Àquele cujo coração está fundado na esperança da fé não falta coisa alguma.
Santo Isaac, o Sírio.
Historiador ou sapateiro?

Pois é, de vez em quando eu não resisto e interrompo os trabalhos na minha dissertação de mestrado pra botar ordem aqui na casa. Tô pensando em abrir uma seção de “humor” aqui no blog. Vejam, por exemplo, que maravilha essa última pérola que recebi:
Olha, li os comentários do pessoal e as respostas do dono deste blog. Não entendo nada de homossexuais nem de psicólogos milagreiros, mas o que vi, e fiquei pasmo, foi o nível de agressividade do senhor ou senhora JORNADA CRISTÃ (sem trocadilhos, é que não sei se se trata de um homem ou de uma mulher) ao responder a todos os questionamentos que vão contra o seu ponto de vista.
**** Não, não. Você não está sabendo distinguir as coisas – e age assim porque não é uma pessoa de boas intenções. Não estou concorrendo ao miss Simpatia, não sou candidato ao cara mais legal do mês, este blog não participa de concursos de popularidade, não tenho perfil no Orkut para ter um milhão de amigos e ser adorado por eles. Eu respondo agressivamente a quem vem com pedras na mão. Já expliquei aqui, explico de novo: quem vier educadamente discutir, defendendo pontos de vista diferentes, será sempre acolhido, bem recebido – como já aconteceu aqui neste blog. Quem vier com insultos, xingamentos, estupidez, não vai ter respostinha bem educada. Simples assim.
Uma demonstração pura e direta da falta de educação, do egocentrismo, da grosseria, da estupidez e da falta de tolerância que é marca registrada dos católicos, dos evangélicos e de todos os demais religiosos. Que coisa feia! Mas é bom pra quem não acredita, ver com seus próprios olhos!
**** Pois essa sua frase é a demonstração pura e direta do seu preconceito contra religiosos em geral. Baseado no que leu em meu blog, cujo conteúdo é apenas de minha responsabilidade, de mais ninguém, chega à brilhante conclusão de que a falta de educação e bla, bla, bla, é “marca registrada dos católicos, dos evangélicos e de todos os demais religiosos” – vejam bem, todos, não escapa um. Se os religiosos são assim, essas pestes, o que dizer sobre os 80 por cento dos comentários que recebo de gente xingando a mim, à Igreja, o Papa e etc, alguns com as palavras mais chulas contidas em qualquer dicionário escatológico? Por acaso é justo eu julgar todos aqueles que não são católicos a partir dos idiotas que aparecem por aqui deixando seus excrementos?
Quantas instituições católicas existem para cuidar dos mais carentes, dos mais pobres, dos mais desvalidos? Preciso enumerá-las? Preciso lembrar ao sr. historiador que foi a Igreja Católica quem inventou o conceito de “assistência social” e aplicou-o, levando conforto e alívio ao sofrimento de tantas e tantas pessoas no decorrer de dois mil anos? Repetindo um dado que já citei aqui, 25 por cento dos doentes de AIDS no mundo são tratados em instituições católicas, ou diretamente apoiadas pela Igreja Católica, independentemente de qualquer preceito moral.
Então, a “marca registrada” dos cristãos é o “egocentrismo”, a “grosseria”, a “estupidez”, a “falta de tolerância”. O senhor chegou a essa maravilhosa descoberta lendo o meu blog?
Por acaso, você é o tolerante?
Você é o humilde?
Quer um adjetivo polido para qualificar este seu comentário? Que tal… “estúpido”?
Você é um almofadinha folgado fingindo educação, isso sim!
Vejam que interessante: na imprensa, o que mais tem é jornalista anti-católico cuspindo na Igreja, em seus dogmas, ensinamentos, práticas e no clero. Quando um católico se defende de forma contundente, dando nome aos bois, chamando idiota de idiota, estúpido de estúpido, vigarista de vigarista, aparece unzinho se sentindo incomodado! Ai, tadinho! Muito sensível, você.
Então, se alguém entra aqui no meu blog e desrespeita a minha crença, a minha fé, insulta meus sentimentos religiosos, eu devo ser delicadinho? Devo tratar com respeito a quem me falta com o respeito? Vou oferecer um chazinho pra quem vem com burrice pro meu lado? Chega um folgado aqui falando bravatas e eu devo ouvi-lo de cabeça baixa? Vou discordar civilizadamente de quem quer destruir a Igreja? Vou ser simpático com quem espinafra o ensinamento milenar da Igreja baseado apenas em senso comum?
Não vou não. Mas não vou mesmo.
Ah, a propósito, acho que por aqui ainda não sabem mas as teorias do Freud já foram todas por água abaixo perante as novas correntes acadêmicas da psicologia. Sua história é considerada mais como a de um sujeito pervertido, com obsessões sexuais por membros de sua própria familia, do que propriamente um cientísta. Mas isso não vem ao caso.
****A propósito, aqui há um problema de interpretação de texto. Ao citar Freud, entre outros psicólogos e psiquiatras, em uma discussão nos comentários sobre o post do julgamento da psicóloga Rozangela Justino, não entrei no mérito da validade de tudo aquilo que esses homens defenderam. Para quem achou que não ficou claro, é simples: não há unanimidade na psiquiatria sobre a natureza das relações homossexuais. Alguns grandes estudiosos foram unânimes em rejeitar ou pelo menos questionar a normalidade dessas relações. É sobre isso que estou falando, não estou defendendo este ou aquele pensador na totalidade de seu pensamento.
Em síntese: não apelei para um argumento de autoridade, ao afirmar que Sigmund Freud, Alfred Adler, Viktor Frankl e Carl Jung defendiam determinado ponto de vista (ao menos parcialmente). O que quis dizer é que esses quatro, que estão seguramente entre os mais importantes psiquiatras do século XX pela amplitude de seus trabalhos, têm uma argumentação que precisa ser refutada a respeito desse assunto, o homossexualismo, para que se possa afirmar que há um consenso na psicologia e na psiquiatria a respeito desse tema. E isso ainda não aconteceu.
Poranto, o comentarista aqui construiu um “boneco de palha” e destruiu-o, crente de que estava refutando qualquer coisa que eu tivesse dito. Sem perceber, desviou-se completamente do assunto, pior ainda: festejou igual criança em dia de malhação do Judas (“acho que por aqui ainda não sabem”…). Que coisa mais patética.
E outro problema é afirmar convicto que as teorias freudianas “já foram todas por água abaixo”. Isso é extremamente complicado, bastante discutível. São atitudes igualmente imprudentes exaltar ou desmerecer por completo a psicanálise e a obra de Freud. Eu não sou psicanalista, nem tenho tanta simpatia assim pelo médico austríaco. Até afirmei no texto sobre Viktor Frankl publicado aqui neste blog:
Ao contrário de Sigmund Freud, que dizia que a força motivadora do ser humano era o “princípio do prazer”, e de Alfred Adler, outro psiquiatra austríaco (autor da expressão “complexo de inferioridade”), que dizia que a “busca de superioridade” (“vontade de poder”) era o que determinava as ações dos indivíduos, Frankl afirmava sem titubear: a sua teoria, a logoterapia, “concentra-se no sentido da existência humana, bem como na busca por este sentido”. O desejo de encontrar um significado para a própria vida é o que faz a vida valer a pena. O homem é livre para escolher seu caminho e encontrar o sentido para sua existência. A vontade de sentido é o que move o ser humano.
