Mensagem do dia (29/01/2021)

Consola os aflitos, visita os enfermos, sê solicito com os pobres: esta é a oração. A oração é boa, e suas obras são maravilhosas. A oração é aceita quando consola o próximo. A oração é escutada quando nela se encontra também o perdão das ofensas. A oração é forte quando está cheia da força de Deus.

Santo Afraates.

Mensagem do dia (13/05/2019)

Na sua solicitude materna, a Santíssima Virgem veio aqui, a Fátima, pedir aos homens para «não ofenderem mais a Deus Nosso Senhor, que já está muito ofendido». É a dor de mãe que A faz falar; está em jogo a sorte de seus filhos. Por isso, dizia aos pastorinhos: «Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas».

São João Paulo II (Papa).

Mensagem do dia (30/04/2019)

Nossos adolescentes atuais parecem amar o luxo. Têm maus modos e desprezam a autoridade. São desrespeitosos com os adultos e passam o tempo vagando nas praças. São propensos a ofender seus pais, monopolizam a conversa quando estão em companhia de outras pessoas mais velhas; comem com voracidade e tiranizam seus mestres.

Sócrates.

Mensagem do dia (05/10/2018)

Quando recebo Jesus na Santa Comunhão, peço-lhe com fervor que se digne curar a minha língua, para que não ofenda com ela a Deus, nem ao próximo. Desejo que a minha língua incessantemente glorifique a Deus. Grandes são os erros cometidos pela língua. A alma não atingirá a Santidade se não tomar cuidado com a sua língua.

Santa Faustina Kowalska.

Mensagem do dia (15/09/2018)

Ó minha Mãe dolorosa, não vos quero deixar chorando sozinha. Quero acompanhar-vos com minhas lágrimas. Esta graça hoje vos peço: obtende-me uma contínua memória com uma terna devoção à Paixão de Jesus e à vossa, para que os dias que me restam de vida me não sirvam senão para chorar vossas dores, ó minha mãe, e as de meu Redentor. Essas vossas dores, espero eu, na hora de minha morte, me hão de dar coragem, força e confiança para não desesperar à vista do muito que ofendi ao meu Senhor. E elas me hão de impetrar o perdão, a perseverança e o paraíso, onde espero depois alegrar-me convosco, e cantar as misericórdias infinitas de meu Deus, por toda a eternidade. Assim o espero, assim seja.

Santo Afonso de Ligório.

Mensagem do dia (29/03/2018)

Devemos lavar-nos os pés uns aos outros no recíproco serviço quotidiano do amor. Mas devemos lavar-nos os pés também no sentido de que nos perdoamos sempre de novo uns aos outros. A ofensa que o Senhor nos perdoou é sempre infinitamente maior do que todas as ofensas que outros poderão ter em relação a nós. A isto nos exorta a Quinta-Feira Santa: a não deixar que o rancor para com o próximo se torne no fundo um envenenamento da alma. Exorta-nos a purificar continuamente a nossa memória, perdoando-nos reciprocamente de coração, lavando os pés uns dos outros, para assim podermos ir juntos ao banquete de Deus.

Papa Bento XVI.

Mensagem do dia (28/02/2017)

Todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.

Santo Afonso de Ligório.

Mensagem do dia (15/07/2016)

Assim como no falar muito não faltará pecado, assim, falar pouco e raramente faz com que o homem se preserve do pecado. E se a conseqüência do demasiado falar freqüentemente é a ofensa de Deus ou do próximo, o silêncio, por sua vez, nutre a justiça, da qual nasce como de uma árvore o fruto da paz… Pois se o homem não põe com muito cuidado uma guarda à sua boca, não somente bem cedo dissipará as graças que recebeu, mas há de cair em muitos males.

São Boaventura.

Não julgar – e não se manter calado diante do pecado

Recebi um longo comentário. Reproduzo aqui apenas alguns trechos para os meus prezados leitores conferirem o nível intelectual de algumas pessoas que não conseguem ficar caladas e sentem uma necessidade enorme de expressarem suas opiniões – como se fossem realmente importantes, imprescindíveis… Infelizmente, virou moda escrever primeiro, pensar depois. Ou nunca. Os grifos são meus.

[Rozangela Justino] Criou polêmica em cima de um assunto que já é polêmico.Conseguiu o ódio do público gay.E, de quebra, conseguiu alguns cristões como “seguidores”…

Rozangela Justino trabalha com isso já faz anos, nunca buscou aparecer coisa nenhuma. Cismaram que era um crime o trabalho dela de ajudar pessoas insatisfeitas com seu desejo sexual. A militância gay é quem quer aparecer e criar polêmica.

