Dom José Cardoso Sobrinho, o mártir em defesa da vida

Prezado Dom José Cardoso Sobrinho

Louvada seja Aquela que nos trouxe o Autor da Vida!

Aqui em Roma, em meio aos estudos de Bioética, desejaria ter mais calma para escrever esta carta de elogio à sua brilhante atuação como pastor diante da Arquidiocese de Olinda e Recife. Temo, porém, pecar por omissão se deixar para depois algo que deveria escrever hoje em apoio à sua defesa da vida de três crianças.

Sim, três são as crianças que o senhor defendeu: uma menina de nove anos, violentada pelo padrasto, e duas crianças gêmeas geradas neste ato de violência.

Em meu trabalho pró-vida, várias vezes deparei-me com casos de adolescentes ou crianças vítimas de estupro. Enquanto as feministas ofereciam aborto, nós, cristãos, oferecíamos acolhida, hospedagem, assistência espiritual e acompanhamento durante a gestação, parto e puerpério. As crianças geradas em um estupro costumam ser alvo de um carinho especial de suas mães. Longe de perpetuar a lembrança da violência sofrida (como dizem alguns penalistas), o bebê serve de um doce remédio para o trauma do estupro. Podendo doar o bebê após o parto, elas se assustam só de pensar em ficar longe dele. Tremem ao se lembrar que um dia cogitaram em abortá-lo. O aborto, além de ser uma monstruosidade maior que o estupro, causa um trauma adicional à mulher violentada. A idéia do aborto como “alívio” para o estupro é uma falsidade que deveria ser banida dos livros de Direito Penal.

A imprensa que acusa o senhor teve o cuidado de não revelar como o aborto foi feito. E com razão. Pois enquanto os defensores da vida mostram com alegria a linda criança concebida em um estupro, os abortistas não podem mostrar os restos mortais dos bebês que foram assassinados. Em se tratando de dois bebês de quatro meses, é possível que os médicos tenham feito uma cesariana para extraí-los do ventre materno. E depois? Depois, devem tê-los jogado no lixo, esperando que morressem. Uma cena nada agradável, nem digna de quem professa a Medicina. Os autores desse assassínio precisaram ter o sangue frio de um algoz para olhar nos olhos de suas duas vítimas abortadas. Mas é a pura realidade.

Outro argumento usado pelos abortistas é que a menina-mãe, por causa de sua tenra idade, não poderia levar até o fim a gravidez. Por isso, o aborto seria “necessário” para salvar a vida dela. Evidentemente, como o senhor sabe, tudo isso é mentira. A menina não estava prestes a morrer nem o aborto se apresentava como a “solução”. Uma gravidez como a dela exigiria um acompanhamento adequado. Médicos que honrassem o seu juramento fariam tudo para salvar os gêmeos, esperando que eles chegassem a uma idade gestacional em que poderiam sobreviver a uma operação cesariana. Afinal, para que servem as nossas UTIs neonatais? Talvez os bebês morressem espontaneamente durante a gravidez. Mas os médicos não carregariam a culpa por esse aborto espontâneo.

Aos que levianamente criticam o senhor, defendendo o aborto como meio para salvar a vida da mãe, eu proponho o seguinte caso.

Suponhamos que, de fato, o aborto pudesse “curar” alguém. Façamos de conta que, em alguma hipótese, o aborto seja “terapêutico”. Estaríamos diante de um caso semelhante ao de uma mulher que, oprimida pela fome durante o cerco de Jerusalém (ano 70 d.C), matou e devorou o próprio filho recém-nascido. O episódio é narrado pelo historiador Flávio Josefo. O raciocínio é o mesmo. Se a mulher não matasse seu filho, ambos morreriam de fome. Ao matá-lo, pelo menos uma das vidas foi salva.

Quem aplaude o aborto como meio para salvar a vida da mãe, deve, por coerência, aplaudir a atitude desse mulher que matou o filho para salvar a própria vida.

O senhor sabe muito bem – mas há muitos que não sabem e não querem saber – que nunca é lícito matar diretamente um inocente, nem sequer para salvar outro inocente. Por isso, o senhor está de parabéns por ter cumprido sua missão, que não é a de matar, mas a de dar a vida por suas ovelhas.

Permita-me agora referir-me a uma das mentiras que estão sendo apregoadas. A grande imprensa vem apregoando que, no caso da pobre menina de nove anos, o aborto foi legal. Ora, isso é absurdo. Não há aborto “legal” no Brasil, assim como não há furto “legal”. Nossa Constituição, que protege o direito à propriedade (por isso, não há furto “legal”), também reconhece a inviolabilidade do direito à vida (por isso não há aborto “legal”). O que os médicos fizeram, aos olhos da lei penal, foi um crime. Ocorre que, nem sempre a pena é aplicada ao criminoso. Há hipóteses, chamadas de “escusas absolutórias”, em que a pena não se aplica, embora subsista o crime. Um exemplo típico é o do furto praticado em prejuízo de ascendente, descendente ou cônjuge (art. 181, CP). Quem pratica tal furto (por exemplo, o filho que furta do pai) comete crime. No entanto, por razões de política criminal (como a preservação da intimidade da família) em tal caso o furto não se pune. Analogamente o aborto, que é sempre crime, tem dois casos em que a pena não se aplica: I – se não há outro meio (que não o aborto) para salvar a vida da gestante; II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido do consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal (art. 128, CP).

O médico que pratica aborto em ambas as hipóteses comete crime. A lei não autoriza a praticar o crime, mas pode deixar de aplicar a pena após o crime consumado. Como, porém, houve crime, faz-se necessário um inquérito policial. A polícia, indiciando os médicos e outras pessoas envolvidas, verificará se de fato foram preenchidos os requisitos para a não-aplicação da pena. Em outras palavras: verificará se a atitude dos médicos, além de ilegal e criminosa, é também passível de sanção penal.

Pode ser que o delegado de polícia chegue, por exemplo, à conclusão – nada improvável – de que o consentimento da mãe da menina foi obtido mediante fraude ou coação. Nesse caso, uma vez comprovada a invalidade do consentimento, a conduta dos médicos se enquadrará no artigo 125 do Código Penal (aborto provocado sem o consentimento da gestante), cuja pena é reclusão de três a dez anos.

Se os genitores da menina gestante foram vítimas de fraude ou coação, será possível ainda acionar judicialmente os médicos requerendo uma reparação civil de danos. Claro que nada repara a perda de duas vidas, nem o trauma sofrido pela menina de nove anos submetida ao aborto, mas uma indenização serviria como meio de advertência para os profissionais da morte.

Escrevo tudo isso para dizer que o senhor está do lado, não apenas da lei de Deus, mas também da lei dos homens. O senhor é digno de aplausos pela Igreja Católica e pelo direito positivo brasileiro.

Peço que o senhor não desanime. Estamos do seu lado. E, mais ainda, o Senhor da Vida está do seu lado!

Os ataques que o senhor sofre por todos os lados, até mesmo por pessoas de dentro da Igreja, fazem-me lembrar o que predisse Jesus: “Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada. Com efeito, vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra. Em suma: os inimigos do homem serão os seus próprios familiares” (Mt 10,34-36).

As injúrias, as perseguições, as calúnias, tudo isso que o senhor está fazendo deve ser para nós, não só motivo de dor, mas motivo de grande alegria. Com efeito, assim se pronunciou Jesus na última das bem-aventuranças:

“Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós” (Mt 5,11-12).

Parabéns, Dom José Cardoso Sobrinho! Subscreve o seu admirador, pedindo-lhe a bênção.

O escravo de Jesus em Maria,

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
http://www.providaanapolis.org.br/

Urros vindos do reino das trevas…

Estou assustado com a repercussão em torno do caso da menina de 9 anos violentada pelo padrasto e que sofreu aborto, e com alguns comentários recebidos aqui por este blog.

