Novos links entre os favoritos

Todos muito interessantes, parece que são da mesma “família”… Não conheço o autor (ou autores), mas sempre trazem informações relevantes – algumas, até necessárias.

Absurdo: Travestis ganham direito de usar banheiro feminino em escolas do MS

A íntegra da notícia está aqui. Transcrevo o início:

Por meio de uma circular, a Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul recomendou ao corpo docente das escolas estaduais do ensino médio “destinar aos estudantes travestis e transgêneros banheiros reservados ao professores”. De acordo com a circular distribuída, “apesar de possuírem um órgão sexual masculino, elas se sentem femininas e, neste caso, o uso do banheiro masculino pode implicar em risco para estes estudantes”.

A medida teria validade a partir desta sexta-feira (20), segundo explicou a superintendente de Políticas para a Educação, Cheila Cristina Vendrami, mas um documento protestando contra o texto inicial causou o adiamento da medida para a próxima semana. O texto inicial dizia que o uso era também extensivo aos banheiros das alunas, o que obrigou a Secretaria a reescrever a circular. Segundo Guilherme Filho, sub secretário de Comunicação do governo estadual, a decisão vai atingir primordialmente as escolas de cursos noturnos, cujos alunos costumam sentir constrangimento no momento de ir ao banheiro. “A intenção é preservar a integridade e garantir o comportamento inclusivo das escolas do Estado”, afirma. Segundo ele, a medida abrange 260 escolas de ensino médio do Estado.

PROTESTO – O protesto havia partido do presidente da Federação dos Trabalhadores na Educação, Jaime Teixeira. “Não há como aceitar esse tipo de orientação do Estado. Acredito que nenhum pai de aluna gostaria de saber que a filha divide o sanitário com os meninos na escola, mesmo em se tratando de casos especiais. Dos quase 320 mil alunos do Estado, metade é menor de 12 anos”. Segundo Guilherme Filho, o protesto é infundado. “Nunca foi a intenção causar constrangimento a crianças, tanto que a medida limita-se às escolas de ensino médio”. Na prática, caso queira, o estudante poderá usar o banheiro feminino dos professores, nas escolas em que existam tais instalações. “Há muitas escolas antigas com banheiro comum,”, diz Guilherme Filho.

E ai de você se falar contra isso. Vai ser taxado das piores coisas. Homofóbico, intolerante, preconceituoso, até assassino.

A nova ordem mundial tem por objetivo legitimar comportamentos inaceitáveis, impondo sua pretensa naturalidade e obrigando a sociedade como um todo a aceitá-los e até mesmo a reverenciá-los. A família tradicional não deixa nunca de ser criticada, desprezada, ridicularizada, mas um rapaz vestido de mulher tem que ter o “direito” de freqüentar o banheiro feminino…

Atenção: respeitar a integridade de uma pessoa não significa aprovar suas atitudes e seu comportamento. Não significa dar a essa pessoa “direitos” que afrontam a maioria. Não significa legitimar sua conduta e não impede que essa pessoa seja alvo de críticas.

O homossexualismo é inaceitável para a moral cristã (não o homossexual!) e essa onda de conceder “direitos” para minorias tem como intenção velada confundir a sociedade tendo como objetivo principal o desmoronamento da moral católica. Os católicos não podem se sentir constrangidos pelo politicamente correto e devem reagir, expressando com veemência sua oposição a absurdos como esse. Antes que seja tarde demais e sejamos até mesmo presos por falarmos em alto e bom tom: homossexualismo é pecado. É uma afronta à família tradicional e à própria sociedade; uma prática sexual não pode ser motivo de obtenção de direitos. Todos devem ter sua intimidade e sua vida privada respeitadas sim, mas o poder público não deve legitimar e promover um modo de vida intrisicamente mau e promíscuo.

Respeitar o homossexual em sua integridade humana, que lhe é inalienável em qualquer circunstância, não significa aceitar e legitimar o homossexualismo. E o estado não deve fazer isso.

Leia mais: Esclarecimento do cardeal Antonelli sobre homossexualidade.

A verdade sobre Pio XII: novos documentos descobertos revelam esforços do Papa para salvar judeus

Zenit publica hoje um texto importantíssimo: mais provas sobre as ações do Papa Pio XII em favor dos judeus durante a Segunda Guerra mundial. Contra as calúnias, só existe uma arma: a verdade. Continuam mentindo contra esse abençoado Pontífice, e continuarão, na medida em que essas mentiras são divulgadas pela mídia com o intuito de desmoralizar o Papado e a própria Igreja Católica.

Por que Pio XII evitou mencionar diretamente a perseguição aos judeus em seus pronunciamentos? Ora, isso iria adiantar alguma coisa? O efeito seria certamente o oposto: a perseguição nazista aumentaria ainda mais, e se voltaria contra os católicos com mais intensidade.

Transcrevo o texto em sua íntegra. Leiam e repassem a seus amigos e conhecidos. A verdade haverá de se impor.

Novos documentos provam amizade do Papa Pio XII com judeus

Descobertas recentes da Pave The Way Foundation

NOVA YORK, sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Documentos descobertos recentemente provam que Pio XII teve gestos de amizade e proteção para com o povo judeu antes, durante e depois da 2ª Guerra Mundial. Assim divulgou ontem, através de um comunicado, a Fundação Pave The Way (PWTF), que se dedica a promover o diálogo entre as religiões.

As descobertas foram realizadas pelo historiador alemão Michael Hesemann, autor da obra The Pope Who Defied Hitler. The Truth About Pius XII («O Papa que desafiou Hitler. A verdade sobre Pio XII»). Hesemann, assessor da PWTF, revela ter encontrado uma série de documentos no Arquivo Secreto Vaticano que acreditam numerosas intervenções do Papa Pacelli a favor dos judeus.

Uma das descobertas é a de uma intervenção do arcebispo Pacelli, então núncio apostólico na Baviera, datada de 1917, através do governo alemão, para pedir que os judeus da Palestina fossem protegidos frente ao Império Otomano da Turquia.

O Dr. Hesemann mostra também que em 1917, o futuro Pio XII utilizou sua influência pessoal para que o então representante da Organização Sionista Mundial, Nachum Sokolov, fosse recebido pessoalmente por Bento XV para falar sobre uma pátria judaica na Palestina.

Em 1926, Dom Pacelli animou os católicos alemães a apoiarem o Comitê Pró Palestina, que apoiava os assentamentos judaicos na Terra Santa.

Estas descobertas se unem às provas oferecidas pelo próprio presidente da PTWF, Gary Krupp, das quais o congresso sobre Pio XII celebrado em setembro de 2008 em Roma apresentou mais de 300 páginas de documentos originais, que contêm detalhes de como se levou a cabo a ordem do Papa, durante a guerra, de esconder os judeus em Roma.

Estes documentos, que podem ser baixados no site da fundação, recolhem, entre outros, um manuscrito de uma freira, datado de 1943, que detalha as instruções recebidas do Papa, assim como uma lista de judeus protegidos.

Outro dos documentos é um informe do US Foreign Service, do cônsul americano em Colônia, que informa sobre o «novo Papa» em 1939. O diplomata se mostra surpreso pela «extrema aversão» de Pacelli a Hitler e ao regime nazista, e seu apoio aos bispos alemães em sua oposição ao nacional-socialismo, ainda à custa da supressão das Juventudes Católicas alemãs.

Também se oferece um documento de 1938, assinado pelo então Secretário de Estado Eugenio Pacelli, no qual ele se opõe ao projeto de lei polonesa de declarar ilegal o sacrifício kosher, ao entender que esta lei «suporia uma grave perseguição contra o povo judeu».

Já como Papa, durante a guerra, Pio XII escreveu um telegrama ao então regente da Hungria, almirante Miklós Horthy, para que evitasse a deportação dos judeus, e este acedeu, o que se estima que salvou cerca de 80 mil vidas. Ao governo brasileiro pediu que aceitasse a 3 mil «não arianos».

Outro dos documentos que PTWF oferece é uma entrevista com Dom Giovanni Ferrofino, secretário do núncio no Haiti, Dom Maurilio Silvani. O prelado afirma que duas vezes por ano recebia telegrama cifrado da parte de Pio XII que remetia ao general Trujillo, presidente da República Dominicana, para pedir-lhe em nome do Papa 800 vistos para os judeus, com o qual se estima que pelo menos 11 mil judeus foram salvos por esta via.

Também se ofereceram provas de que o Vaticano falsificou secretamente certidões de batismo para permitir que muitos judeus migrassem como «católicos».