Como diria a própria bíblia “não julgues para não seres julgado”, então os próprios seguidores dessa idéia não deveriam julgar tanto o pecador, quanto o seu pecado, certo?

Errado. Muito errado. É interessante como algumas pessoas espertinhas selecionam determinados trechos da Bíblia enquanto ignoram outros, tudo para sustentar suas idéias pessoais, como se a verdade estivesse a seu serviço. Jesus diz em Mateus 18, 15-18:

Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.

O que Jesus está dizendo aí?

  1. Jesus ordena que alertemos o irmão do seu pecado, e de forma discreta, evitando escândalos ou fofocas;
  2. Jesus ordena que insistamos, para “resolver a questão”;
  3. Jesus ordena para que acionemos a Igreja, a instituição a qual ele delegou sua própria autoridade (Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu);
  4. Caso o pecador se recuse a ouvir também a Igreja, este deve ser considerado excluído da mesma. Ou seja: todo aquele que se recusa a reconhecer-se pecador está automaticamente excluído da Igreja Católica e, por isso mesmo, privado de seus sacramentos. Esta decisão é pessoal, foi a própria pessoa que se retirou da Igreja, pela sua insistência em permanecer no pecado, recusando a Graça salvífica oferecida por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Portanto, a missão da Igreja é salvar o pecador do pecado. E ela assim o faz obedecendo ao que Jesus mandou – notem bem: Jesus não pede, ele manda. “Não julgar” não significa calar-se diante do pecado, ao contrário do que a comentarista insinua.

Se você acha errado, ponha o joelho no chão e ore, reze por “nós pecadores”, em vez de tentar virar a sociedade contra nós.Não rotule, não difame, não tire conclusões preciptadas.A quebra do celibato, a virgindade até o casamento também não é considerado pecado?
Então por que não vejo uma pessoa que quebra esse voto, sendo espancada?sendo ofendida? sendo chamada de doente? (e esse é só um exemplo)

Eu não acho nada. O cristianismo ensina: relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são imorais, abomináveis, pecado gravíssimo contra a castidade. Rezar por todos os pecadores é obrigação dos cristãos, não precisa você vir ironicamente lembrar-nos disso. Agora, onde é que você está vendo em algum pronunciamento da Igreja que estamos tentando “virar a sociedade” contra vocês, homossexuais? Mania de perseguição virou moda, agora? Então um padre dizer que atos homossexuais são pecaminosos é crime terrível? Advertir sobre os riscos espirituais advindos da prática do homossexualismo (sobre os de saúde, nem me fale, mas isso é assunto para outro dia…) é perseguição?

O “Grupo Gay da Bahia” queimou foto do Papa Bento XVI em manifestação durante sua visita ao Brasil, em maio de 2007. Claro, claro, ofender ao líder máximo dos católicos é apenas uma “crítica”.

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Na última parada gay em São Paulo, um cidadão de nome José Roberto Fernandes vestiu-se de Papa levando consigo um cálice que continha fichas brancas, simbolizando hóstias, além de preservativos. O cidadão, que pensa que é católico, dizia fazer “um alerta à hipocrisia da Igreja” (bocejos) e revelou que participa da Eucaristia – coitado dele, pois São Paulo apóstolo assim escreve na Primeira Carta aos Coríntios (11, 27-29):

Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.

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Foto: Daigo Oliva/G1.

Um pecador que se recusa a abandonar o pecado e a lutar contra ele e participa da Eucaristia, comendo o pão do Senhor, e ainda por cima não distingue o corpo do Senhor de uma camisinha está caminhando alegremente para o inferno. É um dever cristão alertá-lo para os riscos que está correndo.

Mas… veja como são as coisas. Se o rapaz sai alegremente ao lado do “namorado” (este, com uma fantasia que debocha dos bispos, os sucessores dos Apóstolos e dirigentes da Igreja) ridicularizando o Santo Padre, o sucessor de São Pedro, chefe máximo da Igreja Católica, e ainda faz troça do maior de todos os sacramentos, do qual ele mesmo diz participar, em um ato blasfemo que insulta os verdadeiros católicos – sim, àqueles que têm um pingo de amor por Sua Igreja e por seu líder… Isso é uma brincadeira irreverente.

