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Jornada Cristã


segunda-feira, 23 de março de 2009



Artigo de Giorgio Salina, Presidente da Associação Fundação Europa

BRUXELAS, segunda-feira, 23 de março de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos o artigo escrito por Giorgio Salina, presidente da Associação Fundação Europa, sobre a intolerância contra os cristãos na Europa.

* * *

O vice-presidente do Parlamento Europeu (PE), Mario Mauro, em 15 de janeiro passado, foi nomeado «representante pessoal da OSCE contra o racismo, a xenofobia e a discriminação, com particular referência à discriminação dos cristãos». Isso supõe sem dúvida um reconhecimento da ação levada a cabo nas instituições europeias: pautas de reuniões, declarações, comunicados de imprensa, emendas apresentadas a numerosas resoluções do PE. Ações suas conhecidas foram as levadas a cabo em favor dos católicos venezuelanos perseguidos pela revolução bolivariana de Chávez, assim como o apoio aos cristãos da Terra Santa.

A OSCE é a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa, com sede em Viena, e à qual pertencem 56 Estados, da América do Norte até o Extremo Oriente russo, através da Europa, Cáucaso e Ásia central, que tem como lema: «Este é o momento de levar a cabo as esperanças e as expectativas de nossos povos durante décadas: o empenho constante por uma democracia baseada nos direitos do homem e nas liberdades fundamentais, a prosperidade através da liberdade econômica e a justiça social, além de uma segurança igual para todos nossos países» (Carta de Paris para uma nova Europa, 1990).

A primeira iniciativa de Mauro foi uma mesa redonda em Viena, para discutir e aprofundar sobre a natureza e alcance das manifestações de intolerância contra os cristãos. O título do congresso era por si só eloquente, além de uma novidade saudável no âmbito internacional: «Intolerância e discriminação contra os cristãos. Foco na exclusão, marginalização e negação dos direitos». Os resultados do encontro são preocupantes também na área UE.

Como escreveu Antonietta Calabro no Corriere della Sera, «os testemunhos apresentados em Viena (sob a cláusula diplomática da garantia de reserva para com os governos envolvidos) foram inclusive mais alarmantes, segundo três diretrizes: uma mais evidente no Leste ex-soviético, a segunda na Europa laicista, a terceira finalmente nos países cada vez mais penetrados pela avançada islâmica».

É certamente conhecido, por exemplo, que na parte turca do Chipre, 550 igrejas e capelas foram transformadas em mesquitas, armazéns e estábulos, enquanto na Turquia, os lugares sagrados de religiões diferentes do Islã não podem unir-se aos espaços públicos, razão pela qual o acesso à Basílica do Patriarcado se dá através de um restaurante.

A morte de Hrant Dink, as ações contra Orhan Ant, missionário protestante em Samsun (Mar Negro), que recebeu ameaças de morte, o episódio da demissão, na Inglaterra, de um funcionário do aeroporto culpado de ter exposto uma imagem de Jesus, o incêndio da escola católica e a capela de Notre Dame de Fátima, na França, são só alguns dos casos de intolerância e de discriminação para com os cristãos, ao leste e ao oeste de Viena, sem contar as violentas perseguições que afetam as comunidades cristãs fora da área OSCE. É da quarta-feira passada a notícia do assassinato de três sacerdotes na África.

Na Grã-Bretanha, a enfermeira Caroline Petrie foi despedida por ter entregue uma imagem sagrada a uma paciente; na Espanha de Zapatero, procura-se de qualquer maneira impedir o exercício do direito fundamental à objeção de consciência aos médicos católicos.

Os episódios aqui recordados são a ponta do iceberg de uma intolerância que permeia parte da sociedade europeia, demonstrando a urgência daquela «nova evangelização» da qual falam João Paulo II e Bento XVI, para que a convivência civil reencontre a chave mestra da cultura e da tradição que deram ao Velho Continente os valores que os povos do terceiro mundo invejam e invocam.

