Mensagem do dia (21/09/2023)

Mateus levantou-se e seguiu-O. Não devemos admirar-nos de que o publicano, ao primeiro chamamento do Senhor, abandonasse os negócios terrenos em que estava ocupado e, renunciando aos seus bens, seguisse Aquele que via totalmente desprovido de riquezas. É que o Senhor chamava-o exteriormente com a sua palavra, mas iluminava-o de um modo interior e invisível para que O seguisse, infundindo na sua mente a luz da graça espiritual, para que pudesse compreender que Aquele que na terra o afastava dos negócios temporais lhe podia dar no céu tesouros incorruptíveis.

São Beda, o Venerável.

Mensagem do dia (18/09/2022)

«Utilizai as riquezas que pervertem para arranjardes amigos que vos recebam nas moradas eternas». Eis, Senhor, o conselho que dás aos teus discípulos depois de lhes teres dito que «os filhos das trevas são mais hábeis nos seus negócios que os filhos da luz». Filha da luz, compreendi que os meus desejos de ser tudo, de abraçar todas as vocações, eram riquezas que me poderiam perverter. Por isso servi-me delas para arranjar amigos.

Santa Teresinha do Menino Jesus.

Mensagem do dia (31/07/2022)

Todos nós desejamos ser felizes e ter paz. Fomos criados para isso e só podemos encontrar a felicidade e a paz amando a Deus; o amor traz-nos a alegria e a felicidade. Muitas pessoas pensam, sobretudo no Ocidente, que viver fazendo o que lhes apetece as torna felizes. Eu penso que é mais difícil ser feliz na riqueza, porque as preocupações para ganhar dinheiro e o conservar nos escondem Deus. De qualquer modo, se Deus vos confiou riquezas, usai-as para servir as suas obras: ajudai os outros, ajudai os pobres, criai empregos, dai trabalho aos outros. Não desperdiceis em vão a vossa fortuna; ter uma casa, honras, liberdade, saúde, tudo isso nos é confiado por Deus para o pormos ao serviço dos que são menos afortunados do que nós.

Santa Teresa de Calcutá.

Mensagem do dia (10/10/2021)

O caso do jovem rico e dos seus semelhantes faz-me pensar no de um viajante que, pretendendo visitar uma cidade, chega junto das muralhas, encontra aí uma estalagem, hospeda-se nela e, desencorajado pelos últimos passos que ainda lhe falta dar, perde o benefício das fadigas da sua viagem e acaba por não ir visitar as belezas da cidade. Assim são estes que cumprem os mandamentos mas se revoltam com a ideia de perderem os seus bens. Conheço muitos que jejuam, rezam, fazem penitência e praticam todo o tipo de obras de caridade, mas não dão uma esmola aos pobres. De que lhes servem as outras virtudes?

São Basílio de Cesaréia.

Mensagem do dia (17/09/2020)

E se, então, queremos aprender a arte de viver e morrer corretamente, não sigamos a multidão que acredita e valoriza o que vê, mas sigamos a Jesus Cristo e aos apóstolos, que pela palavra e exemplo nos ensinaram que as coisas presentes devem ser desprezadas e a glória do grande Deus e Salvador Jesus Cristo deve ser desejada a esperada. E, verdadeiramente, tão grande é esta glória, que esperamos pelo retorno de nosso Senhor Jesus Cristo, que todas as glórias passadas, riquezas e alegrias deste mundo, serão consideradas como nada, e aqueles chamados tolos e infelizes, que confiaram em assuntos tão importantes em palavras sábias, serão salvos.

São Roberto Belarmino.

Mensagem do dia (12/07/2020)

É necessário, pois, começar por ouvir atentamente a Palavra, depois guardá-la fielmente na memória, em seguida encher-se de coragem, depois desprezar a riqueza e livrar-se do amor aos bens do mundo. Se Jesus coloca em primeiro lugar a Palavra, antes de todas as outras condições, é porque é a condição fundamental.

São João Crisóstomo.

Mensagem do dia (07/02/2020)

Quem não vê e não sente claramente que uma sociedade, subtraída as leis da religião e da verdadeira justiça, não pode ter outro ideal que acumular riquezas, nem seguir mais lei, em todos seus atos, que um insaciável desejo de satisfazer a concupiscência indomável do espírito servindo tão somente a seus próprios prazeres e interesses?

Beato Pio IX (Papa).

Mensagem do dia (23/12/2019)

Ele veio por nós. Admirável condescendência do Deus que procura! Admirável dignidade do homem assim procurado! O homem pode vangloriar-se disso sem pedantismo: não que ele seja qualquer coisa por si mesmo, mas porque Aquele que o fez o tem em tão grande estima! Em comparação com esta glória, as riquezas e a glória do mundo, e tudo o que se pode aí ambicionar, nada são. O que é o homem, Senhor, para que o engrandeças assim e a ele ligues o Teu coração?

São Bernardo de Claraval.

Mensagem do dia (21/09/2019)

Nada de espantoso que o publicano, ao primeiro e imperioso apelo do Senhor, tenha abandonado sua busca de lucros terrenos e, desprezando os bens temporais, tenha aderido àquele que via desinteressado de qualquer riqueza. É que o Senhor, chamando-o exteriormente pela sua palavra, tocava-lhe o mais fundo da alma, espalhando em seu coração, para que o seguisse, a graça espiritual.

São Beda, o Venerável.

Mensagem do dia (01/02/2019)

Ninguém adentra os portões do céu por ser famoso, milionário ou forte. Na verdade, a sabedoria mundana é pura tolice. Em contraste com o sobrenatural, a futilidade do elogio humano torna-se evidente. Deveríamos sempre nos perguntar: O que é isso à luz da eternidade? Constataríamos, na verdade, que quase tudo são apenas pó e cinzas.

Alice Von Hildebrand.

Quadro do pintor norte-americano Luke Steadman, intitulado
“Soul Searching II”, site www.lukesteadman.com

Mensagem do dia (28/10/2018)

Hoje, o Evangelho nos apresenta a cura de Bartimeu, símbolo da condição de quem vive à margem de Cristo. Cego e mendigo, Bartimeu estava “sentado à beira do caminho” e só pôde aperceber-se da chegada de Jesus por causa da grande multidão que O acompanhava. A cegueira desse pobre habitante de Jericó sinaliza a nossa falta de fé, isto é, a incapacidade de enxergarmos a realidade à sombra luminosa de Deus, que nos revela o sentido e o valor verdadeiro das coisas do mundo; o Senhor nos desperta, por meio do dom da fé, para as riquezas espirituais que nos estão reservadas no Céu. Esta cegueira, como de resto não poderia deixar de ser, nos conduz à mendicância, quer dizer, ao estado deplorável em que, rejeitando aquela alegria eterna e perfeita que Deus deseja compartilhar conosco, nos apegamos às “esmolas” desta vida passageira: preferimos as migalhas e o pó aos bens celestes, à felicidade interminável dos filhos do Altíssimo.

Padre Paulo Ricardo.