Você já viu um católico fanático (têm aos montes, basta você ser contra o aborto por exemplo e já é considerado um) espancar um gay? Pregar publicamente a violência contra os homossexuais? Já viu algum membro da Igreja queimando fotos ou agredindo uma pessoa homossexual em nome da Igreja? Algum carola queimou a foto do sr. Luiz Mott em público?

Quer dizer: os católicos podem ser ofendidos e serem feitos de chacota, isso é direito, liberdade de expressão, etc. Falar que práticas homossexuais são imorais, ah isso não pode! É crime.

Afinal de contas julgamento por julgamento…Não existe pecadinho ou pecadão.

Segundo esse raciocínio torto, pisar no pé de uma pessoa e dar um tiro na cabeça da mesma seriam a mesmíssima coisa.

Ao meu entender, vocês sendo contra a pesquisa com células tronco de células totipotentes de inseminações artificiais não realizzadas, ou até mesmo do aborto,acreditam na formação da vida logo após a fecundação e formação do zigoto.Mesmo havendo inúmeros estudos dizendo que não é bem assim, e outros que indicam que sim que é assim sim.

Pedir lógica à moça seria demais. Vejam: caso não haja consenso na comunidade científica sobre o momento em que começa uma vida humana, como ela admite, haveria a possibilidade de 50 por cento de estarmos certos ou errados ao afirmarmos que a vida começa no momento da concepção. Ora, se não há certeza de que aquele embrião é um ser humano, também não há certeza contrária, certo? Muito bem. Então, ao destruir aquele embrião, há uma possibilidade em 50 por cento de se estar matando uma pessoa. Não seria no mínimo prudente então evitar a destruição de embriões, pela simples dúvida (que é legítima, qualquer pessoa honesta tem que admitir) de que pode-se estar cometendo um crime contra vidas humanas?

Se vocês acreditam piamente em só uma verdade assim como séculos atrás acreditava-se que a Terra era quadrada, que o façam.

Terra quadrada? Quem acreditava que a Terra era quadrada? Você fumou ou cheirou alguma coisa antes de escrever isso?

Só não se achem no direito de julgar o pecador ou o pecado que seja, por que pelo pouco que sei, acredito que Deus nenhum deu autonomia a nenhum mero humano a julgar nada, nem ninguém.

Você não sabe é nada. Deus, através de Jesus Cristo, deu autonomia à sua Igreja de transmitir aos homens a Palavra de Deus, conforme lhe foi ensinada. E a Palavra de Deus é clara: relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são pecaminosas. Como se não bastasse a Bíblia, há o Magistério da Igreja bastante explícito a esse respeito. Simples, assim.

No mais, não custa repetir: é por amor aos homossexuais que devemos nós católicos alertá-los e conscientizá-los de seu pecado. É pelo desejo sincero de que se salvem, pois “assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. (Lucas 15, 7).

Um exemplar entre os discípulos de Dawkins está grunhindo! Que gracinha!

Parabéns Richard Dawkins! O inimigo mortal dos babacas, trouxas e covardes teístas! Babam de raiva porque ele demonstra de forma racional e culta o absurdo na crença dessa farsa chamada Deus!

Por absoluta falta de tempo, eu ainda não havia escrito por aqui sobre ateísmo militante. Claro, há que se fazer uma diferenciação entre ateus e o ateísmo militante. A fé é um mistério; a ausência de fé, também o é. Tenho enorme respeito pela experiência individual de cada pessoa, e acredito que todos devemos ser compreensivos a esse respeito. Ninguém pode se considerar superior ou inferior a outrem em virtude de sua crença… ou da ausência dela. Não acreditar em Deus não é sinônimo, necessariamente, de indiferença para com o próximo ou de desinteresse para com as questões metafísicas. Isso pode acontecer em virtude de uma série de fatores.

Mas o ateísmo militante é uma aberração que tenta “sistematizar” um sistema de “não-crenças”, que por si só não possuem uma fundamentação comum. E é impressionante como o discurso é o mesmo, o da arrogância, prepotência, empáfia, que no fundo revelam um claro, óbvio, evidente complexo de inferioridade. Afinal de contas, se fossem tão superiores assim àqueles que acreditam em Deus, não precisariam de tanta publicidade para convencerem os outros… da própria inteligência e racionalidade: provariam isso refutando e debatendo. Na realidade, estão inconscientemente querendo convencer a si mesmos de sua pretensa superioridade intelectual, por se autoproclamarem “racionais” e “cultos”, como se todos os crentes do mundo fossem automaticamente “irracionais” e “incultos”.