Sem dúvida, o maior resultado da mesa redonda de Viena, muito além das denúncias de casos concretos, ainda que importantes, foi voltar a colocar em questão, no contexto internacional, a intolerância e as discriminações contra os cristãos, até agora um tabu do qual não se devia nem podia falar, não só por respeito ao politically correct, mas para não ser definidos como reacionários e «obscurantistas». Discutir estas coisas é, ao contrário, uma exigência da justiça e um serviço a toda comunidade, porque a liberdade religiosa é o teste que acredita o respeito ou não das demais liberdades; se não está a primeira, infelizmente antes ou depois se violam todas as demais.

As instituições europeias não estão isentas deste contágio niilista e relativista com manifestações de intolerância para com a religião cristã, católica em particular, e contra a Igreja e o Santo Padre. Está em andamento uma forma mais enigmática, mas não por isso menos violenta, de discriminação. No PE se adverte uma hostilidade difundida e manifesta, pela qual, em particular nesta legislatura, nenhum dos princípios éticos naturais fundamentais promovidos pela cultura católica sobre o homem e sobre a sociedade tem a mais mínima possibilidade de ser compartilhado.

Como confirmação disso, podemos citar um episódio recente, ainda que paradoxal. Em 22 de dezembro passado, o Santo Padre, em um discurso aos membros da Cúria e da Prelazia Romana para a felicitação de Natal, disse, entre outras coisas: «O matrimônio, ou seja, o laço de toda a vida entre homem e mulher (…), faz parte do anúncio que a Igreja deve trazer (…). Partindo desta perspectiva, seria oportuno reler a encíclica Humanae Vitae: a intenção do Papa Paulo VI era a de defender o amor contra a sexualidade como consumo, o futuro contra a pretensão exclusiva do presente e a natureza do homem contra sua manipulação».

A honorável Sophia in ‘t Veld, dos Países Baixos, membro do Grupo da Aliança dos Democratas e dos Liberais para Europa, quando o soube, escreveu ao presidente Barroso pedindo-lhe que interviesse para impedir estas formas de prevaricação e de grave ingerência contra a laicidade das instituições, acusando o Papa de «criminalizar os homossexuais, chamando os católicos a unir-se contra eles».

A Sra. Sophia in ‘t Veld é co-presidente do intergrupo Gay, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais, Transgender, o mais numeroso do PE.

Uma saída de tom similar não mereceria nenhuma atenção, se por ocasião de cada discussão sobre as discriminações para com os homossexuais, cada certo tempo, a intervalos regulares, o Santo Padre não fosse acusado, por não poucos setores, de «oferecer o suporte cultural aos discriminadores».

Este outro absurdo não é outra coisa que uma manifestação da hostilidade antes citada, que pertence à intolerância e à discriminação contra os cristãos, para que não tenham voz nos âmbitos públicos e políticos em particular; essa intolerância e discriminação da qual se começou a falar em Viena.

Tratando-se de um fenômeno relevante, que tem uma influência muito negativa, e não só, sobre a normal dialética parlamentar, haverá que voltar a isso, para aprofundar nas causas, fatos e consequências.

Fonte: Zenit.

Postado às 20:19 | Tags: , , , , , , , , , , ,

13 Comentários

  1. Renato disse:

    Isso nada mais é do que o merecido troco que a Europa está dando na “santa madre igreja” após séculos de atraso e ignorância incentivados pelo clero. As reclamações de forma alguma procedem, pois a igreja agiu de forma pior nos séculos anteriores. Basta lembrarmos do Index, por exemplo. Os piedosos cristãos gostam muito de se passar por vítimas, mas espertamente se esquecem de quando gostosamente eram perseguidores.

  2. JORNADA CRISTÃ disse:

    Sim, realmente a Europa era um continente muito atrasado sob a Igreja Católica – basta lembrar das universidades, das catedrais, do desenvolvimento econômico, artístico e cultural a partir do século X – Giotto, Dante, Tomás de Aquino, todos esses “ignorantes” vivendo num prazo de 50 anos. Roger Bacon era padre e tornou-se o pai do método científico. Uau, isso é que é “atraso e ignorância” incentivados pelo clero! Quem se interessar em aprender alguma coisa, que leia o texto publicado aqui mesmo em JORNADA CRISTÃ “O Cristianismo visto por um agnóstico”. Quanto às supostas “perseguições” promovidas pela Igreja, esses artigos do Veritatis Splendor ajudam a iluminar o que idiotas anti-clericais ignorantes fazem questão de obscurecer: LENDAS NEGRAS DE ONTEM, HOJE E AMANHÃ (os ataques demagógicos desferidos contra a Igreja desde sempre), A HISTÓRIA DA INQUISIÇÃO e O ESTADO MANIPULOU A IGREJA DURANTE O TEMPO DA INQUISIÇÃO?. Para quem quiser ir além, muito além, do senso comum, estudo é obrigatório.

