O sapateiro voltou! Pra levar mais chineladas!

Rapaz. Como tem gente que tem orgulho da própria falta de discernimento. O aprendiz de sapateiro voltou. Não satisfeito em apanhar feito menino mimadinho, fez beicinho, fingiu aquela superioridade típica dessa elite “intelequitual” brasileira e saiu batendo o pezinho. Ai, ai, ai.

É isso mesmo que eu esperava! Demonstrar toda a fúria religiosa estúpida a qual vocês podem chegar quando confrontados ou contestados. Para mim o teste está consumado, e minhas teorias comprovadas. É simplesmente mais um grupinho de alienados da religião que não suporta saber que no mundo existem pessoas que não concordam com as idéias de vocês. Já vi centenas de gangues assim espalhadas por aí.

Aqui, a única coisa que não se vê é religiosidade. Se vê apenas mediocridade, vaidade e desespero, em nome de tentar fazer valer uma opinião específica.

Creio que foi na bíblia que li que um cristão verdadeira nunca revida, só oferece a outra face. Claro que não esperava que isso fosse cumprido por vocês, cristãozinhos de meia tijela, afinal de contas, se tivessem ficado calados, eu não teria agora comprovada minha teoria. Graças a Deus que pelo contrário, o que este post me mostra, e que vai pro meu caderninho, é um ataque afetado e revoltado de histeria e vaidade. Claro que isso não me surpreende.

Portanto, dispensados, meninos! vocês já me serviram. Agora já podem voltar a se arrastar e se espojar aos pés de algum padre pedófilo ou algum pastor ladrão na esquina mais próxima!

Vejam o nível do vigarista intelectual. Vem cá, por que dessa vez você não esbanjou seus títulos universitários?

Demonstre qualquer confrontação ou contestação sua ao que escrevi, seu moleque. Você não tem argumento nenhum, o que você diz não passa de pitaco de botequim. Você veio aqui posar de expert em psicologia e demonstrei o quanto você foi imprudente e irresponsável ao fazer aquela afirmação gratuita sobre Freud e as suas teorias. E tanto calei sua boca mal-criada que você ficou revoltadinho, nem tocou mais no assunto.

Apanhou, tadinho! Ficou com o ego dolorido e veio aqui reclamar “ai, como você é grosseiro!!! Olha como você me maltratou!!! Buáááááááá!!!!!”

E então, vou pro seu caderninho? Você tem caderninho de quem te bate? Vai mostrar o caderninho pra mamãe?

Por acaso você tem idéia do que seja religiosidade?

Onde você está vendo desespero? Eu, desesperado, por causa de um excremento de barata como você?

Você primeiramente enviou um comentário usando como desculpa estar “pasmo” com minhas respostas para sujeitos bobos tais como você apenas para destilar seu veneno, seu preconceito contra os cristãos, os religiosos em geral, e você deixou isso bastante claro. Para você, “egocentrismo”, “grosseria”, “estupidez” e “falta de tolerância” é “marca registrada dos católicos, dos evangélicos e de todos os demais religiosos”. Você é preconceituoso e mal-intencionado! Como acha que devo tratá-lo? Só porque você é um almofadinha folgado, metido, arrogante, eu devo passar a mão na sua cabecinha? Vai pedir colinho pra mamãe, sua besta quadrada!

Você não veio aqui pra dialogar coisa nenhuma, você veio pra tentar desmerecer e humilhar os cristãos!

Você insultou os cristãos, os religiosos em geral, e ainda implora para ser respeitado! Ficou ofendidinho e saiu emburrado! Tá fingindo ser bom mocinho e tá indignado, jurando ter boa educação porque não fala nome feio, não xinga ninguém. Ora, você não tem vergonha de ser assim tão boçal? Você não tá vendo o papelão que está fazendo?

Deu vexame ao demonstrar seu preconceito explícito contra os cristãos, porque joguei na sua cara os fatos irrefutáveis de que foi a Igreja Católica quem inventou o que chamamos hoje de “assistência social”, minimizando o sofrimento de milhões e milhões de pessoas no mundo inteiro. O que tem a dizer sobre isso? Nada.

Deu vexame porque deve ter lido em alguma revistinha de salão de beleza que “as teorias de Freud já foram todas por água abaixo” e se meteu a besta de vir aqui arrotar conhecimento sobre um assunto pra lá de complicado, do qual você conseguiu demonstrar apenas sua incomensurável ignorância. Aprendeu alguma coisinha sobre psicanálise e as teorias freudianas pra vir discutir comigo? Nada.

E olha só, “grupinho de alienados da religião que não suporta saber que no mundo existem pessoas que não concordam com as idéias de vocês.” Você ensaiou isso diante do espelho? Você é um poço de incultura e, desmascarado, vem com essa justificativa esfarrapada?

O festival de bobagens não tem fim. “Creio que foi na bíblia que li que um cristão verdadeira nunca revida, só oferece a outra face. Claro que não esperava que isso fosse cumprido por vocês, cristãozinhos de meia tijela (sic), afinal de contas, se tivessem ficado calados, eu não teria agora comprovada minha teoria.”

Vejam: o cara veio aqui só pra insultar o cristianismo e a Igreja Católica. Se eu fico quietinho, se eu respondo educadinho, é porque respeito a ele, mas ele não precisa respeitar nem os cristãos nem a Igreja Católica. Eu tenho que respeitá-lo, mas ele não precisa respeitar a mim ou a ninguém. E com essa pose de bom mocinho ofendido quer simular indignação? Você não passa de um maricas!

Quer dizer, se eu agradá-lo, será que ele vai mudar de opinião sobre as pessoas religiosas? Hum, deixa eu pensar aqui… Será que vale a pena? Agora, se eu me defender e for agressivo, ele então “confirma sua teoria”. Ah…

Quem te falou que o que quer que saia da sua cabecinha vale alguma coisa? Você realmente acha que suas teorias têm alguma utilidade só porque fez especialização de antropologia nos USA?

E ainda despeja a sua monumental ignorância, incultura, falta de cabedal (hum…), ao dizer que o cristão não pode reagir às agressões de outrem! Segundo ele, está na doutrina cristã! Ele leu na Bíblia!

Você já ouviu falar no direito à legítima defesa, que é ensinado pelo Magistério da Igreja?

O Catecismo da Igreja Católica assim se pronuncia a esse respeito:

2263 A defesa legítima das pessoas e das sociedades não é uma excepção à proibição de matar o inocente que constitui o homicídio voluntário. “Do acto de defesa pode seguir-se um duplo efeito: um, a conservação da própria vida; outro, a morte do agressor”. “Nada impede que um acto possa ter dois efeitos, dos quais só um esteja na intenção, estando o outro para além da intenção”.

Traduzindo para energúmenos: se alguém me ataca com violência, tenho o direito de me defender com igual violência.

Preciso lembrar da passagem bíblica onde Jesus invade o templo e expulsa os vendilhões de forma nada pacífica? Em João 2, 13-16, está escrito:

Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os negociantes de bois, ovelhas e pombas, e mesas dos trocadores de moedas. Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas: Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes.

Ó, mas como Jesus é violento! Que falta de caridade! Que modos mais feios!

Ele podia ter chegado mansamente, como desejaria o sr. Gabriel. Pedir com educação: gente não façam isso, vocês estão negociando aqui… Não é de bom tom… Olha, não me levem a mal, trata-se de uma crítica construtiva, sabem? Me perdoem, posso estar equivocado, mas aqui não é um lugar tão propício para essas suas práticas… Por favor, vejam bem, não é uma ofensa pessoal, porque não quero magoar os sentimentos de ninguém… Afinal, todos somos irmãos, amigos fraternos, o mundo é lindo, somos filhos do mesmo universo…

Pois é, mas Jesus chegou lá distribuindo bordoadas. Que coisa mais anticristã, não é mesmo sr. Gabriel? Que absurdo!

