica por cem, por mil, por dois mil, por dez mil. E daí eles dizem “não, esse não é um resultado totalmente indesejável, é bom, porque é um direito das mulheres, etc. etc. etc.” Ou seja: eles alegaram resolver um problema, pioraram o problema e daí no fim você vê que era exatamente isso o que eles queriam. É um grandíssimo erro, um grandíssimo erro, imaginar que essas coisas são equívocos, vamos dizer, foram desastres ocorridos no meio de um plano conduzido com a melhor das intenções. Não há melhor intenção, a intenção deles jamais foi diminuir o número de abortos, foi justamente aumentar!

    (…)

    Essa campanha mundial do aborto, financiada por Fundação Ford, Fundação Rockfeller, tem o nome de várias fundações, MacArthur, a Buffet, é muito dinheiro, são bilhões e bilhões de dólares que são despejados, primeiro para incentivar o aborto ilegal; e depois, para forçar a legalização do aborto. Quer dizer: eles disseminam a criminalidade e em seguida inventam um segundo crime, sob a alegação de que vai resolver o problema do primeiro. Meu Deus do céu! (…) Infelizmente, as mães dessas pessoas não eram abortistas, deveriam ter sido… Eu sou a favor do “aborto-voluntário-retroativo”: se você é a favor do aborto, aborte-se retroativamente. Siga o seu próprio exemplo, siga suas próprias doutrinas: aborte-se, meu filho.

    A entrevista a que Olavo se refere está aqui, na íntegra: Fundações internacionais financiam o aborto. Os principais financiadores da campanha mundial pela liberação do aborto são… os proprietários das clínicas de aborto, que forjam estatísticas, monopolizam a grande mídia e manipulam a opinião pública. Será que esses financiadores estariam realmente interessados na diminuição da prática do aborto?

    “A International Planned Parenthood Federation, uma organização internacional que é proprietária da maior rede de clínicas de aborto dos Estados Unidos e que atualmente está se dedicando a promover o aborto por meio de drogas caseiras em toda a América Latina, com o apoio financeiro dos governos dos países da Comunidade Européia.”

    Esses e outros fatos são relatados no importantíssimo texto “Silêncio sobre o aborto legal”. O texto é bastante longo, mas tem muitas informações a esse respeito.

    A IWHC é uma entidade feminista e uma das maiores promotoras internacionais do aborto clandestino. A entidade foi praticamente fundada por Adrianne Germain, uma socióloga que antes de haver fundado a IWHC havia trabalhado no Conselho Populacional de Nova York, uma das Organizações Rockefeller que desencadeou, nos anos 50, todo o trabalho de controle populacional e de promoção do aborto ao qual assistimos hoje a nível internacional sem saber de onde estas coisas procedem. Depois de algum tempo no Conselho, Germain foi contratada pela Fundação Ford, através da qual organizou toda a rede de serviços de abortos no Paquistão Oriental, país em que até hoje o aborto é totalmente ilegal. Relatórios disponíveis na Internet, escritos pela própria IWHC, afirmam que a entidade já financiou a difusão do aborto clandestino nas Filipinas, na Indonésia, na África e na maior parte dos países da América Latina. A própria presidente, Adrianne Germain, já esteve pessoalmente várias vezes no Brasil onde, com o apoio da Fundação Ford, distribuía equipamentos para a prática de abortos em clínicas clandestinas. A entidade percorre o mundo buscando encontrar e financiar lideranças feministas envolvidas com a promoção do aborto, clandestino ou não.

    (…)

    A International Women Health Coalition, ou IWHC, uma das organizações que financiam o trabalho do Grupo [feminista brasileiro] Curumim, distribui um manual de estratégias para as organizações feministas onde se explica como é possível, a partir dos poucos casos existentes em quase todos os países em que a prática do aborto é permitida, promover um maior acesso aos serviços de aborto, “tanto os abortos legais como os ilegais”. O manual menciona, entre outras possibilidades, a de “assegurar a prestação de serviços ao máximo permitido pelas leis existentes”, e “ampliar a definição do que constitui um perigo de vida para a vida da mulher” (…)

    Por fim, os detalhes sobre a prática de financiar abortos clandestinos são esclarecidos pela ativista feminista Frances Kissling, ex-presidente da “Católicas pelo direito de decidir” norte-americana. No imprescindível artigo “Raio X do financiamento internacional do aborto”,ficamos sabendo que:

    Após ter sido diretora de clínicas de aborto nos Estados Unidos, Kissling foi chamada pelas Fundações que financiam o aborto no mundo para dirigir-se à Itália e convencer as feministas italianas e o Partido Radical, já responsável na época pela aprovação do divórcio e naquele momento tentando obter a legalização do aborto na Itália, a aceitar dinheiro americano para o estabelecimento de uma rede de clínicas clandestinas de aborto no país. Kissling afirma que as feministas, em conjunto com o Partido Radical, já administravam algumas das clínicas clandestinas italianas, mas as Fundações americanas estavam dispostas a financiar muito mais.