Uma descoberta pessoal

O empenho da PWTF obedece à própria determinação de seu presidente, Gary Krupp, judeu americano, que reconhece que cresceu «desprezando Pio XII», até que leu o livro de Dan Kurzman, A Special Mission: Hitler’s Secret Plot to Seize the Vatican and Kidnap Pope Pius the XII. Nele se recolhe o testemunho do general Karl Wolff, que detalha o plano de Hitler de assaltar o Vaticano e raptar o Papa Pio XII. Sabe-se que havia espiões no Vaticano e franco atiradores alemães a menos de 200 jardas das janelas papais.

A mesma restrição das declarações públicas do Papa, que foi fonte de críticas contra ele, explica-se pelo aumento dos castigos nos campos de concentração, testificado por ex-prisioneiros, cada vez que altos cargos eclesiásticos falavam contra o regime nazista.

Outra descoberta que fez Krupp mudar de sentimentos, segundo suas próprias declarações, foi a prova de que «O Vigário», a famosa obra do comunista alemão Rolf Hochhuth, apoiou-se em documentos vaticanos manipulados, como parte de um complô secreto da KGB para desacreditar a Santa Sé. Esta informação foi revelada pelo Tenente General Ion Mihai Pacepa, o agente da KGB de mais alto escalão que desertou.

Gary Krupp assegurou estar «surpreso ao pesquisar pessoalmente artigos do New York Times e do Palestine Post entre 1939 e 1958. Não pude encontrar nem um só artigo negativo sobre Pio XII».

O esclarecimento sobre a figura de Pio XII foi assumido como objetivo pela PWTF para «eliminar um obstáculo que afeta 1 bilhão de pessoas» para o entendimento entre judeus e católicos. «Por justiça, nós, judeus, devemos ser conscientes dos esforços desse homem, em um período em que o resto do mundo havia nos abandonado».

«É o momento de reconhecer Pio XII pelo que fez, não pelo que não disse», acrescenta Krupp, que considera que a causa de que esta «lenda negra» permaneça é, por um lado, «a rejeição dos críticos de Pio XII de consultar e revisar a documentação recentemente desclassificada do Arquivo Secreto Vaticano», e por outro, «a negativa da maior parte dos meios de comunicação de dar cobertura às informações positivas sobre Pio XII».

Católicos abrem centros na Sibéria para ajudar mães e evitar que abortem

Reproduzo notícia da Zenit. Depois, meu comentário:

O aborto está provocando um inverno demográfico

MOSCOU, quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- A associação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) deu a conhecer seu apoio a uma iniciativa do sacerdote Michael Shields, que trabalha na cidade siberiana de Magadan, com o objetivo de abrir centros pró-vida para ajudar mulheres grávidas com dificuldades.

Em um comunicado divulgado nesta quinta-feira pela instituição, destaca-se a boa acolhida que a iniciativa teve entre os próprios médicos estatais, preocupados pela alarmante diminuição da população «provocada pela atual legislação russa a favor do aborto, que retorna aos tempos soviéticos».

A iniciativa será levada a cabo a partir de junho em Magadan e arredores, uma região de triste fama por ter sido sede dos gulags stalinistas. Precisamente, o sacerdote se deu a conhecer há pouco por seu livro Martys of Magadan (Mártires de Magadan), publicado pela AIS.

Em declarações à AIS, o Pe. Shields destaca que a idéia da iniciativa partiu de um dos médicos governamentais que trabalham no Centro de Informação a Mulheres. «Isso é maravilhoso, porque a Rússia realmente está mudando e quer mais nascimentos», afirmou.

«O governo russo sabe que a demografia do país não vai bem, e essa é a razão pela qual os médicos nos pediram que trabalhássemos a favor das mulheres grávidas», explica.

No ano passado, o Pe. Shields abriu uma casa para alojar pais e crianças recém-nascidas com problemas, especialmente mães em período de estudos, a quem as autoridades expulsam das residências escolares quando se constata a gravidez.

Este centro, «Casa da Natividade», teve bastante êxito «graças ao boca-a-boca» entre as próprias mulheres, sublinha o Pe. Shields, que também destaca «o forte apoio à causa pró-vida por parte da Igreja Ortodoxa Russa».

A notícia não deixa de ser auspiciosa, mas é como ascender uma vela na escuridão. Com uma das legislações abortistas mais permissivas do mundo, a Rússia é o exemplo de um desastre demográfico anunciado. Nesse país, a média de abortos atinge a assombosa marca de quatro por mulher. Para cada nascimento em que o bebê nasce vivo, há dois abortos – dois terços dos nascituros são assassinados.

Os abortos na Rússia são financiados pelo estado, o que explica a facilidade em que ocorrem. A taxa de natalidade do país é baixíssima. A população, atualmente na casa dos 142 milhões de habitantes, está diminuindo em 700 mil pessoas por ano. Se algo não for feito, em 2050 poderá estar reduzida a 100 milhões. A Rússia está morrendo e a prática disseminada do aborto está contribuindo de forma decisiva para que isso aconteça.

Católicos e judeus devem estar juntos diante do islamismo

Por Will Heaven.

Pela primeira vez desde a morte do Papa João Paulo II, as relações entre católicos e judeus se tornaram hostis. O Papa Bento XVI, em um esforço para remediar um cisma de vinte anos na Igreja Católica, permitiu o retorno de um negador do holocausto a seu rebanho. Mas as opiniões de um bispo lunático devem encerrar o diálogo interreligioso? Certamente, não. Agora, mais que em qualquer outra época de nossa turbulenta história, católicos e judeus devem estar juntos contra a ameaça do islamismo.

O negador do holocausto, bispo Williamson, é, de qualquer maneira, um homem desagradável e ignorante. Apesar de ter estudado na Universidade de Cambridge, ele rejeita a existência das câmaras de gás nos campos de concentração nazistas. Fazendo isso, ele nega o holocausto como evento histórico, alegando que “apenas” 300 mil judeus pereceram.

Para os católicos romanos, essas opiniões são intoleráveis. O Papa expressou sua desaprovação com palavras as mais duras, dizendo a uma delegação de judeus norte-americanos: “o ódio que foi manifestado durante o holocausto foi um crime contra Deus e a humanidade. Este capítulo terrível de nossa história jamais poderá ser esquecido”. Ele acrescentou: “a humanidade inteira deve continuar a lamentar a selvagem brutalidade que se abateu sobre o povo judeu”.

Suas palavras foram de extrema importância, e o rabino David Rosen elogiou as condenações do Papa à negação do holocausto como “absolutamente inequívocas”. Mas a lentidão do Vaticano em responder aos protestos não pode escapar às críticas.

A mídia internacional, que mal tinha acabado de atacar a guerra de Israel contra o Hamas, decidiu “reequilibrar a balança”, incitando sentimentos de anti-catolicismo. Mas os patéticos conselheiros do Papa, que estava “desinformado” sobre o antissemitismo público de Williamson (apesar de o fato ter sido relatado na página principal do jornal The Catholic Herald, ano passado) não deram importância ao assunto. Depois de colocarem perigosamente em risco vinte anos de progresso nas relações entre católicos e judeus, eles deveriam ser afastados.

Quando João Paulo II morreu em 2005, sua morte foi lamentada não somente por católicos romanos, mas por judeus em todo o mundo. Durante seu pontificado de 26 anos, o polonês Karol Wojtyla transformou a maneira da Igreja Católica se relacionar com o povo judeu.

Ele foi o primeiro Papa desde os dias da Igreja primitiva a entrar em uma sinagoga, e foi figura chave para o estabelecimento de relações diplomáticas entre o Vaticano e Israel, em 1994. Ele publicamente admitiu a falha de muitos católicos em agir contra os nazistas, e pediu perdão por seu comportamento. Em 2000, durante sua visita a Israel, aos 79 anos, ele pessoalmente prestou homenagens às vítimas do holocausto em Yad Vashem, inclusive se encontrando com sobreviventes.

Mas quando confrontado com problemas internos de sua Igreja, o Papa Wojtyla não foi tão bem sucedido. No fim dos anos 80, ele falhou em conter a ruptura de um movimento tradicionalista com Roma. E apesar da ligação com o fundador da Sociedade São Pio X, quatro bispos foram ordenados em desafio às leis da Igreja, o que lhes colocou em excomunhão automática.

O atual papa – na época, cardeal Ratzinger – foi mandado para restaurar a ordem. Apesar das numerosas dificuldades, ele iniciou o longo processo de reconciliação e esforçou-se para trazer os bispos rebeldes e seus seguidores de volta à Roma. Durante seu mandato como papa, e particularmente desde que restaurou a liturgia católica tradicional, este processo avançou firme rumo a seu objetivo.

