As mãos que fizeram as estrelas e o sol foram tão pequenas que não alcançaram, sequer, à cabeça dos animais que cercavam seu berço.
G. K. Chesterton.

As mãos que fizeram as estrelas e o sol foram tão pequenas que não alcançaram, sequer, à cabeça dos animais que cercavam seu berço.
G. K. Chesterton.

Cristo nasceu portanto para conferir toda Sua integridade à natureza deteriorada.
São Pedro Crisólogo.

Deus possuía o Verbo em si mesmo, e o Verbo era imperceptível para o mundo criado; mas fazendo ouvir sua voz, Deus tornou-o perceptível. Gerando-o como luz da luz, enviou como Senhor da criação aquele que é sua própria inteligência.
Santo Hipólito.

O Senhor satisfez a oração dos profetas. O Pai não desprezou a nossa raça mortificada; enviou do céu o Seu próprio Filho como médico.
São Cirilo de Jerusalém.

O cristianismo não é só uma “religião de advento”, mas é o próprio Advento. O cristianismo vive o mistério da vinda de Deus até ao homem, e com esta realidade palpita e pulsa constantemente. Ela é, simplesmente, a vida mesma do cristianismo. Trata-se de uma realidade ao mesmo tempo profunda e simples, aberta à compreensão e à sensibilidade de cada um dos homens e sobretudo de quem, por ocasião da noite de Natal, sabe tornar-se criança.
São João Paulo II.

Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que d’Ela nascesse Deus.
Padre Antônio Vieira.

Sempre tinha precedido o Mestre: ao nascer, anunciara Sua vinda a este mundo. Ao batizar os penitentes do Jordão, tinha prefigurado Aquele que vinha instituir Seu batismo. E a morte de Cristo redentor, seu Salvador, que deu a vida ao mundo, também João Batista a viveu antecipadamente, derramando o seu sangue por Ele, por amor.
São Beda, o Venerável.

O Dom que é o Espírito Santo estabelece um certo contato entre nós e Deus, para iluminar a nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus. Assim, o Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender.
Santo Hilário de Poitiers.

Porque nos havemos de admirar que o Espírito Santo esteja ao mesmo tempo conosco e no Céu, quando o corpo de Cristo está tanto à direita do Pai quanto conosco na Terra? O Céu recebeu o seu sagrado corpo, e a Terra o Espírito Santo. Depois de nos ter trazido o Espírito Santo com a sua Encarnação, Ele levou o nosso corpo para o Céu na sua Ascensão.
São João Crisóstomo.

É um sinal para nós esta mãe virgem que concebe e dá à luz: sinal de que este homem concebido e nascido é Deus. Este Filho que realiza obras divinas e suporta sofrimentos humanos é para nós o sinal, que levará Deus até aos homens pelos quais Ele foi concebido e nasceu, e pelos quais também sofreu.
Beato Guerric d’Igny.

Eis o que a bondade de Deus ensinou tão cuidadosamente durante o tempo que mediou entre a ressurreição e a ascensão, eis o que mostrou aos olhos e ao coração dos Seus amigos: o Senhor Jesus Cristo, que tinha nascido verdadeiramente, verdadeiramente sofreu e morreu, e ressuscitou verdadeiramente.
São Leão Magno (Papa).

Compreende-se então o vínculo que existe entre o «dies natalis» de Cristo e o «dies natalis» de Santo Estêvão. Se Jesus não tivesse nascido na terra, os homens não teriam podido nascer no Céu. Precisamente porque Cristo nasceu, nós podemos «renascer»!
Papa Bento XVI.

O próprio Deus se fez frágil, um bebê, para nos despertar a compaixão. Aquele que tudo criou e ordenou, quis se fazer homem para convidar-nos a sermos misericordiosos uns com os outros.
Que o Menino Jesus, poderoso e onipresente, frágil e pequenino, desperte em todos nós o amor e o cuidado para com todos os nascituros, todas as mães, todos os vulneráveis, todos aqueles que precisam ser defendidos!
Contemplando o bebê no presépio, somos chamados a sermos pró-vida, sempre! Contra o aborto! Contra a cultura da morte!
Feliz natal!
Se Jesus Cristo há de nascer na minha alma, como a prepararei, como a adornarei, para que, mal chegue, a encontre bem preparada?
São João de Ávila.

No tabernáculo do seio de Maria, o Cristo habitou durante nove meses; no tabernáculo da fé da Igreja, habitará até o fim do mundo; e no amor da alma fiel, habitará pelos séculos dos séculos.
Abade Isaac de Stella.

Na sua primeira vinda, Cristo veio na nossa carne e na nossa fraqueza; na sua vinda intermédia, vem em Espírito e poder; na sua última vinda, virá na sua glória e majestade.
São Bernardo de Claraval.

O dia da Natividade da Mãe faz voltar os nossos corações para o Filho: “De ti nasceu o Sol da Justiça, Cristo nosso Deus: Ele levantou a maldição e trouxe a graça, venceu a morte e deu-nos a vida eterna”.
São João Paulo II (Papa).

Por misericórdia, Tu nos lavaste no Sangue; por misericórdia, quiseste conversar com as criaturas. Ó Louco de amor! Não te bastou encarnar-te, mas quiseste também morrer!
Santa Catarina de Sena.