Então, nesta questão em particular (entre outras, como a universalidade do Complexo de Édipo), Freud está superado sim. Mas mesmo Viktor Frankl era tão gentil, cavalheiro e honesto, que fazia questão de ressaltar a importância dos estudos de Freud para sua formação. Ele disse algo como “Freud era um gigante, mas eu, pequenino como sou, subi à altura de seus ombros e vi coisas que ele não conseguiu perceber”. Desculpem-me, a frase não é exatamente essa, mas o espírito do pensamento de Viktor Frankl é esse: muito do que a psicologia e a psiquiatria descobriram nos últimos cem anos deve-se ao pioneirismo de Freud. Isso não pode ser negado ou jogado fora.
Espero que publiquem este meu comentário e não façam como outros blogs de cristãos por ai que não publicam os coments quando não gostam. E, por favor, evitem os argumentos bobões como: “Ah, não vão refutar senhores doutores???!!!” Rrsrsrssr!
**** Você precisa tanto assim do seu comentário ser publicado aqui neste blog tão insignificante, mantido por um sujeito tão, de acordo com suas palavras, egocêntrico, grosseiro, estúpido e intolerante? Tá precisando de um xodó? De uma namorada? De um cafuné? Ou de um chute no traseiro pra criar vergonha na cara e deixar de ser tão arrogante, prepotente e metido a besta?
Mas se por outro lado alguém quiser entrar num imbróglio comigo, o que seria bem típico de gente como vocês, peço por gentileza que venha com cabedal. Pois eu detesto gente ignorante, não falo a toa, e tenho preparo pra isso.
**** Ah, você tá precisando consertar sapato, bolsa, casaco, por isso tá pedindo cabedal? Olha, pelo conteúdo de sua argumentação, é melhor mesmo você mudar de ramo de atividade. Consertar sapatos é algo que tem muito mais a ver com o nível intelectual que você demonstrou aqui (com todo o respeito aos sapateiros, é claro). Vem cá, com qual objetivo você quer conversar? É pra mostrar suposta erudição? A quem? Você é preconceituoso, fingido, um bocó que pensa que entende alguma coisa de psicologia mas só dá vexame em julgamentos pra lá de precipitados… Qual é a sua, rapazinho? Quem você pensa que é?
Gabriel Heinrich é historiador formado pela Unifor/CE com especialização em antropologia na Columbus university, EUA, 2006. Reside atualmente na cidade de Fortaleza onde presta serviços de consultoria para empresas privadas no setor de recursos humanos e pesquisa social.
**** Gente, ele tem especialização em antropologia lá nos Istêitis, como estou impressionado!!! Como diria o Didi Mocó: ai, que mêda!!! Atenção vendedores de cabedais, entrem em contato com o digníssimo sr. Gabriel e preparem um estoque reforçado para atendê-lo; como podem ver, ele está precisando urgentemente de boa quantidade de cabedal.
Mensagem do dia (01/08/2009)
Não deixe de perdoar os seus inimigos – nada os aborrece tanto.
Oscar Wilde.
Tava demorando, mas aconteceu: a “Senhora Boring” veio fazer sujeira aqui

Mesmo afastado do blog temporariamente, sempre dou uma olhadinha por aqui. E hoje, dentre a pilha de comentários com o mesmo bla, bla, bla de sempre (que homossexualismo não é pecado, que a Igreja Católica tá cheia de padres pedófilos, que é absurdo psicólogo ajudar uma pessoa que queira abandonar o homossexualismo….), havia alguns assinados por uma senhora já bastante conhecida em alguns blogs católicos, apelidada com propriedade pelo William (do blog Contra o Aborto) de “Senhora Boring”.
Durante muito tempo, a sra. Boring ficou empesteando o blog do Jorge com seus comentários totalmente sem noção. Trata-se de uma legítima versão feminina do Joselito, aquele personagem completamente nonsense dos impagáveis Hermes e Renato (quem não gosta que me desculpe, acho o maior barato aquele festival de bobagens inúteis). Para quem não conhece, Joselito é o personagem que simboliza muito bem a boçalidade de hoje em dia, um sujeito completamente irritante, que não tem o menor senso do ridículo e adora fazer brincadeiras sem graça e violentas, achando que está abafando para seus amigos. Em suma, é um cara totalmente “sem noção” da realidade, um sujeito com o qual é impossível conviver.
O Jorge foi bastante bonzinho com essa figurinha, permitindo que ela aprontasse um bocado por lá. Dizendo-se católica, aparece sempre cheia de discursos contra o Magistério da Igreja, recheada das falácias e interpretações mais espúrias e absurdas. Questionada ou interpelada, sempre reage subindo nos tamancos, partindo para a agressão pura e simples, tergiversando, comportando-se de maneira muito suspeita para uma pessoa mentalmente sã.
Em uma discussão, em primeiríssimo lugar você tem que acreditar na boa fé daquele com quem discute. Se uma pessoa expõe algo com o qual você discorda, é lógico, óbvio e evidente que você tem todo o direito de expor sua opinião também. Mas você antes tem a obrigação de verificar a argumentação contrária ao seu ponto de vista. É assim que funciona. Em um debate maduro, onde duas pessoas procuram juntas a verdade, elas têm o dever de estudar o que o oponente está dizendo, e dar-lhe crédito para então refletir e refutar (ou não) o que foi apresentado por ele.
A verdade não é escolhida por maioria, não é de ninguém, não é possuída por uma pessoa, apenas. E o que pode parecer estranho a cada um de nós pode ser apenas fruto de nossa própria ignorância a respeito do assunto.
Este é o ponto: para discutir, ter certeza do que se está discutindo; saber o que pensa a respeito e procurar saber sobre o que o outro pensa sobre esse mesmo assunto. Refletir: “E se meu oponente estiver certo e eu estiver errado? Sei o suficiente sobre esse assunto para expressar uma opinião séria ou o que vou dizer apenas resume minha vaidade? Tenho humildade para reconhecer a possibilidade de estar errado? Tenho ciência das informações necessárias para sustentar meu ponto de vista ou o que digo se baseia em ‘achismos’ – mero senso comum?”
Quando vejo que um comentário aqui no blog não atende a essas “qualificações”, quando percebo que alguém apareceu por aqui não para discutir amigavelmente, mas sim para esculhambar, tumultuar, dar faniquitos, apenas para expressar sua revolta adolescente contra Deus, as religiões, a Igreja, o padre e o bispo e não sei mais quem (ai, ai, ai…), eu nem termino de ler o comentário: já aperto o botão mágico do “excluir”.
Já disse aqui uma vez e repito: quem quiser conversar será sempre bem vindo, independentemente da opinião que defender. Quem vier para criar confusão, para “expressar opinião”, para amolar… Não tem papo, é lixeira. Hoje mesmo, já foram uns 20 comentários pro beleléu. Alguns, serão respondidos depois, assim que eu tiver tempo. E não serão respostas delicadas, já estou avisando.
Quanto à sra. Boring, já teve aqui em JORNADA CRISTÃ a publicidade que não merece. Não terá nenhum comentário aqui publicado, não terá nenhuma resposta, não haverá nenhuma menção a seu respeito de agora em diante. Eu até cheguei a pensar que se tratava de uma pessoa de má índole, mas agora acho que o caso dela é para psiquiatras. Seus devaneios infantis, suas disquisições fora da realidade, sua enorme dificuldade em interpretar um texto até mais simples me parecem sintomas de um problema psicopatológico mais sério. Seus chiliques recorrentes são ridículos, sua mania de perseguição é constrangedora, sua revolta juvenil é boçal. Em síntese, é claro que seus comentários são dispensáveis, sua postura é inconveniente, ela não tem nada o que acrescentar por aqui.
Portanto, sra. Boring, não perca seu precioso tempo escrevendo para JORNADA CRISTÃ. Seus comentários serão sumariamente excluídos. E pode bater o pezinho, se dizer perseguida por fanáticos religiosos, intolerantes, que você é “católica” e seus “inimigos”, aqueles que defendem o Magistério da Igreja, são “fascistas”, pode fazer o seu teatro – bem longe daqui, é claro. A sra. é uma péssima atriz, provavelmente precisa de acompanhamento psicológico sério – além de ser um bocado chata.