Agora, relato outro episódio da vida de Jesus, narrado em Lucas 11, 37-48ss. Ele foi convidado para jantar na casa de um fariseu. E vejam o que aprontou:

Enquanto Jesus falava, pediu-lhe um fariseu que fosse jantar em sua companhia. Ele entrou e pôs-se à mesa. Admirou-se o fariseu de que ele não se tivesse lavado antes de comer. Disse-lhe o Senhor: Vós, fariseus, limpais o que está por fora do vaso e do prato, mas o vosso interior está cheio de roubo e maldade! Insensatos! Quem fez o exterior não fez também o conteúdo? Dai antes em esmola o que possuís, e todas as coisas vos serão limpas. Ai de vós, fariseus, que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas. Ai de vós, fariseus, que gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e das saudações nas praças públicas! Ai de vós, que sois como os sepulcros que não aparecem, e sobre os quais os homens caminham sem o saber. Um dos doutores da lei lhe disse: Mestre, falando assim também a nós outros nos afrontas. Ele respondeu: Ai também de vós, doutores da lei, que carregais os homens com pesos que não podem levar, mas vós mesmos nem sequer com um dedo vosso tocais os fardos. Ai de vós, que edificais sepulcros para os profetas que vossos pais mataram. Vós servis assim de testemunhas das obras de vossos pais e as aprovais, porque em verdade eles os mataram, mas vós lhes edificais os sepulcros.

Mas que falta de educação! Que descortesia! Então chamam Jesus para um jantar e ele fala mal de todo mundo lá, do dono da casa e dos outros convidados… Que absurdo! Esse sujeito não tinha mesmo modos, devia ser um desclassificado!

O que o sr. Gabriel diria sobre tais atitudes? Será que a expulsão dos vendilhões do templo, para o historiadorzinho com especializaçãozinha em antropologia, seria “Uma demonstração pura e direta da falta de educação, do egocentrismo, da grosseria, da estupidez e da falta de tolerância que é marca registrada dos católicos, dos evangélicos e de todos os demais religiosos”?

Como o senhor classificaria essas atitudes de Nosso Senhor Jesus Cristo, sr. Gabriel?

O resto é aquele blá blá blá de universitariozinho boboca, inculto, palhaço, que se finge a última bolacha do pacote mas só tem pose. O pior é que é tão burro, mas tão burro, que volta aqui pra tentar salvar alguma coisa – mas o vexame só aumenta, é colossal. E termina sua fala assim: “dispensados, vocês já me serviram!” Ah, ó céus! Eu servi pra quê, pra te humilhar? Pra te dar uma surra? Já apanhou o bastante? Ah, não foi o suficiente e você veio aqui novamente para dar mais um tremendo vexame? Que você não tenha um pingo de inteligência, disso eu já sabia, mas nem mesmo um pinguinho de amor próprio?

Pensam que ficou só nisso? Não, ainda veio com mais comentários… Como se tivesse alguma relevância o que sai dessa cabecinha abençoada!

No post Perseguição aos cristãos: FIFA quer proibir manifestações religiosas no Mundial de 2010, vem com o papo de sempre de militante idiota anticristão: “vivemos em estados laicos no mundo ocidental!” Vejam só o cume da asneira: desde quando estado laico é estado antirreligioso? Então, o estado ser laico é impedimento para a expressão da fé de determinado grupo de pessoas? Você não sabe que os Estados Unidos são um estado laico que se instituíram tendo como base a doutrina cristã? Quase todos os Founding Fathers eram bastante religiosos – John Adams (sabe quem foi?) considerava como os fundamentos, os sustentáculos, de uma república livre a virtude, a moralidade e a religião. E os Estados Unidos são o exemplo inspirador de todas as democracias do mundo! O que é estado laico, então? É o estado não interferir na liberdade religiosa. Assim os Founding Fathers definiram o “estado laico”, e essa definição não tem a menor relação com o estado antirreligioso que você, que é mal-intencionado, picareta e ignorante, concebe. O estado deve garantir a liberdade de os indivíduos manifestarem sua religião; entretanto, ao reprimir a religião, proibindo sua manifestação pública, o que é seu desejo, o estado não está se comportando como laico, mas como antirreligioso e autoritário, impedindo a própria liberdade de expressão! O mané se diz historiador e não tem a menor idéia do que seja estado laico! Já existe separação entre religião e estado, ô sapateiro. Se não sabe, foi em grande parte por insistência da Igreja Católica – é só estudar história (coisa que você nem sabe o que é, apenas imagina, e imagina errado) e conhecer os esforços do grande Papa Gregório VII em livrar a Igreja do controle do imperador do Sacro Império, Henrique IV.

Atenção todos os seguidores de Jesus Cristo – é claro que o mané aí não tem a menor idéia do que esteja acontecendo no mundo -, nunca é demais repetir o aviso: há uma discreta, porém contundente, perseguição orquestrada contra os cristãos, tendo como desculpa esfarrapada slogans repetidos por patetas como esse daí. “O estado é laico, portanto vão rezar em casa”! É isso o que dizem como pretexto, mas o propósito é o de eliminar a influência do cristianismo na esfera pública, silenciando os cristãos, seja através do constrangimento, da difamação e mesmo da lei, quando isso for possível. Desde quando rezar em público é impor alguma coisa “no meio da sociedade”? Desde quando promover a prática religiosa é forçar alguém a seguir determinado culto?

Ora, ora, ora… Liberdade de expressão só para os ateus e os anticlericais? Para os religiosos, o silêncio? Que democracia é essa? A sua democracia?

E agora, segue o pior de tudo, o mais vexaminoso, o mais triste, o mais patético, o mais vergonhoso, o mais baixo… Leiam com seus próprios olhos o comentário que ele acrescentou pouco depois:

Ah, esqueci de comentar sobre a questão do cabedal. rsrssrsr! acho que “Jornada Cristã” confundiu cabedal com cabide. rsrsrrss. Que engraçado! Tem um dicionário chamado PRIBERAM. É só procurar no google. É fácil: vc entra no google assim:

Digita: http://www.google.com.br onde? na sua barra de enderaços do seu navegador (procure tmbm os diversos significados da palavra navegador quando conseguir entrar no priberam, ok!?).

Depois de acessar o Google, vc digita DICIONÁRIO no lugar onde a gente escreve os termos da pesquisa. é fácil de encontrar, é num lugar bem óbvio!

Tá, agora vc vai clicar em dicionario Priberam. Creio que vc não terá muito dificuldade em encontrar o link para o site por que ele é o primeiro que aparece. RSrrssr!

Depois de entrar (vc vai perceber que entrou quando vc olhar pra tela e ver o nome PRIBERAM na sua frente.) vc digita a palavra CABEDAL no espaço da pesquisa. Pronto, vc vai ver alguns signifidos aparecendo por lá. Nenhum, aliás, faz menção a alguma confusão que possa haver entre o termo e a palavra cabide, rsrsrsrssr!

E antes que vc faça alguma piadinha do tipo :Ah, foi de lá que vc tirou esta palavra? RSrsrssr! Já te digo que foi não, filhinho, não foi mesmo. RSrssrrs!

Boa sorte!

Vejam a situação catastrófica do ensino superior brasileiro, vejam o esgoto em que se transformaram os cursos de história no Brasil, de onde saem tantos cérebros de ratos e baratas, vejam o descalabro da situação dos nossos (de)formados em algum curso superior desses circos de horrores em que se transformaram as ciências humanas em nosso pobre país.

Em primeiríssimo lugar, inteligência não é sinônimo de “acúmulo de informações”, isso é óbvio. Uma pessoa inteligente é aquela que é capaz de aprender e perceber a realidade em sua complexidade. Isso significa um antecedente fundamental: uma pessoa honesta, que queira conhecer a verdade, que esteja interessada em descobrir coisas, precisa reconhecer a sua própria ignorância em várias e várias coisas. Para atingir uma maturidade intelectual e ser capaz de defender idéias, demora tempo e estudo. Para elaborar idéias próprias, demora mais tempo ainda. E sempre o pesquisador, o estudante, aquele que almeja o conhecimento, deve estar ciente de suas limitações, procurando opinar apenas naquele assunto que estudou e que pode contribuir para o esclarecimento geral.