Em primeiríssimo lugar, este blog visa ao diálogo e ao esclarecimento. Quem quiser mandar comentários que sejam discordantes das posições tomadas aqui, será bem vindo, contando que respeite a Igreja enquanto instituição e seus clérigos – ainda que, muitas vezes, estes não mereçam respeito por infidelidade à palavra de Deus.

Ofensas aqui serão devidamente e sumariamente descartadas. Este é o meu blog: eu, Matheus Cajaíba, assumo a responsabilidade por ele. Ele não pertence à Igreja ou a qualquer movimento ou instituição ligado à Igreja. Ele pertence a mim, um leigo, pecador e imperfeito que busca a salvação trilhando a doutrina ensinada pela Igreja Católica. O objetivo principal deste blog é transmitir os ensinamentos católicos, explicando, justificando, analisando fatos e acontecimentos sob o ponto de vista do catolicismo.

Este blog não é a casa da mãe joana, portanto não percam seu tempo para xingar bispo ou padre ou papa ou o que quer que seja relacionado ao catolicismo e ao cristianismo. Matem-se com seu próprio veneno, o ódio contra a Igreja Católica; mas aqui no meu blog vocês, inimigos da Igreja, não terão vez. Escrevam para a Folha de São Paulo, para os jornais, a rede Globo, portais de internet, blogs, todos os meios de comunicação, onde vocês poderão vomitar seus rancores e ressentimentos a vontade, e podem ficar tranqüilos porque a mídia é realmente muito mais importante que esse bloguezinho mixo, um grão de mostarda escrito e mantido por miserável pecador que clama para si a misericórdia de Deus, confiando apenas em Seu amor. A mídia vai dar ouvidos a vocês, Arnaldo Jabor vai bater palmas para o que vocês escreverem, os “formadores de opinião” em TODOS os veículos da grande mídia vão lhes ser solidários e divulgarão com enorme prazer suas mensagens carregadas de fúria contra o catolicismo, seus clérigos e os fiéis católicos.

Mas aqui não. Uma coisa é escrever aqui “discordo da sua postura” ou ainda “discordo da sua opinião, discordo da Igreja”. Isso é válido. Aqueles que quiserem buscar a verdade de coração sincero e buscam compreender o ponto de vista católico, serão bem recebidos e tratados com cortesia. Quem vier com pedras na mão, será mandado de volta para seu devido lugar: a lixeira. No meu blog, mando eu e não é qualquer comentário que será publicado. Entenderam?

Dito isso, vou avisando que excluí comentários agressivos e/ou recheados de ofensas gratuitas. Para vocês verem o nível da horda que se abateu por aqui, vejam o maravilhoso exemplo de um comentário expurgado, que dizia, entre outras coisas: “Canalha, vá cuidar dos filhos dela então seu palhaço!!!” Não vou, idiota, porque eles já foram assassinados. Você me insulta sem a mínima noção do trabalho realizado pelas instituições católicas e por heróis como o Padre Lodi – publicarei logo acima deste post um relato corajoso desse bravo sacerdote a respeito desse caso. Quantas garotas estupradas são apoiadas e recebem tratamento digno em casas de abrigo e instalações mantidas por religiosos! Quantas mulheres que, mesmo tendo amparo legal para abortar desistem de fazê-lo, e até mesmo de dispor dos filhos após o parto, porque os filhos gerados são o bálsamo, a cura, a terapia, a manifestação do próprio amor de Deus para a superação do horrendo trauma do estupro!

E o que pessoas como você ofereceriam à menininha? O aborto e adeus! E eu sou o canalha? Vai escrever pra sua corja, pros jornalistas vendidos e militantes corruptos que recebem dinheiro para defender o assassinato de bebês ainda no ventre da própria mãe.

Outro urro foi de uma senhora metida a esclarecida. Transcrevo um trecho:

É interessante como em certas questões católicos (e também, evangélicos) em geral apelam para o sentimentalismo barato para tentar angariar apoios e enganar os incautos. Se aproveitaram de uma situação repulsiva e traumática para fazer proselitismo religioso. Colocam fotos de fetos, numa apelação, sensacionalismo e mau gosto de fazer inveja aos piores programas policialescos da TV. Demonstraram muita preocupação com os bebês mas se esqueceram do personagem principal: a pobre menina violentada pelo padrasto.

A sensibilidade da missivista me comove. Não pode mostrar o resultado do aborto, não pode mostrar o que acontece com o feto após um aborto, ela fica ofendidinha! Tadinha! Mas fazer aborto pode, né? Ah, então tá bom! Fazer pode, não pode é mostrar o que foi feito!

Contra fatos, não há argumentos e, nessas fotos, existe o fato objetivamente demonstrado: vidas jogadas fora. Mostrar isso é “apelação”, “mau gosto”. Outra coisa: todos os pronunciamentos eclesiásticos demonstraram sim, ao contrário do que diz a missivista, preocupação com a menininha. Convido a todas as pessoas de boa vontade a visitarem os links “pró-vida” nos favoritos deste blog. Vejam o que dizem esses sites. Muitos estão em inglês, mas o Pró-vida de Anápolis tem informações preciosas sobre os efeitos devastadores do aborto sobre as mulheres. Evitar que uma mulher faça o aborto é sim preocupar-se com sua saúde física e mental.

A primeira vítima de um aborto é sempre a mulher que o pratica, em qualquer caso.

Mostrar o resultado dessa prática abominável, repugnante, horrível é considerado… abominável, repugnante, horrível. MAS A PRÁTICA, EM SI, É LEGÍTIMA! UM DIREITO DA MULHER! Ora, que contradição é essa? Mostrar um feto abortado é motivo de crítica; o aborto, O QUE PROVOCOU AQUILO QUE ESTÁ RELATADO NA FOTO, NÃO SOMENTE É TOLERÁVEL, MAS ATÉ DESEJÁVEL.

E quem defende a vida é que é hipócrita? A sra. é o quê, então? Uma iluminada? Não tolera ver fotos de fetos mortos, mas tolera que esses fetos sejam assassinados? Qual o nome que devo dar a isso?

Bem, se a senhora acredita que a Igreja Católica “está caminhando para a completa insignificância”, agradeço por dispensar um precioso tempo comentando neste blog ASSUMIDAMENTE CATÓLICO, FIEL À DOUTRINA DA IGREJA, E MUITÍSSIMO MAIS INSIGNIFICANTE QUE ELA. Surpreende-me a senhora gastar tempo com algo tão risível, ligado a uma instituição caduca, segundo diz.

A porta da rua é a serventia da casa: vão todos vocês insultar a Igreja e seus fiéis pastores em outros lugares, abundantes aliás, por aí. Repito: quem quiser discutir e até criticar, com civilidade e boa vontade, será acolhido. Mas aqui vocês, militantes anti-católicos, não terão vez. Voltem para as trevas, de onde vieram!

Que tristeza!

Bebê abortado durante o segundo trimestre de gravidez.

No post abaixo, o relato do padre Edson Rodrigues sobre o desenrolar da tragédia em Alagoinha, Pernambuco. Infelizmente, terminou em outra tragédia: a menininha grávida de gêmeos abortou. Pelo relato do padre Edson, percebemos a manipulação em torno do caso por parte dos abortistas, que mostraram total desprezo pela vida dos nascituros.

O aborto é a solução para curar todos os males? O aborto foi tão melhor assim do que se a menininha mantivesse a gravidez? Por que não se tentou salvar a vida dos bebês que ela carregava em seu ventre?

O aborto é um alívio? Mas para quem? Para a garotinha? Para seus dois bebês mortos? Isso é um alívio?

O aborto vai curar os traumas dessa garotinha? E os males físicos e psicológicos que o aborto provoca? Por que não levam isso em conta também?

O que muitos não percebem é que os católicos “carolas” e “radicais” sofrem de coração amargurado com esses casos horríveis, com a abominação do estupro de uma menininha, com essa gravidez terrível… É claro que ninguém em sã consciência tolera isso!