    Portanto: há um movimento mundial em torno da legalização do aborto, visando o controle de natalidade em todos os países; para isso, são financiados grupos feministas, que atuam elegendo o aborto como prioritário para a plena emancipação da mulher, e não relutam em incentivar a prática do aborto clandestino, ainda que à opinião pública, formada por pessoas “pessoas sérias e honestas”, suas verdadeiras intenções sejam deliberadamente mantidas em sigilo.

    Sobre a manipulação da opinião pública pelo movimento “Pró-escolha”, que há mais de quarenta anos engana deliberadamente “pessoas sérias e honestas” (e trouxas), bons textos, que resumem alguns dos crimes cometidos pelos abortistas ao redor do mundo (mentiras, falsificações, omissões), são “Cabeça de abortista” e “Debatendo com o crime”, de Olavo de Carvalho. Uma das estratégias do movimento abortista é a de mentir deliberadamente sobre o número de mortes maternas em abortos ilegais, forçando a opinião pública a aceitar a legalização do aborto iludindo-a com a idéia de que o número de abortos vai cair e a prática se tornará mais segura para a mulher. Como o texto diz, “Bernard Nathanson, importante líder da luta pela liberação do aborto nos anos 60, admitiu ter falsificado estatísticas para persuadir o público a aceitar a nova lei”, disseminando na imprensa um número de abortos ilegais dez vezes maiores que o número real.

    Para completar, um detalhe: se realmente os promotores da legalização do aborto estivessem sinceramente interessados na saúde da mulher, lutariam pela redução do número de abortos, o que não acontece. Uma das provas é a omissão sistemática dos efeitos devastadores do aborto sobre a saúde física e psíquica da mulher, além da coerção às mulheres grávidas para praticarem abortos – muitas estatísticas a esse respeito estão no site “The Unchoice”. Você sabia que a maior causa de morte entre mulheres grávidas nos Estados Unidos é… o homicídio? Por que esses dados não são divulgados pelos promotores do “direito de escolha”? Onde estão as feministas para divulgarem entre a população em geral os dados que ligam a prática do aborto ao aumento de casos de câncer de mama? Desde 1973, quando o aborto foi legalizado nos Estados Unidos, o número de casos de câncer de mama aumentou 40%. Pesquisas afirmam que a possibilidade de uma mulher desenvolver câncer de mama após um aborto (ainda que involuntário) aumenta em 90%.

    Por que esses dados não são divulgados para as pessoas “sérias e honestas” refletirem melhor?

    3) No final do seu comentário, você muda de assunto, e cita o caso dos abusos cometidos em instituições católicas na Irlanda, recentemente divulgados na mídia. No texto Perseguição à Igreja pela mídia: dois pesos e duas medidas nos escândalos de pedofilia nos Estados Unidos, já comentei a respeito dos ataques à Igreja Católica promovidos pela mídia em geral. Especificamente sobre este caso, pretendo publicar algo em breve.

  5. Rui disse:

    Resumindo, é preferível manter a ilegalidade, vamos fazer de conta que não existe, fechamos os olhos, deixamos andar… ok, de provas concretas não vi nada, apenas excertos de textos elaborados por pessoas ligadas à vossa organização. Se têm dados concretos de que existe essa organização demoniaca a nível mundial, não entendo como não as utilizam para abrir processos crime, estranho, muito estranho. Só há uma resposta, essas provas carecem de base legal, por que é tudo uma farsa, uma invenção para assustar as pessoas, porque é esse desde sempre o método utilizado pelas religiões, amedrontar os seus crentes por forma a impor as suas crenças, assim dessa forma um destes dias estão completamente isolados com as vossas ideias do século XVII. Entendo que a Igreja se deve manter como regulador da moral e com algum conservadorismo, mas por favor não façam as pessoas sofrer em prol de atingirem os vossos objectivos e não se mantenham tão fechados ao mundo actual, todos teriamos a ganhar com uma igreja mais moderna e mais liberal em relação a determinadas questões. Não pensem que têm a verdade absoluta e que têm sempre razão, porque não há ninguém que a tenha, tolerância e cedência não ficam mal a ninguém, para uma religião que se diz humilde e que ajuda os pobres vejo demasiada demonstração de riqueza exterior e consumismo nos seus lideres e subditos. Em relação ao recente caso da Irlanda de facto não importa comentar, são águas passadas, a Igreja pede perdão e pronto, está tudo resolvido, pedra em cima do assunto, “vamos esquecer, quem sofreu e ainda sofre não importa, indeminizações???? Isso, vamos é canalizar toda a nossa riqueza para campanhas anti-aborto, porque isso é que nos vai trazer pessoas para junto de nós.”