Conhecer ou não conhecer o significado de determinada palavra não quer dizer inteligência ou burrice. Quer dizer, simplesmente, que você não é um dicionário ambulante ou o Rain Man – o autista personificado pelo ator Dustin Hoffman capaz de fazer contas matemáticas complicadíssimas ou decorar partes inteiras da lista telefônica.

Ou seja: somos todos limitados, não existem pessoas perfeitas, que não cometam erros, que saibam tudo, etc. Isso deveria ser uma coisa óbvia. Mas, hoje em dia, parece que os indivíduos estão ficando cada vez mais lelés da cuca, então é melhor explicar direitinho, devagarzinho… E mesmo assim ainda vai ter gente sem entender.

Ok, vamos lá. Tarefa hercúlea… Liguem o botão “ironia”, por favor.

acho que “Jornada Cristã” confundiu cabedal com cabide. rsrsrrss. Que engraçado!

Você tem todo o direito de achar que confundi “cabedal” com “cabide”. É claro, as palavras são semelhantes. Não poderia eu ter cometido um lapso? Poderia. Acontece, não é mesmo? Todo mundo erra. E tem todo o direito de achar engraçado também, não é?

Mas vejam a gentileza do sr. Gabriel Heinrich. Ele se propõe a me ensinar a mexer no Google! Ah, sr. Gabriel! E eu pensando mal do senhor! O sr. tão cavelheiro, elegante, vai ajudar a alguém estúpido e grosseiro (tal como o sr. próprio diz) como eu? E desinteressadamente? Ah! Que gesto magnânimo! Estou até emocionado. Acho que vou chorar. Muito obrigado, sr. Gabriel! Sei que o sr., honesto como é, está me ensinando para o meu próprio bem, para que eu cresça intelectualmente, afinal de contas o que é uma pessoa hoje em dia se ela não souber mexer no Google, não é mesmo? Ora, que perigo, ela pode se tornar um cristão fundamentalista como eu! Alguém ignorante, envolto em trevas! Oh! Mas eis que surge o sr. Gabriel para me libertar! Não tenho nem palavras.

Bem, sr. Gabriel, vou então repetir os passos que o sr. está aqui me indicando. Vou já entrar no Google. Certamente, este site vai mudar a minha vida. Mal posso esperar… Pronto, entrei, já estou no Google. E agora, o que faço? Hum, vou ao dicionário indicado… Uai, não tinha ainda ouvido falar desse dicionário, “Priberam”. O sr. é monumental, sr. Gabriel. Veja, o sr. já me ensinou a usar o Google e agora estou conhecendo um novo dicionário, para ampliar meus conhecimentos. Que bacana, não é mesmo?

Priberam… Vamos lá… Ah, claro sr. Gabriel, vou procurar saber também qual o significado da palavra “navegador”! Certamente, tal termo neste contexto não se refere à profissão exercida pelo ilustre Pedro Álvares Cabral, não é mesmo? Tá vendo sr. Gabriel, não faltei à escola no dia dessa lição, hein! Re, re, re…

Ei sr. Gabriel, o que acontece se ao invés de eu digitar “DICIONÁRIO” neste referido espaço (tem um botão aqui ao lado, “pesquisar”, deve ser aqui, né?), eu digitar “PRIBERAM”, o nome do dicionário que o sr. já me indicou? Vou experimentar, o sr. me perdõe, não estou fazendo do jeitinho que você ensinou… Nossa, como o Google é fantástico! Encontrei! Priberam: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Que chique. Esse sr. Gabriel é demais! E agora, o que faço? Bem, vamos perguntar ao sr. Gabriel. Olha sr. Gabriel, o sr. realmente merece meus parabéns. Que didático! Perfeita sua explicação. Muito bom, dá pra ver que o sr. realmente aprendeu direitinho a usar o Google. O sr. deve ser um desses adolescentes bastante criativos, que ficam o dia inteiro na internet, não é verdade?

E vamos agora finalmente conferir o que diz o verbete cabedal no dicionário Priberam:

cabedal
s. m.
1. Nome genérico das peles empregadas no calçado e arreios. Dinheiro (ou bens representativos dele).
2. O saber (considerado como riqueza).
3. Recurso.
4. Poder.
5. Estimação.

Hum. Esses são os significados da palavra “cabedal”. E o sr. Gabriel tem toda a razão: nenhum faz menção a qualquer coisa que possa referir-se à palavra “cabide”.

Mas… De onde o sr. Gabriel tirou a impressão de que eu tivesse confundido “cabedal” com “cabide”?

Porque está claro no meu texto. Por favor, releiam. Usei a palavra cabedal no sentido de “Nome genérico das peles empregadas no calçado e arreios.”

Vamos lá, explicando a piada para os idiotas. O sr. Gabriel terminou seu primeiro comentário escrevendo o que se segue:

Mas se por outro lado alguém quiser entrar num imbróglio comigo, o que seria bem típico de gente como vocês, peço por gentileza que venha com cabedal. Pois eu detesto gente ignorante, não falo a toa, e tenho preparo pra isso.

O sr. Gabriel Heinrich, historiador formado pela Unifor/CE com especialização em antropologia na Columbus university, EUA, 2006, prestador de serviços de consultoria para empresas privadas no setor de recursos humanos e pesquisa social, julga-se um sujeito de elevada cultura (vejam como eu sofro, hein!), portanto pediu “por gentileza” que o sujeito que fosse discutir com ele lhe apresentasse cabedal.

Qual o sentido da palavra cabedal no contexto do que foi dito pelo sr. Gabriel? Obviamente “saber”, “vasta cultura”.

Tendo como objetivo ridicularizar tamanha arrogância, eu devolvi, em tom de sátira:

Ah, você tá precisando consertar sapato, bolsa, casaco, por isso tá pedindo cabedal? Olha, pelo conteúdo de sua argumentação, é melhor mesmo você mudar de ramo de atividade. Consertar sapatos é algo que tem muito mais a ver com o nível intelectual que você demonstrou aqui (com todo o respeito aos sapateiros, é claro). (…)

Atenção vendedores de cabedais, entrem em contato com o digníssimo sr. Gabriel e preparem um estoque reforçado para atendê-lo; como podem ver, ele está precisando urgentemente de boa quantidade de cabedal.

Usei a palavra em outro sentido: “peles curtidas usadas em calçados e vestimentas”. Obviamente, trata-se de uma ironia, um deboche. O que o sr. Gabriel precisava, segundo meu julgamento, é de boa quantidade de “couro curtido” (cabedal) para mudar de profissão, porque “vasta cultura”, “saber” (cabedal) é coisa que ele não tem – quanto a isso, não há muito o que discutir, estamos comprovando neste exato instante.

Agora, por gentileza, alguém me explica: como uma pessoa que se diz alfabetizada pode confundir “couro curtido para sapatos” com… “cabide”?

O que é um cabide? Vamos usar o mesmo dicionário Priberam, tão apreciado pelo missivista:

cabide
s. m.
Móvel para pendurar chapéus, roupa, arreios, etc.

Aprendi com o sr. Gabriel a usar o Google (claro, claro…) e trago algumas coisinhas a vocês sobre cabedais – especialmente para pessoas que não tenham cabedal:

O que é o cabedal?

O cabedal é um material que resulta da curtimenta da pele de mamíferos, répteis, aves ou peixes. O processo de curtimenta envolve operações diversas cujo principal objectivo é transformar a pele, um material facilmente putrescível, em algo resistente e com aplicação em diversas áreas da actividade humana.

Veja mais aqui.

Existe cabide feito de couro? Que eu saiba, cabide é feito de madeira, de plástico, de acrílico…

Qual então seria a relação entre as palavras “cabide” e “cabedal”, além da grafia ser próxima? No cabide, você pode colocar casacos feitos de… cabedal. Será isso?

De onde esse sujeito tirou que eu confundi as duas palavras?