  3. Theophilus disse:

    Às vezes eu acho que realmente se deveria deixar estes povos recalcitrantes regredirem de volta ao paganismo. Quanto tempo, Matheus, você acha que eles sobreviveriam? Se dessem vazão total e irrestrita a seus instintos, se a satisfação absoluta dos desejos mais baixos fosse o maior imperativo da vida já destituída da noção de dignidade e sobrenaturalidade, quem duvida que em pouco tempo estariam todos aniquilados sob escombros radioativos ou escravizados sob um totalitarismo que faria os de Hitler e Stalin parecerem democracias? Só voltaram a assolar o Ocidente o aborto, a escravidão e a idolatria quando a Igreja começou a perder terreno nos assuntos humanos e deixar de informar a cultura. E isso não aconteceu por falha da Igreja, sendo como Ela é inspirada e guiada pelo Espírito Santo e, como tal, sempre apta a fazer florescer o melhor dos seres humanos; mas porque os homens não mais aceitaram sua liderança e se auto-divinizaram.

  4. Renato disse:

    Sabia que você iria responder isso. As universidades foram criadas para se manter o poder da igreja sobre o que era ensinado. E raríssimas pessoas na época cursavam uma universidade. Para um camponês, por exemplo, era impossível. Isso sem contar as altas taxas de analfabetismo, só revertidas a partir do século XIX, justamente quando decaía o poder do clero. O verdadeiro desenvolvimento artístico e cultural da Europa foi a partir do Renascimento, no século XVI, justamente quando colocou o Homem no centro do Universo, e não mais Deus (ou a religião). Não é à toa que o período compreendido entre os séculos VI e XVI é conhecido como a “Idade das Trevas” – justamente o auge do poder papal. A educação e a cultura européia (e ocidental) só realmente se desenvolveu quando se livrou da religião. E isso só um fanático e completo ignorante em História pode discordar. Sugiro a você ler “A Idade Média” de Georges Duby.