    “É claro que os escândalos envolvendo sacerdotes são não apenas reprováveis, mas são motivo de vergonha para todos os fiéis e devem ser punidos com o máximo rigor. São intoleráveis e não podem ser encobertos em nenhuma hipótese. Entretanto, qual o interesse da imprensa em fazer estardalhaço sobre os casos de pedofilia na Igreja, enquanto silencia completamente sobre esses inúmeros crimes que ocorrem em instituições laicas?”

    Punição com o máximo rigor, isso significa o quê? Não poderem exercer a sua vida de sacerdócio? Não podem ser encobertos em nenhuma hipotese, mas no caso da Irlanda é o que se vê, tudo escondido durante décadas. Estardalhaço dos media!!!!! Trata-se de uma situação gravissima efectuada por quem prega a moral e os bons costumes abusando de menores, imagina se o teu filho tivesse sido um dos abusados ou tu mesmo, a perspectiva seria outra. Os “ataques” dos midia em geral à igreja não são mais que dar conhecimento à população das atrocidades cometidas por quem tem uma reponsabilidade social acima da média, no entanto não vejo em Portugal uma diferença entre a forma de dar uma noticia sobre religião ou por exemplo política ou até mesmo futebol. Para vocês seria muito mais agradável claro se nada se soubesse de nada, se tudo se mantivesse escondido para sempre, isso sim seria o ideal. Manter o aborto ilegal e obscuro, controlar os midia, eliminar os homosexuais, toda a gente seguir a religião cristã, isso sim seria o mundo perfeito para vocês. Mas o mundo perfeito é uma utopia e ainda bem que comunhamos de opiniões diferentes, porque é essa a essencia do ser humano, é a diferença que nos faz viver e ainda bem que somos todos diferentes, senão a vida seria um pasmo.

  6. JORNADA CRISTÃ disse:

    Como não consegue refutar a evidência de que a liberação do aborto aumenta indiscriminadamente a prática, sai andando em círculos. Sem falar no silêncio sobre as evidências da ligação entre a prática do aborto com a crise demográfica em andamento na Europa, na Austrália, etc. Já estou acostumado com isso, você não é o primeiro. Começa com uma ironia, metido a engraçadinho, sem nem ter a menor idéia do trabalho que desenvolvem organizações como a Associação Nacional Mulheres pela Vida, que oferece apoio a mulheres grávidas em condições precárias, ou ainda a mulheres que sofreram aborto e depois se arrependeram amargamente (a primeira vítima do aborto é sempre a mulher). Posso citar também o Pró-Vida de Anápolis ou o Movimento em Defesa da Vida. Essas pessoas não estão de olhos fechados. E nem todos são católicos. São contra o aborto porque defendem a vida desde o seu princípio, pois o direito à vida sobrepõe ao direito à liberdade; são contra o aborto pelas conseqüências terríveis dessa prática, já demonstradas aqui a exaustão.

    Nos textos indicados existem links variados, onde quem estiver interessado na realidade dos fatos pode se informar a respeito. A estratégia de fomentar abortos ilegais foi confirmada pela própria ativista abortista Frances Kissling, ex-presidente da “Católicas pelo direito de decidir” norte-americana, em entrevista citada. Se o testemunho de uma abortista não vale como prova, isso demonstra que você não está interessado na verdade, mas apenas no que você acredita. Você não está em busca da verdade, está apenas tentando justificar seu ponto de vista. Portanto, debater com você é perda de tempo.

    Aqui no Brasil foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar essas provas, que você classifica como “farsa” sem refutar nenhuma delas. Claro que as organizações feministas estão pressionando contra a investigação do Congresso Nacional – ora, se não devem, por que estão apavoradas? Porque sabem que a verdade virá à tona. Essas informações, de amplo conhecimento dos ativistas pró-vida, são sonegadas ao público pela imprensa.

    Quanto a uma Igreja “mais moderna e mais liberal”, desde o século I o catolicismo ensina que o aborto é um pecado grave. Vai mudar o ensinamento de quase 2000 anos agora para agradar a opinião pública? A liberalização da Igreja só interessa a seus inimigos, como bem ensinou Antonio Gramsci. E o assunto era o aborto em Portugal, daí você vem com verdade absoluta, riqueza e ostentação da Igreja, daí você parece que surta e mistura o escândalo da semana com “campanhas anti-aborto”… O ideal seria que a Igreja tivesse seu ponto de vista ouvido. E isso não acontece.