Mas é ilícito ter piedade dos dois inocentes mortos? Ou eles não eram humanos? Não eram humanos por terem sido concebidos em virtude de um crime horrendo? De sua mãezinha ser uma criancinha? Esses fetos não tinham direito a uma chance? O nascimento dessas crianças, caso fosse possível a gravidez ser levada adiante, seria um trauma maior que o seu “desaparecimento”?

Vocês realmente acham que psicologicamente a menininha está bem por causa do aborto que sofreu?

Vocês acham que isso vai livrá-la dos traumas decorrentes do estupro?

Vocês acham tão horrível assim dar oportunidade a dois bebês de nascerem? Acham tão horrível assim ao menos que se tentasse fazer isso? Acham uma monstruosidade tentar salvar as tres vidas, mas descartar duas para o lixo é não apenas justo, mas necessário?

E ainda atacam com ódio e com essa baba venenosa que lhes escorre pela boca a nós que defendemos a integridade física e moral dos três, a mãe e os bebês?

Será que estamos tão errados assim em defender a vida, buscando alternativas que minimizassem também o sofrimento da menininha?

Grávida de gêmeos em Alagoinha: o lado que a imprensa deixou de contar

Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.

O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.

No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.

Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.

Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.

Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.

Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.

Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.

Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história. O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez.

Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança. Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.

Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.

No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa. Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai?

Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha.

Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.

Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.

Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema.

Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo, 10,10). Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre. Acima de tudo, a Vida!

Pe. Edson Rodrigues
Pároco de Alagoinha-PE

O texto foi publicado originalmente aqui.

Meu primeiro xingamento recebido

Que emoção! Depois de quase três meses, o blog começa a tomar fôlego, chega a cem visitas diárias… E finalmente recebi meu primeiro comentário me insultando, com palavrões e ofensas de baixíssimo calão. Vejam que mimo o trecho publicável:

vocÊs são todos completamente loucos.
Como ousam chingar meu ex-professor leornardo boff…
Deveriam ser processados.

Daí em diante é baixaria pura. O molequinho, que assina com o singelo “nick” de “satanas” me insulta com palavrões, acusando o autor ou autores do site que de não assinarem os textos.

Olha que bobinho né… Mas ele pode se esconder atrás de um pseudônimo sublime…

Agora, se o ex-professor dele foi o Leonardo Boff (risos e mais risos), isso deve explicar em parte o fato de o sujeito ser um analfabeto funcional, incapaz mesmo de escrever corretamente.

Vade retro, satanas!

Caso Williamson: porta-voz vaticano pede mais objetividade aos jornalistas

Pe. Lombardi afirma que é o momento de virar a página

Por Kris Dmytrenko

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 4 de março de 2009 (ZENIT.org).- O sacerdote jesuíta Federico Lombardi pede aos meios de comunicação que não cedam à tentação de apontar com o dedo com tanta facilidade os defeitos de comunicação dentro da Igreja.

Em uma entrevista concedida a ZENIT, o diretor da Sala de Informação da Santa Sé defende o sistema de comunicação interno e externo da Santa Sé, muito criticado nos últimos dias.

Os jornalistas que cobrem o Vaticano descreveram de diferentes maneiras o gesto de Bento XVI de revogar a excomunhão dos quatro bispos lefebvristas, julgando o fato muitas vezes como um «tropeço», quando não como um «desastre».

«Falar desta crise em termos apocalípticos me parece excessivo -observa o padre Lombardi. O ano passado foi um ano de grandes êxitos comunicativos para o pontificado».

O porta-voz recorda a viagem apostólica de 2008 aos Estados Unidos, definindo-a de «esplêndida», e também destaca a «ótima comunicação» durante o Sínodo dos Bispos sobre a Palavra de Deus e durante a visita papal à França.

«Esquece-se muito depressa dessas experiências positivas -comenta. Isso não é justo, mas, lamentavelmente, é parte de nosso mundo, assim como a comunicação».

Frente aos riscos do sensacionalismo, o padre Lombardi pediu que os jornalistas olhem os fatos «com um pouco de distanciamento e objetividade».

Leia o restante da matéria aqui.

Pesquisa relaciona aborto com nascimentos prematuros em gravidezes posteriores

Por Hilary White.

04 de março de 2009 (LifeSiteNews.com) – Uma recém publicada meta-análise (estudo abrengendo dados de várias outras pesquisas) mostrou uma forte ligação entre aborto induzido e subseqüentes nascimentos prematuros.

Publicado na edição de fevereiro do prestigioso Journal of Reproductive Medicine, o estudo revisou dados internacionais de 21 estudos realizados entre 1995 a 2007 sobre nascimentos prematuros relacionados a abortos induzidos e espontâneos. A conclusão foi de que “abortos espontâneos e induzidos estão associados com um aumento similar de casos de nascimentos prematuros nas gravidezes seguintes”.

Os pesquisadores descobriram que abortos anteriormente induzidos aumentam a possibilidade de uma mulher ter um parto prematuro em 64%.

Embora a maioria das organizações abortistas neguem veementemente que haja um risco considerável de nascimentos prematuros decorrentes de abortos anteriormente realizados, o estudo publicado mês passado sustenta as descobertas de várias pesquisas anteriores. Um estudo realizado entre partos de filhos únicos no período entre 1998 e 2003 na Austrália, publicado no Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine em janeiro deste ano, também relacionou aborto com nascimentos prematuros.

Os pesquisadores naquele estudo descobriram que “aborto anteriormente induzido e  cigarro durante a gravidez (particularmente entre mulheres nativas da região) são fatores de risco evitáveis para partos prematuros”.

Outro estudo publicado em 2007 no Journal of Epidemiology and Community Health descobriu que abortos aumentam em três vezes o risco de nascimento de bebês com peso abaixo do normal em futuras gravidezes, e dobram o risco de nascimentos prematuros posteriores.

Fonte: LifeSiteNews. Tradução e adaptação de Matheus Cajaíba. Para ler o texto original em inglês, clique aqui.

Documento indica que papa Pio XII mandou socorrer judeus

O papa Pio XII (1939-1958) ordenou que os mosteiros dessem cobertura aos judeus perseguidos pelos nazistas, segundo um documento de 1943 achado num convento de freiras agostinianas de Roma, informou nesta quarta-feira a Rádio Vaticano.

Segundo a fonte, uma nota extraída do “Memorial das Religiosas Agostinianas do Mosteiro dos Quatro Santos Coroados de Roma” traz a seguinte mensagem: “O Santo Padre quer salvar todos os seus filhos, também os judeus, e ordena que os mosteiros deem hospitalidade a estes perseguidos”.

O documento inclui ainda os nomes de 24 pessoas que foram recebidas pelo convento.

“Trata-se de um documento muito importante, já que é escrito” à mão, o que confirma os vários testemunhos orais sobre o trabalho de Pio XII a favor dos judeus durante a perseguição nazista, destacou hoje à Rádio Vaticano o jesuíta Peter Gumpel, postulante da causa de beatificação do falecido papa.

Pio XII, que liderou a Igreja Católica de 2 de março de 1939 a 9 de outubro de 1958, é acusado de antissemitismo por muitos historiadores e líderes judeus por não ter enfrentado com força suficiente o regime de Hitler, algo sempre negado pelo Vaticano.

Gumpel acrescentou que, naqueles anos de perseguição (do nazismo) de “situações como as que eram vividas em Roma, uma pessoa prudente não colocava muitas coisas por escrito, já que havia o risco de elas caíssem nas mãos dos inimigos e de serem adotadas medidas ainda mais hostis contra a Igreja Católica”.

“A obra de salvamento de Pio XII, confirmada também por fontes judaicas, foi feita mediante mensagens pessoais, mediante sacerdotes que eram enviados a instituições e casas católicas de Roma, à universidade, aos seminários, às paróquias e aos conventos de freiras, sempre com a mensagem ‘Abram as portas a todos os perseguidos pelo nazismo'”, o que significava ‘primeiro, os judeus'”, afirmou Gumpel.

