Mensagem do dia (30/03/2024)

Parece vencido, sua obra parece destruída, quase todos os discípulos partiram. Maria não cessa, um só instante, de acreditar que Ele é o Salvador, o Verbo de Deus encarnado que ressuscitará ao terceiro dia, conforme predissera. Maria compreende, como ninguém jamais compreenderá, as sete palavras que Ele pronunciou antes da morte. Ela oferece ao Pai este Filho, não apenas querido, mas legitimamente adorado, com todo o amor de que é capaz, e oferece o amor, ainda maior, d’Aquele que morre por nós. Oferecendo-o, deste modo, recebe a plenitude final da graça, que a torna, mais do que nunca, Mãe dos homens, co-redentora e medianeira universal.

Padre Reginald Garrigou-Lagrange.

Mensagem do dia (29/03/2024)

Aquele que volta propositada e completamente os olhos para Cristo ao vê-Lo pregado na cruz, com fé, esperança e caridade, devoção, admiração, regozijo, reconhecimento, elogio e júbilo, esse celebra a Páscoa com Ele, ou seja, põe-se a caminho para atravessar o Mar Vermelho graças à bengala da cruz. Ao deixar o Egito, entra no deserto para aí provar o «maná escondido» e repousar com Cristo no túmulo, exteriormente como morto, mas experimentando – na medida em que os seus progressos lho permitem – o que foi dito na cruz ao malfeitor companheiro de Cristo: «Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso».

São Boaventura.

Mensagem do dia (28/03/2024)

Justa admiração do apóstolo! O Criador serve à criatura. Entretanto, Jesus por ti faz mais do que no lava-pés dos apóstolos. A eles lavou, com água, os pés; a ti, com o próprio sangue, tua alma. Onde a tua admiração, onde teu reconhecimento? Oxalá ao menos peças que Jesus mais e mais te purifique das más inclinações e de todas as imperfeições! Ama a quem te ama.

Frei Pedro Sinzig.

Mensagem do dia (27/03/2024)

A paz é um dom da ressurreição de Cristo. No limiar da morte, Ele não hesitou em dar essa paz ao discípulo que O entregou: beijou o traidor como se beija um amigo fiel. Não penseis que o beijo que o Senhor deu a Judas Iscariotes foi inspirado por qualquer sentimento que não fosse a ternura. Cristo já sabia que Judas O trairia. Sabia o que significava esse beijo, que era normalmente um sinal de amor, e não Se furtou a ele. A amizade é assim mesmo: não recusa um último beijo àquele que vai morrer; não retira essa última prova de ternura aos entes queridos. Mas Jesus esperava também que esse gesto sobressaltasse Judas e que, espantado pela sua bondade, ele não traísse Aquele que o amava, ele não entregasse Aquele que o beijava. Assim, esse beijo foi dado como um teste: se o reabilitasse, seria um laço de paz entre Jesus e o seu discípulo; mas, se Judas O traísse, esse beijo criminoso tornar-se-ia a sua própria acusação.

São Máximo de Turim.

Mensagem do dia (26/03/2024)

Poucas horas antes, Pedro havia dito: «Ainda que eu morra contigo, não te negarei»; mas agora, infelizmente! à primeira palavra de uma mulher, por vergonha e medo, ele nega que algum dia O conheceu. Quantos existem agora que, não por humildade, mas por mero receio do que o mundo dirá, têm medo de assumir qualquer ação cristã ou virtuosa e de professarem-se seguidores de Cristo!

Padre Roger Baxter.

Mensagem do dia (25/03/2024)

Vede a devoção e a fé desta santa mulher. Os outros estavam à mesa com o Senhor; ela unge-Lhe os pés. Os outros conversavam com o Senhor; ela, no silêncio da sua fé, enxuga-Lhe os pés com os cabelos. Os outros apareciam para as honras; ela, para o serviço. Mas o serviço de Maria teve mais valor aos olhos de Cristo do que o lugar de honra dos convivas.

São Cromácio de Aquiléia.

Mensagem do dia (24/03/2024)

Em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. Revestidos de sua graça, ou melhor, revestidos dele próprio, – «vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo» – prostremo-nos a seus pés como mantos estendidos.

Santo André de Creta.

Mensagem do dia (23/03/2024)

Temos a nosso lado o mesmo Cristo que luta e sofre por nós e conosco, de modo que, acompanhados e assistidos por tão magnânimo e poderoso Capitão e Senhor, não só podemos suportar com alegria e constância as penas e sofrimentos que o Senhor nos manda mas também será nosso exercício permanente pedir-Lhos maiores, porque só assim e com o desprezo das coisas terrenas se podem conquistar os louros do Céu.

São Daniel Comboni.