Vamos refletir: o cara tem pós-graduação lá na casa do caixa prego, se gaba de possuir “cabedal”, anuncia aos quatro ventos “detesto gente ignorante, não falo a toa, e tenho preparo”… Mas não sabe interpretar um texto! Não concebe que uma mesma palavra pode ter diferentes significados! Pior ainda: não consegue relacionar os diferentes significados que uma mesma palavra possa ter, mesmo que estejam escritos em sua frente!!! Está lá, no dicionário online que ele consultou, “cabedal s. m., 1. Nome genérico das peles empregadas no calçado e arreios”, e ele mesmo não percebeu! O sujeitinho não sabe nem usar um dicionário e vem aqui botar banca de que fez especialização nos Estados Unidos!

Se eu chamar esse tipinho aí de jumento, corro o risco de ser processado por injúria… pela Sociedade Protetora dos Animais, porque os jumentos ficarão indignados! Mas para tudo há uma explicação. Teria o sr. Gabriel confundido o exemplar do Aurélio lá da casa dele com alfafa, e o teria devorado, perdendo assim a intimidade com o uso do pai dos burros?

O senhor tem preparo, sr. Gabriel? Que preparo? O que o senhor chama de “preparo”? A sua graduação ou a sua pós-graduação? Onde é que o sr. cismou que tem preparo para alguma coisa, sr. Gabriel? O sr. não tem capacidade pra ensinar crianças do pré-primário a desenharem uma casinha e se mete a vir discutir comigo? Apanha uma vez e agora apanha de novo! O senhor não tem senso do ridículo?

Gabriel Heinrich, eu só tenho a lhe agradecer pelo fato de você ser anticatólico. Sabe por quê? Porque você é burro demais. Você tem é que ser ateu ou atoa mesmo, ficar aí praguejando contra a Igreja Católica, contra o cristianismo, os religiosos, todos eles (como você generaliza), porque isso é pra gente do seu nível “intelequitual” que faz questão de sair por aí em público mostrando a nudez de sua própria moral, sua vaidade e incultura, o baixo nível do caráter que possuem. Pelo menos, eu tenho que dar a mão à palmatória, você não tem medo de mostrar toda a sua estupidez, apenas sua empáfia consegue superar sua burrice. Por um lado, é um prazer ler comentários como os seus, que atestam muito bem a impostura dos detratores do cristianismo em geral, e da Igreja Católica em particular. Antigamente, alguns inimigos da Igreja eram bem mais capazes, cultos, sagazes. Hoje, tudo o que apresentam se resume a essa frivolidade estúpida que você bem demonstra.

Eu só me arrependo de ter lhe comparado a um sapateiro, porque isso é uma desonra, um ultraje a tantos trabalhadores desse país! Quero aqui de público pedir meu sincero perdão a todos os sapateiros por ter comparado uma barata intelectual como você a eles, você não tem inteligência suficiente para amarrar um cadarço, quanto mais fazer ou consertar um sapato!

No mais, acho que o cursinho que você fez lá nos USA não valeu para muita coisa não. Quem sabe, pra impressionar garotinhas ingênuas. Tô até imaginando você na balada: “Aê gata, sabia que eu fiz pós graduação em antropologia na Columbus university?” Isso aí, faça valer seu investimento. Só um conselho, eu sei, deve ser difícil, mas contenha-se: cuidado para não zurrar, senão a moça se assusta.

Historiador ou sapateiro?

Pois é, de vez em quando eu não resisto e interrompo os trabalhos na minha dissertação de mestrado pra botar ordem aqui na casa. Tô pensando em abrir uma seção de “humor” aqui no blog. Vejam, por exemplo, que maravilha essa última pérola que recebi:

Olha, li os comentários do pessoal e as respostas do dono deste blog. Não entendo nada de homossexuais nem de psicólogos milagreiros, mas o que vi, e fiquei pasmo, foi o nível de agressividade do senhor ou senhora JORNADA CRISTÃ (sem trocadilhos, é que não sei se se trata de um homem ou de uma mulher) ao responder a todos os questionamentos que vão contra o seu ponto de vista.

**** Não, não. Você não está sabendo distinguir as coisas – e age assim porque não é uma pessoa de boas intenções. Não estou concorrendo ao miss Simpatia, não sou candidato ao cara mais legal do mês, este blog não participa de concursos de popularidade, não tenho perfil no Orkut para ter um milhão de amigos e ser adorado por eles. Eu respondo agressivamente a quem vem com pedras na mão. Já expliquei aqui, explico de novo: quem vier educadamente discutir, defendendo pontos de vista diferentes, será sempre acolhido, bem recebido – como já aconteceu aqui neste blog. Quem vier com insultos, xingamentos, estupidez, não vai ter respostinha bem educada. Simples assim.

Uma demonstração pura e direta da falta de educação, do egocentrismo, da grosseria, da estupidez e da falta de tolerância que é marca registrada dos católicos, dos evangélicos e de todos os demais religiosos. Que coisa feia! Mas é bom pra quem não acredita, ver com seus próprios olhos!

**** Pois essa sua frase é a demonstração pura e direta do seu preconceito contra religiosos em geral. Baseado no que leu em meu blog, cujo conteúdo é apenas de minha responsabilidade, de mais ninguém, chega à brilhante conclusão de que a falta de educação e bla, bla, bla, é “marca registrada dos católicos, dos evangélicos e de todos os demais religiosos” – vejam bem, todos, não escapa um. Se os religiosos são assim, essas pestes, o que dizer sobre os 80 por cento dos comentários que recebo de gente xingando a mim, à Igreja, o Papa e etc, alguns com as palavras mais chulas contidas em qualquer dicionário escatológico? Por acaso é justo eu julgar todos aqueles que não são católicos a partir dos idiotas que aparecem por aqui deixando seus excrementos?

Quantas instituições católicas existem para cuidar dos mais carentes, dos mais pobres, dos mais desvalidos? Preciso enumerá-las? Preciso lembrar ao sr. historiador que foi a Igreja Católica quem inventou o conceito de “assistência social” e aplicou-o, levando conforto e alívio ao sofrimento de tantas e tantas pessoas no decorrer de dois mil anos? Repetindo um dado que já citei aqui, 25 por cento dos doentes de AIDS no mundo são tratados em instituições católicas, ou diretamente apoiadas pela Igreja Católica, independentemente de qualquer preceito moral.

Então, a “marca registrada” dos cristãos é o “egocentrismo”, a “grosseria”, a “estupidez”, a “falta de tolerância”. O senhor chegou a essa maravilhosa descoberta lendo o meu blog?

Por acaso, você é o tolerante?

Você é o humilde?

Quer um adjetivo polido para qualificar este seu comentário? Que tal… “estúpido”?

Você é um almofadinha folgado fingindo educação, isso sim!

Vejam que interessante: na imprensa, o que mais tem é jornalista anti-católico cuspindo na Igreja, em seus dogmas, ensinamentos, práticas e no clero. Quando um católico se defende de forma contundente, dando nome aos bois, chamando idiota de idiota, estúpido de estúpido, vigarista de vigarista, aparece unzinho se sentindo incomodado! Ai, tadinho! Muito sensível, você.

Então, se alguém entra aqui no meu blog e desrespeita a minha crença, a minha fé, insulta meus sentimentos religiosos, eu devo ser delicadinho? Devo tratar com respeito a quem me falta com o respeito? Vou oferecer um chazinho pra quem vem com burrice pro meu lado? Chega um folgado aqui falando bravatas e eu devo ouvi-lo de cabeça baixa? Vou discordar civilizadamente de quem quer destruir a Igreja? Vou ser simpático com quem espinafra o ensinamento milenar da Igreja baseado apenas em senso comum?

Não vou não. Mas não vou mesmo.

Ah, a propósito, acho que por aqui ainda não sabem mas as teorias do Freud já foram todas por água abaixo perante as novas correntes acadêmicas da psicologia. Sua história é considerada mais como a de um sujeito pervertido, com obsessões sexuais por membros de sua própria familia, do que propriamente um cientísta. Mas isso não vem ao caso.