O jesuíta reiterou que o novo documento desarma todos aqueles “que de maneira persistente querem denegrir Pio XII e toda a Igreja Católica”. Além disso, declarou esperar que o papa Bento XVI assine o decreto que abrirá caminho para a beatificação de um de seus antecessores.

Fonte: Terra / Agência Efe.

Três dias de oração dedicados aos mártires do século XX

Por iniciativa de Ajuda à Igreja que Sofre

ROMA, quarta-feira, 4 de março de 2009 (ZENIT.org).- In Memoriam Martyrum é o título dos três dias de oração e reflexão sobre a paixão de Cristo e da Igreja, organizados pela seção italiana da organização internacional Ajuda à Igreja que Sofre, que acontecerão da sexta-feira, dia 13, ao domingo, 15 de março.

A iniciativa está dedicada aos mártires do século XX e aos sofrimentos da Igreja no mundo contemporâneo, e acontecerá na sede da Universidade Pontifícia da Santa Croce de Roma.

Os três dias de oração, assegura um comunicado de Ajuda à Igreja que Sofre recebido pela Zenit, representa a evolução das tradicionais «48 horas de oração pela Igreja que Sofre, realizada pela AIS em anos anteriores em Roma e em numerosas dioceses italianas.

Entre as diversas propostas do programa, cabe destacar a exposição «na vida e na morte», que percorre o dramático caminho dos mártires do século XX, e da qual participarão algumas escolas, e a Via Sacra dedicada aos mártires, que acontecerá na sexta-feira à tarde, na antiga basílica de Santo Apolinário; realizar-se-á também a adoração do Santíssimo Sacramento na capela da Universidade.

Haverá espaço também para testemunhos da experiência da Igreja na Índia, Vietnã, Eritreia e Iraque.

Na conferência «Sede minhas testemunhas» participarão os sacerdotes Luis Romero, reitor da Universidade que acolhe o evento, e Tone Presern, vice-decano da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade Pontifícia Salesiana; também Pierre-Marie Morel, secretário-geral da AIS, e Dom Sante Babolin, presidente de AIS na Itália.

Fonte: Zenit.

Lefebvrianos reafirmam ao Papa recusa do Vaticano II

O Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Bernard Fellay, negou a disposição de reconhecer o Concílio Vaticano II, como pede a Santa Sé. A Fraternidade que reúne os seguidores de Mons. Lefèbvre não goza de nenhum reconhecimento canónico na Igreja Católica.

Numa entrevista ao jornal “Le Courrier”, de Genebra, D. Fellay, sucessor do fundador da comunidade, respondeu “não” à pergunta sobre se “a Fraternidade está disposta a reconhecer o Concílio Vaticano II”.

“O Vaticano reconheceu a necessidade de reuniões para questões procedentes, justamente, do Concílio Vaticano II. Fazer do reconhecimento do Concílio uma condição prévia é pôr o carro à frente dos bois”, acrescentou.

D. Fellay falou também da esperança de que a Igreja católica reveja as “aquisições” do Vaticano II, que classificou como “puras perdas”. “Os frutos do Concílio esvaziaram seminários, noviciados e igrejas”, insistiu, frisando que “a crença dos fiéis foi desvirtuada”.

Uma nota da Secretaria de Estado do Vaticano, de 4 de Fevereiro passado, precisou que “o pleno reconhecimento do Concílio Vaticano II e do magistério dos Papas João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II e Bento XVI é condição indispensável para o reconhecimento da Fraternidade São Pio X”.

No que respeita à liberdade de consciência em religião, ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso, D. Bernard Fellay assinalou na referida entrevista que “existe uma grande confusão nos espíritos a este respeito”.

“No plano religioso, desejamos responder com ardor ao desejo de Nosso Senhor: «Que todos sejam um», a fim de que não haja senão «um só rebanho e um só pastor». Se por ecumenismo se entender a procura deste tão nobre objectivo, nós estamos evidentemente a favor”, disse.

“Se, em contrapartida, se vir aí um caminho que não visa esta unidade fundamental, unidade que passa forçosamente por um olhar de verdade – aquele de que a Igreja Católica se considera ainda hoje a única detentora, em toda a sua integralidade – então aí nós protestamos. De facto, aquilo que actualmente se vê é que o ecumenismo permanece num nível muito superficial de entendimento e de vida em sociedade, mas sem ir ao fundo das coisas”, defendeu o Superior Geral da Fraternidade.

Entrevista na íntegra – em francês.

Fonte: Agência Ecclesia.

Para a Quaresma, um jejum especial

Eu não morro de amores pela CNBB, o site da conferência não está citado aqui nos favoritos do site. Mas essa iniciativa merece apoio. Dom Antônio de Sousa, bispo emérito de Assis, está convidando os fiéis a absterem-se da televisão durante o período da Quaresma. Veja o que saiu na Zenit (link para a fonte aqui):

Brasil: bispo indica jejum da TV

Uma forma de atualizar essa prática, segundo Dom Antônio de Souza

ASSIS, terça-feira, 3 de março de 2009 (ZENIT.org).- Ao destacar o valor do jejum nos tempos antigos e nos dias de hoje, um bispo brasileiro afirma que «o jejum dos olhos é uma forma atualizada de se praticar o jejum quaresmal».

Dom Antônio de Souza, bispo emérito de Assis, em artigo difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) nesse final de semana, questiona: «diante do mundo das imagens, perigosas e fascinantes, qual deve ser o comportamento do bom cristão?»

«Acredito que o jejum dos olhos é uma forma atualizada de se praticar o jejum quaresmal», afirma.

Segundo o bispo, «todos nós estamos bem conscientes que o uso indiscriminado da TV, principalmente da parte dos adolescentes e das crianças, vem se tornando um germe destruidor de todo princípio moral e religioso».

«Essa praga destruidora está exigindo reação forte e corajosa da parte dos bons cristãos.» «Nesta quaresma, não seria bom um jejum da TV?», pergunta.

O convite está feito, e é mais que bem-vindo! No meu caso, eu raramente assisto televisão, então preciso procurar outro jejum para fazer, não é mesmo?… O artigo de Dom Antônio de Souza está publicado aqui.

Apoio a Dom Aldo Pagotto

O Arcebispo Metropolitano da Paraíba Dom Aldo Pagotto cumpriu sua obrigação como pastor e suspendeu o deputado-padre-petista Luiz Couto. A Arquidiocese da Paraíba soltou uma nota a respeito do acontecido:

Nota Oficial

João Pessoa (PB), 25 de fevereiro de 2009.

O Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, suspendeu do uso de Ordem o padre Luiz Couto. Ele está impedido de realizar atividades próprias de um sacerdote, como celebrar missas. Abaixo seguem as explicações de Dom Aldo:

“Na edição do dia 25 de fevereiro de 2009, A/4, Política, o Jornal O Norte divulga: ‘Padre, deputado e adversário do celibato. Favorável ao uso do preservativo, Luiz Couto combate a intolerância e a discriminação a homossexuais, contrariando o Vaticano’.

Preposto à Arquidiocese da Paraíba, vejo-me na grave obrigação de suspender o referido sacerdote do uso de Ordem em nossa circunscrição eclesiástica, porquanto, por suas afirmações sumárias, e enquanto perdurem sem retratação explícita, provoca confusão entre os fiéis cristãos, e contraria ‘in noce’ as orientações doutrinais, éticas e morais sustentadas pela Igreja Católica (Cf. Cânon 1317 CDC)”.

Ita, in fide muneribus,

+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

Deus seja louvado por Dom Aldo! Infelizmente, católicos vira-latas estão a ladrar contra o corajoso sucessor dos apóstolos: alguns indivíduos que se consideram católicos (como ser católico sem se submeter à autoridade da Igreja?) estão promovendo atos contra o bispo, pedindo até a CNBB que o retire do comando da arquidiocese. Para começo de conversa, nem que a CNBB pudesse, tomaria tal atitude; afinal de contas, somente o Papa pode remover e transferir bispos. Então, são tão analfabetos em matéria de Igreja Católica que nem isso compreendem.