O levantamento das excomunhões foi um assunto interno que resultou, para óbvio pesar do papa, em conseqüências externas catastróficas. Embora nenhum dos quatro esteja autorizado a ensinar na Igreja, a cicatrização de uma fratura quase levou ao surgimento de outra. O papa e seus conselheiros incompetentes estiveram perto de causar um desastre nas relações entre católicos e judeus. O resultado disso poderia ser desastroso para os dois lados.

Em 2009, boas relações entre a Igreja Católica e o povo judeu são mais importantes que nunca. A maior ameaça à estabilidade de Israel vem do Irã, na mais rancorosa expressão do Islamismo. O Hamas, em Gaza e na Cisjordânia, e o Hizbullah, no Líbano, estão sob a influência do regime iraniano que não reconhece o direito de existência a Israel. E agora este regime está próximo de ser capaz de fabricar armas nucleares. Para os judeus, a ameça se torna cada vez mais real.

Para os políticos seculares ocidentais, o fundamentalismo religioso é um fenômeno estranho a eles. Quando o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad declarou em 2005 que Israel deveria deixar de existir, a descrença do então primeiro-ministro britânico Tony Blair era evidente: “nunca estive em uma situação de o presidente de um país dizer que quer eliminar outro”. Blair nunca esteve nem mesmo perto de entender as razões do ditador islâmico. Do mesmo modo, a União Européia propôs um manifesto que condenava o Irã por não ser “um membro da comunidade internacional maduro e responsável”.

A Igreja Católica entende muito bem que a ambição mórbida de Ahmadinejad não tem nada a ver com maturidade política. Antes da revolução islâmica de 1979, havia em torno de 250 mil católicos vivendo no Irã. Agora, há menos de 15 mil. A intolerância de um regime fanático provocou a debandada de vasto contingente de católicos do Irã. Trata-se da mesma intolerância que tentaria livrar o Oriente Médio do povo judeu.

Apesar das tentativas do regime iraniano, Bento XVI tem sabiamente se recusado a encontrar com Ahmadinejad. Sobre o desejo do Irã de obter armas nucleares, ele se pronunciou afirmando ser “um assunto de grande preocupação” e chamou insisten­temente o regime islâmico a alcançar uma “coexistência pacífica” com outros países do Oriente Médio.

Mais importante, contudo, Bento XVI – a despeito dos recentes acontecimentos – permanece sendo um dos líderes políticos mundiais mais favoráveis a Israel. Da mesma forma que seu conselheiro, o papa anterior, que chamou o povo judeu de “nossos irmãos mais velhos”, Bento XVI tem constantemente tentado demonstrar sua “total e inquestionável solidariedade” a Israel e ao povo judeu, tal como fez quando visitou Auschwitz três anos atrás. Quando visitar Israel em maio, receberá uma recepção provavelmente bem diferente de seu predecessor. Mas suas orações no Muro das Lamentações serão igualmente sinceras e seu gesto igualmente intenso. É este anseio por cooperação diante de novas e terríveis ameaças a Israel que deve permanecer como prioridade.

Fonte: The Jerusalem Post. Tradução e adaptação de Matheus Cajaíba. Para ler o texto original em inglês, clique aqui.

Venezuela: chavismo converteu-se em «religião»

Declarações de Xavier Legorreta, de Ajuda à Igreja que Sofre

ROMA, quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O «chavismo», ideologia promovida pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está se convertendo em uma espécie de religião: Xavier Legorreta, chefe da Seção da América Latina da associação de direito pontifício Ajuda à Igreja que Sofre, comenta com estas palavras o resultado do referendum de reforma da Constituição realizado neste domingo no país.

O referendum propunha a modificação de cinco artigos, todos eles relacionados ao poder político. Entre outros, propunha a supressão de toda limitação temporal ao mandato dos representantes eleitos, o que tornaria possível a reeleição do atual presidente, Hugo Chávez, inclusive uma vez finalizado seu mandato em 2012.

Já em dezembro de 2007, os venezuelanos haviam rejeitado essa mesma reforma constitucional em um referendum. Neste segundo intento, a proposta de Hugo Chávez obteve a maioria.

No período prévio ao referendum, houve manifestações violentas – organizadas tanto por simpatizantes como detratores – nas grandes cidades, sobretudo na capital, Caracas. Em 19 e 31 de janeiro, desconhecidos assaltaram a Nunciatura Apostólica de Caracas. No total, registraram-se sete ataques contra a representação do Papa no país nos últimos meses.

Legorreta, cujo trabalho consiste em oferecer apoio às comunidades católicas mais necessitadas no país, explica a promulgação de um segundo referendum sobre um mesmo tema com estas palavras: «O povo sabe que vai contra a lei, mas Chavez mascarou a votação com seu carisma, sua política e, sobretudo, sua ideologização».

«Cabe afirmar que, entretanto, o ‘chavismo’ se converteu em uma espécie de religião na Venezuela. A linguagem, a forma de apresentar-se, as conversas e discussões, tudo gira em torno da sua pessoa, sua ideologia e sua estratégia tática. Assim ele consegue o êxito, chamado também de ‘revolução bolivariana’», declara.

Esta «revolução», declara, busca «criar um modelo similar ao sistema político que esteve implantado na Europa do Leste, e que hoje ainda subsiste em Cuba: uma ditadura socialista encabeçada por uma forte personalidade, um líder. Em Cuba, esse líder é Fidel Castro, e na Venezuela, Hugo Chávez».

Ao fazer um balanço dos dez anos de Chávez como presidente, Legorreta explica sua chegada ao poder com estas palavras: «Eu diria que se procurou sair de um buraco para se cair em outro».

«Quando Chávez iniciou sua revolução, o povo sofria muito. Para as pessoas, a oferta de Chávez parecia algo atrativo e eficaz. Contudo, na realidade quase nem são visíveis os resultados esperados. Ainda que também haja coisas muito boas, como a possibilidade que os venezuelanos têm de ir a Cuba para receber tratamento médico – e de continuar indo aos médicos cubanos na Venezuela uma vez que regressam ao seu país.»

Diante do anúncio de Chávez de apresentar sua candidatura para um terceiro mandato, Legorreta recorda uma das máximas de Simón Bolívar, líder do movimento independente sul-americano que enfrentou o poder colonial espanhol, em quem o presidente venezuelano diz inspirar-se: «É doloso que alguém se perpetue no poder».

A relação da Igreja com o governo de Chávez nunca foi fácil. Já em 2001 houve uma onda de terror contra as instituições eclesiais: 28 bombas explodiram em uma só semana.

«Nestes tempos difíceis, os crentes são conscientes da necessidade de apoiar a Igreja e também seus pastores. O país atravessa uma grande crise e, sobretudo, sofre insegurança no âmbito social, econômico e político», explica Legorreta.

«Há pouco tempo, em uma carta pastoral, os bispos da Venezuela pediram ao governo que tome medidas para melhorar a segurança no país. Nota-se que as pessoas desejam aproximar-se da Igreja, por exemplo, pelo grande número de pessoas que vão à missa dominical e, em geral, a todas as celebrações litúrgicas.»

«Em 14 de janeiro, mais de 2,5 milhões de venezuelanos assistiram à celebração anual em honra da Virgem da Divina Pastora na Diocese de Barquisimeto. Nas paróquias que não foram objeto de ideologização, permanece uma fé profunda e devota», explica.

No começo, Hugo Chávez concebeu a idéia de fundar uma igreja venezuelana própria. Em várias ocasiões, atacou os bispos acusando-os de manipular as pessoas e intrometer-se na política.

Deste modo, indica o especialista, «Chávez tenta desunir a Igreja polarizando-a: elogia o trabalho de alguns sacerdotes, ao mesmo tempo em que critica ferozmente o trabalho e os esforços de outros. Seu objetivo é criar desunião para semear a confusão. Esta é uma boa estratégia para alguém que quer oprimir a Igreja».

Segundo Legorreta, «neste momento, o país precisa, antes de tudo, das nossas orações. Por outro lado, a Igreja precisa que a ajudem na catequese e na formação de futuros seminaristas».

«Em geral – conclui -, as religiosas e o clero em seu conjunto devem dispor de uma boa formação para estar à altura dos desafios dos anos vindouros. Muitas paróquias são pobres demais e estão muito necessitadas, pois têm de organizar-se com menos de 80 euros mensais.»

Fonte: Zenit. Para acompanhar a situação desastrosa da América Latina, recomenda-se a leitura dos blogs O que está acontecendo na América Latina? e, especialmente, o Notalatina, editado por Graça Salgueiro.