Mensagem do dia (31/07/2009)
O amor deve consistir mais em obras que em palavras.
Santo Inácio de Loyola.
Mensagem do dia (30/07/2009)
Quando te sorriem prosperidade mundana e prazeres, não te deixes encantar; não te apegues a eles; brandamente entram em nós, mas quando os temos dentro de nós, nos mordem como serpentes.
Santo Antônio de Pádua.
Mensagem do dia (29/07/2009)
O inferno é não se amar mais. Enquanto estamos vivos, podemos nos iludir, acreditar que amamos por nossas próprias forças, que amamos sem Deus. Mas nos assemelhamos aos loucos, que estendem os braços para o reflexo da lua na água…
Georges Bernanos.
Mensagem do dia (28/07/2009)
Somos o resultado de muitos esforços, que não são nossos.
Padre Georges Chevrot.
Mensagem do dia (27/07/2009)
A natureza é a arte de Deus.
Dante Alighieri.
Mensagem do dia (26/07/2009)
O homem começou a própria desumanização quando separou o sexo do amor.
Nelson Rodrigues.
Psicóloga Rozangela Justino no Fantástico, da Rede Globo – manifeste seu apoio no abaixo-assinado
A psicóloga Rozangela Justino, que comete o terrível crime de ajudar pessoas que voluntariamente queiram deixar de praticar relações homossexuais, está para ser julgada no próximo dia 31 pelo Conselho Federal de Psicologia, e corre o risco de perder seu registro profissional.
Amanhã, 26 de julho, será exibida uma entrevista no programa “Fantástico” com Rozangela Justino. Em seu blog, a psicóloga comenta sobre a matéria, onde também será entrevistado Joide Miranda, que abandonou a sua antiga vida como travesti e agora é pregador evangélico – ele tem um blog onde conta toda sua história.
Participe do abaixo-assinado em apoio a Rozangela Justino. Clique aqui e se manifeste em favor da liberdade de expressão, direito este previsto na Constituição Federal.
Mensagem do dia (25/07/2009)
Em toda parte, uma grande alegria é precedida por um grande sofrimento.
Santo Agostinho.
Mensagem do dia (24/07/2009)
A felicidade é o bem próprio dos seres humanos. Os animais só podem ser chamados felizes por um mau uso da linguagem.
São Tomás de Aquino.
Atenção! Mediação de comentários suspensa!
Eita, tem um bocadinho de gente aqui querendo me dar pancada, é? Venham, façam fila… Mas aguardem, viu? Estou na reta final de minha dissertação e vocês vão ter que esperar. Tem gente aqui doida pra levar umas palmadinhas, re re re… Podem deixar, já guardei aqui alguns comentários bastante interessantes, assim que for possível terão respostinhas adequadas.
Neste meio tempo, vou ali pedir o porrete do Fred Flintstone emprestado…
Mensagem do dia (23/07/2009)
Para mim, o maior dos suplícios seria estar sozinho no Paraíso.
Goethe.
Mensagem do dia (22/07/2009)
Se encontrares um caminho sem obstáculos, pensa que talvez não te leve a nenhum lugar.
Anônimo.
Mensagem do dia (21/07/2009)
Aquele que abandona quem o criou e se apega ao nada de que foi criado se obscurece e se aniquila.
Santo Agostinho.
Mensagem do dia (20/07/2009)
Não pode haver real amizade entre os que, antes de tudo, não têm fé nos mesmos valores.
Louis Lavelle.
Mensagem do dia (19/07/2009)
Deus sussura a nós na saúde e prosperidade, mas, sendo maus ouvintes, deixamos de ouvir a voz de Deus. Então Ele gira o botão do amplificador por meio do sofrimento. Aí ouvimos o ribombar de Sua voz.
C. S. Lewis.
Perseguição aos cristãos: FIFA quer proibir manifestações religiosas no Mundial de 2010
Responsável pela Fundação João Paulo II para o Desporto lamenta afirmações do presidente da Federação Internacional de Futebol

O presidente da Fundação João Paulo II para o Desporto, Edio Costantini, lamentou as afirmações do presidente da FIFA, Joseph Blatter, que quer proibir as manifestações religiosas por parte de jogadores de futebol durante o próximo Campeonato do Mundo de Futebol.
Depois de o Brasil ter vencido no mês passado a Taça das Confederações, derrotando na final os EUA por 3-2, Blatter condenou a manifestação dos jogadores brasileiros, que se abraçaram e rezaram dentro do campo. “A expressão de fervor religioso dos brasileiros durou tempo demais”, disse Blatter, afirmando que esse tipo de gestos cria “confusão entre a religião e o desporto”.
A Federação Dinamarquesa de Futebol também não gostou da exteriorização dos jogadores brasileiros, tendo-se queixado à FIFA. Na resposta, Blatter prometeu proibir esse género de manifestações para o Campeonato do Mundo de 2010, que será realizado na África do Sul. Já em 2002 o presidente da FIFA se tinha queixado da manifestação religiosa da equipa brasileira, ao conquistar o seu quinto Mundial.
Costantini criticou a posição de Blatter: “É um erro depurar o desporto dos valores éticos que a fé cristã defende há séculos”, acrescentando que essas virtudes são essenciais para “restituir ao desporto o significado autêntico que a violência, o doping, o racismo e o dinheiro ameaçam destruir”.
O antigo jogador brasileiro Pelé, que venceu três campeonatos do mundo pelo seu país, também expressou o seu desapontamento pelas palavras do presidente da FIFA, alertando para o perigo de o futebol se tornar num jogo em que a principal preocupação dos atletas é o dinheiro que vão ganhar.
As críticas às manifestações religiosas durante as partidas de futebol não se dirigem apenas aos jogadores. O treinador do Inter de Milão, José Mourinho, foi acusado de ser supersticioso, depois de ter beijado o crucifixo no seguimento de um golo marcado pela sua equipa, em Outubro do ano passado. “Não sou supersticioso, mas católico”, respondeu na altura o técnico português.
Fonte: Agência Ecclesia.
Palestra da Dra. Lenise Garcia sobre anencefalia
Apresentação didática e acessível elaborada pela Drª em Microbiologia, Lenise Garcia, sobre a Anencefalia. A professora da Universidade de Brasília esclarece pontos, poucas vezes abordados, demonstrando que a anencefalia não diminui a humanidade e a dignidade do ser humano em gestação que a possui.
O vídeo, de autoria do grupo “Vida para Todos”, está dividido em quatro partes. Abaixo, a primeira:
httpv://www.youtube.com/watch?v=WnTeZbi8QzA
Mensagem do dia (18/07/2009)
A paz na terra, anseio profundo de todos os homens de todos os tempos, não se pode estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem instituída por Deus.
Beato João XXIII (Papa).
Perseguição aos cristãos: atentado contra Igreja na Espanha quase causa tragédia
No teto da nova Igreja de Santa Genoveva, na cidade espanhola de Majadahonda, situada na área metropolitana da capital Madri, no domingo próximo passado, desconhecidos colocaram sete artefatos incendiários, que não causaram uma tragédia por terem sido percebidos a tempo pelo pároco.
Um forte odor de gasolina percebido pelo padre David Benítez Alonso após a celebração da missa das 11:30 da manhã evitou uma tragédia. Abaixo, parte de seu relato:
Graças a Deus, nada aconteceu. Mas o fato é que foram colocados na Igreja sete artefatos incendiários de fabricação caseira com o propósito de queimar o templo, ou parte dele, pelo menos. O Senhor, a Virgem e Santa Genoveva não o consentiram, mas o fato é que esses artefatos estavam ali. É triste ver e perceber tal fato em nossos dias.