Vejam quem está contra Dom Aldo: o presidente da Câmara Federal, Michel Temer; o presidente Nacional do PT, Ricardo Berzoini (que belo apoio, vindo de tão insigne político!!!), o bispo emérito de João Pessoa, Dom José Maria Pires, e o bispo emérito de Goiás, Dom Tomás Balduíno (que parece estar mais preocupado em justificar os crimes do MST a ser um pastor em legítima observância aos mandamentos da Igreja).

E tem mais! Uma figurinha representante da Marcha Mundial das Mulheres, organização feminista abortista gayzista, disse, segundo a citada reportagem, que “as pessoas pretendem fazer um protesto contra a intolerância e o preconceito, fatores que levaram o arcebispo a punir Luiz Couto”. Quer dizer: ser intolerante e preoconceituoso contra a Igreja Católica, os bispos fiéis à doutrina católica e a moral cristã, isso pode! Não só pode, como é necessário sê-lo!

Não, a senhorita está errada: o que moveu a punição contra o deputado travestido de padre Luiz Couto não foi “a intolerância e o preconceito”, foi sua desobediência explícita aos ensinamentos católicos! Não invente, não minta, não calunie, senhorita!

Vamos reagir! JORNADA CRISTÃ lança um manifesto de apoio a Dom Aldo Pagotto! Os católicos de verdade, aqueles verdadeiramente comprometidos com Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja, estão convidados a enviar mensagens em favor do arcebispo da Paraíba, incentivando-o a prosseguir em seu bom combate contra o erro, o pecado, a mentira e a injustiça.

Que Deus abençõe a Dom Aldo, que o proteja de seus inimigos, especialmente dos lobos em pele de cordeiro – aqueles católicos vira-latas, inimigos infiltrados nas nossas próprias fileiras.

Envie email manifestando seu aplauso ao Arcebispo da Paraíba para cillopagotto@arquidiocesepb.org.br. Viva Dom Aldo Pagotto!

Apresentado ao Papa anuário pontifício 2009: católicos no mundo, aumentam em particular na África e Oceânia ; mas diminuem na América

(28/2/2009) Na manhã deste sábado foi apresentado ao Papa o Anuário pontifício 2009 do qual se podem deduzir algumas novidades relativas à vida da Igreja católica no mundo. O numero de católicos aumenta em particular na África e Oceânia ; mas diminui na América.

Os dados estatísticos referentes a 2007 fornecem uma analise sintética das principais dinâmicas que dizem respeito à Igreja católica nas 2.936 circunscrições eclesiásticas do planeta. Durante os últimos dois anos a presença dos fiéis baptizados no mundo permanece estável, á volta dos 17,3%, como resultado da expansão do numero de católicos ( 1,4%) a um ritmo que se pode assimilar substancialmente ao da população mundial no mesmo período.

O numero de bispos no mundo passou, de 2006 a 2007, de 4.898 para 4.946. O continente com o maior incremento é a Oceânia , com mais 4,7%.

O numero de sacerdotes aumentou nos últimos oito anos, passando de 405.178 em 2000 para 407.262 em 2006 e 408.024 em 2007.

O contributo das varias áreas geográficas para este dado geral é diversificado. Se a africa e a ásia mostram no período 2000-2007 uma dinâmica sustentada, com um aumento respectivamente de 27,6% e 21,2% a América mantém-se estacionaria , a Europa e Oceânia, pelo contrario têm uma taxa negativa de 6,8% e 5,5%.

Fonte: Rádio Vaticano.

Empresário católico contrário ao “casamento” gay estimula católicos a “ficarem de pé” apesar das críticas e perseguições

Sacramento, Califórnia, 26/02/2009 (CNA). – O dono de uma sorveteria familiar e restaurante na cidade de Sacramento, que tem sido alvo de ataques através de furiosos telefonemas, emails e correspondências obcenas de dia dos namorados (comemorado nos EUA em 14 de fevereiro) por causa do seu apoio à campanha em favor da Proposição 8 – que considera ilegítimas as uniões entre pessoas do mesmo sexo – diz que os católicos devem “ficar de pé” em defesa do casamento, apesar das conseqüências e das mentiras dos ativistas extremistas.

A aprovação em plebiscito da Proposição 8, que derrubou uma decisão da Suprema Corte da Califórnia que legalizava o “casamento” entre homossexuais, incitou maiores protestos de ativistas homossexuais e seus aliados.

Allan Leatherby, de 46 anos, contou à Catholic News Agency que ele e outros membros de sua família decidiram contribuir à campanha do Sim à Proposição 8 depois que o bispo de Sacramento, Jaime Soto, pessoalmente o convidou, pedindo seu apoio.

Membros da família Leatherby, proprietária da fábrica de laticínios Leatherby, doaram 20 mil dólares à campanha. “Foi uma resposta a um pedido pessoal. De outro modo, não teríamos doado tamanha quantia”, explicou à CNA.

“Obviamente, como católicos valorizamos o casamento”, ele disse, acrescentando que perceberam “sinais alarmantes” sobre os efeitos dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Quando o apoio da família à Proposição 8 se tornou público, manifestantes passaram a perseguir o negócio dos Leatherby. Houve piquetes em frente à sorveteria, empregados vestidos com o uniforme da empresa foram assediados e furiosas ligações telefônicas recebidas. A empresa declarou ter recebido centenas de emails raivosos e foi perseguida por blogueiros na internet.

Leatherby também recebeu cartões obscenos de dia dos namorados em sua caixa de correio.

“Não tinha como estarmos preparados para o tipo de reação que houve”, ele disse. “Os negócios estão realmente em baixa, e isso me preocupa. Um negócio pode suportar esse tipo de adversidade a longo prazo? Só Deus sabe.”

Depois do plebiscito (que ocorreu junto à eleição para a presidência), os negócios melhoraram em virtude da freqüência intencional dos apoiadores da Proposição 8, mas o número de fregueses tem caído.

A fábrica de laticínios da família Leatherby e seus proprietários desfrutam de boa reputação nos arredores de Sacramento em virtude das doações de sorvete a instituições de caridade da região. O próprio Allan Leatherby é voluntário e ajudou a restaurar a Casa da Esperança, um antigo abrigo para doentes terminais com AIDS.

Falando à CNA na última quarta-feira, dia 25, Leatherby explicou seu apoio à Proposição 8, dizendo que ele não concorda com a caracterização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo como um assunto de direitos civis.

“Eu tenho banheiros masculinos e femininos em meu estabelecimento. Isso é discriminação? Não. Por que? Porque homens e mulheres são diferentes!”

“São iguais em dignidade, mas são diferentes. Um relacionamento entre um homem e uma mulher é diferente de um entre um homem e outro homem e uma mulher e outra mulher naquilo que transmite”, especialmente se levarmos filhos em consideração.

Leatherby explicou que a família não tinha idéia do que aconteceria no dia seguinte após a eleição assim que opositores enfurecidos começaram a organizar protestos.

Ele disse que um amigo ouviu por acaso um grupo de protesto dizendo que iriam começar a fazer manifestações em frente à sorveteria e entrou em contato. Alguns oponentes da Proposição 8 e alguns membros da comunidade gay e lésbica também avisaram que boicotariam a sorveteria.

Houve boatos de que promoveriam um protesto onde os manifestantes impediriam clientes de entrarem no estabelecimento.

“Recebemos uma ligação do departamento de polícia e o chefe do departamento disse ‘estamos preocupados com a segurança de vocês’.”

Emails e blogs violentos e irados aumentaram a preocupação a respeito dos protestos, o que levou as autoridades a considerarem o envio de um carro de patrulha para o local.

Leatherby então contactou membros de sua família, pedindo por apoio.