Hoje nasceu a Virgem de quem quis nascer a salvação de todos, para dar àqueles que nasciam a possibilidade de renascerem para a vida. Hoje nasceu a nossa nova mãe, que apagou a maldição de Eva, nossa primeira mãe. Assim, através dela, somos herdeiros da bênção, nós, que por causa da primeira mãe tínhamos nascido sob a antiga maldição. Sim, Ela é na verdade uma nova mãe, que dá à luz um filho através dum prodígio novo, permanecendo virgem, Ela é a que deu ao mundo Aquele que criou o mundo.
Beato Guerric de Igny.
Isto é importante, Deus é eterno, nasceu de uma Mulher e permanece conosco todos os dias. Vivemos com esta confiança e nela encontramos o caminho de nossa vida.
São Cirilo de Alexandria.
O homem Jesus de Nazaré é a transparência de Deus, n’Ele Deus habita plenamente. E enquanto nós procuramos sempre outros sinais, outros prodígios, não nos apercebemos de que o verdadeiro Sinal é Ele, Deus feito carne, é Ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus contido num coração humano, num rosto de homem.
Papa Bento XVI.
O encontro de Deus com a humanidade não foi um simples contato, externo e transitório, mas uma união vital, uma união estável, uma união da natureza divina com a natureza humana, uma união substancial, hipostática como a chamaram os pais de nossa fé, uma união com a qual o Verbo de Deus, em sua infinita e eterna pessoa, fez sua a natureza humana, concebida no seio puríssimo da Virgem Maria, tornando-se deste modo o Homem Jesus Cristo, Deus e Verdadeiro Homem que, como Homem, nasceu, viveu, ensinou, sofreu e ressuscitou, sem deixar de ser o Deus que era, mas tornando-se o Homem que nós conhecemos e que na realidade somos. Pois bem: a recordação deste encontro é o Natal. Mais ainda: deve ser a continuação deste encontro.
Beato Paulo VI (Papa).
Entra plenamente neste mistério: Deus veio à carne para matar a morte que nela se escondia.
São Basílio de Cesaréia.
A meditação dos mistérios da encarnação aumenta em nós o desejo de nos aproximarmos de Cristo.
São Tomás de Aquino.
No Advento, celebramos a vinda e, em realidade, a presença de Cristo em nosso mundo. Damos testemunho da sua presença mesmo no meio de todos os seus problemas imperscrutáveis e de suas tragédias. Nossa fé no Advento não é uma fuga do mundo para dentro de uma região nebulosa de slogans e consolações que declaram ser nossos problemas irreais e nossas tragédias inexistentes.
Thomas Merton.
A vinda do Filho de Deus à terra é um acontecimento de tal imensidão que Deus quis prepará-lo durante séculos. Ritos e sacrifícios, figuras e símbolos da “Primeira Aliança”, tudo ele faz convergir para Cristo; anuncia-o pela boca dos profetas que se sucedem em Israel. Desperta, além disso, no coração dos pagãos a obscura expectativa desta vinda.
Catecismo da Igreja Católica.
Foi, portanto, necessário que a esplêndida habitação de Deus, tão visível entre os homens, fosse precedida por uma introdução à alegria, de que decorreria para nós o magnífico dom da salvação. Tal é o objeto da festa que celebramos: o nascimento da Mãe de Deus inaugura o mistério que tem por conclusão e termo a união do Verbo com a carne.
Santo André de Creta.
A Igreja é a extensão da encarnação de Cristo.
Scott Hahn.
Quando no ventre de Maria, pela vontade do Pai e a ação do Espírito Santo, se formou Jesus, Filho de Deus feito homem, a criação atingiu o seu vértice. O princípio ordenador do universo, o Logos, começava a existir no mundo, num tempo e num espaço.
Papa Bento XVI.
Na ocorrência do Natal do Redentor parece quase reconduzir-nos à gruta de Belém para que aí aprendamos que é absolutamente necessário nascer de novo e reformar-nos radicalmente, o que só é possível quando nos unimos íntima e vitalmente ao Verbo de Deus feito homem e nos tornamos participantes da sua divina natureza à qual fomos elevados.
Papa Pio XII.
Hoje o Autor do mundo foi gerado do seio de uma virgem: Aquele que fez todas as coisas tornou-se filho de uma mulher, por Ele mesmo criada. Hoje, o Verbo de Deus apareceu revestido de carne e, embora nunca tivesse sido visível aos olhos humanos, tornou-se também visivelmente palpável. Hoje, os pastores ouviram da voz dos anjos que nasceu o Salvador, na substância do nosso corpo e da nossa alma.
São Leão Magno (Papa).
O Filho de Deus se fez pequeno para fazer-nos grandes: deu-se a nós para que nos déssemos a Ele; veio mostrar-nos seu amor, para que lhe déssemos o nosso.
Santo Afonso de Ligório.
Não temas, Maria. E por quê? Porque achaste graça. Temer não é próprio de quem recebe, – é próprio de quem perde. Recebeste, concebendo, a graça do divino germe, e não perdeste o brilho de tua virgindade, ao entregá-la à luz.
São Pedro Crisólogo.
À materna intercessão de Maria, Virgem do Advento, confiamos o nosso caminho de encontro com o Senhor que vem, para estarmos prontos para acolher, no coração e em toda a vida, o Emanuel, o Deus-conosco.
Papa Bento XVI.
A Igreja nos põe de sobreaviso com quatro semanas de antecedência a fim de que nos preparemos para celebrar de novo o Natal e, ao mesmo tempo, para que, com a lembrança da primeira vinda de Deus feito homem ao mundo, estejamos atentos a essas outras vindas do Senhor: no fim da vida de cada um e no fim dos tempos. Por isso o Advento é tempo de preparação e de esperança.
Padre Francisco Fernández Carvajal.