Mensagem do dia (18/01/2022)

Uma mulher por sua própria natureza é maternal, pois toda mulher, casada ou solteira, é chamada a ser mãe biológica, psicológica ou espiritual – ela sabe intuitivamente que dar, nutrir, cuidar dos outros, sofrer com e por eles (pois a maternidade implica sofrimento) é infinitamente mais valioso aos olhos de Deus do que conquistar nações e voar para a lua.

Alice von Hildebrand.

Mensagem do dia (30/05/2021)

Ó Trindade eterna, ó deidade! Tua natureza divina valorizou o preço do sangue de Jesus. És um mar profundo. Quanto mais nele penetro, mais encontro; quanto mais encontro, mais te procuro. E quando o homem se sacia no teu abismo, mais deseja; está sempre com fome, com sede de ti… És uma luz superior a toda luz. Dás uma iluminação abundante e perfeita à inteligência, aclarando-a na fé. Por meio dela, eu vejo que minha alma possui a vida. Nessa luz eu vejo a tua luz… Por isso eu disse, Pai eterno, que me ilumines com a luz da fé. Realmente, a fé é um mar que alimenta o homem em ti… Quando a fé é grande, o homem tem certeza daquilo em que acredita. Ela é um espelho, Trindade eterna, no qual me conheço. Segurando com amor tal espelho, olho para ele, reflito-me em ti e tu em mim, pela união de tua divindade com a nossa natureza humana. Na luz da fé, conheço-te, bem sumo e infinito, bem superior a todo bem, incompreensível, inestimável. Beleza superior a toda beleza! Sabedoria superior a toda sabedoria. Única sabedoria!… Quem pode acrescentar algo à tua perfeição, agradecer-te pelos imensos favores, pelos ensinamentos dados? Foi uma graça especial, acrescentada àquela comum que dás a todos. Desceste até minhas necessidades e nisto outros espelhar-se-ão.

Santa Catarina de Sena.

Mensagem do dia (16/05/2021)

«O Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi elevado ao céu e sentou-Se à direita de Deus». Partia assim para o lugar de onde era, regressava de um lugar onde continuava a permanecer; com efeito, no momento em que subia ao céu com a sua humanidade, unia pela sua divindade o Céu e a Terra. O que temos de destacar na solenidade de hoje, irmãos bem amados, é a supressão do decreto que nos condenava e do julgamento que nos votava à corrupção. Na verdade, a natureza humana a quem se dirigem estas palavras: «Tu és terra e regressarás à terra», essa natureza subiu hoje ao Céu com Cristo. É por isso, caríssimos irmãos, que temos de segui-l’O com todo o nosso coração, até ao lugar onde sabemos pela fé que Ele subiu com o seu corpo. Fujamos dos desejos da Terra: que nenhum dos lugares cá de baixo nos entrave, a nós que temos um Pai nos céus.

São Gregório Magno (Papa).

Mensagem do dia (19/12/2020)

Deus assumiu a carne justamente para destruir a morte escondida nela. Assim como os antídotos de um veneno quando ingeridos eliminam seus efeitos, como a escuridão de uma casa se desfaz à luz do sol, assim a morte que dominava sobre a natureza humana foi destruída pela presença de Deus. Como o gelo, que permanece sólido na água durante a noite e reina a escuridão, logo se derrete ao calor do sol, assim a morte que reinou até a vinda de Cristo, apenas surge a graça de Deus Salvador, e levanta o sol da justiça, «foi tragada pela vitória», não podendo coexistir com a Vida.

São Basílio de Cesaréia.

Mensagem do dia (19/07/2020)

O coração do homem terá de permanecer assim até ao fim: uma combinação de bem e de mal, de luz e de trevas, de boa semente e de cizânia. Deus não quis destruir esta combinação e refazer a nossa natureza, de tal maneira que nela houvesse apenas boa semente. Ele quer que combatamos, que trabalhemos para impedir que a cizânia invada o nosso campo. O demônio semeia as tentações; mas, com a graça de Deus, nós temos força para o vencer, para impedir que a cizânia cresça.

São João Maria Vianney (Cura d’Ars).

Mensagem do dia (06/04/2020)

Que todos os meus recursos, por mais pobres que sejam, de corpo e alma, sejam usados para comprar este perfume que Te agrada. Espalhá-lo-ei sobre a Tua cabeça, sobre Ti cuja cabeça é Deus; e sobre os Teus pés, sobre Ti cuja ponta é a nossa natureza fraca. (…) Ainda que o ladrão aperte os cordões da bolsa rangendo os dentes, desde que eu Te agrade, pouco me importa incomodar seja quem for.

Guilherme de Saint-Thierry.