****A propósito, aqui há um problema de interpretação de texto. Ao citar Freud, entre outros psicólogos e psiquiatras, em uma discussão nos comentários sobre o post do julgamento da psicóloga Rozangela Justino, não entrei no mérito da validade de tudo aquilo que esses homens defenderam. Para quem achou que não ficou claro, é simples: não há unanimidade na psiquiatria sobre a natureza das relações homossexuais. Alguns grandes estudiosos foram unânimes em rejeitar ou pelo menos questionar a normalidade dessas relações. É sobre isso que estou falando, não estou defendendo este ou aquele pensador na totalidade de seu pensamento.

Em síntese: não apelei para um argumento de autoridade, ao afirmar que Sigmund Freud, Alfred Adler, Viktor Frankl e Carl Jung defendiam determinado ponto de vista (ao menos parcialmente). O que quis dizer é que esses quatro, que estão seguramente entre os mais importantes psiquiatras do século XX pela amplitude de seus trabalhos, têm uma argumentação que precisa ser refutada a respeito desse assunto, o homossexualismo, para que se possa afirmar que há um consenso na psicologia e na psiquiatria a respeito desse tema. E isso ainda não aconteceu.

Poranto, o comentarista aqui construiu um “boneco de palha” e destruiu-o, crente de que estava refutando qualquer coisa que eu tivesse dito. Sem perceber, desviou-se completamente do assunto, pior ainda: festejou igual criança em dia de malhação do Judas (“acho que por aqui ainda não sabem”…). Que coisa mais patética.

E outro problema é afirmar convicto que as teorias freudianas “já foram todas por água abaixo”. Isso é extremamente complicado, bastante discutível. São atitudes igualmente imprudentes exaltar ou desmerecer por completo a psicanálise e a obra de Freud. Eu não sou psicanalista, nem tenho tanta simpatia assim pelo médico austríaco. Até afirmei no texto sobre Viktor Frankl publicado aqui neste blog:

Ao contrário de Sigmund Freud, que dizia que a força motivadora do ser humano era o “princípio do prazer”, e de Alfred Adler, outro psiquiatra austríaco (autor da expressão “complexo de inferioridade”), que dizia que a “busca de superioridade” (“vontade de poder”) era o que determinava as ações dos indivíduos, Frankl afirmava sem titubear: a sua teoria, a logoterapia, “concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca por este sentido”. O desejo de encontrar um significado para a própria vida é o que faz a vida valer a pena. O homem é livre para escolher seu caminho e encontrar o sentido para sua existência. A vontade de sentido é o que move o ser humano.

Então, nesta questão em particular (entre outras, como a universalidade do Complexo de Édipo), Freud está superado sim. Mas mesmo Viktor Frankl era tão gentil, cavalheiro e honesto, que fazia questão de ressaltar a importância dos estudos de Freud para sua formação. Ele disse algo como “Freud era um gigante, mas eu, pequenino como sou, subi à altura de seus ombros e vi coisas que ele não conseguiu perceber”. Desculpem-me, a frase não é exatamente essa, mas o espírito do pensamento de Viktor Frankl é esse: muito do que a psicologia e a psiquiatria descobriram nos últimos cem anos deve-se ao pioneirismo de Freud. Isso não pode ser negado ou jogado fora.

Espero que publiquem este meu comentário e não façam como outros blogs de cristãos por ai que não publicam os coments quando não gostam. E, por favor, evitem os argumentos bobões como: “Ah, não vão refutar senhores doutores???!!!” Rrsrsrssr!

**** Você precisa tanto assim do seu comentário ser publicado aqui neste blog tão insignificante, mantido por um sujeito tão, de acordo com suas palavras, egocêntrico, grosseiro, estúpido e intolerante? Tá precisando de um xodó? De uma namorada? De um cafuné? Ou de um chute no traseiro pra criar vergonha na cara e deixar de ser tão arrogante, prepotente e metido a besta?

Mas se por outro lado alguém quiser entrar num imbróglio comigo, o que seria bem típico de gente como vocês, peço por gentileza que venha com cabedal. Pois eu detesto gente ignorante, não falo a toa, e tenho preparo pra isso.

**** Ah, você tá precisando consertar sapato, bolsa, casaco, por isso tá pedindo cabedal? Olha, pelo conteúdo de sua argumentação, é melhor mesmo você mudar de ramo de atividade. Consertar sapatos é algo que tem muito mais a ver com o nível intelectual que você demonstrou aqui (com todo o respeito aos sapateiros, é claro). Vem cá, com qual objetivo você quer conversar? É pra mostrar suposta erudição? A quem? Você é preconceituoso, fingido, um bocó que pensa que entende alguma coisa de psicologia mas só dá vexame em julgamentos pra lá de precipitados… Qual é a sua, rapazinho? Quem você pensa que é?

Gabriel Heinrich é historiador formado pela Unifor/CE com especialização em antropologia na Columbus university, EUA, 2006. Reside atualmente na cidade de Fortaleza onde presta serviços de consultoria para empresas privadas no setor de recursos humanos e pesquisa social.

**** Gente, ele tem especialização em antropologia lá nos Istêitis, como estou impressionado!!! Como diria o Didi Mocó: ai, que mêda!!! Atenção vendedores de cabedais, entrem em contato com o digníssimo sr. Gabriel e preparem um estoque reforçado para atendê-lo; como podem ver, ele está precisando urgentemente de boa quantidade de cabedal.

Tava demorando, mas aconteceu: a “Senhora Boring” veio fazer sujeira aqui

Mesmo afastado do blog temporariamente, sempre dou uma olhadinha por aqui. E hoje, dentre a pilha de comentários com o mesmo bla, bla, bla de sempre (que homossexualismo não é pecado, que a Igreja Católica tá cheia de padres pedófilos, que é absurdo psicólogo ajudar uma pessoa que queira abandonar o homossexualismo….), havia alguns assinados por uma senhora já bastante conhecida em alguns blogs católicos, apelidada com propriedade pelo William (do blog Contra o Aborto) de “Senhora Boring”.

Durante muito tempo, a sra. Boring ficou empesteando o blog do Jorge com seus comentários totalmente sem noção. Trata-se de uma legítima versão feminina do Joselito, aquele personagem completamente nonsense dos impagáveis Hermes e Renato (quem não gosta que me desculpe, acho o maior barato aquele festival de bobagens inúteis). Para quem não conhece, Joselito é o personagem que simboliza muito bem a boçalidade de hoje em dia, um sujeito completamente irritante, que não tem o menor senso do ridículo e adora fazer brincadeiras sem graça e violentas, achando que está abafando para seus amigos. Em suma, é um cara totalmente “sem noção” da realidade, um sujeito com o qual é impossível conviver.

O Jorge foi bastante bonzinho com essa figurinha, permitindo que ela aprontasse um bocado por lá. Dizendo-se católica, aparece sempre cheia de discursos contra o Magistério da Igreja, recheada das falácias e interpretações mais espúrias e absurdas. Questionada ou interpelada, sempre reage subindo nos tamancos, partindo para a agressão pura e simples, tergiversando, comportando-se de maneira muito suspeita para uma pessoa mentalmente sã.

Em uma discussão, em primeiríssimo lugar você tem que acreditar na boa fé daquele com quem discute. Se uma pessoa expõe algo com o qual você discorda, é lógico, óbvio e evidente que você tem todo o direito de expor sua opinião também. Mas você antes tem a obrigação de verificar a argumentação contrária ao seu ponto de vista. É assim que funciona. Em um debate maduro, onde duas pessoas procuram juntas a verdade, elas têm o dever de estudar o que o oponente está dizendo, e dar-lhe crédito para então refletir e refutar (ou não) o que foi apresentado por ele.

A verdade não é escolhida por maioria, não é de ninguém, não é possuída por uma pessoa, apenas. E o que pode parecer estranho a cada um de nós pode ser apenas fruto de nossa própria ignorância a respeito do assunto.

Este é o ponto: para discutir, ter certeza do que se está discutindo; saber o que pensa a respeito e procurar saber sobre o que o outro pensa sobre esse mesmo assunto. Refletir: “E se meu oponente estiver certo e eu estiver errado? Sei o suficiente sobre esse assunto para expressar uma opinião séria ou o que vou dizer apenas resume minha vaidade? Tenho humildade para reconhecer a possibilidade de estar errado? Tenho ciência das informações necessárias para sustentar meu ponto de vista ou o que digo se baseia em ‘achismos’ – mero senso comum?”