Na missa seguinte, às 13 horas, celebrou-se uma missa “emocionante”, segundo o relato do pároco, “pedindo também a todos os que não nos querem bem quando tivemos que deixar a casa do Senhor por motivos de segurança”. E acrescentou:
Quero dar graças a todos pelo apoio, aqui é onde uma pessoa comprova que a Igreja de Santa Genoveva é de todos e somos todos. E quero encorajá-los a continuarem fazendo parte da mesma, sem nenhum tipo de medo. Que ninguém se sinta intimidado, porque o triunfo deve ser de Cristo e não dos violentos. Nunca em Majadahonda havia acontecido isso, alguma coisa boa estamos fazendo quando outras pessoas não sabem expressar seu mal-estar a não ser intimidando.
Trata-se de uma aventura mais a contar, porque graças a Deus e a Santa Genoveva nada aconteceu, não poderia acontecer e não vai acontecer com essa proteção. Embora o mal não descanse, nós seguimos adiante, fiéis a Jesus Cristo. Ladram, visto que cavalgamos.
Fonte: HazteOir.org. Tradução e adaptação de Matheus Cajaíba. Para ler o texto completo em espanhol, clique aqui.
Mensagem do dia (17/07/2009)
Cristo é o modelo supremo dos penitentes. Quis sofrer, não pelos Seus pecados, mas pelos dos outros.
Papa Paulo VI.
Mensagem do dia (16/07/2009)
A mentira roda meio mundo antes da verdade ter tido tempo de colocar as calças.
Winston Churchill.
Mensagem do dia (15/07/2009)
Não basta a leitura sem a unção, não basta a especulação sem a devoção, não basta a pesquisa sem maravilhar-se; não basta a circunspeção sem o júbilo, o trabalho sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça.
São Boaventura.
Mensagem do dia (14/07/2009)
Mas que posso eu dizer ou prometer a meu Senhor, visto não ter mais capacidades para além das que Ele próprio me deu?
São Patrício.
Enquanto alguns saboreiam o banquete, outros chafurdam na lama
Ah, não publicar o nome do comentarista é covardia, é? Então te satisfaço:
Paulo Macedo
IP 200.195.64.138
Enviado em 13/07/2009 às 18:37Parabéns a Dawkins e a pessoa que fez o comentário que tanto irritou nosso “amigo” que covardemente deixou de citar o autor. O fato de ter ficado tão bravinho só demonstra que a crítica acertou no alvo e incomodou. E quando incomodamos tipinhos como esse, é um bom sinal!
Não citei o autor do comentário que deu origem ao post anterior por questão de caridade. A intenção é sempre denunciar o erro, em primeiro lugar. Mas já que você parece estar me pedindo isso, respondo-lhe diretamente e publico seu nome aqui, se isso te deixa satisfeito. A filosofia cristã diz: amar quem está pecando, odiar o pecado. Mas você, que se comporta como se tivesse vindo da mesma pocilga, da mesma imundice que seu companheiro, o que veio fuçar aqui? Veio tentar me irritar também? Você acha que tipinhos como você e seu coleguinha me irritam? Não, de forma alguma. Na realidade, incitam minha compaixão, porque vocês se recusam a saborear o banquete da vida, comendo lavagem para os porcos e se deliciando no meio da própria miséria espiritual (e intelectual). Por que você acha que é capaz de me irritar? Ora, se há algo para eu sentir a seu respeito é justamente compaixão e amor, porque se você não se converter, certamente irá para o inferno – assim como todos os pecadores que se recusarem conscientemente a abandonar o pecado. Se tenho algo a temer a seu respeito, é justamente a possibilidade de você não se salvar. Tenho a obrigação moral de rezar por você, da mesma forma que convido a todos os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo para que rezem também por você e por seu amigo raivoso. Vou rezar para que vocês dois saiam dessa lama, que é o ateísmo militante, abandonem a pocilga do pecado onde se encontram atualmente presos e se convertam à Igreja de Jesus Cristo.
E do fundo do meu coração, posso dizer com absoluta tranqüilidade: eu não gostaria de saber que você, ou que qualquer outra pessoa nesse mundo, tenha decidido se fechar para sempre ao amor de Deus, escolhendo o caminho da perdição eterna, condenando-se ao inferno para todo o sempre.
Acha que só por ser assim tão desprezível para consigo mesmo consegue sê-lo para com os outros? O que é mais desprezível para si mesmo que recusar o amor de Deus? Ainda há tempo para conhecer a verdade e se aproximar dela, rapaz. Você é muito amado por Deus, e se recusa a aceitar esse amor. Por que acha que me incomodaria com seus comentários tão bobocas, tão fugazes, típicos de criança mimada que se sente ofendida por pouco? Você é que deveria se sentir incomodado com sua solidão de ateu. Acha prazeirosa essa dor da finitude que está latejando sem parar em seu peito? Já imaginou carregar essa dor eternamente?
E ainda acha que estou incomodado com você? Como vocês são infantis… Vocês, tão inteligentes, racionais, seguem a Dawkins sem pestanejar, questionar, duvidar… E os religiosos é que são obscurantistas! Que tolinho… Vocês seguem um ídolo de barro a guiá-los para o inferno, e como estão alegres com isso! O Flautista de Hamelin a tocar e vocês seguindo, felizes… Ah, você tem razão: isso sim, me incomoda. Enquanto há um banquete à disposição, onde o alimento é o mais saboroso, farto, pessoas como você, que foram convidadas, recusam-se a comparecer, insultam Aquele que as convidou e chafurdam na lama, comendo lavagem e portando-se como porcas… Isso sim, me incomoda! Isso sim, me entristece! Que horror!
Por fim: seu companheiro de trevas conseguiu argumentar contra o texto “Richard Dawkins ou da puerilidade científica”? Não. E você, ao parabenizá-lo (?), disse basicamente as mesmas coisas que ele disse, de forma mais polida para disfarçar a própria empáfia. E fez isso, porque sabe que não consegue dizer um “a” sobre as objeções que foram feitas a Dawkins nesses dois artigos.
E, convenhamos: acha que me incomoda com seu fanatismo ateu?
Conta agora a do papagaio, vai…
Um exemplar entre os discípulos de Dawkins está grunhindo! Que gracinha!
Parabéns Richard Dawkins! O inimigo mortal dos babacas, trouxas e covardes teístas! Babam de raiva porque ele demonstra de forma racional e culta o absurdo na crença dessa farsa chamada Deus!
Por absoluta falta de tempo, eu ainda não havia escrito por aqui sobre ateísmo militante. Claro, há que se fazer uma diferenciação entre ateus e o ateísmo militante. A fé é um mistério; a ausência de fé, também o é. Tenho enorme respeito pela experiência individual de cada pessoa, e acredito que todos devemos ser compreensivos a esse respeito. Ninguém pode se considerar superior ou inferior a outrem em virtude de sua crença… ou da ausência dela. Não acreditar em Deus não é sinônimo, necessariamente, de indiferença para com o próximo ou de desinteresse para com as questões metafísicas. Isso pode acontecer em virtude de uma série de fatores.
Mas o ateísmo militante é uma aberração que tenta “sistematizar” um sistema de “não-crenças”, que por si só não possuem uma fundamentação comum. E é impressionante como o discurso é o mesmo, o da arrogância, prepotência, empáfia, que no fundo revelam um claro, óbvio, evidente complexo de inferioridade. Afinal de contas, se fossem tão superiores assim àqueles que acreditam em Deus, não precisariam de tanta publicidade para convencerem os outros… da própria inteligência e racionalidade: provariam isso refutando e debatendo. Na realidade, estão inconscientemente querendo convencer a si mesmos de sua pretensa superioridade intelectual, por se autoproclamarem “racionais” e “cultos”, como se todos os crentes do mundo fossem automaticamente “irracionais” e “incultos”.