Bombardeio contra o Papa: Bento XVI sofre críticas da imprensa e de clérigos

A pressão sobre o Papa Bento XVI é enorme. Nos últimos dias, ele vem sendo criticado pelos meios de comunicação em geral, pelos Hans Küng da vida e até mesmo por bispos de tendências “pogreçistas”. Os movimentos do Papa para a reconciliação com a Sociedade São Pio X pipocaram uma reação violenta por parte das alas modernistas da Igreja – justamente, aquelas que estão repletas de traidores interessados na sua destruição. Para saber se Bento XVI está correto em seus atos, basta saber o que o Leonardo Boff acha de suas ações; se o teólogo dos holofotes estiver insatisfeito, pode saber que o Papa está no caminho certo.

Este carnaval todo em torno das declarações (infelizes) do bispo Williamson, minimizando o holocausto, é ampliado e aumentado, tomando proporções imensas pela campanha de desmoralização promovida pela imprensa em geral contra Bento XVI. Este assunto já estaria pra lá de encerrado se a razão fosse usada em detrimento do patrulhamento ideológico. Isso porquê:

  1. Williamson e os outros três bispos da SSPX foram aceitos na Igreja como seus membros; isso quer dizer que eles agora podem receber sacramentos licitamente. Ainda que Williamson negue o holocausto, isso não é um delito canônico passível de excomunhão. Ser idiota não é motivo para ser expulso da Igreja;
  2. Os quatro bispos que tiveram sua excomunhão levantada não foram imediatamente aceitos na hierarquia da Igreja Católica. Ao contrário: é sabido que eles não estão exercendo nenhuma função reconhecida pela Igreja, inclusive estando impedidos de celebrar sacramentos.
  3. Williamson já pediu desculpas ao Papa pelo estrago que causou e já foi até mesmo demitido de sua função como reitor de um seminário da SSPX na Argentina.
  4. D. Bernard Fellay, Superior Geral da Sociedade São Pio X”, afirmou: “um bispo católico não pode falar com autoridade eclesiástica se não se tratar de uma questão de fé ou moral”. Ou seja: até mesmo a SSPX desautorizou as declarações de Williamson, salientando que ele não fala em nome da Sociedade, muito menos da Igreja.
  5. E por fim: a SSPX ainda não goza, neste momento, de nenhum reconhecimento canônico por parte da Igreja Católica.

Esses pontos já seriam por si só suficientes para encerrar qualquer conversa. Os quatro bispos foram aceitos novamente como católicos, mas não como clérigos. E negar o holocausto não é um pecado passível de excomunhão, portanto o levantamento da excomunhão do bispo Williamson nem remotamente tem relação com suas declarações revisionistas.

Mas, qual o quê! As declarações de Williamson deram munição para os inimigos do Papa e os anti-católicos do mundo inteiro. E eles estão disparando seu veneno. Pior: muitos dos críticos pertencem à hierarquia da própria Igreja Católica…

Padre influente de Chicago diz que a teologia de Bento XVI contribui para a controvérsia do holocausto

(CWNews.com) – O padre John Pawlikoski, diretor do Programa de Estudos Judaico-Católicos da União Teológica Católica, disse que a “eclesiologia ahistórica” do Papa Bento XVI contribuiu para a controvérsia que se seguiu ao levantamento da excomunhão do bispo Williamson.

O texto publicado no site Catholic Culture (original em inglês aqui) prossegue com as falácias do padre Pawlikoski, que culpa a Igreja por omissão diante do holocausto, fazendo coro aos farsantes que repetem as baboseiras de sempre contra Pio XII. A matéria lembra as afirmações públicas contundentes do Papa Bento XVI condenando o antissemitismo.

Na verdade, hoje foi o dia da malhação do Papa. O jornal Los Angeles Times se pergunta em editorial (resumido aqui, em inglês, com link para o original): “como o Papa pôde reabilitar um sujeito como Williamson sem realizar uma investigação completa?” Provavelmente, se o Papa soubesse das declarações de Williamson, não teria levantado as excomunhões – não antes de se certificar sobre o estrago que tais afirmativas do bispo poderiam provocar. O texto afirma que o Papa deveria ser mais prudente em suas ações. E os inimigos da Igreja, eles devem ser prudentes ao criticá-la?

Ainda assim, insisto: esse assunto deveria ser irrelevante. As opiniões de Williamson sobre o holocausto podem ser estúpidas e fantasiosas – e o são, mas não o impedem de ser católico. E Bento XVI, ao levantar sua excomunhão, quis dizer apenas que ele e seus três colegas estavam reintegrados na Igreja Católica. Seu gesto não quis dizer que eles se tornaram parte integrante da hierarquia sacerdotal da Igreja Católica. O assunto já deveria estar devidamente esquecido, mas a verdadeira campanha da mídia não é em favor da verdade, e sim da desmoralização do Sumo Pontífice e o enfraquecimento da sua autoridade moral – o que comprometeria gravemente a própria solidez da Igreja Católica.

Os picaretas contra o Papa

Existem alguns picaretas como Leonardo Boff e “Frei” Betto que são dia e noite paparicados pela imprensa, como se fossem pessoas realmente muito importantes, inteligentes, íntegras, como se tivessem alguma coisa de valor a apresentar ou dizer. Na verdade, sempre que podem esses dois bocós exercitam o esporte preferido dos católicos vira-latas: meter a lenha na Igreja, descer o cacete no Papa, fazer críticas à doutrina milenar do Cristianismo e bradar aos quatro ventos (com direito a uma performance bem teatral, aproveitando os holofotes…) que há uma necessidade profunda de mudanças. Afinal de contas, a Igreja precisa modernizar-se – como se a Verdade estivesse sujeita a quaisquer mudanças de costumes e Deus devesse dar muitas satisfações aos seres humanos, e não o contrário.

Falando no Küng, ele deu uma entrevista para a revista Isto É da semana passada, brilhantemente comentada pelo blog A Igreja Católica é a Igreja Una e Santa. No mesmo blog, há ainda outros posts sobre a reação de Küng e de Boff sobre a retirada das excomunhões dos bispos ordenados por dom Marcel Lefebvre.

Olha, em se tratando de Igreja, eu sempre presto atenção no que Boff e Küng dizem. A probabilidade de estarem falando alguma idiotice é de quase 100 por cento. São dois liberais que desejam a destruição da Igreja Católica, e trabalham ativamente para isso. E não estão sozinhos em sua luta: outra recente polêmica na Igreja foi a nomeação do padre Gerhard Wagner para bispo auxiliar da cidade de Linz, na Áustria. A reação dos bispos modernistas austríacos foi a de quase promover uma rebelião contra o Papa. A pressão foi tão grande que o padre Wagner pediu ao Papa que retirasse sua nomeação como bispo. Informações sobre essa crise enfrentada por Bento XVI (mais uma…) temos aqui no blog Fratres in Unum.

Rezemos pelo Papa, porque a coisa está feia. Os modernistas e modernosos vão lutar contra ele com todas as forças e se utilizando de todas as armas.

Herói da fé: bispo opositor da cidade chinesa de Xiwanzi libertado após dois anos e meio na prisão

Ele foi preso por consagrar uma Igreja sem o consentimento da Associação Patriótica. As autoridades chinesas o consideravam apenas como um padre, e não permitiam que ele realizasse cerimônias maiores. Dois padres e vinte fiéis da diocese de Xiwanzi ainda estão presos. Em Hebei, dois bispos ainda estão “desaparecidos” após muitos anos.

Hong Kong (AsiaNews/UCAN) – Leão Yao Liang, bispo opositor de Xiwanzi, foi posto em liberdade logo após o ano novo chinês. Ele tinha sido levado pela polícia em 30 de julho de 2006. Oficiais do governo chinês já o tinham advertido que não deveria desempenhar seu trabalho como bispo ou estar a frente de atividades da Igreja que envolvessem considerável número de pessoas.

O bispo Yao, de 85 anos, é um bispo não-autorizado, não-reconhecido pelo governo e não é membro da Associação Patriótica, uma igreja que não aceita a autoridade do Papa e se mantém sob a autoridade do governo comunista chinês. Provavelmente, ele foi preso porque as autoridades descobriram que ele consagrou uma Igreja no condado de Guiyang em julho de 2006 sem o consentimento da Associação Patriótica. O bispo e cinco dos vinte padres que concelebravam a missa foram detidos por violarem regulamentos de assuntos religiosos.

Enquanto esteve na prisão, bispo Yao foi mantido em vários locais, sempre em isolamento. Agora, as autoridades permitem que ele veja pessoas, mas ele não está autorizado a organizar grandes assembléias. Em Xiwanzi, não foi nem permitido aos fiéis organizarem uma celebração pelo seu retorno.