Quando vejo que um comentário aqui no blog não atende a essas “qualificações”, quando percebo que alguém apareceu por aqui não para discutir amigavelmente, mas sim para esculhambar, tumultuar, dar faniquitos, apenas para expressar sua revolta adolescente contra Deus, as religiões, a Igreja, o padre e o bispo e não sei mais quem (ai, ai, ai…), eu nem termino de ler o comentário: já aperto o botão mágico do “excluir”.

Já disse aqui uma vez e repito: quem quiser conversar será sempre bem vindo, independentemente da opinião que defender. Quem vier para criar confusão, para “expressar opinião”, para amolar… Não tem papo, é lixeira. Hoje mesmo, já foram uns 20 comentários pro beleléu. Alguns, serão respondidos depois, assim que eu tiver tempo. E não serão respostas delicadas, já estou avisando.

Quanto à sra. Boring, já teve aqui em JORNADA CRISTÃ a publicidade que não merece. Não terá nenhum comentário aqui publicado, não terá nenhuma resposta, não haverá nenhuma menção a seu respeito de agora em diante. Eu até cheguei a pensar que se tratava de uma pessoa de má índole, mas agora acho que o caso dela é para psiquiatras. Seus devaneios infantis, suas disquisições fora da realidade, sua enorme dificuldade em interpretar um texto até mais simples me parecem sintomas de um problema psicopatológico mais sério. Seus chiliques recorrentes são ridículos, sua mania de perseguição é constrangedora, sua revolta juvenil é boçal. Em síntese, é claro que seus comentários são dispensáveis, sua postura é inconveniente, ela não tem nada o que acrescentar por aqui.

Portanto, sra. Boring, não perca seu precioso tempo escrevendo para JORNADA CRISTÃ. Seus comentários serão sumariamente excluídos. E pode bater o pezinho, se dizer perseguida por fanáticos religiosos, intolerantes, que você é “católica” e seus “inimigos”, aqueles que defendem o Magistério da Igreja, são “fascistas”, pode fazer o seu teatro – bem longe daqui, é claro. A sra. é uma péssima atriz, provavelmente precisa de acompanhamento psicológico sério – além de ser um bocado chata.

Psicóloga Rozangela Justino no Fantástico, da Rede Globo – manifeste seu apoio no abaixo-assinado

A psicóloga Rozangela Justino, que comete o terrível crime de ajudar pessoas que voluntariamente queiram deixar de praticar relações homossexuais, está para ser julgada no próximo dia 31 pelo Conselho Federal de Psicologia, e corre o risco de perder seu registro profissional.

Amanhã, 26 de julho, será exibida uma entrevista no programa “Fantástico” com Rozangela Justino. Em seu blog, a psicóloga comenta sobre a matéria, onde também será entrevistado Joide Miranda, que abandonou a sua antiga vida como travesti e agora é pregador evangélico – ele tem um blog onde conta toda sua história.

Participe do abaixo-assinado em apoio a Rozangela Justino. Clique aqui e se manifeste em favor da liberdade de expressão, direito este previsto na Constituição Federal.

Atenção! Mediação de comentários suspensa!

Eita, tem um bocadinho de gente aqui querendo me dar pancada, é? Venham, façam fila… Mas aguardem, viu? Estou na reta final de minha dissertação e vocês vão ter que esperar. Tem gente aqui doida pra levar umas palmadinhas, re re re… Podem deixar, já guardei aqui alguns comentários bastante interessantes, assim que for possível terão respostinhas adequadas.

Neste meio tempo, vou ali pedir o porrete do Fred Flintstone emprestado…

Perseguição aos cristãos: FIFA quer proibir manifestações religiosas no Mundial de 2010

Responsável pela Fundação João Paulo II para o Desporto lamenta afirmações do presidente da Federação Internacional de Futebol

O presidente da Fundação João Paulo II para o Desporto, Edio Costantini, lamentou as afirmações do presidente da FIFA, Joseph Blatter, que quer proibir as manifestações religiosas por parte de jogadores de futebol durante o próximo Campeonato do Mundo de Futebol.

Depois de o Brasil ter vencido no mês passado a Taça das Confederações, derrotando na final os EUA por 3-2, Blatter condenou a manifestação dos jogadores brasileiros, que se abraçaram e rezaram dentro do campo. “A expressão de fervor religioso dos brasileiros durou tempo demais”, disse Blatter, afirmando que esse tipo de gestos cria “confusão entre a religião e o desporto”.

A Federação Dinamarquesa de Futebol também não gostou da exteriorização dos jogadores brasileiros, tendo-se queixado à FIFA. Na resposta, Blatter prometeu proibir esse género de manifestações para o Campeonato do Mundo de 2010, que será realizado na África do Sul. Já em 2002 o presidente da FIFA se tinha queixado da manifestação religiosa da equipa brasileira, ao conquistar o seu quinto Mundial.

Costantini criticou a posição de Blatter: “É um erro depurar o desporto dos valores éticos que a fé cristã defende há séculos”, acrescentando que essas virtudes são essenciais para “restituir ao desporto o significado autêntico que a violência, o doping, o racismo e o dinheiro ameaçam destruir”.

O antigo jogador brasileiro Pelé, que venceu três campeonatos do mundo pelo seu país, também expressou o seu desapontamento pelas palavras do presidente da FIFA, alertando para o perigo de o futebol se tornar num jogo em que a principal preocupação dos atletas é o dinheiro que vão ganhar.

As críticas às manifestações religiosas durante as partidas de futebol não se dirigem apenas aos jogadores. O treinador do Inter de Milão, José Mourinho, foi acusado de ser supersticioso, depois de ter beijado o crucifixo no seguimento de um golo marcado pela sua equipa, em Outubro do ano passado. “Não sou supersticioso, mas católico”, respondeu na altura o técnico português.

Fonte: Agência Ecclesia.

Palestra da Dra. Lenise Garcia sobre anencefalia

Apresentação didática e acessível elaborada pela Drª em Microbiologia, Lenise Garcia, sobre a Anencefalia. A professora da Universidade de Brasília esclarece pontos, poucas vezes abordados, demonstrando que a anencefalia não diminui a humanidade e a dignidade do ser humano em gestação que a possui.

O vídeo, de autoria do grupo “Vida para Todos”, está dividido em quatro partes. Abaixo, a primeira:

httpv://www.youtube.com/watch?v=WnTeZbi8QzA

Perseguição aos cristãos: atentado contra Igreja na Espanha quase causa tragédia

No teto da nova Igreja de Santa Genoveva, na cidade espanhola de Majadahonda, situada na área metropolitana da capital Madri, no domingo próximo passado, desconhecidos colocaram sete artefatos incendiários, que não causaram uma tragédia por terem sido percebidos a tempo pelo pároco.

Um forte odor de gasolina percebido pelo padre David Benítez Alonso após a celebração da missa das 11:30 da manhã evitou uma tragédia. Abaixo, parte de seu relato:

Graças a Deus, nada aconteceu. Mas o fato é que foram colocados na Igreja sete artefatos incendiários de fabricação caseira com o propósito de queimar o templo, ou parte dele, pelo menos. O Senhor, a Virgem e Santa Genoveva não o consentiram, mas o fato é que esses artefatos estavam ali. É triste ver e perceber tal fato em nossos dias.

Na missa seguinte, às 13 horas, celebrou-se uma missa “emocionante”, segundo o relato do pároco, “pedindo também a todos os que não nos querem bem quando tivemos que deixar a casa do Senhor por motivos de segurança”. E acrescentou:

Quero dar graças a todos pelo apoio, aqui é onde uma pessoa comprova que a Igreja de Santa Genoveva é de todos e somos todos. E quero encorajá-los a continuarem fazendo parte da mesma, sem nenhum tipo de medo. Que ninguém se sinta intimidado, porque o triunfo deve ser de Cristo e não dos violentos. Nunca em Majadahonda havia acontecido isso, alguma coisa boa estamos fazendo quando outras pessoas não sabem expressar seu mal-estar a não ser intimidando.