É claro que o ridículo dessa gente ultrapassa todos os limites do bom senso e a atenção desmedida que recebem por parte da mídia só pode ser explicada pela total irracionalidade que tomou conta da cultura ocidental nas últimas décadas. Uma coisa é um ateu questionar a existência de Deus, tecer críticas, exigir esclarecimentos. Outra coisa, bastante diferente, é logo de saída rebaixar seus oponentes na discussão – coisa que Dawkins e sua laia fazem com bastante freqüência.
O comentário acima ilustra muito bem como funciona (ou não funciona…) o cérebro de um miltante ateísta. Como já dizia Chesterton, quando a pessoa deixa de acreditar em Deus, passa a acreditar em qualquer tolice. O mané aí apenas trocou a adoração a Deus pela adoração a um idiota como Dawkins.
A partir daí, rebaixa aqueles que pensam de outra forma: taxa-os de “babacas, trouxas e covardes teístas”. O nível de indigência intelectual do sujeito é tão alarmante, que coloca num mesmo balaio todos aqueles que crêem na existência de Deus ou do transcendente, como se tudo fosse a mesma coisa. Pode até ser sim, mas para pessoas completamente tomadas pelo ateísmo fanático.
O mais patético é o raivoso aí dizer que os “teístas” (???) é que “babam de raiva”. Ora, insultar de forma gratuita o adversário com tais termos utilizados no comentário é o quê? Para uma mentalidade tão inculta e primitiva, deve fazer parte de suas regras de etiqueta. Claro, claro, os outros é que babam de raiva. Esse aí é um gentleman. Bem, quem sabe lá na pocilga de onde veio ele realmente o seja…
Dawkins é uma farsa. Ele não demonstra nada, não sabe e nem quer saber o que seja a diferença entre imanência e transcendência. Obviamente, também não dá para esperar isso de alguém que lambe seus sapatos. Dawkins não tem cultura nenhuma para analisar e refutar argumentos filosóficos. Pode ser que no seu campo de conhecimento, Dawkins tenha sua relevância e méritos; mas nesse debate, sobre a existência ou não de Deus, o que faz é apenas aparecer e seduzir tietes descerebradas, pois seus conhecimentos a respeito são ridículos.
O grau de incultura de Dawkins pode ser medido em artigo publicado na Folha de São Paulo (sempre ela…) de 25/08/2007. Vejam como se inicia o texto:
A América, fundada em meio ao secularismo como farol do iluminismo do século 18, está se tornando vítima da política religiosa –uma circunstância que teria chocado seus fundadores.
Não pretendo analisar o artigo em sua totalidade aqui neste post, mas apenas sua frase inicial, que já é suficiente para demoli-lo por inteiro. E por quê? Ora, Dawkins está partindo do pressuposto que os Estados Unidos foram fundados como nação “laica” e que isso quer dizer que a religião não teve papel relevante na origem do estado americano. E a partir desta “constatação”, profere absurdos tais como os religiosos atribuírem “mais valor a células embrionárias que a pessoas adultas” ou então comparar a direita religiosa norte-americana ao Talebã – quantos atentados os militantes conservadores praticaram, mesmo? Para a mentalidade “pogreçista” de Dawkins, estado laico é aquele que exclui a religião dos debates públicos, ou seja, todos os pontos de vista são lícitos, menos os que tenham alguma fundamentação religiosa. Os Estados Unidos, garante Dawkins, foram fundados “em meio ao secularismo”, portanto sempre mantiveram a religião afastada dos debates políticos, e isso expresso pelos próprios “Founding fathers”. E aí está seu erro abismal.
Dawkins não sabe a diferença entre a tradição iluminista inglesa, inspiração para a independência norte-americana e para a fundação do país, e a tradição iluminista francesa, de onde brotou a revolução francesa. A primeira jamais negou as raízes cristãs da civilização ocidental e da própria Inglaterra. O iluminismo francês, de Voltaire, Diderot e companhia, é que é anticlerical e “secularista” no sentido de excluir a religião da política até o último fio de cabelo. A fundamentação da declaração de independência e da constituição dos Estados Unidos é claramente bíblica, conforme demonstrado por Benjamin F. Morris no livro The Christian Life and Character of the Civil Institutions of the United States. Claro que Dawkins não leu esse livro para refutá-lo, porque ele é o tipo do sujeito que só lê o que lhe convém.
Este, portanto, é um pequeno mas significativo exemplo da má fé do cara, que parte de um pressuposto completamente equivocado para, a partir disso, desenvolver seu “raciocínio”. Este é o ídolo cultuado pelo comentarista aí de cima, que chama a Deus de “farsa”. Deve ser efeito de alguma coisa que botaram na lavagem dele, coitadinho.
Para encerrar este post, uma citação de Chesterton…
Doutrinas espirituais na verdade não limitam a mente como fazem as negações materialistas. Mesmo que eu creia em imortalidade eu posso não pensar sobre isso. Mas se eu descreio na imortalidade eu devo não pensar nisso.
No primeiro caso, a estrada está aberta e eu sigo por ela até onde eu desejar; no segundo caso, a estrada está fechada.
… e link para textos de Olavo de Carvalho a respeito:
Mensagem do dia (13/07/2009)
Amar é sentir na felicidade do outro a própria felicidade.
Leibniz.
Richard Dawkins ou da puerilidade científica
Por Tibiriçá Ramaglio.
Não tenho a menor simpatia por eventos literários como a Flip, a Feira Literária de Parati. Considero que eventos como esses são perfeitamente análogos ao Salão do Automóvel, embora não se possa estabelecer uma sólida analogia entre romances e automóveis, contos e motocicletas, mesmo que todos eles sejam meios de transporte.
Porém, se sou contrário à Flip em teoria, sou ainda mais contrário na prática, na medida em que um evento como esse, num país como o nosso, acaba fatalmente se transformando numa celebração da corriola. – Que corriola?, quer saber o leitor. Ora, aquela mesma que se celebra cotidianamente, ainda que para isso não seja necessário realizar nenhum evento especial.
Alguém tinha dúvida de que, depois de ter lançado seu medíocre romance no começo deste ano, Chico Buarque dominaria a cena da Flip realizada no meio desse mesmo ano? É o mesmo que duvidar que o casamento de Gisele Bundchen tenha se transformado na capa da revista Caras na semana subseqüente a sua celebração.
Enfim, no que me toca, um evento como a Flip está destinado a ser algo que só pode estar aquém do que se projetou que fosse, devido a um vício originário no próprio projeto de um evento desse tipo. O resultado, por conseguinte, será sempre uma celebração de celebridades midiáticas e uma efeméride voltada para os aspectos efêmeros e superficiais da literatura, se tanto.
Mas a Flip deste ano conta com um elemento que transforma a minha indiferença em clara antipatia pelo evento: a presença de Richard Dawkins, o arauto do ateísmo. Ao meu ver, Dawkins é, antes de mais nada, um traidor da teoria de Darwin, que ele proclama como tese, quando, para ter cientificidade, ela não pode deixar de ser hipótese, pois a certeza científica, por definição, não pode ser definitiva.
O grau de certeza com que Dawkins apregoa a inexistência de Deus é puramente midiático. Só nas manchetes dos jornais e nas chamadas da propaganda se têm certezas tão peremptórias. Mas se isso não bastasse para demonstrar a presença de espetacularidade e a falta de cientificidade do pensamento dawkinsiano, eis uma foto do demiurgo publicada da revista Veja desta semana, em que Dawkins se encontra na porta de um ônibus londrino, que ostenta o seguinte cartaz publicitário: “There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life.” (Deus provavelmente não existe. Portanto, pare de se preocupar e aproveite a vida.)