  5. JORNADA CRISTÃ disse:

    Primeiro erro: você não tem a menor idéia de como foram criadas as universidades. “As primeiras Universidades apareceram em Bolonha, Paris, Montpellier e Oxford nos primeiros anos do século XIII. Derivadas de escolas preexistentes, para além da diversidade das instituições, elas tinham em comum serem organismos autônomos de natureza corporativa. Neste aspecto, foi principalmente do papado, representado pelos grandes papas teólogos e canonistas da primeira metade do século XIII, que o apoio foi decisivo. Em todos os lugares o papado garantiu a autonomia universitária. Em 1214 foram outorgados os privilégios pontificais da Universidade de Oxford. Em Montpellier, onde prossegue o desenvolvimento contínuo das escolas de medicina desde os anos de 1130, a transformação em universidade foi conseguida em 1220 graças aos estatutos outorgados por um legado pontifical. Ademais, um legado pontifical outorgou à jovem universitas magistrorum et scolarium Parisiensium seus primeiros estatutos, confirmados solenemente pela bula pontifical Parens Scientiarum, de 1231”. Quem quiser aprender, pode ler este ótimo texto “Épocas obscuras?”, do site Montfort.
    Em síntese, os alunos se reuniam, contratavam os professores, arranjavam os locais onde seriam ministradas as aulas e para isso procuravam o apoio da Igreja. Em 38 das 50 primeiras universidades criadas na Europa, a Igreja contribuiu diretamente para sua instalação. E elas tinham autonomia, ao contrário do que você acha.
    Segundo erro: “E raríssimas pessoas na época cursavam uma universidade. Para um camponês, por exemplo, era impossível.” Na verdade, “Consta que em Oxford, no século XII, já havia por volta de 20.000 estudantes. Na Sorbonne, o número de estudantes no século XIII era maior do que no século XIX.” Ver “O ensino na Idade Média”, texto também do site Montfort. A Igreja custeava o ensino de estudantes mais pobres, e havia muitos deles estudando – cito mais um pedaço do texto “Épocas obscuras?”:
    “O leque social nos meios universitários era extremamente largo. Os nobres nunca foram muito numerosos nas universidades medievais; freqüentemente menos de 5% e, no máximo, 10 a 15%, em casos excepcionais. Os estudos universitários não condiziam ainda nem ao tipo de cultura nem ao tipo de carreira a que esse grupo social se dedicava preferencialmente. É bem provável que o maior número dos estudantes e dos graduados viesse das “classes médias”, sobretudo urbanas (notários, comerciantes, artesãos abastados etc). Muitas matrículas assinalam a existência de pauperes studentes, reconhecíveis por serem mais ou menos dispensados do pagamento dos direitos universitários. Eram muito numerosos nas universidades alemãs. De uma maneira geral, os estudantes pobres eram particularmente numerosos nas universidades em que as faculdades de Artes haviam permanecido importantes e nas com característica eclesiástica. Os estudos de artes eram relativamente breves, pouco dispendiosos e podiam dar acesso a ofícios intelectuais como o de mestre-escola. Do papado, os universitários haviam também recebido privilégios apreciáveis em matéria beneficial: podiam receber benefícios eclesiásticos e gozar de seus rendimentos durante cinco ou sete anos sem residir no local e sem receber as ordens exigidas. O Chanceler da Universidade de Paris, Jean Gerson (1363 – 1429), filho primogênito de uma família camponesa de doze filhos e nascido na pequena Vila Ardennais, havia começado seus estudos no mosteiro Saint-Remi em Reims. Ainda no século XIX, o monge agostiniano Gregor Mendel (1822–1884), cujo trabalho explicou a hereditariedade e fundou a Genética, era filho de camponeses pobres em Brunn, Morávia, para citar integrantes do corpo eclesiástico que deram significativas contribuições ao desenvolvimento científico.”
    Outro erro: a presença forte da Igreja na educação contribuiu para a erradicação do analfabetismo na Europa – basta ver o papel das escolas católicas na educação nos séculos seguintes.
    Mais um erro: o renascimento começa no fim do século XIV e início do século XV, erro de cem anos… e as bases para toda a pintura renascentista foram criadas por Giotto, artista que viveu no auge (1266 – 1337) do que você chama de “Idade das trevas”. Você nem deve saber quem foi Dante Alighieri, contemporâneo de Giotto, um dos maiores escritores de todos os tempos – até hoje considerado o maior da língua italiana. Claro que você deve estar brincando quando afirma que não houve desenvolvimento artístico e cultural na Europa antes do Renascimento – que significou inclusive uma época de declínio na filosofia, após o desenvolvimento da escolástica. Sua afirmação “A educação e a cultura européia (e ocidental) só realmente se desenvolveu quando se livrou da religião” baseia-se tão somente na sua imensa ignorância sobre o assunto. Para o desastre ficar ainda maior, você cita Goerges Duby – você nunca leu Duby, vai tentar fazer outro de trouxa, molequinho! Veja o que Duby escreve em um de seus livros (“Historia de la Civilización Francesa”) sobre o que você define como “Idade das trevas”:
    “No segundo terço do século XI começou um progresso acelerado. Foi uma fermentação de tudo; floração um tanto desordenada, audácia criadora, tal foi o tom do século XII. De um século XII que a meu juízo começa a 1070 e se encerra por volta de 1180, e do qual seria umbral a igreja abacial de Trindade de Caen, e por fim o coro de Notre Dame de Paris, pedras milenares admiráveis. De um século que formou a versão do autor de Roland, para concluir com a morte de Chrétien de Troyes, com o nascimento de Francisco de Assis. Do século de Abelardo e de São Bernardo de Claraval. Do grande século XII, o mais fecundo da Idade Média”.
    Se quiser continuar bancando o bobo, pode continuar a despejar suas besteiras por aqui. Quem quiser aprender alguma coisa, que leia Regine Pernoud, Marc Bloch, J. Huizinga… Além do próprio Duby. Até mesmo um historiador mais crítico como Jacques Le Goff se recusa a aceitar o termo “Idade das trevas” para se referir à Idade Média (ver Em busca da Idade Média)
    Quem quiser aprender mais sobre a Idade Média pode encontrar outras informações e bibliografia farta no blog Glória da Idade Média, que aliás está entre os favoritos aqui deste site. Breve refutação dos mitos sobre a Idade Média, alguns contidos no comentário equivocado (mais um…) do Renato, pode ser encontrada aqui.