É claro que o ridículo dessa gente ultrapassa todos os limites do bom senso e a atenção desmedida que recebem por parte da mídia só pode ser explicada pela total irracionalidade que tomou conta da cultura ocidental nas últimas décadas. Uma coisa é um ateu questionar a existência de Deus, tecer críticas, exigir esclarecimentos. Outra coisa, bastante diferente, é logo de saída rebaixar seus oponentes na discussão – coisa que Dawkins e sua laia fazem com bastante freqüência.

O comentário acima ilustra muito bem como funciona (ou não funciona…) o cérebro de um miltante ateísta. Como já dizia Chesterton, quando a pessoa deixa de acreditar em Deus, passa a acreditar em qualquer tolice. O mané aí apenas trocou a adoração a Deus pela adoração a um idiota como Dawkins.

A partir daí, rebaixa aqueles que pensam de outra forma: taxa-os de “babacas, trouxas e covardes teístas”. O nível de indigência intelectual do sujeito é tão alarmante, que coloca num mesmo balaio todos aqueles que crêem na existência de Deus ou do transcendente, como se tudo fosse a mesma coisa. Pode até ser sim, mas para pessoas completamente tomadas pelo ateísmo fanático.

O mais patético é o raivoso aí dizer que os “teístas” (???) é que “babam de raiva”. Ora, insultar de forma gratuita o adversário com tais termos utilizados no comentário é o quê? Para uma mentalidade tão inculta e primitiva, deve fazer parte de suas regras de etiqueta. Claro, claro, os outros é que babam de raiva. Esse aí é um gentleman. Bem, quem sabe lá na pocilga de onde veio ele realmente o seja…

Dawkins é uma farsa. Ele não demonstra nada, não sabe e nem quer saber o que seja a diferença entre imanência e transcendência. Obviamente, também não dá para esperar isso de alguém que lambe seus sapatos. Dawkins não tem cultura nenhuma para analisar e refutar argumentos filosóficos. Pode ser que no seu campo de conhecimento, Dawkins tenha sua relevância e méritos; mas nesse debate, sobre a existência ou não de Deus, o que faz é apenas aparecer e seduzir tietes descerebradas, pois seus conhecimentos a respeito são ridículos.

O grau de incultura de Dawkins pode ser medido em artigo publicado na Folha de São Paulo (sempre ela…) de 25/08/2007. Vejam como se inicia o texto:

A América, fundada em meio ao secularismo como farol do iluminismo do século 18, está se tornando vítima da política religiosa –uma circunstância que teria chocado seus fundadores.

Não pretendo analisar o artigo em sua totalidade aqui neste post, mas apenas sua frase inicial, que já é suficiente para demoli-lo por inteiro. E por quê? Ora, Dawkins está partindo do pressuposto que os Estados Unidos foram fundados como nação “laica” e que isso quer dizer que a religião não teve papel relevante na origem do estado americano. E a partir desta “constatação”, profere absurdos tais como os religiosos atribuírem “mais valor a células embrionárias que a pessoas adultas” ou então comparar a direita religiosa norte-americana ao Talebã – quantos atentados os militantes conservadores praticaram, mesmo? Para a mentalidade “pogreçista” de Dawkins, estado laico é aquele que exclui a religião dos debates públicos, ou seja, todos os pontos de vista são lícitos, menos os que tenham alguma fundamentação religiosa. Os Estados Unidos, garante Dawkins, foram fundados “em meio ao secularismo”, portanto sempre mantiveram a religião afastada dos debates políticos, e isso expresso pelos próprios “Founding fathers”. E aí está seu erro abismal.

Dawkins não sabe a diferença entre a tradição iluminista inglesa, inspiração para a independência norte-americana e para a fundação do país, e a tradição iluminista francesa, de onde brotou a revolução francesa. A primeira jamais negou as raízes cristãs da civilização ocidental e da própria Inglaterra. O iluminismo francês, de Voltaire, Diderot e companhia, é que é anticlerical e “secularista” no sentido de excluir a religião da política até o último fio de cabelo. A fundamentação da declaração de independência e da constituição dos Estados Unidos é claramente bíblica, conforme demonstrado por Benjamin F. Morris no livro The Christian Life and Character of the Civil Institutions of the United States. Claro que Dawkins não leu esse livro para refutá-lo, porque ele é o tipo do sujeito que só lê o que lhe convém.