Deixemos de lado o fato de Dawkins se comprazer em posar como garoto propaganda da causa ateísta e vamos pôr em foco somente a proposta feita pelo texto do cartazete, para não nos estendermos demais. Sinceramente, eu até acho bacaninha a tentativa de trazer uma discussão metafísica desse calibre para os meios de comunicação de massa, mas infelizmente a massa não tem se mostrado o fórum mais adequado para a solução de problemas dessa natureza.
Começo, então, pelo “probably”, lembrando que as probabilidades, tais quais a calculou Pascal ao formular sua aposta, são de 50%, o que já deveria invalidar a proposta como um todo. Supondo que não a invalide, por que eu deveria deixar de me preocupar? Lamento, mas me parece que minha preocupação, nesse caso, faz parte integrante da minha possibilidade de aproveitar realmente a vida como o que sou: um homem.
Se me tirarem o prazer de especular sobre a existência de um Criador, estão me tirando em sua totalidade a minha faculdade de refletir. Afinal, se não devo me preocupar com as minhas origens, também não devo me preocupar com o meu fim e já não importa, então, quem eu sou ou o que faço aqui, como também não contam a minha história pessoal e a história nacional e universal em que ela se insere.
A natureza do “aproveitar” que se encontra nessa proposta é completamente alienante, ou antes é a de um aproveitamento exclusivo do presente, do aqui e do agora, típico do discurso publicitário, que visa apenas a atiçar a impulsividade animal do consumidor: “este é o momento, que gostoso que é!” ou ainda “isto é que é, Coca-cola!”.
Trata-se de um aproveitar instintivo e animalesco, como o que todos os animais aproveitariam, mas que efetivamente não aproveitam, pois se trata de um aproveitar uma vida que, supostamente, seria feita só de prazeres, não fosse ela perturbada pela dor (entre as quais a proposta inclui a existência de Deus). Em resumo, trata-se de uma proposta cujo apelo não passa de pueril. De um apelo a aproveitar a vida na Terra do Nunca. Será que uma proposta assim pode mesmo ser feita por alguém que se pretende um cientista?
Fonte: Observatório de Piratininga.
Caso da menina brasileira não muda ensinamento católico sobre aborto
Esclarecimento da Congregação para a Doutrina da Fé
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 10 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Após as polêmicas surgidas sobre um artigo publicado no jornal vaticano pelo arcebispo presidente da Academia Pontifícia para a Vida sobre a menina brasileira que foi submetida ao aborto de gêmeos, a Santa Sé confirma que a doutrina da Igreja não mudou.
Explica-o um “Esclarecimento” publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé, na edição diária de 11 de julho de L’Osservatore Romano, como o próprio documento explica, em resposta a “várias cartas, inclusive da parte de altas personalidades da vida política e eclesial, que informaram sobre a confusão que se criou em vários países, sobretudo na América Latina”.
“A Congregação para a Doutrina da Fé confirma que a doutrina da Igreja sobre o aborto provocado não mudou nem pode mudar”, sublinha o “Esclarecimento”.
O documento se refere ao artigo publicado pelo L’Osservatore Romano no dia 15 de março de 2009, com o título “A favor da menina brasileira”, no qual o arcebispo Rino Fisichella, presidente da Academia Pontifícia para a Vida, analisava o caso da menina que, aos 9 anos, foi estuprada repetidamente pelo seu jovem padrasto, ficando grávida de gêmeos e que depois foi obrigada a abortar no quarto mês de gestação.
No artigo, Dom Fisichella confirmava que “o aborto provocado sempre foi condenado pela lei moral”.
Pois bem, em resposta às crônicas publicadas pelos jornais, o arcebispo considerava que, segundo seu parecer, não era adequado que o bispo do lugar anunciasse de maneira tão pública e rápida a excomunhão – “algo que se aplica de maneira automática”, esclarecia – dos envolvidos, pois desta forma não se ajuda a mostrar o rosto materno da Igreja.
O “Esclarecimento” vaticano informa que, como foi possível saber depois, a menina “tinha sido acompanhada com toda delicadeza pastoral, em particular pelo então arcebispo de Olinda e Recife, sua excelência Dom José Cardoso Sobrinho”.
O próprio Dom Fisichella, em declarações posteriores à mídia, havia esclarecido que, antes de escrever o artigo, dada a urgência de responder rapidamente à enorme polêmica que havia sido suscitada, não tinha podido falar com Dom Cardoso Sobrinho, motivo pelo qual não estava informado deste fato.
O documento da Congregação para a Doutrina da Fé, cujo presidente é o cardeal americano Willian Levada, não entra nos detalhes concretos deste caso, mas se limita a ilustrar os textos de referência do magistério da Igreja sobre o aborto, em particular os números 2270-2272 do Catecismo da Igreja Católica.
O texto cita também várias passagens da encíclica Evangelium vitae, assinada por João Paulo II no dia 25 de março de 1995, em particular o número 58, no qual se esclarece que o aborto provocado nunca pode ser justificado, ainda que aconteça em “situações difíceis e complexas”, seja para o bebê ou para a mãe.
No que se refere ao problema de determinados tratamentos médicos para preservar a saúde da mãe, o texto esclarece que “é necessário distinguir bem entre dois fatos diferentes: por um lado, uma intervenção que diretamente provoca a morte do feto, chamada em ocasiões de maneira inapropriada de aborto ‘terapêutico’, que nunca pode ser lícito, pois constitui o assassinato direto de um ser humano inocente”.
Algo totalmente diferente, continua indicando o “Esclarecimento”, é “uma intervenção não-abortiva em si mesma, que pode ter, como consequência colateral, a morte do filho”.
Para explicar este ensinamento da Igreja, a nota cita um famoso discurso de Pio XII, de 27 de novembro de 1951, no qual afirma: “Se, por exemplo, a salvação da vida da futura mãe, independentemente de seu estado de gravidez, requerer urgentemente uma intervenção cirúrgica, ou outro tratamento terapêutico, que teria como consequência acessória, de nenhum nenhum modo querida nem pretendida, mas inevitável, a morte do feto, um ato assim já não se poderia considerar um atentado direto contra a vida inocente”.
“Nestas condições, a operação poderia ser considerada lícita, igualmente a outras intervenções médicas similares, sempre que se trate de um bem de elevado valor –como é a vida– e que não seja possível postergá-la após o nascimento do filho, nem recorrer a outro remédio eficaz”, dizia o Papa Eugenio Pacelli nesse discurso.
No que se refere ao papel dos médicos nestes casos, o documento lhes recorda, com a Evangelium vitae (n. 89), “a intrínseca e imprescindível dimensão ética da profissão clínica, como já reconhecia o antigo e sempre actual juramento de Hipócrates, segundo o qual é pedido a cada médico que se comprometa no respeito absoluto da vida humana e da sua sacralidade”.
O documento vaticano não entra em detalhes sobre a aplicação automática da excomunhão no caso do aborto.
Fonte: Zenit.
Mensagem do dia (12/07/2009)
O Senhor envia os Seus discípulos a pregar dois a dois para nos sugerir, sem o dizer, que aquele que não tem caridade para com outrem não deve de modo nenhum dedicar-se ao ministério da pregação.
São Gregório Magno (Papa).
Mensagem do dia (11/07/2009)
Santa Cruz do Santo Pai Bento
A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o Dragão meu guia
Retira-te Satanás
Nunca me aconselhes coisas vãs
É mal o que tu me ofereces
Bebe tu mesmo do teu veneno.Oração de São Bento.
Ping-pong com mais um palpiteiro de plantão
Cacetada, quem deixou a porta da estrebaria aberta?
Não vi o post cujo rapaz tão repudiado neste comentou, mas se o dono do blog é formado em história tudo isso descrito acima soa como sendo de um autor que também não conhece muita coisa.
