Mensagem do dia (06/12/2021)

Irmãos, a vós, como às crianças, Deus revela o que ocultou aos sábios e entendidos: os autênticos caminhos da salvação. Meditai neles com suma atenção. Aprofundai no sentido deste Advento. E, sobretudo, observai quem é Aquele que vem, de onde vem e para onde vem; para quê, quando e por onde vem. É uma curiosidade boa. A Igreja universal não celebraria com tanta devoção este Advento se não contivesse algum grande mistério.

São Bernardo de Claraval.

Mensagem do dia (31/10/2021)

«Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento». Este é o mandamento de Deus, e Ele não pode mandar o impossível. O amor é um fruto de todas as estações e está sempre ao alcance da mão. Toda a gente pode colhê-lo sem limites. Qualquer um tem acesso a este amor através da meditação, do espírito de oração e de sacrifício, de uma intensa vida interior.

Santa Teresa de Calcutá.

Mensagem do dia (07/10/2021)

Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e quão magnânimo é ao recompensar os que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo. Recitado enquanto são meditados os mistérios sagrados, o Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens. Através dele, os pecadores obtêm o perdão; as almas sedentas se saciam; os que choram acham alegria; os que são tentados, a tranquilidade; os pobres são socorridos; os religiosos, reformados; os ignorantes, instruídos; os vivos triunfam da vaidade, e as almas do purgatório (por meio de sufrágios) encontram alívio. Perseverai, portanto, nessa santa devoção, e tereis a coroa admirável preparada no Céu para a vossa fidelidade.

São Luís Maria de Montfort.

Mensagem do dia (18/12/2020)

Maria Santíssima, inflamada na mais alta caridade desde o primeiro instante da sua conceição, desejava ardentemente a vinda do Messias para a redenção do gênero humano, porém depois que teve ventura e glória inefável de conceber em seu castíssimo ventre o mesmo Redentor divino, quem pode explicar quais foram os transportes do seu coração? Com que veemência desejava ver já nascido o Verbo encarnado para que Deus fosse glorificado, e os homens livres da tirania do demônio e do pecado, em que há tanto tempo gemiam! Suspirava sem cessar por este ditoso momento; era ele o objeto dos seus votos e ânsias.

Padre Martinho António Pereira da Silva.

Mensagem do dia (07/10/2019)

O Rosário é escola de contemplação e de silêncio. À primeira vista, poderia parecer uma oração que acumula palavras, portanto dificilmente conciliável com o silêncio que é justamente recomendado para a meditação e a contemplação. Na realidade, esta repetição ritmada da Ave-Maria não perturba o silêncio interior, aliás, exige-o e alimenta-o.

Papa Bento XVI.

Mensagem do dia (09/05/2019)

Medita em todo momento as palavras de Deus, persevera na fadiga, dá graças em todas as coisas, fuja dos aplausos dos homens, ama a quem te corrige no temor de Deus. Que todos te sejam de proveito, para que tu sejas de proveito a todos. Persevera em tua obra e em palavras de bondade. Não dês um passo adiante e outro atrás, a fim de que Deus não deixe de amar-te. A coroa, com efeito, será para quem haja perseverado. Obedece sempre mais a Deus, e ele te salvará.

São Pacômio.

Mensagem do dia (26/07/2016)

Nada obscurece tanto a virtude quanto o deboche, o divertimento e o falatório. E nada renova tanto a alma envelhecida, nada a prepara tanto para se aproximar do Senhor, como o temor a Deus, a perfeita atenção, a meditação sem descanso nas palavras divinas, armando-se de orações e buscando a recompensa das vigílias.

São João de Cárpatos.

Mensagem do dia (14/06/2015)

Meditemos nas palavras de Cristo e convençamo-nos de que, se não permitíssemos que a nossa fé se tornasse morna ou mesmo que esfriasse, que perdesse a força, dispersando os nossos pensamentos em futilidades, deixaríamos de dar importância às coisas do mundo e concentrá-la-íamos num cantinho da nossa alma. Então semeá-la-íamos como se fosse um grão de mostarda no jardim do nosso coração, depois de ter arrancado de lá todas as ervas daninhas, e o rebento cresceria.

São Tomás Morus.

Mensagem do dia (19/12/2013)

Com efeito, no tempo do Advento, excita em nós a consciência dos pecados miseramente cometidos; e nos exorta a fim de que, refreando os desejos com a mortificação voluntária do corpo, nos recolhamos em pia meditação e sejamos impelidos pelo desejo de voltar a Deus que, só ele, pode com a sua graça libertar-nos da mancha dos pecados e dos males que nos afligem.