Outras pessoas souberam sobre os protestos, o que resultou em um movimento de apoio entre todos aqueles que queriam ter certeza de que eles não desistiriam do negócio.

Quando a loja abriu, manifestantes estavam do lado de fora, carregando “cartazes vulgares e dementes”.

Entretanto, havia também uma longa fila de pessoas esperando para entrar na loja para demonstrarem seu apoio.

“Foi simplesmente fantástico termos aquele apoio,” contou.

“Agora sei como George Bailey se sentiu ao final do filme A Felicidade não se Compra“, acrescentou. “É muito bom ter amigos.”

Ao ser solicitado para descrever o tipo de críticas que havia recebido, Leatherby disse que os oponentes da Proposição 8 passaram “de todos os limites”.

“A maior parte deles associavam a mim e a minha família a pessoas odiosas e rancorosas, que seriam capazes de jogar homossexuais nas ruas e espancá-los”.

“É surpreendente. Por causa das mentiras que são espalhadas, a respeito de como os apoiadores [da Proposição 8] seriam odiosos, quantas pessoas acreditaram nisso!”

“Uma maioria de habitantes da Califórnia não são pessoas odiosas. É uma mentira dizer isso”.

“Eles não odeiam gays, eles apoiam o casamento”.

“Você não pode mais abraçar essas crenças sem ser considerado odioso?” Leatherby questiona.

“Madre Teresa é uma pessoa odiosa? Ela tem as mesmas crenças que eu tenho”.

“Uma das primeiras casas que ela abriu em San Francisco foi um asilo para homossexuais com AIDS. Algumas das primeiras pessoas que ela acolheu foram gays”.

“Se não tivesse sido tão horrível, seria bobagem”, ele disse sobre as críticas.

Ele disse que as ligações telefônicas acusando sua família de ódio são “vulgares, obcenas, a maior parte apenas raivosas”, comentando que sua mãe atendeu uma dessas chamadas na terça-feira passada.

“Você me acusa de ódio, poderia por favor prestar atenção ao que está dizendo?” ela disse ao interlocutor, de acordo com Leatherby.

“São tão emocionais e furiosos que não têm tempo de se sentarem e pensarem a respeito disso”, ele disse.

Ele mencionou que ele e seu negócio foram mesmo ameaçados.

“Nossas empregadas, garotinhas de 16 anos, têm sido fisicamente ameaçadas por causa da postura de minha família”, ele disse.

Mas nem todas as interações com críticos têm sido negativas.

Leatherby voltou a contar seu encontro com um senhor de 70 anos que criticava seu apoio à Proposição 8.

“Depois de conversar com ele, eu disse que trabalhei num asilo para gays doentes terminais de AIDS.

Ele sucumbiu às lágrimas e disse ‘um de meus parceiros morreu lá’.”

Leatherby convidou-o para um almoço, quando o homem lhe disse que havia sido criado em um orfanato católico.

“O homem disse ‘a Igreja Católica fez por mim mais que qualquer outra pessoa ou instituição fez em minha vida’.”

“Ele disse que sofreu abuso antes de entrar para o orfanato, e disse que não teria se tornado homossexual se tivesse tido um homem forte presente em sua vida”.

Parentes de homossexuais manifestaram seu apoio a Leatherby, mas é “muito difícil” para eles.

“Alguns gays entram na loja e dizem ‘não fui a favor da Proposição 8, mas não concordamos com o boicote, e nem como eles estão te tratando, então gostaríamos que você soubesse que não somos a favor disso’.”

Ele comentou sobre um homem que comentou em uma estação de televisão que votou pela Proposição 8 depois de notar as diferenças entre os dois lados e os exemplos de seus respectivos defensores.

CNA perguntou a Leatherby o que ele diria aos católicos que são cautelosos em apoiar o casamento publicamente por temer conseqüências econômicas e sociais.

“Eu acho que temos que ficar de pé”, ele respondeu. “O maior medo é: se não reagir, logo você estará indo para a cadeia muito em breve, acusado de crimes de ódio”, advertindo que pessoas “podem ser jogadas na prisão”.

Ele previu que outras pessoas irão se “colocar de pé”, seguindo seu exemplo.

“Ficar sozinho é sempre difícil”, ele disse, acrescentando que muitas pessoas têm vindo e conversado com sua família, manifestando apoio.

Fonte: CNA. Tradução e adaptação de Matheus Cajaíba. Para ler a reportagem em inglês, clique aqui. Para visitar o site da sorveteria da família Leatherby, clique aqui.

Santa Sé considera declaração do bispo Williamson «insuficiente»

Declaração do Pe. Federico Lombardi, S.J., porta-voz vaticano

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- A Santa Sé considera que o pedido de perdão emitido pelo bispo Richard Williamson, por declarações em que negou o alcance do Holocausto, não responde às exigências estabelecidas.

O Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, pronunciou hoje uma declaração aos jornalistas na qual explica que «a ‘declaração’ do bispo não parece respeitar as condições estabelecidas pela nota da secretaria de Estado vaticana de 4 de fevereiro de 2009, na qual se dizia que ele teria ‘de tomar distância, de modo absolutamente inequívoco e público, de suas posturas sobre a Shoá’».

O Pe. Lombardi afirma, ao mesmo tempo, que a declaração «não se trata de uma carta dirigida ao Santo Padre ou à Comissão Ecclesia Dei».

A declaração do prelado, emitida em seu regresso a Londres, nessa quinta-feira, dizia que «o Santo Padre e o meu Superior, bispo Bernard Fellay, solicitaram que eu reconsidere as observações que fiz na televisão sueca quatro meses atrás, pois suas consequências têm sido muito pesadas».

«Observando essas consequências -acrescentava-, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a Igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito. (…) Na televisão sueca, eu manifestei apenas a opinião (…”eu penso”…”eu acho”…) de uma pessoa que não é um historiador, uma opinião formada há 20 anos com base nas provas disponíveis então, e raramente expressa em público desde então – seguia dizendo a nota. No entanto, os eventos das últimas semanas e os conselhos de membros da Fraternidade São Pio X persuadiram-me da minha responsabilidade por tanto sofrimento causado.»

«Para todas as almas que ficaram verdadeiramente escandalizadas com o que eu disse, diante de Deus, peço perdão», afirmava o bispo.

Associações judaicas da Itália e da Alemanha também declararam como não aceitável o pedido de perdão.

Fonte: Zenit.

Ninguém imagine que não necessita de conversão

Que ninguém imagine que não precisa de converter-se: seria a maneira mais simples e infeliz de tornar inútil a ação, bem como o mistério de Cristo, o qual não veio para os saudáveis, senão para quem sabe se reconhecer como doente e necessitado. “Não são os homens de boa saúde que necessitam de médico, mas sim os enfermos. Não vim chamar à conversão os justos, mas sim os pecadores”. (Lc. 5, 31-32).

Temos a Quaresma não para refletirmos se há ou não alguma coisa para ser mudada, senão para entendermos o que precisa ser mudado, porque alguma coisa para mudar, sempre há.

Este exame do próprio comportamento – mais ainda, essa resposta que, obviamente, é pessoal – em nosso comportamento quaresmal é um dever preliminar e irrenunciável.

Fonte: La Buhardilla de Jerónimo. Para ler o texto na íntegra, em espanhol, clique aqui.

O silêncio na liturgia

O site La Buhardilla de Jerónimo traduziu e publicou uma entrevista que o  monsenhor Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, concedeu à revista Radici Cristiane. O texto, na íntegra em espanhol, está aqui.

Para quem não sabe, monsenhor Guido se encarrega de preparar as cerimônias das quais o Papa participa, assim como todos os atos nas viagens ao exterior do Pontífice.

Transcrevo adiante em português trecho da entrevista que mais me chamou a atenção:

Qual é, em sua opinião, a importância do silêncio na liturgia e na vitalidade da Igreja?