Oba! Tem alguém aqui que sabe mais do que eu! Já chegou botando banca, de que sou o tipo do cara que “também não conhece muita coisa”. Que ótimo, adoro aprender coisas novas. Ele está se referindo ao post imediatamente abaixo, em que respondo a um rapaz que veio aqui me amolar. Vamos ver então o que o valentão tem pra me ensinar.
A palavra de Deus pode até não mudar, mas dizer que ele deixou um livro prontinho aqui no mundo com toda a sua verdade é hilário, foi afirmado também que o antigo testamento não serve de base pois seus escritores tiveram o pano de fundo de suas sociedades, é lógico que os que escreveram os livros que mais tarde foram escolhidos e modificados pela igreja para formar o novo testamento também tiveram seu pano de fundo inclusos nos mesmos, ou seja sua fundamentação é muito falha e sem complemente histórico, por mais que tivesse sido reunido exatamente os livros com inspiração divina porque eles foram modificados por monges copistas por exemplo.
Hum… Que ducha de água fria. Pensei que o começo do texto, cheio de empáfia, anunciaria uma argumentação clara, elegante e direta contra o que escrevi. Mas olha que coisa linda: antes de mais nada, o erudito aí não sabe que não é recomendável escrever períodos muito longos, tornando a frase interminável? Que coisa chata de se ler, hein! Ah, tá bem, é um comentário em um blog, às vezes o cara estava com pressa. Vá lá. Se a forma é terrível, vamos ver se o conteúdo se salva…
A palavra de Deus pode até não mudar, mas dizer que ele deixou um livro prontinho aqui no mundo com toda a sua verdade é hilário…
Ih. Pronto. Ele acha hilária a própria ignorância. Quem falou que toda a verdade está contida na Bíblia? Quem fala isso são os senhores protestantes, vai discutir com eles. Olha, se você não sabe a diferença entre católicos e protestantes (ou evangélicos), entre uma alfafa e um exemplar do Catecismo da Igreja Católica, as coisas vão ficar difíceis por aqui… Bem, você é ao menos alfabetizado, embora sua redação não seja lá grandes coisas.
Para a Igreja Católica, a Verdade está contida na Bíblia, no Magistério (a interpretação das escrituras e os ensinamentos da Igreja determinados nos Concílios e nos pronunciamentos papais Ex-cathedra) e na Tradição Oral da Igreja. Exemplo: a Bíblia não nos revela a Imaculada Conceição de Maria, isso a Igreja Católica ensina através da assistência do Espírito Santo, que auxilia a Igreja na interpretação da Revelação. Foram realizados até hoje 22 Concílios Ecumênicos (contando com o de Jerusalém), e alguns deles trataram de questões não explicitadas na Bíblia, como por exemplo o dogma da Santíssima Trindade.
…foi afirmado também que o antigo testamento não serve de base pois seus escritores tiveram o pano de fundo de suas sociedades, é lógico que os que escreveram os livros que mais tarde foram escolhidos e modificados pela igreja para formar o novo testamento também tiveram seu pano de fundo inclusos nos mesmos, ou seja sua fundamentação é muito falha e sem complemente histórico, por mais que tivesse sido reunido exatamente os livros com inspiração divina porque eles foram modificados por monges copistas por exemplo.
Ugh. Deixa eu tentar traduzir isso aqui. Ele diz que “foi afirmado também que o antigo testamento não serve de base pois seus escritores tiveram o pano de fundo de suas sociedades”. Base pra quê? Bem, vamos tentar adivinhar. Presumindo que o sujeito aí tentou dizer “servir de base às leis morais, imutáveis”, onde é que afirmei que o Antigo Testamento não serviria de base por ter sido escrito em determinado contexto histórico, se eu estou citando os Dez Mandamentos como exemplo, e Deus revela os Dez Mandamentos a Moisés no Livro do Êxodo, que fica no… Antigo Testamento? Confira Êxodo, capítulo 20. Podemos verificar que, além de não saber redigir, o anarfa aí também não é capaz de interpretar um texto.
O resto da frase eu sinceramente não entendi direito, deve ter sido escrito num idioma inacessível para os pobres mortais ignorantes como eu, só os gênios conseguem extrair a sabedoria contida nesses versos. O que deu pra entender foi que o vagabundo aí repetiu o que os seus parentes de quatro patas urram vez ou outra: que os textos bíblicos foram modificados, alterados “por monges copistas”. Chuck Norris, me ajuda!
Eu ouço essa mesma lorota desde que comecei a estudar o assunto, há quase vinte anos. E depois, ainda tem gente que vem e me diz “ai, como você é agressivo, como você é violento…” Mas é claro que tem que partir para a ignorância, porque só o porrete verbal é capaz de impor respeito contra gente desse tipo. Eu desafio que me mostrem as provas: provem que a Bíblia foi adulterada. Provem que a Igreja manipulou textos bíblicos, tirando e acrescentando “o que fosse de seu interesse”. A maior prova de autenticidade da Bíblia são os manuscritos antigos, exatamente iguais aos textos bíblicos que temos em nossos dias, encontrando-se neles apenas diferenças ocasionais de tradução. São milhares de cópias, e todas são semelhantes no conteúdo, sem interpolações, adulterações ou inserções. Alguns desses manuscritos completos datam de mil e seiscentos anos, época anterior aos monges copistas da Idade Média que, segundo as lendas disseminadas pelos experts no assunto, fizeram um mutirão e trocaram o conteúdo de todos os textos bíblicos existentes naquele tempo em toda a Europa (não sobrou nenhum inteiro, todos os exemplares da Bíblia foram alterados, que coisa!), modificando o livro sagrado de comum acordo, agindo conforme o interesse da Igreja, que era o de enganar todo mundo.
É óbvio, é evidente, meus alunos de catecismo sabem: os livros da Bíblia foram escritos em um ambiente histórico e social particular, e esta realidade ficou impregnada nessas obras. Quando a Bíblia, no Antigo Testamento, legisla sobre costumes, ela o faz tendo como pano de fundo aquela contingência histórica, pois aqueles costumes são relativos àquele povo. No entanto, quando a Bíblia legisla sobre moral, também no Antigo Testamento, ela revela uma ordem de Deus para toda a humanidade, ainda que anunciada primeiramente ao povo de Israel. Posteriormente, Jesus Cristo, a plenitude da revelação Divina, vai afirmar o seguinte:
Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei. Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus (Mateus 5, 17-19).
Jesus se refere aos Mandamentos da Lei de Deus, que hoje chamamos popularmente de “Dez Mandamentos”. Ele confirma a validade das leis referentes à moralidade, que foram reveladas ao povo de Israel no Antigo Testamento; essas leis são eternas e imutáveis, foram reveladas em um contexto social e histórico (é claro, quem está negando isso?!), mas não dependem de contingências: são atemporais e têm a humanidade inteira como destinatária. Jesus confirma a lei e os profetas, fazendo reparos necessários às leis relacionadas aos costumes daquele povo, como a santificação do sábado (“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado“, ver Marcos 2, 27), e concedendo à Igreja a autoridade (“Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu“, ver Mateus 18,18) para realizar outros reparos que fossem necessários.
Esses reparos foram feitos no Primeiro Concílio Ecumênico da História da Igreja, o Concílio de Jerusalém, que é narrado nos Atos dos Apóstolos, capítulo 15. Este Concílio foi convocado para resolver a questão: pagãos convertidos à fé cristã teriam que ser obrigados a seguir as tradições judaicas, entre elas a circuncisão e a abstinência de carne de porco? Pedro, o primeiro líder da Igreja, assim discursou:
Ao fim de uma grande discussão, Pedro levantou-se e lhes disse: Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem. Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a seu respeito, dando-lhes o Espírito Santo, da mesma forma que a nós. Nem fez distinção alguma entre nós e eles, purificando pela fé os seus corações. Por que, pois, provocais agora a Deus, impondo aos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar? Nós cremos que pela graça do Senhor Jesus seremos salvos, exatamente como eles (Atos 15,7-11).