Papa Pio XII.

Mensagem do dia (29/12/2012)

Quando nos aproximarmos hoje do Menino para beijá-lo, quando contemplarmos o presépio ou meditarmos neste grande mistério, agradeçamos a Deus o seu desejo de descer até nós para se fazer entender e amar, e decidamo-nos, nós também a tornar-nos crianças, para podermos assim entrar no Reino dos Céus.

Monsenhor José Maria Pereira.

Mensagem do dia (04/04/2010)

Ele ressuscita; ressuscitai com Ele! Saí do túmulo do velho Adão, abandonai as vossas preocupações, as invejas, as inquietações, as ambições mundanas, a escravatura do hábito, o tumulto das paixões, os fascínios da carne, o espírito frio, terra a terra e calculista, a ligeireza, o egoísmo, a preguiça, a vaidade e as manias de grandeza. Esforçai-vos doravante por fazer o que vos parece difícil mas que não deveria, e não deve, ser negligenciado: velai, rezai e meditai.

Cardeal John Henry Newman.

Homilia pronunciada em 6 de Janeiro de 1956, Epifania do Senhor

Por São Josemaría Escrivá.

Ainda não há muito tempo, tive oportunidade de admirar um baixo-relevo em mármore, que representa a cena da adoração de Deus Menino pelos Reis Magos. Emoldurando esse baixo-relevo, havia outros: quatro anjos, cada um com seu símbolo – um diadema, o mundo coroado pela cruz, uma espada e um ceptro. Deste modo, utilizando símbolos bem conhecidos, ilustrava-se plasticamente o acontecimento que hoje comemoramos: uns homens sábios – reis, segundo a tradição – prostram-se diante do Menino, depois de perguntar em Jerusalém: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?.

Também eu, instado por esta pergunta, contemplo agora Jesus, deitado numa manjedoura, num lugar que só é próprio para os animais. Onde está, Senhor, a tua realeza: o diadema, a espada, o ceptro? Pertencem-lhe e não os quer; reina envolto em panos. É um rei inerme, que se nos apresenta indefeso; é uma criança. Como não havemos de recordar aquelas palavras do Apóstolo: aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo.

Nosso Senhor encarnou para nos manifestar a vontade do Pai. E começa a instruir-nos estando ainda no berço. Jesus Cristo procura-nos – com uma vocação, que é vocação para a santidade -, a fim de consumarmos com Ele a Redenção. Considerai o seu primeiro ensinamento: temos de co-redimir à custa de triunfar, não sobre o próximo, mas sobre nós mesmos. Tal como Cristo, precisamos de nos aniquilar, de sentir-nos servidores dos outros para os conduzir a Deus.

Onde está o nosso Rei? Não será que Jesus quer reinar, antes de mais, no coração, no teu coração? Por isso se fez menino: quem é capaz de ter o coração fechado para uma criança? Onde está o nosso Rei? Onde está o Cristo que o Espírito Santo procura formar na nossa alma? Cristo não pode estar na soberba, que nos separa de Deus, nem na falta de caridade, que nos isola dos homens. Aí não podemos encontrar Cristo, mas apenas a solidão.

No dia da Epifania, prostrados aos pés de Jesus Menino, diante de um Rei que não ostenta sinais externos de realeza, podeis dizer-lhe: Senhor, expulsa a soberba da minha vida, subjuga o meu amor próprio, esta minha vontade de afirmação pessoal e de imposição da minha vontade aos outros. Faz com que o fundamento da minha personalidade seja a identificação contigo.

Fonte: site do Opus Dei.

O silêncio do Natal

Por John Jalsevac.

Uma das coisas mais surpreendentes sobre o Natal é seu silêncio.

Nas minhas primeiras aulas de História, nosso professor um dia leu em voz alta duas histórias – uma, relatando o nascimento de Siddhartha Gautama (mais tarde, conhecido como Buda), e outra, o nascimento de Jesus Cristo. A diferença não poderia ser mais profunda.

A primeira criança nasceu no meio de uma exagerada abundância – em um pomar aromático de árvores floridas, cercado de milhares de criados, com deuses e elefantes e jóias e chuvas de pétalas de rosa, e tecidos entrelaçados de metais preciosos, e perfumes celestiais que preenchiam o ar. E, quando Gautama nasceu, dizem que ele deu sete passos e proclamou “Eu sou meu próprio senhor entre o céu e a terra!” Seu nascimento se parece (especialmente, em comparação com o nascimento de Cristo) com um incidente turbulento.

