Mensagem do dia (05/11/2021)

Quando um bem de índole superior é ameaçado, quando uma pessoa querida está gravemente doente, ou quando nós mesmos estamos em perigo de vida, vemos bem quão mesquinhas e caducas eram aquelas coisas a que na vida do dia a dia dávamos tanta importância; de bom grado renunciamos a elas para salvarmos a vida do bem que periga. Abra-se-nos um mundo de ignorada beleza ou descobre-se-nos uma verdade fundamental; sentimo-nos elevados acima das coisas superficiais, tornamo-nos mais livres e, por isso, mais simples.

Dietrich von Hildebrand.

Mensagem do dia (10/10/2021)

O caso do jovem rico e dos seus semelhantes faz-me pensar no de um viajante que, pretendendo visitar uma cidade, chega junto das muralhas, encontra aí uma estalagem, hospeda-se nela e, desencorajado pelos últimos passos que ainda lhe falta dar, perde o benefício das fadigas da sua viagem e acaba por não ir visitar as belezas da cidade. Assim são estes que cumprem os mandamentos mas se revoltam com a ideia de perderem os seus bens. Conheço muitos que jejuam, rezam, fazem penitência e praticam todo o tipo de obras de caridade, mas não dão uma esmola aos pobres. De que lhes servem as outras virtudes?

São Basílio de Cesaréia.

Mensagem do dia (12/07/2020)

É necessário, pois, começar por ouvir atentamente a Palavra, depois guardá-la fielmente na memória, em seguida encher-se de coragem, depois desprezar a riqueza e livrar-se do amor aos bens do mundo. Se Jesus coloca em primeiro lugar a Palavra, antes de todas as outras condições, é porque é a condição fundamental.

São João Crisóstomo.

Mensagem do dia (19/01/2018)

Há homens que dão tanta importância aos objetos de uso corrente, estão de tal maneira presos à necessidade deles, que se sentem incapazes de se entregar a ideais verdadeiramente grandes, pois sempre estão presos a uma multidão de coisas mesquinhas, de que são incapazes de se desligar. A menor perturbação das comodidades é bastante para lhes roubar a paz e a alegria. Quando, porém, incide sobre nós a influência de um valor elevado, quebram-se as amarras, esfumam-se os centros de interesse superficial e nada nos pode já reter.

Dietrich von Hildebrand.