Trata-se de uma aventura mais a contar, porque graças a Deus e a Santa Genoveva nada aconteceu, não poderia acontecer e não vai acontecer com essa proteção. Embora o mal não descanse, nós seguimos adiante, fiéis a Jesus Cristo. Ladram, visto que cavalgamos.

Fonte: HazteOir.org. Tradução e adaptação de Matheus Cajaíba. Para ler o texto completo em espanhol, clique aqui.

Enquanto alguns saboreiam o banquete, outros chafurdam na lama

Ah, não publicar o nome do comentarista é covardia, é? Então te satisfaço:

Paulo Macedo

IP 200.195.64.138
Enviado em 13/07/2009 às 18:37

Parabéns a Dawkins e a pessoa que fez o comentário que tanto irritou nosso “amigo” que covardemente deixou de citar o autor. O fato de ter ficado tão bravinho só demonstra que a crítica acertou no alvo e incomodou. E quando incomodamos tipinhos como esse, é um bom sinal!

Não citei o autor do comentário que deu origem ao post anterior por questão de caridade. A intenção é sempre denunciar o erro, em primeiro lugar. Mas já que você parece estar me pedindo isso, respondo-lhe diretamente e publico seu nome aqui, se isso te deixa satisfeito. A filosofia cristã diz: amar quem está pecando, odiar o pecado. Mas você, que se comporta como se tivesse vindo da mesma pocilga, da mesma imundice que seu companheiro, o que veio fuçar aqui? Veio tentar me irritar também? Você acha que tipinhos como você e seu coleguinha me irritam? Não, de forma alguma. Na realidade, incitam minha compaixão, porque vocês se recusam a saborear o banquete da vida, comendo lavagem para os porcos e se deliciando no meio da própria miséria espiritual (e intelectual). Por que você acha que é capaz de me irritar? Ora, se há algo para eu sentir a seu respeito é justamente compaixão e amor, porque se você não se converter, certamente irá para o inferno – assim como todos os pecadores que se recusarem conscientemente a abandonar o pecado. Se tenho algo a temer a seu respeito, é justamente a possibilidade de você não se salvar. Tenho a obrigação moral de rezar por você, da mesma forma que convido a todos os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo para que rezem também por você e por seu amigo raivoso. Vou rezar para que vocês dois saiam dessa lama, que é o ateísmo militante, abandonem a pocilga do pecado onde se encontram atualmente presos e se convertam à Igreja de Jesus Cristo.

E do fundo do meu coração, posso dizer com absoluta tranqüilidade: eu não gostaria de saber que você, ou que qualquer outra pessoa nesse mundo, tenha decidido se fechar para sempre ao amor de Deus, escolhendo o caminho da perdição eterna, condenando-se ao inferno para todo o sempre.

Acha que só por ser assim tão desprezível para consigo mesmo consegue sê-lo para com os outros? O que é mais desprezível para si mesmo que recusar o amor de Deus? Ainda há tempo para conhecer a verdade e se aproximar dela, rapaz. Você é muito amado por Deus, e se recusa a aceitar esse amor. Por que acha que me incomodaria com seus comentários tão bobocas, tão fugazes, típicos de criança mimada que se sente ofendida por pouco? Você é que deveria se sentir incomodado com sua solidão de ateu. Acha prazeirosa essa dor da finitude que está latejando sem parar em seu peito? Já imaginou carregar essa dor eternamente?

E ainda acha que estou incomodado com você? Como vocês são infantis… Vocês, tão inteligentes, racionais, seguem a Dawkins sem pestanejar, questionar, duvidar… E os religiosos é que são obscurantistas! Que tolinho… Vocês seguem um ídolo de barro a guiá-los para o inferno, e como estão alegres com isso! O Flautista de Hamelin a tocar e vocês seguindo, felizes… Ah, você tem razão: isso sim, me incomoda. Enquanto há um banquete à disposição, onde o alimento é o mais saboroso, farto, pessoas como você, que foram convidadas, recusam-se a comparecer, insultam Aquele que as convidou e chafurdam na lama, comendo lavagem e portando-se como porcas… Isso sim, me incomoda! Isso sim, me entristece! Que horror!

Por fim: seu companheiro de trevas conseguiu argumentar contra o texto “Richard Dawkins ou da puerilidade científica”? Não. E você, ao parabenizá-lo (?), disse basicamente as mesmas coisas que ele disse, de forma mais polida para disfarçar a própria empáfia. E fez isso, porque sabe que não consegue dizer um “a” sobre as objeções que foram feitas a Dawkins nesses dois artigos.

E, convenhamos: acha que me incomoda com seu fanatismo ateu?

Conta agora a do papagaio, vai…

Um exemplar entre os discípulos de Dawkins está grunhindo! Que gracinha!

Parabéns Richard Dawkins! O inimigo mortal dos babacas, trouxas e covardes teístas! Babam de raiva porque ele demonstra de forma racional e culta o absurdo na crença dessa farsa chamada Deus!

Por absoluta falta de tempo, eu ainda não havia escrito por aqui sobre ateísmo militante. Claro, há que se fazer uma diferenciação entre ateus e o ateísmo militante. A fé é um mistério; a ausência de fé, também o é. Tenho enorme respeito pela experiência individual de cada pessoa, e acredito que todos devemos ser compreensivos a esse respeito. Ninguém pode se considerar superior ou inferior a outrem em virtude de sua crença… ou da ausência dela. Não acreditar em Deus não é sinônimo, necessariamente, de indiferença para com o próximo ou de desinteresse para com as questões metafísicas. Isso pode acontecer em virtude de uma série de fatores.

Mas o ateísmo militante é uma aberração que tenta “sistematizar” um sistema de “não-crenças”, que por si só não possuem uma fundamentação comum. E é impressionante como o discurso é o mesmo, o da arrogância, prepotência, empáfia, que no fundo revelam um claro, óbvio, evidente complexo de inferioridade. Afinal de contas, se fossem tão superiores assim àqueles que acreditam em Deus, não precisariam de tanta publicidade para convencerem os outros… da própria inteligência e racionalidade: provariam isso refutando e debatendo. Na realidade, estão inconscientemente querendo convencer a si mesmos de sua pretensa superioridade intelectual, por se autoproclamarem “racionais” e “cultos”, como se todos os crentes do mundo fossem automaticamente “irracionais” e “incultos”.

É claro que o ridículo dessa gente ultrapassa todos os limites do bom senso e a atenção desmedida que recebem por parte da mídia só pode ser explicada pela total irracionalidade que tomou conta da cultura ocidental nas últimas décadas. Uma coisa é um ateu questionar a existência de Deus, tecer críticas, exigir esclarecimentos. Outra coisa, bastante diferente, é logo de saída rebaixar seus oponentes na discussão – coisa que Dawkins e sua laia fazem com bastante freqüência.

O comentário acima ilustra muito bem como funciona (ou não funciona…) o cérebro de um miltante ateísta. Como já dizia Chesterton, quando a pessoa deixa de acreditar em Deus, passa a acreditar em qualquer tolice. O mané aí apenas trocou a adoração a Deus pela adoração a um idiota como Dawkins.

A partir daí, rebaixa aqueles que pensam de outra forma: taxa-os de “babacas, trouxas e covardes teístas”. O nível de indigência intelectual do sujeito é tão alarmante, que coloca num mesmo balaio todos aqueles que crêem na existência de Deus ou do transcendente, como se tudo fosse a mesma coisa. Pode até ser sim, mas para pessoas completamente tomadas pelo ateísmo fanático.