Mensagem do dia (02/02/2020)

O “rei da glória” é, agora, um pequeno recém-nascido de quarenta dias, que é levado ao Templo para ser oferecido a Deus, segundo a prescrição da lei de Moisés. Quem é na realidade este recém-nascido? A resposta a esta pergunta, fundamental para a história do mundo e da humanidade, é dada profeticamente pelo velho Simeão, que, tomando a criança nos seus braços, vê e intui nela “a salvação” de Deus, a “luz para iluminar os povos”, a “glória” do povo de Israel, a “queda e o ressurgimento de muitos em Israel”, o “sinal de contradição”. Tudo isto é aquela criancinha, que, embora sendo o “rei da glória”, o “Senhor do Templo”, ali entra pela primeira vez, no silêncio, no escondimento e na fragilidade da natureza humana.

São João Paulo II (Papa).

Mensagem do dia (19/05/2019)

Recebemos o preceito de amar o nosso próximo como a nós mesmos. Mas Deus deu-nos também uma disposição natural para o fazermos. Com efeito, nada é mais conforme à nossa natureza do que vivermos juntos, procurarmo-nos uns aos outros e amarmos o nosso semelhante. O Senhor pede-nos, assim, os frutos daquilo que já depositou em nós como germe, quando diz: «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros».

São Basílio de Cesaréia.

Mensagem do dia (21/02/2019)

Considera o teu pecado como perigoso e mortal; o dos outros, considera-o como fragilidade da condição humana. Pensa que a falta que, em ti, consideras digna de severa correção nos outros não merece mais do que uma pequena admoestação. Não sejas mais justo do que o justo: receia cometer o pecado, mas não hesites em perdoar ao pecador.

São Pedro Damião.

Mensagem do dia (27/06/2017)

O Emanuel, Deus-conosco, consta de duas realidades: divindade e humanidade. Mas é um só Senhor Jesus Cristo, um só verdadeiro Filho por natureza, ainda que ao mesmo tempo Deus e homem. Não é apenas um homem divinizado, como aqueles que pela graça se tornam participantes da natureza divina; mas é verdadeiro Deus que, por causa da nossa salvação, Se fez visível em forma humana.

São Cirilo de Alexandria.

Mensagem do dia (02/04/2017)

Como verdadeiro homem, choras sobre Lázaro; como verdadeiro Deus, ressuscitas pela tua vontade aquele que estava morto há quatro dias… Tem piedade de mim, Senhor; muitas são as minhas transgressões. Traz-me de volta, te suplico, do abismo dos males em que me encontro. Foi por ti que eu gritei; escuta-me, Deus da minha salvação.

São João Damasceno.

Mensagem do dia (30/12/2015)

O encontro de Deus com a humanidade não foi um simples contato, externo e transitório, mas uma união vital, uma união estável, uma união da natureza divina com a natureza humana, uma união substancial, hipostática como a chamaram os pais de nossa fé, uma união com a qual o Verbo de Deus, em sua infinita e eterna pessoa, fez sua a natureza humana, concebida no seio puríssimo da Virgem Maria, tornando-se deste modo o Homem Jesus Cristo, Deus e Verdadeiro Homem que, como Homem, nasceu, viveu, ensinou, sofreu e ressuscitou, sem deixar de ser o Deus que era, mas tornando-se o Homem que nós conhecemos e que na realidade somos. Pois bem: a recordação deste encontro é o Natal. Mais ainda: deve ser a continuação deste encontro.

Beato Paulo VI (Papa).

Mensagem do dia (23/12/2015)

Enferma, a nossa natureza precisava de ser curada; decaída, precisava de ser elevada; morta, precisava de ser ressuscitada. Tínhamos perdido a posse do bem; era preciso que nos fosse restituído. Encerrados nas trevas, precisávamos de quem nos trouxesse a luz; cativos, esperávamos um salvador: prisioneiros, esperávamos um auxílio; escravos, precisávamos dum libertador. Seriam razões sem importância? Não seriam suficientes para comover a Deus, a ponto de O fazer descer até à nossa natureza humana para a visitar, já que a humanidade se encontrava em estado tão miserável e infeliz?

São Gregório de Nissa.

Papa recorda que criação e carne «não são desprezíveis» para Deus

Dedica a catequese de hoje a São João Damasceno

Por Inma Álvarez.

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 6 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Segundo Bento XVI, o pensamento cristão, ao contrário de outras religiões ou filosofias, não considera que a criação e que a matéria – a carne – sejam desprezíveis, ainda que estejam feridas pelo pecado, mas que a Encarnação de Deus lhes conferiu um grande valor.

Assim explicou nesta quarta-feira, durante a audiência geral, aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, continuando seu ciclo de catequeses sobre pensadores cristãos do primeiro milênio, centrado hoje na figura de São João Damasceno.