  6. Renato disse:

    Você cita como fonte o site Montfort? Nem uma fonte imparcial você é capaz de citar. A Montfort nada mais é mais é do que TFP com nova (ou velha) roupagem. Eles são contra o Concílio Vaticano II. Procurar informações sobre a idade média no site Montfort é o mesmo que procurar sobre castidade no site da Playboy. A imensa maioria dos estudantes das universidades medievais eram filhos de nobres. O restante da população era quase que totalmente analfabeta, não tinham condições de ingressar em uma universidade. Qual a grande invenção da idade média? Você se lembra de cara? Não foi nessa época que cientistas como Giordano Bruno foram queimados em praça pública e Galileu Galilei foi obrigado a refutar suas teorias para não ter o mesmo destino? Não foi nessa época que foi criado o Index de livros proibidos pela Igreja que incluíam em sua maioria obras de astronomia e ciências naturais? Como não chamar isso de trevas? Abaixo um interessante gráfico sobre o atraso que a idade média legou ao ocidente:http://capinaremos.com/wp-content/uploads/2009/01/idademedia.jpg

  7. Renato disse:

    Teophilus, até que não seria má idéia retornar ao paganismo: basta lembrar que os três maiores pensadores do Ocidente eram pagãos: Aristóteles, Platão e Sócrates. Dessa fontes beberam até mesmo pensadores católicos, como Santo Agostinho.

  8. JORNADA CRISTÃ disse:

    Você, como sempre, se recusa a refutar os fatos expostos e sempre sai pela tangente. Refute os textos citados, refute as obras, refute os autores. O site da Montfort tem alguma informação falsa? Demonstre isso! O site da Montfort mente? Prove! Somente pirralhos como você usam de falácias retóricas, argumentos ad hominem. Imparcial é você? Ora, que brincadeira de mau gosto! Já falei de Dante, Giotto (a invenção da perspectiva na pintura, você tem noção do que isso seja?), as catedrais de Notre Dame. Veja a lista de invenções da idade média:
    “Eis um breve e incompleto elenco das invenções tecnológicas (obras, quase todas, de monges beneditinos) do homem medieval, que, como diz a lenda, vivia na ignorância e na penitência, apenas à espera do fim do mundo: o moinho de água, a serra hidráulica, a pólvora preta, o relógio mecânico, o arado, a relha, o timão a roda, o jugo para o cavalo, o canal com reclusas e portas, a canga múltipla para os bois, a máquina para enovelar a seda, o guindaste, a dobadoura, o tear, o cabrestante complexo, a bússola magnética, os óculos. Acrescentemos a imprensa, o ferro fundido, a técnica de refinação, a utilização do carvão fóssil, a química dos ácidos e das bases, etc.” Fonte: texto o Cristianismo visto por um agnóstico, publicado aqui neste site e que você não leu, se recusa a ler e ignora por completo.
    Já refutei a sua falácia de que “A imensa maioria dos estudantes das universidades medievais eram filhos de nobres. O restante da população era quase que totalmente analfabeta, não tinham condições de ingressar em uma universidade.” Isso é falso, objetivamente falando. E você não tem a menor condição de refutar, porque não sabe absolutamente nada do assunto.
    Agora, aqui, em termos de burrice, ignorância e mau-caratismo, você dá um show:
    “Não foi nessa época que cientistas como Giordano Bruno foram queimados em praça pública e Galileu Galilei foi obrigado a refutar suas teorias para não ter o mesmo destino? Não foi nessa época que foi criado o Index de livros proibidos pela Igreja que incluíam em sua maioria obras de astronomia e ciências naturais?”
    NÃO FOI NÃO, SEU IMBECIL!!!!
    Giordano Bruno foi queimado em 1600 – já na IDADE MODERNA. E cite outro cientista além dele que tenha sido executado pela inquisição católica, vamos lá sabichão. Galileu viveu entre 1564 e1642 – IDADE MODERNA. O Index foi criado em 1559; a idade média terminou, segundo dizem os historiadores, em 1453. Quanto a esse gráfico, dispensa maiores comentários… O método científico foi inventado nas universidades em plena idade média – Roger Bacon é considerado o pai do método científico. E então, tá voltando sempre aqui pra ver se aprende alguma coisa ou é por que gosta de dar vexames?