Tem uma importância fundamental. O silêncio é necessário na vida do homem porque o homem vive de palavras e de silêncios. O silêncio é ainda mais necessário na vida do crente, que ali encontra um momento insubstituível da própria experiência do mistério de Deus. A vitalidade da igreja e, na Igreja, a liturgia, não estão subtraídos dessa necessidade. Aqui, o silêncio quer dizer escuta e atenção ao Senhor, a sua presença e a sua Palavra; e, junto a isso, implica a atitude de adoração. A adoração, dimensão necessária do ato litúrgico, expressa a incapacidade humana de pronunciar palavras, permanecendo “sem palavras” ante a grandeza do mistério de Deus e a beleza de seu amor.

A celebração litúrgica é composta por palavras, cantos, músicas, gestos… Também o silêncio e momentos de silêncio fazem parte dela. Se esses momentos faltaram, ou não foram suficientemente enfatizados, a liturgia não seria plena, porque estaria privada de uma dimensão insubstituível de sua natureza.

Estudo norte-americano afirma que há relação entre ouvir música com letras de conteúdo sexual degradante e experiências sexuais precoces

Por Thaddeus M. Baklinski.

Pittsburgh, 25 de fevereiro de 2009 (LifeSiteNews.com) – Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh descobriram que adolescentes que ouvem música com letras de conteúdo sexual agressivo e explícito regularmente são duas vezes mais suscetíveis a se envolverem com atividades sexuais em comparação a adolescentes que evitam este tipo de música.

Escrevendo no American Journal of Preventive Medicine, o pesquisador-chefe Dr. Brian A. Primack afirmou: “o estudo demonstra que, nesta amostra de adolescentes, a maior exposição a músicas com conteúdo sexual de baixo nível na música popular foi associada a um comportamento sexual mais acentuado”.

“De fato, a exposição a letras descrevendo atividade sexual degradante foi uma das mais fortes associações percebidas com a atividade sexual. Estes resultados corroboram a necessidade de mais investigação e intervenção educativa neste assunto.”

O comunicado de imprensa do American Journal of Preventive Medicine anunciando os resultados do estudo assinala que a atividade sexual entre adolescentes nos Estados Unidos resulta em cerca de 750 mil adolescentes grávidas a cada ano. Com relatórios dando conta de que até 25 por cento de todas as meninas adolescentes norte-americanas têm infecções sexualmente transmissíveis, pesquisadores e oficiais de saúde pública buscam elementos que possam aumentar a atividade sexual em adolescentes.

O estudo foi baseado em levantamentos feitos com 711 estudantes do ensino médio em três grandes escolas, com um terço do grupo descrito como ouvintes regulares (mais de quatorze horas semanais de músicas com conteúdo sexual apelativo), um terço como ouvintes casuais (entre duas a treze horas) e um terço que ouvia essas músicas raramente ou nunca.

O estudo concluiu que, comparados àqueles que menos estiveram expostos a músicas de conteúdo sexual apelativo, os adolescentes com maior exposição a essas músicas estavam duas vezes mais propensos a praticarem relações sexuais.

Dr. Primack comentou que esses resultados reforçam estudos anteriores, que sugerem que a exposição do sexo na mídia pode ser um fator de risco para a precocidade da atividade sexual.

“Não estou dizendo que os pais devam tentar banir esse tipo de música; isso não iria ajudar”, Dr. Primack disse a um repórter da BBC. “Entretanto, acho que os pais deveriam ponderar sobre o assunto. É cômodo dizer que música seja apenas ‘coisa de adolescente’, mas os pais deveriam conversar com seus filhos sobre sexo, colocando esse tipo de música no contexto.”

O texto completo da pesquisa pode ser acessado através deste link.

Fonte: LifeSiteNews. Tradução e adaptação de Matheus Cajaíba. Para ler o texto em inglês, clique aqui.

Dom Williamson pede perdão a vítimas do Holocausto e à Igreja

Em uma declaração emitida nesta quinta-feira

LONDRES, quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Dom Richard Williamson, um dos quatro bispos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de quem o Papa retirou a excomunhão, pediu perdão nesta quinta-feira às vítimas do Holocausto e à Igreja pelas declarações em que havia negado a amplitude desse crime contra a humanidade.

Em uma declaração publicada ao regressar a Londres, após ter sido expulso pelo governo da Argentina, o prelado explica que «o Santo Padre e o meu Superior, bispo Bernard Fellay, solicitaram que eu reconsidere as observações que fiz na televisão sueca quatro meses atrás, pois suas consequências têm sido muito pesadas».

Segundo explica, «observando essas consequências, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a Igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito».

O prelado afirma que na televisão sueca limitou-se a dar uma «opinião de uma pessoa que não é um historiador, uma opinião formada há 20 anos com base nas provas disponíveis então, e raramente expressa em público desde então».

Segundo Dom Williamson reconhece, «os eventos das últimas semanas e os conselhos de membros da Fraternidade São Pio X persuadiram-me da minha responsabilidade por tanto sofrimento causado».

«Para todas as almas que ficaram verdadeiramente escandalizadas com o que eu disse, diante de Deus, peço perdão», afirma.

E conclui: «como o Santo Padre tem dito, todo ato de violência injusta contra um homem fere toda a humanidade».

Um porta-voz da Conferência Episcopal Católica da Inglaterra e Gales esclareceu nessa quarta-feira que Dom Williamson, assim como os outros bispos da Fraternidade São Pio X, não estão em comunhão com a Igreja, motivo pelo qual não podem celebrar os sacramentos na Igreja Católica.

No dia 12 de fevereiro passado, Bento XVI afirmou, falando da Shoá, que «está claro que toda negação ou minimização deste terrível crime é intolerável e ao mesmo tempo inaceitável».

Fonte: Zenit.

Update às 20:15 – a Zenit publicou a declaração do bispo Williamson na íntegra. Segue abaixo:

Pedido de perdão de Dom Williamson a vítimas do Holocausto e à Igreja

Declaração emitida nesta quinta-feira

LONDRES, quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a declaração emitida nesta quinta-feira pelo bispo Richard Williamson, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, com a qual pede perdão à Igreja e às vítimas do Holocausto pelo dano causado por suas declarações.

* * *

O Santo Padre e o meu Superior, bispo Bernard Fellay, solicitaram que eu reconsidere as observações que fiz na televisão sueca quatro meses atrás, pois suas consequências têm sido muito pesadas.

Observando essas consequências, posso verdadeiramente dizer que lamento ter feito essas observações, e que se eu soubesse de antemão todo dano e dor que elas dariam origem, especialmente para a Igreja, mas também para os sobreviventes e parentes das vítimas da injustiça sob o Terceiro Reich, eu não as teria feito.

Na televisão sueca, eu manifestei apenas a opinião (…”eu penso”…”eu acho”…) de uma pessoa que não é um historiador, uma opinião formada há 20 anos com base nas provas disponíveis então, e raramente expressa em público desde então. No entanto, os eventos das últimas semanas e os conselhos de membros da Fraternidade São Pio X persuadiram-me da minha responsabilidade por tanto sofrimento causado. Para todas as almas que ficaram verdadeiramente escandalizadas com o que eu disse, diante de Deus, peço perdão.

Como o Santo Padre tem dito, todo ato de violência injusta contra um homem fere toda a humanidade.

+ Richard Williamson,

Londres, 26 de fevereiro de 2009.

[Traduzido do inglês por Zenit]

Histórias de mística de seis anos contadas pela sua irmã

Antonietta Meo, conhecida como Nennolina, poderá ser beatificada

Por Carmen Elena Villa

ROMA, segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Em pleno centro de Roma, muito perto da basílica de São João de Latrão, encontra-se a casa onde nasceu e viveu Antonietta Meo, mais conhecida como Nennolina. Lá mora Margherita, sua irmã mais velha, que agora tem 87 anos.