A diocese de Xiwanzi (Hebei) é uma diocese da Igreja proscrita, fiel ao Papa, que conta com quinze mil fiéis e está situada a cerca de 260 quilômetros ao norte de Pequim, quase na fronteira com a Mongólia Interior. Durante meses a polícia, apoiada pela Associação Patriótica, tem realizado uma campanha contra padres e bispos da Igreja não-autorizada pelo governo. De acordo com fontes locais, há ainda vinte fiéis e dois padres no cárcere, presos por organizarem manifestações e protestos de desobediência pela libertação de seu bispo.

Ainda há dois bispos da área de Hebei – a região chinesa com maior concentração de católicos – detidos pela polícia, permanecendo presos em local ignorado: um deles é o bispo João Su Zhimin, da diocese de Baoding, que tem 75 anos de idade. Ele foi preso em 1996 e desapareceu. Em novembro de 2003 foi mandado para um hospital em Baoding, sob a guarda da polícia, onde foi tratado de problemas cardíacos e oculares. Mas, poucos dias depois, ele desapareceu novamente.

O outro bispo desaparecido é Cosme Shi Enxiang, da diocese de Yixian, hoje com 86 anos. Ele está preso desde 13 de abril de 2001. Sagrado bispo em 1982, antes disso esteve preso por 30 anos. Foi preso novamente em dezembro de 1990, libertado em 1993. Está em isolamento total desde sua última prisão.

Fonte: Asia News. Tradução de Matheus Cajaíba. Para ler o texto original em inglês, clique aqui.

Porta-voz vaticano: morte de Eluana Englaro não tem última palavra

Pede que seja motivo de reflexão sobre o valor da vida humana

ROMA, quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- A morte de Eluana Englaro, a mulher italiana de 38 anos em estado vegetativo há 17 anos, falecida na noite desta segunda-feira, não tem a última palavra, assegura o porta-voz vaticano.

O Pe. Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, comentou o desenlace terreno desta frágil vida, que aconteceu enquanto no Senado da Itália se debatia um projeto de lei para proibir a suspensão da nutrição e hidratação que mantinha a jovem com vida.

O sacerdote recordou Eluana como «uma pessoa que foi muito querida e que nos últimos meses se converteu em parte de nossa vida. Agora que Eluana está na paz, esperamos que seu caso, depois de tantas discussões, seja motivo para todos de uma reflexão serena e de busca responsável dos melhores caminhos para acompanhar as pessoas mais frágeis, com amor e cuidadosa atenção, com o devido respeito do direito à vida», afirma em uma nota difundida através da Rádio Vaticano.

Citando as palavras que Bento XVI pronunciou durante o Ângelus deste domingo, seu porta-voz mencionou especialmente as pessoas que «não podem valer-se por si mesmas, mas dependem totalmente dos demais».

«A morte de Eluana nos deixa necessariamente uma sombra de tristeza pelas circunstâncias nas quais aconteceu – reconhece o Pe. Lombardi. Mas a morte física não nunca tem a última palavra para o cristão. Portanto, em nome de Eluana, continuaremos procurando os caminhos mais eficazes para servir a vida», conclui.

A morte de Eluana aconteceu enquanto cumpria o terceiro dia sem alimentos nem hidratação na clínica La Quiete da cidade de Udine.

Os bispos italianos haviam pedido repetidas vezes que ela fosse mantida viva, pois não dependia de máquinas para viver, mas unicamente do fornecimento de alimentação e hidratação.

Ao tornar-se pública a notícia de sua morte, a Conferência Episcopal Italiana publicou um comunicado para manifestar sua «grande dor» e expressar a esperança de que sua morte una «aqueles que creem na dignidade da pessoa e no valor inviolável da vida, sobretudo quando é indefesa».

«Dirigimos um pedido a todos para que não desfaleça esta paixão pela vida humana, desde sua concepção até seu ocaso natural», concluem os prelados italianos.

Fonte: Zenit.

Esquerda e direita na Igreja

Por Olavo de Carvalho.

Já faz tempo que a grande mídia no Brasil – refiro-me sobretudo à de São Paulo, Brasília e Rio — deixou de ser meio de informação confiável e se tornou puro instrumento de manipulação ideológica. O uso que ela faz dos termos para descrever situações e personagens não corresponde nunca à realidade objetiva, mas a um enfoque pré-calculado para produzir determinadas reações públicas. A linguagem-padrão do jornalismo brasileiro segue hoje estritamente a técnica soviética da desinformação. Isto não é modo de dizer, mas uma descrição exata do que acontece.

No caso das questões religiosas, a prova mais clara disso é o progressivo deslocamento do sentido dado aos rótulos “conservador” e “fundamentalista”. No começo, “conservadores” eram os católicos que se opunham às mudanças introduzidas pelo Concílio Vaticano II. Muitos deles foram expulsos da Igreja, como dom Marcel Lefebvre, e hoje constituem um movimento religioso independente, de enormes proporções, cuja existência a mídia jamais menciona. Amputada essa parcela da realidade, o rótulo de “conservadora” passa a ser aplicado à própria ala da hierarquia católica que implementou as mudanças do Concílio. A margem de conservadorismo admitido, portanto, diminuiu consideravelmente. Antes, homens como João Paulo II ou o então cardeal Ratzinger eram o centro, o fiel da balança. Depois a mídia os deslocou para a direita e até para a extrema-direita enquanto dava sumiço nos conservadores genuínos, transformados em “não-pessoas”, sem direito a voz ou presença pública.

Processo análogo sofre o termo “fundamentalista”. Essa palavra designava os adeptos de uma interpretação literalista e legalista da Bíblia. Pouco a pouco, a classe jornalística passou a empregá-lo para rotular qualquer pessoa que seja fiel a uma religião tradicional. Isto significa que a quota de fidelidade religiosa admitida na sociedade “decente” vai se estreitando cada vez mais. É um estrangulamento progressivo, lento e calculado.

Outro exemplo. Até dez anos atrás, todo mundo na Igreja – esquerda e direita — era contra o aborto. Em 1991 os bispos de Chiapas, México, que estavam entre os mais esquerdistas da América Latina, acusaram de auto-excomunhão as militantes feministas que defendiam o aborto. Hoje, a mídia em peso carimba como “conservador” e até “fundamentalista” qualquer católico que seja anti-abortista.

Tudo isso é manipulação cínica, voluntária e consciente. Quem molda a linguagem popular domina a alma do povo. O uso de categorias políticas para descrever as facções da Igreja não é errado em si, pois o clero é composto de seres humanos, e seres humanos têm o direito e a inclinação de se alinhar politicamente. Mas essas categorias devem ser usadas honestamente como termos descritivos apropriados à realidade objetiva, não como instrumentos de manipulação destinados a criar uma falsa realidade politicamente conveniente a determinada facção. A mídia tem inclusive o direito de acompanhar as mutações semânticas quando vêm de fora, mas não o de produzi-las por iniciativa própria, moldando os acontecimentos em vez de descrevê-los.

Em cada grande redação do país existe hoje um forte grupo de iluminados que se autoconstituem donos do pensamento geral. Confrontados com um padrão normal de honestidade intelectual e jornalística, são na verdade criminosos, estelionatários. Um dos mais notáveis mentores intelectuais da esquerda mundial, o filósofo americano Richard Rorty, teve até o cinismo de enunciar a regra que orienta essa gente: não devemos – dizia ele — tentar convencer as pessoas expondo nossa convicção com franqueza, mas ao contrário, “inculcar nelas gradualmente os nossos modos de falar”. É o maquiavelismo lingüístico em estado puro.

João Paulo II e Bento XVI nunca estiveram efetivamente entre os conservadores. Foram transformados nisso por essa obra de engenharia verbal que, deslocando o eixo da linguagem cada vez mais para a esquerda, deforma as proporções da realidade para ludibriar a opinião pública. Complementarmente, essa manobra impõe o estereótipo de que os conservadores são a classe repressora e os progressistas são os coitadinhos oprimidos e perseguidos. Na verdade, jamais algum esquerdista da Igreja sofreu um milésimo das punições impostas à ala conservadora de dom Lefebvre. Os verdadeiros perseguidos da Igreja nunca são mencionados na mídia, embora constituam em certos países da Europa quase um terço da população fiel. No Brasil, os bispos de Campos foram humilhados, censurados e por fim excomungados sem ter feito mal algum. Leonardo Boff ou Gustavo Gutierrez, ao contrário, nunca sofreram punição nenhuma, apenas o período de silêncio obsequioso por alguns meses, e até hoje vivem da propaganda lacrimosa postiça que os mostra como verdadeiros mártires. Toda a grande mídia é cúmplice dessa mentira. O jornalismo no Brasil tornou-se uma forma de alucinação proposital.