    Punir com o máximo rigor padres pedófilos ou que cometam algum crime significa colocá-los na cadeia. Simples assim. Quanto aos ataques da mídia, o texto que citei é claro: se a imprensa estivesse preocupada com as crianças, denunciaria com o mesmo vigor o abuso sexual nas escolas e nas famílias, que acontecem em proporção muito maior que em ambientes eclesiásticos – isso nos Estados Unidos, onde houve todo aquele escândalo sobre pedofilia na Igreja. É sobre isso que estou falando, e de forma clara: a imprensa não está interessada em denunciar o crime, e sim em aproveitar a situação para desmoralizar a Igreja. Se estivesse interessada em combater a pedofilia, exigiria também investigação sobre abusos sexuais no ambiente escolar. Quanto ao que aconteceu na Irlanda, em breve postarei alguma coisa a respeito.

    Por fim, “manter o aborto ilegal e obscuro” é manter o assassinato de bebês “ilegal e obscuro”. Muito simples. Ou liberando o homicídio ele seria menos praticado?…

    Se estiver sinceramente em busca da verdade, leia os textos com atenção, veja os argumentos contrários ao que você acredita. Em nenhum deles há qualquer mênção a questões religiosas. Está pronto para questionar suas crenças pessoais?

  7. Jairo E. disse:

    Sou Português, vivi sempre em Portugal. O senhor que escreveu isto tem toda a razão!

    Cumprimentos.

  8. Jucélia disse:

    Não sou a favor do aborto, discordo quando falam que a liberação é o meio para se ter uma base do problema. Creio eu que o problema só aumenta, a cada dia inocentes são mortos num nível extremamente vergonhoso, estamos tratando da vida como se nada, e vida de pessoa que não tem culpa. Os homens e mulheres usam o corpo da forma que bem convém, não tem responsabilidade, existem vários métodos para se evitar o aborto, porque não utilizar?preferem primeiro se saciarem para depois vomitar??? Que país é esse??? Onde as leis não são cumpridas, visto que o aborto esta entre os crimes contra à vida no código penal, mais até hoje nunca vir ninguém sentado no banco de réu para ser julgado, a lei ao mesmo tempo que assegura o direito como reza a Constituição Federal em seu art.5, do direito à vida, burla quando admite que matem.
    Precisa-se é buscar outros caminhos, obrigar aos individuo que compõem a sociedade a se planejar e dar meios para que isso aconteça.
    Não precisamos de uma sociedade sangrenta, precisamos de um mundo de paz e respeito à vida, a ninguém é dado o direito de tirar a vida do outro, nem mesmo o criador.

  9. Karina disse:

    O ser humano tende a viver da máxima “quanto menos sacrifício pessoal, melhor”.

    O aborto é a última cartada dessa máxima no quesito “liberdade sexual” (ou libertinagem?).

    Eu durmo com quantos quiser, quando quiser, A VIDA É MINHA, tomo pílula no dia que quiser, uso preservativo se eu lembrar, tomo pílula do dia seguinte e, se ainda assim, uma criança teimar em ATRAPALHAR MINHA VIDA de eterno prazer, tenho o aborto.

    Essa é a mentalidade egoísta, egocêntrica e imediatista que querem ensinar aos jovens: “vamos, transem, sejam livres, que NADA vai atrapalhar vocês”.

    Deus tenha misericórdia dessas pessoas.

  10. Gonçalo disse:

    Os dados apresentados pela Federação Portuguesa pela Vida foram falseados, tal como já está a ser divulgado por vários meios de comunicação, com os devidos dados da Eurostat: o número de abortos por por opção da mulher diminui em Portugal de 2009 para 2010!!

  11. JORNADA CRISTÃ disse:

    Pois não, envie então a fonte que demonstre a falsificação destes dados. A Federação Portuguesa pela Vida publicou dados baseando-se no próprio Ministério da Saúde de Portugal.

  12. Rodrigo César Nunes Pino disse:

    A QUESTÃO DO ABORTO PARA MIM É BEM SIMPLES: ABORTISTAS SÃO CRIMINOSOS E QUALQUER PESSOA QUE TENTE DEVENDER ABORTO JÁ DEVIA SER PRESA POR TENTATIVA DE ASSASSINATO, ISSO CORTARIA O MAL PELA RAIZ.

  13. Eduardo Araújo disse:

    A alegação do Gonçalo tem se tornado comum entre os abortistas, na tentativa ardilosa de convencer a opinião pública de que a liberação do aborto concorreria para a diminuição de sua prática, o que seria benefício até para os pró-vida.

    Além de mentirosa, carecendo de dados concretos que a corrobore, é incrivelmente falaciosa. Para ser correta, tal alegação implicaria em associar a ocorrência de abortos à sua criminalização, algo tipo “fulana abortou porque proibido”… !

    No frigir dos ovos, mais um recurso fraudulento dos que defendem esse crime hediondo. Junte-se a este, dente outros, a conversa fiada de dizer ser contra o aborto, mas apenas a favor de sua descriminalização, como se houvesse lógica em dissociar uma coisa da outra.

    Gentinha diabólica, essa.

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