Mensagem do dia (17/03/2024)

Cristo nasceu entre nós, nasceu da Virgem Santa como as espigas brotam da terra. Aliás, não hesita em dizer de Si próprio que é o grão de trigo: «Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.» Deste modo, ofereceu-Se por nós ao Pai, à maneira de um feixe e como primícias da terra.

São Cirilo de Alexandria.

Mensagem do dia (10/03/2024)

Certamente, quem crê em Jesus nem sempre vê apenas o sol na sua vida, quase como se pudesse evitar sofrimentos e dificuldades; porém, tem sempre uma luz clara que lhe indica um caminho, o caminho que conduz à vida em abundância. Os olhos de quem crê em Cristo vislumbram uma luz mesmo na noite mais escura, e já vislumbram o brilho de um novo dia.

Papa Bento XVI.

Mensagem do dia (09/03/2024)

A divindade é pureza, ausência de toda paixão e separação de todo o mal. Se em ti existe tudo isto, Deus está efetivamente em ti. Por conseguinte, se o teu pensamento não tem mistura de mal e está livre de toda a paixão e livre de mancha, és feliz pela tua clarividência, pois, por estares purificado, podes perceber o que é invisível para os que não estão purificados.

São Gregório de Nissa.

Mensagem do dia (05/03/2024)

Ter em recordação os novíssimos nos dá uma razão ainda mais urgente para aprender a orar: não temos um tempo infinito. Estamos um dia mais perto de nosso destino hoje, do que estávamos ontem. Garanto-lhe que, depois de morrer você não dirá: «Passei muito tempo orando; gostaria de ter assistido mais TV­».

Peter Kreeft.

Mensagem do dia (04/03/2024)

Se aspiras a tanta perfeição, deves fazer contínua violência a ti mesma, para combateres generosamente e aniquilar todas as tuas vontades, grandes e pequenas. Para isso é necessário que, com grande prontidão de ânimo, te aparelhes para esta batalha, pois só é coroado o soldado valoroso. Este combate é difícil, mais que nenhum outro, pois combatemos contra nós mesmos. Por maior, porém, que seja a batalha, mais gloriosa, e mais cara a Deus, será a vitória.

Padre Lorenzo Scupoli.

Mensagem do dia (03/03/2024)

Qual a razão porque Jesus fez retirar os vendilhões, e mandou os que vendiam pombas se retirarem do recinto? Sua intenção nada mais era que limpar o Templo, como dizendo: Eu sou o dono de direito deste Templo, e o quero só para mim. Que quer dizer isto? Este templo no qual Deus seria senhor único, é a alma humana, a qual Ele criou exatamente da mesma forma que Ele mesmo é, como está escrito por Nosso Senhor: «Façamos o homem à nossa imagem e semelhança». E foi isto exatamente que foi feito. Tão semelhante a Si mesmo Deus erigiu a alma humana, que não há nada entre o Céu e a Terra, apesar de toda variedade de criaturas que Deus fez, com tanta alegria, que mais se pareça a Deus, que a alma humana. Por isto é que Deus deseja este templo completamente limpo, para que possa ocupá-lo apenas Ele. Isto se deve ao fato que este templo lhe é tão agradável, por sua semelhança a Si mesmo, e tão à vontade Ele se encontra, ao ali se ver sozinho.

Eckhart de Hochheim.

Mensagem do dia (25/02/2024)

Os mistérios da Transfiguração e da Paixão têm entre si íntima relação. É no meio dos resplendores da sua Transfiguração, que Jesus Cristo fala da sua morte, com dois dos seus ministros do Antigo Testamento, e na presença de três do Novo. Que havia de comum entre o Tabor e o Calvário? Para quê aproximar duas situações tão opostas? No primeiro destes mistérios, tudo é glória e delícias para Jesus Cristo; no segundo, tudo é opróbrio e sofrimento. No Tabor o seu rosto é refulgente como o sol, suas vestiduras se fazem brancas como a neve; no Calvário está nu, desfigurado, ensangüentado. Ali, o Pai Eterno reconhece-o por seu filho amado; aqui, o filho queixa-se de ser desamparado e desconhecido de seu Pai. Hoje seus apóstolos não podem separar-se dele; no dia da sua morte, todos o abandonarão. Todavia estes dois mistérios têm entre si íntima relação. Um mostra-nos a coroa que nos é destinada; o outro ensina-nos por que preço a alcançaremos. A sua união faz-nos conhecer que neste mundo a doçura e a amargura, a glória e a ignomínia não podem estar separadas muito tempo. Modera a nossa alegria na prosperidade, consola-nos na adversidade, e anima-nos com a esperança. Tem principalmente uma admirável força para abrasar nossos corações no amor divino. Sem a Transfiguração, comover-nos-ia menos a Paixão. Depois de contemplar as grandezas do filho de Deus, apreciamos melhor a caridade que o fez descer por nós ao último grau de humilhação.

Padre Pierre Chaignon.