Do mesmo modo, o chavão que divide a Igreja em “Igreja dos ricos” e “Igreja dos pobres”, que inicialmente aparecia só na propaganda comunista explícita, foi absorvido pela mídia e tornou-se de uso geral. A Igreja – toda a Igreja – sempre trabalhou pelos pobres. A ela devem-se a invenção dos hospitais, das maternidades, o ensino universal gratuito, a progressiva abolição da escravatura, etc. A “teologia da libertação”, que se auto-embeleza com o título de “Igreja dos pobres”, nada fez pelo povo pobre além de usá-lo como massa de manobra ou bucha de canhão, como o faz na Colômbia e em Cuba. A adoção daqueles estereótipos pela mídia é uma brutal inversão da realidade. Por outro lado, é a ala esquerda da Igreja – e não os conservadores ou mesmo os centristas — que hoje nada em dinheiro de George Soros, da ONU, da Unesco, das Fundações Ford e Rockefeller, e até de organizações abortistas como a Planned Parenthood Foundation e a Sunnen Foundation. Bela “Igreja dos pobres”, essa!

Fonte: site de Olavo de Carvalho.

Bispo iraquiano fala em plano para eliminar cristãos do Médio Oriente

O Bispo de Bagdad, D. Shlemon Warduni, denunciou o que classificou como um plano de eliminação dos cristãos no Médio Oriente, pedindo a ajuda dos católicos de todo o mundo.

“Nós, cristãos, corremos o risco de desaparecer do Oriente Médio. Estamos isolados e precisamos de ajuda imediata”, disse o prelado, citado pela Rádio Vaticano.

Para este responsável “deve convocar-se com urgência um Sínodo para os cristãos do Médio Oriente”.

“A situação actual faz crer na existência de um amplo projecto para esvaziar de cristãos o Médio Oriente”, acrescentou.

D. Warduni explicou que “a minoria cristã no Iraque é tolerada, mas submetida a contínuas intimidações e ameaças, que quase sempre se transformam em sequestros e homicídios de religiosos e leigos”.

Os cristãos no Iraque eram 3% da população na época do regime de Saddam Hussein. Hoje, representam 2%.

Em Mossul, onde há um ano atrás foi assassinado o Bispo Paulo Faraj Rahho, havia 25 mil cristãos, mas hoje são poucas centenas. 2500 famílias deixaram as suas casas e só algumas regressaram.

“Hoje vivemos as consequências da guerra, com a falta de electricidade e de combustível num país que praticamente nada em petróleo”, atira o Bispo.

Fonte: Agência Ecclesia.

Missionário devolve título honorífico ao presidente da Itália

O presbítero Aldo Trento é responsável por uma clínica para doentes terminais

ROMA, sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O sacerdote Aldo Trento é, desde 1989, um dos missionários mais conhecidos da Fraternidade de São Carlos Borromeu do Paraguai. Ele tem 62 anos e é responsável por uma clínica para doentes terminais em Assunção.

Em 2 de junho passado, o presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano, havia lhe conferido o título de Cavaleiro da Ordem da Estrela da Solidariedade. Nesta quarta-feira, o sacerdote devolveu o reconhecimento a Napolitano, por não ter assinado o decreto que teria detido o protocolo médico para Eluana Englaro.

«Como posso eu, cidadão italiano, receber semelhante honra quando o senhor, com sua intervenção, permite a morte de Eluana, em nome da República Italiana?», pergunta.

«Tenho mais de um caso como o de Eluana Englaro – relata Aldo Trento. Penso no pequeno Víctor, um menino em coma, que aperta os punhos; a única coisa que fazemos é dar-lhe de comer com a sonda. Diante destas situações, como posso reagir frente ao caso de Eluana?»

«Ontem me trouxeram uma menina nua, uma prostituta, em coma, deixada na porta de um hospital; ela se chama Patrícia, tem 19 anos; nós a lavamos e limpamos. E ontem ela começou a mexer os olhos», afirma.

«Celeste tem 11 anos, sofre de leucemia gravíssima, não havia sido tratada nunca; trouxeram-na para mim a fim de que fosse internada. Hoje Celeste caminha. E sorri.»

«Levei ao cemitério mais de 600 destes enfermos. Como se pode aceitar semelhante operação, como a que se fez com Eluana?»

«Cristina é uma menina abandonada em um lixo, é cega, surda, treme quando a beijo, vive com uma sonda, como Eluana. Não reage, só treme, mas pouco a pouco recupera as faculdades», acrescenta.

«Sou padrinho de dezenas destes enfermos. Não me importa sua pele putrefata. O senhor teria que ver com que humildade meus médicos tratam deles.»

Aldo Trento diz experimentar uma «dor imensa» pela história de Eluana Englaro: «É como se me dissessem: agora levaremos embora seus filhos enfermos».

Para o missionário, «o homem não pode se reduzir à questão química».

«Como pode o presidente da República oferecer-me uma estrela à solidariedade no mundo? Assim que recebi a estrela, eu a levei à embaixada italiana no Paraguai.»

«Aqui o racionalismo cai, deixando espaço ao niilismo – comenta. Dizem-nos que uma mulher ainda viva já estaria praticamente morta. Mas então é absurdo também o cemitério e o culto à imortalidade que animam a nossa civilização.»

Fonte: Zenit.

História do Estado Vaticano e a Segunda Guerra Mundial

Hoje, Zenit noticia o congresso “Um pequeno território para uma grande missão”, que começou ontem, no Palácio Lateranense de Roma. O evento, organizado pelo governo da Santa Sé, acontece até amanhã e faz parte das comemorações dos 80 anos do nascimento do Estado Vaticano.

A fala do cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado de Bento XVI, chamou-me a atenção em um ponto específico: o Vaticano e a Segunda Guerra Mundial. Transcrevo aqui o trecho:

O secretário de Estado Vaticano fez um percurso pelos principais fatos históricos que a Santa Sé teve de enfrentar desde seu nascimento como Estado independente.

Recordou assim que apenas dez anos depois de sua fundação, estourou a 2ª Guerra Mundial, período durante o qual a Santa Sé desenvolveu «uma intensa ação de promoção da paz e da caridade, mas com notáveis limitações».

«Pensemos no fato de que os diplomatas acreditados na Santa Sé dos países em guerra com a Itália tiveram de abandonar Roma ou que a própria ação eclesial, diplomática e caritativa da Santa Sé estava condicionada pelo controle do Estado Italiano», assinalou o cardeal.

O purpurado afirmou que, com o reconhecimento da soberania territorial, o Estado Vaticano pôde interagir também com representantes diplomáticos na guerra com a Ásia, que foram acolhidos pela Santa Sé.

Também afirmou as obras de caridade que o Papa Pio XII pôde desenvolver em toda a Europa durante a guerra, «socorrendo materialmente as populações afetadas e permitindo contatos entre aqueles a quem a guerra havia separado».

Roma foi ocupada militarmente desde setembro de 1943 até junho de 1944; «o Estado da Cidade do Vaticano se encontrava rodeado de um poder político-militar, o Reich alemão, com o qual a Santa Sé tinha muitos conflitos abertos», destaca o purpurado.

Recordou também os lugares de refúgio que serviram para albergar muitas vítimas durante a 2ª Guerra Mundial: o Seminário Pontifício Maior de Latrão, a Abadia de São Paulo Fora dos Muros e as Vilas Pontifícias de Castel Gandolfo, assim como mosteiros, conventos, institutos e paróquias de Roma.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

O Papa Pio XII é constantemente criticado por um suposto silêncio diante das atrocidades nazistas. Alguns chegam ao cúmulo de acusá-lo de ser cúmplice de Hitler, dizendo que o Papa não fez nada em prol dos perseguidos pelo regime alemão, especialmente os judeus.

Embora de maneira tímida, o cardeal lembrou das limitações das ações do Papa diante da terrível realidade que a Igreja tinha que encarar. É um primeiro passo para se refletir sobre o que realmente poderia ter sido feito – e o que foi feito pela Igreja para ajudar os refugiados e os ameaçados pela perseguição.

Assim que for possível, prometo publicar aqui em JORNADA CRISTÃ alguns textos muito interessantes sobre o assunto.