O mais patético é o raivoso aí dizer que os “teístas” (???) é que “babam de raiva”. Ora, insultar de forma gratuita o adversário com tais termos utilizados no comentário é o quê? Para uma mentalidade tão inculta e primitiva, deve fazer parte de suas regras de etiqueta. Claro, claro, os outros é que babam de raiva. Esse aí é um gentleman. Bem, quem sabe lá na pocilga de onde veio ele realmente o seja…

Dawkins é uma farsa. Ele não demonstra nada, não sabe e nem quer saber o que seja a diferença entre imanência e transcendência. Obviamente, também não dá para esperar isso de alguém que lambe seus sapatos. Dawkins não tem cultura nenhuma para analisar e refutar argumentos filosóficos. Pode ser que no seu campo de conhecimento, Dawkins tenha sua relevância e méritos; mas nesse debate, sobre a existência ou não de Deus, o que faz é apenas aparecer e seduzir tietes descerebradas, pois seus conhecimentos a respeito são ridículos.

O grau de incultura de Dawkins pode ser medido em artigo publicado na Folha de São Paulo (sempre ela…) de 25/08/2007. Vejam como se inicia o texto:

A América, fundada em meio ao secularismo como farol do iluminismo do século 18, está se tornando vítima da política religiosa –uma circunstância que teria chocado seus fundadores.

Não pretendo analisar o artigo em sua totalidade aqui neste post, mas apenas sua frase inicial, que já é suficiente para demoli-lo por inteiro. E por quê? Ora, Dawkins está partindo do pressuposto que os Estados Unidos foram fundados como nação “laica” e que isso quer dizer que a religião não teve papel relevante na origem do estado americano. E a partir desta “constatação”, profere absurdos tais como os religiosos atribuírem “mais valor a células embrionárias que a pessoas adultas” ou então comparar a direita religiosa norte-americana ao Talebã – quantos atentados os militantes conservadores praticaram, mesmo? Para a mentalidade “pogreçista” de Dawkins, estado laico é aquele que exclui a religião dos debates públicos, ou seja, todos os pontos de vista são lícitos, menos os que tenham alguma fundamentação religiosa. Os Estados Unidos, garante Dawkins, foram fundados “em meio ao secularismo”, portanto sempre mantiveram a religião afastada dos debates políticos, e isso expresso pelos próprios “Founding fathers”. E aí está seu erro abismal.

Dawkins não sabe a diferença entre a tradição iluminista inglesa, inspiração para a independência norte-americana e para a fundação do país, e a tradição iluminista francesa, de onde brotou a revolução francesa. A primeira jamais negou as raízes cristãs da civilização ocidental e da própria Inglaterra. O iluminismo francês, de Voltaire, Diderot e companhia, é que é anticlerical e “secularista” no sentido de excluir a religião da política até o último fio de cabelo. A fundamentação da declaração de independência e da constituição dos Estados Unidos é claramente bíblica, conforme demonstrado por Benjamin F. Morris no livro The Christian Life and Character of the Civil Institutions of the United States. Claro que Dawkins não leu esse livro para refutá-lo, porque ele é o tipo do sujeito que só lê o que lhe convém.

Este, portanto, é um pequeno mas significativo exemplo da má fé do cara, que parte de um pressuposto completamente equivocado para, a partir disso, desenvolver seu “raciocínio”. Este é o ídolo cultuado pelo comentarista aí de cima, que chama a Deus de “farsa”. Deve ser efeito de alguma coisa que botaram na lavagem dele, coitadinho.

Para encerrar este post, uma citação de Chesterton…

Doutrinas espirituais na verdade não limitam a mente como fazem as negações materialistas. Mesmo que eu creia em imortalidade eu posso não pensar sobre isso. Mas se eu descreio na imortalidade eu devo não pensar nisso.

No primeiro caso, a estrada está aberta e eu sigo por ela até onde eu desejar; no segundo caso, a estrada está fechada.

… e link para textos de Olavo de Carvalho a respeito:

Richard Dawkins ou da puerilidade científica

Por Tibiriçá Ramaglio.

Não tenho a menor simpatia por eventos literários como a Flip, a Feira Literária de Parati. Considero que eventos como esses são perfeitamente análogos ao Salão do Automóvel, embora não se possa estabelecer uma sólida analogia entre romances e automóveis, contos e motocicletas, mesmo que todos eles sejam meios de transporte.

Porém, se sou contrário à Flip em teoria, sou ainda mais contrário na prática, na medida em que um evento como esse, num país como o nosso, acaba fatalmente se transformando numa celebração da corriola. – Que corriola?, quer saber o leitor. Ora, aquela mesma que se celebra cotidianamente, ainda que para isso não seja necessário realizar nenhum evento especial.

Alguém tinha dúvida de que, depois de ter lançado seu medíocre romance no começo deste ano, Chico Buarque dominaria a cena da Flip realizada no meio desse mesmo ano? É o mesmo que duvidar que o casamento de Gisele Bundchen tenha se transformado na capa da revista Caras na semana subseqüente a sua celebração.

Enfim, no que me toca, um evento como a Flip está destinado a ser algo que só pode estar aquém do que se projetou que fosse, devido a um vício originário no próprio projeto de um evento desse tipo. O resultado, por conseguinte, será sempre uma celebração de celebridades midiáticas e uma efeméride voltada para os aspectos efêmeros e superficiais da literatura, se tanto.

Mas a Flip deste ano conta com um elemento que transforma a minha indiferença em clara antipatia pelo evento: a presença de Richard Dawkins, o arauto do ateísmo. Ao meu ver, Dawkins é, antes de mais nada, um traidor da teoria de Darwin, que ele proclama como tese, quando, para ter cientificidade, ela não pode deixar de ser hipótese, pois a certeza científica, por definição, não pode ser definitiva.

O grau de certeza com que Dawkins apregoa a inexistência de Deus é puramente midiático. Só nas manchetes dos jornais e nas chamadas da propaganda se têm certezas tão peremptórias. Mas se isso não bastasse para demonstrar a presença de espetacularidade e a falta de cientificidade do pensamento dawkinsiano, eis uma foto do demiurgo publicada da revista Veja desta semana, em que Dawkins se encontra na porta de um ônibus londrino, que ostenta o seguinte cartaz publicitário: “There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life.” (Deus provavelmente não existe. Portanto, pare de se preocupar e aproveite a vida.)

Deixemos de lado o fato de Dawkins se comprazer em posar como garoto propaganda da causa ateísta e vamos pôr em foco somente a proposta feita pelo texto do cartazete, para não nos estendermos demais. Sinceramente, eu até acho bacaninha a tentativa de trazer uma discussão metafísica desse calibre para os meios de comunicação de massa, mas infelizmente a massa não tem se mostrado o fórum mais adequado para a solução de problemas dessa natureza.

Começo, então, pelo “probably”, lembrando que as probabilidades, tais quais a calculou Pascal ao formular sua aposta, são de 50%, o que já deveria invalidar a proposta como um todo. Supondo que não a invalide, por que eu deveria deixar de me preocupar? Lamento, mas me parece que minha preocupação, nesse caso, faz parte integrante da minha possibilidade de aproveitar realmente a vida como o que sou: um homem.

Se me tirarem o prazer de especular sobre a existência de um Criador, estão me tirando em sua totalidade a minha faculdade de refletir. Afinal, se não devo me preocupar com as minhas origens, também não devo me preocupar com o meu fim e já não importa, então, quem eu sou ou o que faço aqui, como também não contam a minha história pessoal e a história nacional e universal em que ela se insere.

A natureza do “aproveitar” que se encontra nessa proposta é completamente alienante, ou antes é a de um aproveitamento exclusivo do presente, do aqui e do agora, típico do discurso publicitário, que visa apenas a atiçar a impulsividade animal do consumidor: “este é o momento, que gostoso que é!” ou ainda “isto é que é, Coca-cola!”.

Trata-se de um aproveitar instintivo e animalesco, como o que todos os animais aproveitariam, mas que efetivamente não aproveitam, pois se trata de um aproveitar uma vida que, supostamente, seria feita só de prazeres, não fosse ela perturbada pela dor (entre as quais a proposta inclui a existência de Deus). Em resumo, trata-se de uma proposta cujo apelo não passa de pueril. De um apelo a aproveitar a vida na Terra do Nunca. Será que uma proposta assim pode mesmo ser feita por alguém que se pretende um cientista?

Fonte: Observatório de Piratininga.