Este, portanto, é um pequeno mas significativo exemplo da má fé do cara, que parte de um pressuposto completamente equivocado para, a partir disso, desenvolver seu “raciocínio”. Este é o ídolo cultuado pelo comentarista aí de cima, que chama a Deus de “farsa”. Deve ser efeito de alguma coisa que botaram na lavagem dele, coitadinho.

Para encerrar este post, uma citação de Chesterton…

Doutrinas espirituais na verdade não limitam a mente como fazem as negações materialistas. Mesmo que eu creia em imortalidade eu posso não pensar sobre isso. Mas se eu descreio na imortalidade eu devo não pensar nisso.

No primeiro caso, a estrada está aberta e eu sigo por ela até onde eu desejar; no segundo caso, a estrada está fechada.

… e link para textos de Olavo de Carvalho a respeito:

O fanático sou eu!

Uau! Eu não sabia que era tão importante. Já tô recebendo ameaças por aqui. Fico lisonjeado, embora reconheça estar assustado, por isso. Ao me manifestar contra o aborto dos gêmeos concebidos através de estupro de uma menina de nove anos, além de expressar meu apoio ao bispo que notificou (veja bem: apenas notificou, ele não excomungou ninguém, apenas expôs o que está na lei da Igreja) a excomunhão de todos os envolvidos no aborto (exceto a menininha), estou sendo chamado dos nomes mais bonitos que vocês possam imaginar. E já veio um imbecil dizendo coisas sobre eu apagar comentários, mas não posso fazer isso na rua… Provavelmente, ele quer me pegar no braço. Pois é, isso é coisa de gente esclarecida, inteligente, iluminada, tolerante… Quer que eu lhe mande meu endereço pra você vir aqui na minha casa, me bater?

E o fanático sou eu!

Urros vindos do reino das trevas…

Estou assustado com a repercussão em torno do caso da menina de 9 anos violentada pelo padrasto e que sofreu aborto, e com alguns comentários recebidos aqui por este blog.

Em primeiríssimo lugar, este blog visa ao diálogo e ao esclarecimento. Quem quiser mandar comentários que sejam discordantes das posições tomadas aqui, será bem vindo, contando que respeite a Igreja enquanto instituição e seus clérigos – ainda que, muitas vezes, estes não mereçam respeito por infidelidade à palavra de Deus.

Ofensas aqui serão devidamente e sumariamente descartadas. Este é o meu blog: eu, Matheus Cajaíba, assumo a responsabilidade por ele. Ele não pertence à Igreja ou a qualquer movimento ou instituição ligado à Igreja. Ele pertence a mim, um leigo, pecador e imperfeito que busca a salvação trilhando a doutrina ensinada pela Igreja Católica. O objetivo principal deste blog é transmitir os ensinamentos católicos, explicando, justificando, analisando fatos e acontecimentos sob o ponto de vista do catolicismo.

Este blog não é a casa da mãe joana, portanto não percam seu tempo para xingar bispo ou padre ou papa ou o que quer que seja relacionado ao catolicismo e ao cristianismo. Matem-se com seu próprio veneno, o ódio contra a Igreja Católica; mas aqui no meu blog vocês, inimigos da Igreja, não terão vez. Escrevam para a Folha de São Paulo, para os jornais, a rede Globo, portais de internet, blogs, todos os meios de comunicação, onde vocês poderão vomitar seus rancores e ressentimentos a vontade, e podem ficar tranqüilos porque a mídia é realmente muito mais importante que esse bloguezinho mixo, um grão de mostarda escrito e mantido por miserável pecador que clama para si a misericórdia de Deus, confiando apenas em Seu amor. A mídia vai dar ouvidos a vocês, Arnaldo Jabor vai bater palmas para o que vocês escreverem, os “formadores de opinião” em TODOS os veículos da grande mídia vão lhes ser solidários e divulgarão com enorme prazer suas mensagens carregadas de fúria contra o catolicismo, seus clérigos e os fiéis católicos.

Mas aqui não. Uma coisa é escrever aqui “discordo da sua postura” ou ainda “discordo da sua opinião, discordo da Igreja”. Isso é válido. Aqueles que quiserem buscar a verdade de coração sincero e buscam compreender o ponto de vista católico, serão bem recebidos e tratados com cortesia. Quem vier com pedras na mão, será mandado de volta para seu devido lugar: a lixeira. No meu blog, mando eu e não é qualquer comentário que será publicado. Entenderam?