VATICANO – 1929-2009: 80 anos de liberdade

Cidade do Vaticano (Agência Fides) – Acontece no dia 11 de fevereiro o octogésimo aniversário da assinatura dos Pactos Lateranenses, do Tratado, isto é, entre o Estado italiano e a Santa Sé. Em 1929, o Estado italiano existia há menos de sessenta anos, enquanto o povo católico existia há mais de vinte séculos, e a Igreja gozava de reconhecimento público e autonomia jurídica do Edito de Milão de 313 há mais de dezessete séculos, portanto, tanto como corpo social quanto como figura jurídica. É preciso reconhecer que ela teve um papel único na história italiana.

Do ponto de vista histórico, para evitar quaisquer manipulações inoportunas que tendam a deslegitimar o valor do Tratado, pelo fato de ter sido assinado em 1929 no governo de Benito Mussolini, é preciso lembrar que, esse acordo, não foi mais do que a etapa final de um longo caminho histórico, iniciado com a anexação de Roma e com a consequente “questão romana” e que passou por várias tentativas, tanto dos Pontífices como dos governos anteriores, de encontrar uma solução partilhável e aceitável para ambos os lados.

Por um lado, o nascente Estado italiano – cuja origem foi amplamente documentada também pelas controvertidas matizes ideológicos, que determinaram a sua posição anticatólica – precisava recompor a sua unidade com a sociedade e, por outro lado, a Santa Sé tinha a necessidade imprescindível do reconhecimento da sua absoluta e incondicional soberania e independência, indispensável para o exercício da própria missão de anunciar o Evangelho a todas as pessoas, não devendo, para isso, depender de nenhum outro poder deste mundo.

Nesse sentido, o Tratado representa um importante passo de liberdade para a Igreja, a liberdade que lhe é natural e na qual o próprio Senhor a constituiu. O Tratado, é bom lembrar, não é uma “concessão” de liberdade por parte do Estado, mas o reconhecimento de uma liberdade pré-existente: nenhum estado “cria” a liberdade, os homens nascem livres, os católicos também! O Estado tem o dever de reconhecer essa natural situação pessoal e social e de criar as condições para um exercício real da liberdade.

Leia mais aqui.

PT: o partido do aborto

Eu ia escrever sobre isso, mas o Jorge Ferraz, do Deus Lo Vult!, já o fez, e muito bem neste post aqui. A cúpula da quadrilha aprovou uma resolução contrária a CPI do aborto, em que reitera a convicção do PT em liberar a matança de bebês no Brasil ainda no ventre de suas mães. A parte mais bonita do texto é essa aqui, que não resisto em comentar:

Tratar desse tema criminalizando as mulheres, impondo valores religiosos ou morais, é apostar no autoritarismo que queremos que não exista em nossa sociedade.

Esse trecho é uma pérola da hipocrisia, do cinismo, da falta de moral, exatamente o que caracteriza o PT. Vamos voltar à perguntinha básica: o que é aborto? Responder a essa pergunta é “impor valores religiosos ou morais?” Quais as conseqüências de um aborto para a saúde da mulher e para a sociedade? Por que os corajosos (sic) abortistas se eximem de responder a essas perguntas? Que moralidade é essa, que sonega informações básicas ao público em geral e às próprias mulheres?

A frase “apostar no autoritarismo que queremos que não exista em nossa sociedade” é bastante reveladora. Trata-se da velha retórica espúria de esquerdistas: aqueles que são contrários ao que nós defendemos, baseiam suas crenças em moralismos religiosos. São as forças do atraso. Novamente, a tática absurda e cada vez mais disseminada de desqualificar o discurso do oponente apenas por ele ter sido proferido por um adversário, sem ter a necessidade de provar ou refutar argumentos. O PT é a mentira ambulante, que se traveste de liberdade para pregar o assassinato de bebês. Autoritarismo bom é o autoritarismo do PT.

Um católico realmente fiel à sua Igreja e à moral católica não vota no PT. O PT é inimigo dos valores éticos, morais, do cristianismo, da vida, enfim. Arrisco-me a dizer: se não reagirmos, o PT vai arruinar este país para sempre.

Liberaram o aborto em Portugal. E adivinhem o que aconteceu

Trecho de notícia da Agência Ecclesia. Depois, meu comentário:

Aborto aumentou 38% no último ano

A Federação Portuguesa pela Vida assinalou o 2.º aniversário do referendo ao aborto alertando para os números e para a falta informação no Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com os dados oficiais, terá havido perto de 18 mil abortos a pedido da mulher em 2008. Números que para a federação provam a falência dos argumentos que sustentaram a legalização do aborto.

“Um dos objectivos deste referendo foi tornar o aborto raro. Aquilo que se dizia era que a legalização iria diminuir o número de abortos – encaminhando mais as mulheres para o planeamento familiar. Mas, verificamos precisamente o contrário”, sustenta Isilda Pegado.

O texto completo aqui.

Quer dizer que o número de abortos cresceu em Portugal depois da legalização? Não me diga!… Mas não legalizaram o aborto justamente para que ele se tornasse raro?…

Vou sintetizar aqui a fala de Olavo de Carvalho que transcrevi em outro post: a legalização do aborto não visa a diminuição da prática, ao contrário! Vejam bem: as fundações que financiam a campanha mundial pelo “direito de escolha” (eufemismo para direito de matar bebês) são proprietárias de redes de clínicas de aborto! Agora, vejam bem: você acha que donos de clínicas de aborto estão interessados em que o aborto diminua? Já citei aqui a Planned Parenthood, que fez campanha ostensiva em favor da eleição de Barack Obama à presidência dos EUA. Para quê Obama despejou milhões de dólares do governo americano que deverão ser usados em campanhas para promover o aborto em países em desenvolvimento?

O que mais me irrita são os estúpidos argumentos de que “com a liberação do aborto, as mulheres terão melhor assistência e pensarão melhor, daí o número de abortos deverá cair”. Até hoje, isso não aconteceu em lugar nenhum do mundo, ao contrário; e Portugal é o exemplo mais recente disso.

África: mortos sem utilidade ideológica

O mundo inteiro acompanhou a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, graças à cobertura massiva dos meios de comunicação. E, claro, a opinião pública mundial foi devidamente manipulada para que todos ficassem contra Israel, em favor dos terroristas palestinos do Hamas. Nesse sentido, o resultado foi perfeito.

Mas a maior demonstração de que razões políticas, e não humanitárias, determinam a atenção da imprensa para determinados conflitos em detrimento de outros é o silêncio quase total das agências de notícias internacionais sobre o que está acontecendo atualmente na África, onde duas nações estão à beira da convulsão social.

A revista Veja, em dezembro passado, fez uma matéria sobre Darfur. Agora, pelo menos, seria bom alguém prestar atenção no que está acontecendo no Congo e em Madagascar.

A Igreja Católica está lá, entre tantas tristezas e desgraças, levando o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e alertando o resto do mundo para o que está acontecendo.

Transcrevo integralmente o texto da Agência Fides:

ÁFRICA/CONGO RD – Uma notícia que não foi dada: 900 pessoas massacradas em um mês no Congo

Kinshasa (Agência Fides) – Uma notícia que não foi dada: foi atualizado o balanço dos massacres ocorridos no norte da República Democrática do Congo desde o Natal 2008 até hoje: mais de 900 mortos. Mesmo assim o mundo (sobretudo a Europa, sempre prontra a comover-se pelos amores falidos da celebridade do momento) não percebeu, não obstante as publicações da imprensa missionária (entre elas a Fides).

Os massacres foram realizados pela guerrrilha Exército da Resistência do Senhor (LRA) um grupo ugandense (formado por crianças soldado engajados à força depois de serem seqüestrados, e muitas vezes depois de terem visto ao massacre de seus próprios parentes) que age não somente ao norte de Uganda (onde se formou em 1986, sobre as cinzas de um precedente movimento), mas agora também no Congo, sul do Sudão e até mesmo na República Centro-africana.

Para procurar acabar com o LRA no final de dezembro de 2008 foi iniciada uma operação militar conjunta por parte dos exércitos de Uganda, Congo e sul do Sudão, contra o quartel general da guerrilha na floresta de Garamba, no Congo (ver Fides 15/12/2008). Uma operação apoiada pela ONU e pelos Estados Unidos, como foi publicado pela imprensa estadunidense (veja “Hoje na Internet” de 9/2/2009), mas que faliu o objetivo de arrestar a liderança da guerrilha, que é procurada pela Corte Penal Internacinal por crimes contra a humanidade.

Em resposta o LRA fez uma violenta represália contra as inocentes populações congolesas: inteiros povoados foram saqueados e destruídos; inteiras famílias massacradas: mulheres e crianças foram os primeiros a pagar. Os 17 mil Capacetes Azuius da Missão das ONU no Congo (MONUC, outra das tantas siglas que se tornaram sinônimos de impotência da comunidade internacional) parecem ser somente espectadores dos massacres das populações que deveriam defender segundo o mandato da sede da ONU, o Palácio de Vidro, em Nova Iorque, (tanto de vidro que parece inconsistente).