O que a Igreja fez, exercendo a autoridade que lhe foi dada pelo próprio Jesus Cristo? Aboliu a obrigatoriedade do cumprimento das leis culturais previstas no Antigo Testamento. Essas leis dizem respeito a costumes de determinado povo, sendo portanto geográfica e historicamente restritas.
Entretanto, as leis morais não foram abolidas! Os Dez Mandamentos continuam aí, firmes e fortes, porque nem mesmo a Igreja tem autoridade para revogá-los! Essas leis são eternas, imutáveis e universais, conforme nos garante o próprio Jesus Cristo: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição” (Mateus 5, 17).
Em síntese: o contexto histórico e social em que a Bíblia foi escrita determina as leis culturais, civis e disciplinares sobre hábitos e os costumes daquele povo, e essas leis são transitórias e mutáveis; mas não determina de forma alguma as leis morais, porque são Divinas e refletem a essência de seu Legislador.
Quanto a São Thomas de Aquino também foi utilizado porque sua época exigia que a “palavra de Deus” precisava de uma roupagem nova para segurar os fiéis que debandavam para o protestantismo deixando de lado a antiga filosofia de Santo Agostinho que não abrangia o tema: infreno.
Hum? Hein? Cuma? Peraí: São Tomás de Aquino viveu no século XIII (1225 — 1274). A revolução protestante de Lutero começou em 1517. Na época de São Tomás, obviamente, não existia protestantismo. Como sou bondoso demais da conta, estou custando a crer que o comentarista utilizou o pronome possessivo “sua” tendo o santo como referência, já que ele viveu duzentos e cinqüenta anos antes do acontecimento mencionado – a debandada de fiéis para o protestantismo. Então, obviamente, a “época” de São Tomás não é a mesma época em que esses fatos aconteceram. Só não me pergunte a quem esse “sua” se refere… Aqui, temos um festival de barbaridades: a filosofia de São Tomás jamais, nunca, em momento algum, “deixou de lado a antiga filosofia de Santo Agostinho.” Agora, quanto à filosofia de Santo Agostinho não abordar o tema “infreno”, ops, inferno, vamos ver o que ele diz em sua obra “A Natureza do Bem”:
Cap. 39 – Diz-se que o fogo é eterno não porque o seja como Deus, mas porque não tem fim.
O fogo é eterno, mas não do mesmo modo como o é Deus; pois, conquanto não acabe nunca, teve porém princípio, e Deus não o teve. Além do mais, a sua natureza está sujeita à mudança, apesar de ter sido destinado a servir de castigo perpétuo para os pecadores. A verdadeira eternidade é a verdadeira imortalidade, ou seja, a suprema imutabilidade, que é atributo exclusivo de Deus, o qual é absolutamente imutável.
Uma coisa é não mudar, apesar da possibilidade de mudança, e outra, muito diferente, é não poder mudar. Diz-se, assim, que um homem é bom, conquanto não como a bondade de Deus, de Quem se disse: “ninguém é bom senão Deus só” (Mc X, 18); e diz-se que a nossa alma é imortal, mas não como o é Deus, de Quem se disse: “é o único que possui a imortalidade” (1Tm VI, 16); e diz-se que o homem é sábio, mas não como o é Deus, de Quem se disse: “a Deus, que é só o sábio” (Rm XVI, 27) – e também se diz que o fogo do inferno é eterno, mas não como o é Deus, cuja imortalidade é a verdadeira eternidade (confira citação aqui).
Se a filosofia de Santo Agostinho não aborda o inferno, este texto acima retrata qual assunto? Deve ser algum tema esotérico, só para iniciados.
Talvez esse rapaz não tenha argumentos válidos, mas não está seguindo uma moda cegamente acredito eu, pois isso indica que ele tem um espírito crítico e que aprendeu a não ter a sua verdade como única e se o faz é porque alguma bagagem ele tem e não consegue engulir qualquer coisa e passar a vomitar a mesma sem ponderar, embora sua esperança é de que todos sejam tão burros quanto muitos e recolham todos os seus pontos de vista como deles.
Eu não consigo engolir, além do estilo tosco do comentarista, é o seu pensamento primário sobre slogans da moda do tipo “espírito crítico” e “verdade como única”. Então se um esquizofrênico se recusa a aceitar que duendes não existem e que o céu é azul e não cor-de-rosa como ele supõe, ele tem “espírito crítico”? Quando é que as pessoas vão se mancar que dois mais dois são quatro, e isso pouco importando a nossa singela opinião a respeito? Você simplesmente não aceitar as coisas como elas são quer dizer que tem “alguma bagagem”? Só se for titica de galinha na cabeça. Claro que o mané que escreveu isso aí não tem a menor possibilidade de entender o problema, mas a ruptura do conhecimento com a realidade é a grande responsável pela profusão de idéias ridículas e completamente absurdas que assolam as ciências humanas hoje em dia. O importante é “não engulir (sic) qualquer coisa”, é mais notável ter uma idéia própria, ainda que totalmente equivocada, do que seguir a Verdade, eterna e imutável.
Complementando,
Ai, meu Deus! Ainda tem mais!!!! Será que eu agüento tanta sabedoria?
A verdade da igreja e do homem mudam não a de Deus hehe
É mesmo, sabidão? Quem te disse isso, hein? Se a verdade que a Igreja apresenta é diferente da Verdade de Deus, para quê serve a Igreja? Já afirmei aqui: a missão da Igreja não é criar ou inventar uma Verdade, mas ensiná-la aos seres humanos. A Verdade foi revelada aos Apóstolos pelo próprio Deus em pessoa – Jesus Cristo. E sobre um destes Apóstolos, Pedro, o próprio Cristo fundou a Sua Igreja, prometendo que as portas do inferno não prevaleceriam sobre ela (Mateus 16, 18). Cristo transmitiu à Sua Igreja autoridade para ensinar, não para fabricar verdades alternativas.
E quanto a familia, esse termo históricamente tem muitas conotações diferentes e sempre a anterior repudia a nova dizendo que esta estará destruindo a anterior, mas com o tempo elas passam a conviver normalmente e serem vistas como as fórmulas de se viver, ou seja as novas só vêem como um complemente para aqueles que não conseguiam se encaixar nas formas arcaicas, não é o tema sugerido pelo post, mas devo deixar aqui como sugestão, pois o homossexual é uma dessas novas maneiras de se formar uma familia dois homens duas mulheres com alguma criança adotiva que não vai nem mexer nas antigas estruturas muito menos destruir-las apenas vêem a complementar.
Pela moral cristã, está claro: o casamento entre homossexuais é impossível, pois duas pessoas do mesmo sexo não formam “uma só carne”.
Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne (Mateus 19, 4b-6a).
Jesus não prevê outra coisa a não ser a união entre homem e mulher, capaz de gerar filhos e constituir família. Como se pode ter tanta certeza de que o “casamento” homossexual não vai mexer com as antigas estruturas ou destruí-las? Um casal de homossexuais não é capaz de gerar filhos, e é a procriação a garantia de continuidade da estabilidade de uma população. Ora, se a base da sociedade é a família tradicional, a alteração do conceito de família vai mexer com a estrutura da sociedade, sim.
Pois é, o cara não sabe nem escrever direito e tenta dar um ar de intelectualidade a bobagens que, quando muito, não passam de palpites de boteco de quem assiste muito ao “Fantástico”. Escrever besteiras é muito fácil pra ele, mas escrevê-las em um português minimamente decente parece ser tarefa impossível…