Nennolina foi reconhecida como venerável pelo Papa Bento XVI em dezembro de 2007 e foi apresentada como modelo de inspiração para as crianças (cf. Zenit, 20 de dezembro de 2007). Poderá ser a beata não mártir mais jovem da história da Igreja. Nasceu em 1930 e morreu em 1937, aos seis anos, logo que foi detectado um osteossarcoma (câncer ósseo) no joelho; apesar de ter de amputar a perna, houve metástase em todo o corpo.

Antonietta, menina muito alegre e profundamente espiritual, ofereceu suas dores, como Jesus no Calvário, pela conversão dos pecadores, pelas almas do purgatório e para que não começasse a guerra.

Foram muitas as cartas que ela escreveu a Jesus. Antes de aprender a escrever, ela as ditava a Maria, sua mãe; depois as redigia sozinha. Nas últimas, assinava «Antonietta e Jesus». Por trás das frases simples há um surpreendente conteúdo místico e teológico.

«Jesus, dá-me a graça de morrer antes de cometer um pecado mortal», dizia a pequena em uma de suas cartas.

Na Basílica da Santa Cruz em Jerusalém, que foi sua paróquia, encontra-se seu túmulo, assim como algumas de suas relíquias: suas roupas, seus brinquedos e alguns manuscritos. Lá, Antonietta recebeu os sacramentos do Batismo, Confirmação e a Primeira Comunhão.

Zenit conversou com Margherita Meo, a irmã de Nennolina. Ela tinha 15 anos quando Nennolina morreu. Sua casa está cheia das fotos e retratos da irmãzinha venerável. Esta anciã conserva intactas as histórias de sua irmã, a quem sempre amou com particular afeto.

Uma infância cheia de amor

A infância de Antonietta foi tranquila e muito feliz. Tinha as ocorrências típicas das crianças de sua idade. No diário que sua mãe escreveu, publicado pela associação Apostolicam Actuositatem, ela conta como Nennolina, ao passar junto ao Coliseu Romano, disse-lhe: «Veja! Um copo quebrado!».

Por sua profunda fé e pela fé de seus pais, a pequena Antonietta foi inscrita aos 4 anos na Ação Católica.

Em outubro de 1934, começou a ir à escola materna das irmãs Zeladoras do Sagrado Coração. Gostava muito de ir à escola. Dizia que ao obedecer às suas professoras, obedecia também ao plano de Deus.

As aventuras com suas colegas eram diveritdas, e ao mesmo tempo falam de seu espírito. «Havia um menino que se chamava Michelino. Sempre o castigavam e ela pediu à professora que o perdoasse. ‘Và falar com a diretora’, disse-lhe um dia a professora. E ela foi. A diretora se comoveu e o perdoou», recorda Margherita.

Sofrimento com sentido

Por causa do Cãncer, tiveram de amputar a perna esquerda de Nennolina em 25 de abril de 1936. Recorda Margherita que seus pais sofreram ao pensar como seria a dor da pequena. Ao despertar da operação, sua mãe disse a Antonietta: «Filha: tu disseste que, se Jesus queria tua mão, tu lhe darias. Agora Ele te pediu que lhe dês tua perna» e ela respondeu: «dei minha perna para Jesus».

«A primeira noite após a amputação foi terrível – testemunha Margherita. Mas ela oferecia todas as suas dores. Até o ponto de que, quando se completou um ano desde operação, ela celebrou muito contente, porque era um ano de oferecimento a Jesus.»

Meses depois começou a ir à escola com uma prótese de madeira. Na noite do Natal seguinte, ela fez a Primeira Comunhão. «Ajoelhou-se para receber a Primeira Comunhão e inclusive na segunda e terceira missa de Natal ela se ajoelhou», conta Margherita.

Era muito doloroso caminhar, mas ela repetia com alegria: «Que cada passo que dou seja uma palavra de amor». «Os remédios provocaram muita dor e ela ficava pálida, tremia», testemunha Margherita.

Em 22 de maio de 1937, Antonieta teve de interromper a escola, devido a que o tumor havia sofrido metástase. Entrou no hospital São Stefano Rotondo, onde pouco tempo depois recebeu o sacramento da Unção dos Enfermos. Lá começou sua agonia, que durou um mês e meio.

Sua mãe conta no diário que muitos iam visitar a pequena e que uma das religiosas enfermeiras que cuidava dela perguntou: «Antonieta, como pudeste suportar em silêncio?», e ela respondeu: «Se eu tivesse gritado, teriam me escutado em São João de Latrão».

Em sua última carta antes de morrer, Nennolina escrevia a Jesus, dizendo: «Eu te agradeço porque Tu me mandaste esta doença, pois é um meio para chegar ao paraíso. (…) E te confio meus pais e a Margherita».

O que é a santidade

Margherita recorda que a morte de Antonieta comoveu profundamente todos os que a conheciam: «Seu funeral foi na paróquia. O pároco não queria a cor preta, porque dizia que ela era um anjo. Preferiram o branco para a liturgia».

A irmã de Antonietta assegura que esta pequena mística ainda continua convertendo muitos corações. Diz que, uma tarde, um sacerdote amigo seu lhe comentou que há algum tempo encontrou um fiel que se havia divorciado de sua esposa e morava agora com outra mulher.

«O sacerdote tinha em sua mão um livro de Antonietta e aconselhou ao paroquiano, que havia sido um oficial do exército, que o lesse. O homem lhe respondeu escandalizado que ele, um alto oficial do exército, não podia ler a história de uma criança. Ao final, pela insistência do sacerdote, aceitou e pegou o livro. Na manhã seguinte, o sehor oficial foi ver o pároco, havia lido o livro a noite toda e voltou arrependido à casa de sua família.»

A anciã assegura que a vida simples e bela de Antonietta é um exemplo de santidade nas coisas pequenas: «para mim, ser santa é aceitar dia a dia o que Deus quer e amar todos os demais, também as pessoas que parecem que não o amam. Com o amor se pode superar todos os obstáculos», confessa.

Fonte: Zenit. Site com informações sobre Antonietta Meo: www.nennolina.it/. Mais informações: www.acidigital.com/biografias/vidas/meo.htm.

Na festa da Cátedra de São Pedro, Papa pede que rezem por ele

Vejam o que disse hoje o Papa Bento XVI na oração do Ângelus hoje, dia em que se comemora a festa da Cátedra de São Pedro:

Neste domingo celebra-se também a festa da Cátedra de São Pedro, importante acontecimento litúrgico que coloca na luz o ministério do Sucessor do Príncipe dos Apóstolos. A Cátedra de Pedro simboliza a autoridade do Bispo de Roma, chamado a desenvolver um peculiar serviço para todo o Povo de Deus. Rapidamente depois do martírio dos santos Pedro e Paulo, à Igreja de Roma é, de fato, reconhecido o papel primordial em toda comunidade católica, papel atestado já no II século por Santo Inácio de Antioquia (Aos Romanos, Pref.: Funk, I, 252) e por Santo Irineu de Leão (Contra as heresias III, 3, 2-3). Este singular a específico ministério do Bispo de Roma foi reforçado pelo Concílio Vaticano II.

(…)

Caros irmãos e irmãs, esta festa me oferece a ocasião para pedir-vos que me acompanhem com vossas orações, para que possa cumprir fielmente a grande missão que a Providência Divina me confiou qual Sucessor do apóstolo Pedro. Invocamos por isso a Virgem Maria, que ontem aqui, em Roma, celebramos com o belo título de Nossa Senhora da Confiança. A Ela pedimos também que nos ajude a entrar com as devidas disposições de vontade no tempo da Quaresma, que iniciará quarta-feira próxima com o sugestivo Rito das Cinzas. Abra-nos, Maria, o coração à conversão e à escuta dócil da Palavra de Deus.

Rezemos pelo Papa! Peçamos a Virgem Maria que cubra Bento XVI com seu manto e o proteja das injúrias, das calúnias e das perseguições. Viva o Papa!

Fonte: Alocução de Bento XVI na festa da Cátedra de São Pedro e Bento XVI pede orações para cumprir sua missão (Zenit).