Mas as notícias são outras… nós hoje publicamos uma notícia que não foi dada. (L.M.)

Agora, outro texto, dessa vez sobre Madagascar:

ÁFRICA/MADAGASCAR – “O novo derramamento de sangue inflamou os ânimos da população” dizem as fontes de Fides

Antananarivo (Agência Fides)- “Pelas nossas informações os mortos são mais de 40 e os feridos mais de 200” dizem à Agência Fides fontes da Radio Don Bosco de Antananarivo, capital de Madagascar, onde no sábado, 7 de fevereiro, a Guarda Presidencial disparou contra os manifestantes que se aproximavam da sede dos escritórios do Presidente Marc Ravalomanana.

A manifestação foi organizada pelo prefeito que renunciou ao governo de Antananarivo, Andry Rajoelina, que estabeleceu uma dura disputa com o Presidente Ravalomanana (ver Fides 5/2/2009).

“Recebemos um comunicado em nome da Ministra da Defesa, Cécile Manorohanta, do qual tentamos avaliara a autenticidade, em que é anunciada a sua renúncia, por ser contra ao uso da força contra os manifestantes. Segundo algumas opiniões, a renúncia da Ministra da Defesa seria somente o início e nas próximas horas haveria outras renúncias de Ministros” explicam as nossas fontes. Segundo fontes da imprensa, com efeito, também o Ministro da Justiça, Bakolalao Ramanandraibe Ranaivoharivony, apresentou a sua renúncia.

“Esse novo derramamento de sangue (anteriormente, segundo a polícia pelo menos 44 pessoas foram mortas em outros conflitos com as forças da ordem, e 120 segundo fontes independentes) ha inflamou os ânimos da população: agora, muitos pedem a renúncia do Presidente” continuam as fontes da Fides.

Da manifestação de 7 fevereiro participaram milhares de pessoas. “Quando os manifestantes começaram a se aproximar do palácio presidencial, e não da residência do Chefe de Estado, que não é no centro da cidade, a Guarda Presidencial disparou repentinamente, sem tiros de advertência para o alto ou lançamento de bombas de gás lacrimogêneo. Os mortos são quase todos jovens; entre eles há pessoas provenientes da província, o que demonstra que nesse não é um movimento somente da capital, tem dimensão nacional” explicam as fontes da Fides.

No sábado estava prevista a participação na manifestação do famoso cantor Rossy, que vive no exílio na França (ver Fides 3/2/2009). “Rossy não chegou porque, no dia 7 de fevereiro com uma motivação técnica, foram cancelados diversos vôos de e para Madagascar” contam as nossas fontes.

Em nome do Fórum das igrejas cristãs de Madagascar (FFKM, do qual fazem parte a Igreja católica, a Igreja reformada protestante de Madagascar, os luteranos e os anglicanos), o Presidente, Dom Odon Marie Arsène Razanakolona, Arcebispo de Antananarivo, criticou duramente o derramamento de sangue de sábado, e convidou as duas partes ao diálogo. “Nas próximas horas esperamos uma nova tomada de posição da FFKM e um comunicado da Igreja católica” afirmam as fontes da Fides.

Andry Rajoelina, que semana passada autoproclamou-se Presidente em oposição ao atual Chefe de Estado Ravalomanana e, em seguida, anunciou a formação de um governo de transição liderado por Zafitsimivalo Monja Roindefo, pediu que seja proclamado um dia de luto nacional. Rajoelina pretende encontrar o enviado especial da ONU para Madagascar, Haile Menkerios, que deverá encontra-se também com o Presidente. A oposição pede a renúncia do presidente, acusado de limitar as liberdades civis e minar a economia para atender aos próprios interesses. (L.M.)

São mortos que ninguém quer saber. O PT lançou nota oficial lamentando ou condenando alguém? Não. A Folha de São Paulo chamou “intelequituais” para debates intermináveis nas suas páginas? Não. Alguém saiu na rua pra protestar em algum lugar contra a ineficiência da ONU? Não. E por que tanta indiferença? Porque esses mortos não têm filiação ideológica. Nenhum político se interessa por eles. Não saem nas manchetes de jornal porque a violência não foi provocada por “cruéis americanos militaristas conservadores, sedentos de petróleo e sangue estrangeiro”, muito menos pelo “agressor sionista”. São “apenas” africanos matando africanos.

E somente os cristãos arriscam a vida e levantam a voz para ouvidos moucos.

Podcast Olavo de Carvalho: declarações do bispo Williamson são um “episódio pequeno”

Trecho do podcast de Olavo de Carvalho desta semana que passou, em que comenta sobre a polêmica decorrida das declarações do bispo Williamson:

Vocês sabem que aquele bispo, Williamson, que foi um dos quatro bispos que foram reintegrados na Igreja agora pelo Papa Bento XVI, o sujeito foi excomungado no tempo do Concílio [nota: na verdade em 1988, 23 anos depois do encerramento do Vaticano II] por ter sido sagrado bispo contra a vontade do Papa, sem autorização do Papa, pelo cardeal Lefebvre. Acontece que, examinando direitinho as leis, Bento XVI chegou à conclusão de que esse negócio era inválido, essa excomunhão era inválida, então ficou sem efeito. Não é que ela foi suspensa, ela foi declarada nula, quer dizer: pelo Código de Direito Canônico, ela não valia no instante em que foi decretada. Foi só isso que o Papa fez.

Acontece que, vinte anos depois desse acontecimento [a excomunhão], esse bispo Williamson andou lendo lá uns negócios do tal do revisionismo e chegou à conclusão de que o holocausto não aconteceu e disse isso. Agora, o mundo inteiro já está protestando: “Não, não pode tirar a excomunhão dele, porque ele falou que o holocausto não existiu”. Mas isso é inteiramente absurdo: você, por conta de um novo delito, e que não é um delito eclesiástico, é um delito civil (…), você vai manter uma penalidade canônica anterior, referente a outro crime, e que é juridicamente inválida? Você querer que o Papa faça isso, ora se um Tribunal Eclesiástico fizesse isso, qualquer primeiroanista de direito iria rir da cara desse tribunal, ele iria se desmoralizar completamente. Vocês querem fazer algo contra o bispo Williamson, vocês metam um processo nele, o Papa não tem absolutamente nada a ver com isso. Agora, fica até esse Hans Küng exigindo a renúncia do Papa… Hans Küng é uma besta quadrada, um vendido, comunistinha, o que o Hans Küng diz só tem importância na Folha de São Paulo. (…) É um Leonardo Boff alemão, entendem?

Veja: o pessoal do Grão Rabinato de Israel rompeu relações com o Vaticano por causa disso. Mas que estupidez, meu saco! Nessa hora, em que o mundo inteiro está descendo o cacete em Israel, Israel precisando de todo o apoio que possa angariar, eles vão arrumar uma briga com o Vaticano por causa disso? Não tem motivo para arrumar briga, porque primeiro: o bispo Williamson já pediu perdão ao Papa por ter dito isso do holocausto; segundo, o Vaticano já emitiu a declaração, dizendo que isso aí é muito errado, que isso é um pecado e ele nunca podia ter feito isso. Se o sujeito cometeu o pecado, foi lá para o Papa e pediu perdão, o Papa é obrigado a perdoar (…), vocês não entendem? Não dá para o cara pedir desculpas, não dá para o cara voltar atrás? (…)

Isso aí é coisa de intrigante, que quer criar problemas, quer criar ruptura entre Israel e os cristãos, por quê? Porque os cristãos são hoje os maiores aliados de Israel, então, tem que quebrar essa aliança (…). Vai um cara, sopra na orelha do rabino, “aqui, o cara negou o holocausto, bla bla bla”, para criar um rolo, o idiota cai e faz uma coisa dessas. Isso aí é o seguinte: o Papa já fez o que tinha que fazer, e o bispo Williamson também já fez, já pediu desculpas em público, e pronto, acabou. O que mais se pode fazer depois disso? Querer criar um caso diplomático internacional por causa de uma coisa que já foi, que o cara já se desculpou… Que maluquice é essa? Isso é querer explorar um episódio pequeno para  criar uma crise que pode prejudicar seriamente não o Vaticano, pode prejudicar Israel. (…) Acontece isso, e os terroristas esfregam as mãos, “oba, agora eles vão brigar com o Vaticano, e todo mundo vai descer o cacete neles”.

Vale a advertência costumeira: não se assustem com os palavrões! Para ouvir o podcast na íntegra, clique aqui.