Pela segunda vez consecutiva, o Papa tomou um teólogo da Igreja oriental (na semana passada foi o Patriarca Germano de Constantinopla) para falar sobre a transcendência que a veneração das imagens sagradas, que se apoia na doutrina da Encarnação, tem para a fé cristã.

Novamente, o pontífice se referiu à tensão iconoclasta que a Igreja do Oriente viveu, que afetou também a vida e o pensamento de São João Damasceno (século VIII), um dos maiores teólogos da Igreja bizantina e a quem Leão XIII proclamou doutor da Igreja em 1890.

No pensamento deste santo se encontram «os primeiros intentos teológicos importantes de legitimação da veneração das imagens sagradas, unindo a estas o mistério da Encarnação».

Ao permitir a veneração das imagens, o cristianismo respondeu não só ao judaísmo, mas também ao Islã, que proíbem o uso cultual da imagem.

Citando Damasceno, o bispo de Roma explicou que «dado que agora Deus foi visto na carne e viveu entre os homens, eu represento o que é visível em Deus. Eu não venero a matéria, mas o Criador da matéria, que se fez matéria por mim e se dignou habitar na matéria e realizar minha salvação através da matéria».

«Por causa da encarnação, a matéria aparece como divinizada, é vista como morada de Deus. Trata-se de uma nova visão do mundo e das realidades materiais. Deus se fez carne e a carne se converteu realmente em morada de Deus, cuja glória resplandece no rosto humano de Cristo», acrescentou.

Neste sentido, acrescentou o Papa, esta doutrina é «de extrema atualidade, considerando a grandíssima dignidade que a matéria recebeu na Encarnação, podendo chegar a ser, na fé, sinal e sacramento eficaz do encontro do homem com Deus».

Desta mesma base procede a veneração na Igreja das relíquias dos santos, algo também próprio do cristianismo, explicou o Papa, pois «os santos cristãos, tendo sido partícipes da ressurreição de Cristo, não podem ser considerados simplesmente como ‘mortos’».

«O otimismo da contemplação natural (physike theoria), desse ver na criação visível o bom, o belo e o verdadeiro, este otimismo cristão, não é um otimismo ingênuo», acrescentou, mas «leva em conta a ferida infligida à natureza humana por uma liberdade de escolha querida por Deus e utilizada inapropriadamente pelo homem».

«Vemos, por uma parte, a beleza da criação e, por outra, a destruição causada pela culpa humana», acrescentou o Papa.

O Papa concluiu pedindo aos presentes que acolham esta doutrina «com os mesmos sentimentos dos cristãos de então».

«Deus quer descansar em nós, quer renovar a natureza também através de nossa conversão, quer tornar-nos partícipes de sua divindade. Que o Senhor nos ajude a fazer destas palavras substância de nossa vida.»

Fonte: Zenit.

Podcast Olavo de Carvalho: Deus é conservador

Transcrevo um trechinho do podcast desta semana do sempre polêmico Olavo de Carvalho. Entre palavrões e xingamentos hilários, ele sustenta o “conservadorismo de Deus”.

Ser conservador não é mérito nenhum. Eu acho que é uma obrigação. Por quê? Porque Deus é conservador. Deus não faz revoluções. Você já viu Deus explodir o cosmos? Na única vez em que Deus mudou de idéia, Ele fez uma inundação num planetinha mixo aqui, e deixou o resto todo em ordem: não tirou o sol do lugar, não revogou as galáxias, não apagou o universo, não fez revolução nenhuma! Só mandou uma chuvinha lá e olha, já foi um deus nos acuda. Deus não faz revoluções, Deus é conservador, Deus conserva o universo intacto desde que o criou; conserva a estrutura do ser humano intacta desde não sei quando; a natureza humana; as estruturas fundamentais da linguagem – veja, as regras da aritmética elementar, que expressam algo da Sabedoria eterna, são absolutamente imutáveis. Tudo isso, Deus mantém no lugar; de vez em quando, Ele muda uma coisinha porque é lógico, tudo tem que mudar – nós vivemos dentro do tempo, Deus não muda, mas Ele muda as coisas aqui, porque nós vivemos no tempo, e no tempo as coisas só se conservam se você se esforçar para conservar. Você já reparou que você tem que tomar banho todos os dias, fazer a barba todos os dias? Você faz a barba e, no dia seguinte, ela está lá de novo! De novo! É assim: a manutenção é a raiz da felicidade humana. Goethe dizia: aquele que conservou e cuidou, sempre terminará com a melhor parte. Goethe é um dos grandes expoentes do pensamento conservador. Não é que nem esses micos que tem por aí. Quem é Karl Marx para comparar com Goethe? […] Então, ser conservador é uma obrigação.

Para ouvir o programa, de cerca de uma hora de duração, ou baixar o arquivo mp3, clique aqui. Não se assuste com o vocabulário do locutor!