Dito isso, vou avisando que excluí comentários agressivos e/ou recheados de ofensas gratuitas. Para vocês verem o nível da horda que se abateu por aqui, vejam o maravilhoso exemplo de um comentário expurgado, que dizia, entre outras coisas: “Canalha, vá cuidar dos filhos dela então seu palhaço!!!” Não vou, idiota, porque eles já foram assassinados. Você me insulta sem a mínima noção do trabalho realizado pelas instituições católicas e por heróis como o Padre Lodi – publicarei logo acima deste post um relato corajoso desse bravo sacerdote a respeito desse caso. Quantas garotas estupradas são apoiadas e recebem tratamento digno em casas de abrigo e instalações mantidas por religiosos! Quantas mulheres que, mesmo tendo amparo legal para abortar desistem de fazê-lo, e até mesmo de dispor dos filhos após o parto, porque os filhos gerados são o bálsamo, a cura, a terapia, a manifestação do próprio amor de Deus para a superação do horrendo trauma do estupro!

E o que pessoas como você ofereceriam à menininha? O aborto e adeus! E eu sou o canalha? Vai escrever pra sua corja, pros jornalistas vendidos e militantes corruptos que recebem dinheiro para defender o assassinato de bebês ainda no ventre da própria mãe.

Outro urro foi de uma senhora metida a esclarecida. Transcrevo um trecho:

É interessante como em certas questões católicos (e também, evangélicos) em geral apelam para o sentimentalismo barato para tentar angariar apoios e enganar os incautos. Se aproveitaram de uma situação repulsiva e traumática para fazer proselitismo religioso. Colocam fotos de fetos, numa apelação, sensacionalismo e mau gosto de fazer inveja aos piores programas policialescos da TV. Demonstraram muita preocupação com os bebês mas se esqueceram do personagem principal: a pobre menina violentada pelo padrasto.

A sensibilidade da missivista me comove. Não pode mostrar o resultado do aborto, não pode mostrar o que acontece com o feto após um aborto, ela fica ofendidinha! Tadinha! Mas fazer aborto pode, né? Ah, então tá bom! Fazer pode, não pode é mostrar o que foi feito!

Contra fatos, não há argumentos e, nessas fotos, existe o fato objetivamente demonstrado: vidas jogadas fora. Mostrar isso é “apelação”, “mau gosto”. Outra coisa: todos os pronunciamentos eclesiásticos demonstraram sim, ao contrário do que diz a missivista, preocupação com a menininha. Convido a todas as pessoas de boa vontade a visitarem os links “pró-vida” nos favoritos deste blog. Vejam o que dizem esses sites. Muitos estão em inglês, mas o Pró-vida de Anápolis tem informações preciosas sobre os efeitos devastadores do aborto sobre as mulheres. Evitar que uma mulher faça o aborto é sim preocupar-se com sua saúde física e mental.

A primeira vítima de um aborto é sempre a mulher que o pratica, em qualquer caso.

Mostrar o resultado dessa prática abominável, repugnante, horrível é considerado… abominável, repugnante, horrível. MAS A PRÁTICA, EM SI, É LEGÍTIMA! UM DIREITO DA MULHER! Ora, que contradição é essa? Mostrar um feto abortado é motivo de crítica; o aborto, O QUE PROVOCOU AQUILO QUE ESTÁ RELATADO NA FOTO, NÃO SOMENTE É TOLERÁVEL, MAS ATÉ DESEJÁVEL.

E quem defende a vida é que é hipócrita? A sra. é o quê, então? Uma iluminada? Não tolera ver fotos de fetos mortos, mas tolera que esses fetos sejam assassinados? Qual o nome que devo dar a isso?

Bem, se a senhora acredita que a Igreja Católica “está caminhando para a completa insignificância”, agradeço por dispensar um precioso tempo comentando neste blog ASSUMIDAMENTE CATÓLICO, FIEL À DOUTRINA DA IGREJA, E MUITÍSSIMO MAIS INSIGNIFICANTE QUE ELA. Surpreende-me a senhora gastar tempo com algo tão risível, ligado a uma instituição caduca, segundo diz.

A porta da rua é a serventia da casa: vão todos vocês insultar a Igreja e seus fiéis pastores em outros lugares, abundantes aliás, por aí. Repito: quem quiser discutir e até criticar, com civilidade e boa vontade, será acolhido. Mas aqui vocês, militantes anti-católicos, não terão vez. Voltem para as trevas, de onde vieram!