Não há necessidade de contar novamente a história do nascimento de Cristo, por ela ser familiar – certamente, familiar demais. É tão familiar que, freqüentemente, o Natal chega e passa e nós não gastamos cinco minutos imaginando o que foi realmente aquilo. Mas, se nós o fizéssemos, certamente ficaríamos perplexos pelo imenso absurdo da coisa.

O que, eu suspeito, era o que nosso professor almejava concluir por sua justaposição: conscientizar-nos sobre o absurdo do Natal. Os sábios percebem que a forma correta de despertar a reflexão para a singularidade de alguma coisa é colocá-la em contraste a outra coisa, bastante diferente. E, de fato, este tipo de revelação através da comparação funciona melhor quando as duas coisas comparadas compartilham alguma similaridade, mas então diferem na mesma coisa que almejam revelar, a qual então brilha adiante como uma estrela solitária num céu escuro. E, enquanto o Buda e o Cristo de alguma forma eram ambos cridos como salvadores, em seus primeiros momentos na terra um atraiu toda a atenção do mundo para si mesmo, e declarou-se como seu “próprio senhor”, enquanto o Outro cobriu-se a Si mesmo com um véu de silêncio quase completo.

Certamente, nos é dito que a seguir ao nascimento de Cristo houve aparições de anjos e até mesmo um coro angelical a cantar, e, neste sentido, o Natal guarda alguma remota semelhança ao nascimento de Buda. Mas, curiosamente, os anjos do relato natalino de Lucas não apareceram na gruta em Belém, não festejaram o Menino Jesus com canções; ao invés disso, apareceram, de um jeito quase irrelevante, fora da cidade para um grupo de pastores. É como se os anjos estivessem sob estritas ordens para se manterem quietos sobre o acontecimento, mas não puderam manter sua promessa diante de uma alegria exuberante e absoluta: e então eles quebraram seu silêncio por um momento glorioso, pelas costas de Deus (na realidade, pela primeira vez na História poderíamos dizer que Deus tem costas).

nascimento de jesus 2

Uma imagem conveniente talvez seja a de que era como se Deus fosse uma mãe generosa e amorosa de muitos filhos, que tivesse alcançado um marco memorável (digamos, seu sexagésimo aniversário), mas que, mantendo seu costumeiro hábito de discrição e desprendimento, ordena expressamente a seus filhos que prometam não fazer um grande alvoroço com aquilo e, certamente, que não organizem uma grande e embaraçosa comemoração. Os filhos certamente manterão sua promessa em respeito aos desejos de sua mãe, mas ainda assim provavelmente chamarão os amigos mais próximos, lembrando-lhes do aniversário dela e possivelmente sugerindo que eles apareçam inesperadamente para um chá, como se fosse “por um acaso”. E esses gestos furtivos e discretos garantirão que a mãe saiba que este é um dia de especial importância, e que ela é o centro dele.

Para mim, parece que a atitude dos anjos natalinos, os quais, como os filhos dessa mãe, procuraram os amigos mais próximos do Menino Jesus – os simples e modestos pastores – parecia dizer “Bem, não podemos fazer um barulho muito grande disso, mas se vocês aparecerem por lá de surpresa e lhe prestarem homenagens, não seria uma má idéia. Afinal de contas, é seu aniversário.” No dia de Natal, a gruta onde estava o Deus-Homem ficou completamente sossegada, sem qualquer tumulto, exceto por uma breve visita de uns poucos amigos mais chegados.

Este aspecto particular da história do Natal revela uma enorme verdade, que nossa civilização parece irresponsavelmente determinada a esquecer: estranhamente, parecemos mais inclinados a esquecê-la durante a própria época em que é celebrada. É a mesma verdade encontrada do começo ao fim das escrituras, a mesma verdade que todos os santos através da História repetem. É simplesmente o seguinte: a Deus se encontra no silêncio.

Naturalmente, sem silêncio ninguém jamais chegará a conhecer Deus.

E assim, durante essa época de Natal, vamos renovar nossa resolução de não sermos perturbados por nada: cultivar em nós mesmos, através da oração diária, o silêncio de Belém, o qual nos permitirá enfrentarmos com determinação todos os desafios à essa paz supranatural, que é, em um sentido mais estrito, uma antecipação do Paraíso.

Versão reduzida de texto publicado no maravilhoso site pró-vida LifeSiteNews (clique aqui para o original em inglês). Lembrem-se desse magnífico apostolado em suas orações. Traduzido e adaptado por Matheus Cajaíba.