  9. Renato disse:

    O principal mesmo você não negou, e nem poderia: Giordano Bruno foi queimado vivo por causa de suas idéias! Não importa se foi na Idade Moderna, o que é pior ainda! Quanto às invenções, é lógico que você recorreu ao Google pois duvido que lembrasse na hora. E você cita invenções que nem foram obra dos europeus: a bússola magnética e a pólvora foram inventadas pelos chineses! Sem contar que as outras invenções e descobertas foram produzidas num espaço enorme de tempo, não havia um progresso contínuo! A maioria da população era sim analfabeta, até Carlos Magno, rei dos francos, era analfabeto. O ensino na Europa só foi democratizado na virada do século XX. Se for verdade que a maioria da população na época medieval não o era, como explicar que no século XVIII a maioria da população não sabia ler? Com certeza você é mais um daqueles tolos românticos que acham na idade medieval havia cavaleiros de armaduras que salvavam donzelas em castelos!

  10. JORNADA CRISTÃ disse:

    Você muda de assunto toda hora. Você não é capaz de refutar nenhum fato exposto e daí retorna com tergiversações inúteis. Giordano Bruno não tinha nada a ver com o assunto, lá foi você recorrer a ele – e ainda diz que se trata do “principal”… Que lástima. Quanto a Bruno, ele foi executado sob a acusação de heresia; para tal crime, a pena prevista era a morte – e isso, mesmo pela lei civil em várias nações. Até hoje existe na Inglaterra (país protestante) uma lei que pune a “heresia” com pena de três anos de prisão. Quanto às invenções, eu não recorri ao google, recorri (haja paciência) ao texto do prof. Léo Moulin, citado aqui nessa discussão, que você não leu e nem vai ler, porque é um menino birrento que só aceita aquilo que lhe convém, comprovando sua deformação intelectual. O texto se refere à pólvora preta, estudada por Roger Bacon, que descobriu suas propriedades, e à bússula magnética, invenções sim dos europeus – que aperfeiçoaram inventos anteriores.
    Nunca houve, na história humana anterior, progresso técnico tão grande em espaço de tempo tão pequeno – entre os séculos XI e XIII. Os gregos, por exemplo, não foram grandes inventores, foram grandes matemáticos e filósofos. Quanto ao analfabetismo, você não refutou o fato de que as escolas católicas foram de fundamental importância no ensino em toda a Europa e América Latina. Eu não disse que a maioria da população sabia ler, mas que havia uma cultura vigorosa na Idade Média. Você acha que a alfabetização universal é um pré-requisito para que exista uma sociedade culturalmente avançada, o que não necessariamente é verdade. Entre 1250 e 1300 foram contemporâneos Roger Bacon, Giotto, Dante e Tomás de Aquino – respectivamente, gênios da ciência, da pintura, da literatura e da filosofia. Para que quatro dos maiores gênios da história floresçam em tão curto período de tempo, é claro que teria que haver um cenário cultural amplamente favorável – e bases para isso não são construídas da noite para o dia. Dezenas de catedrais foram erguidas em todo o continente europeu durante esses dois séculos, revelando um fantástico conhecimento de engenharia e arquitetura que a sociedade medieval possuía. O fato de mais pessoas saberem ler e escrever não quer dizer, por si só, que a sociedade como um todo é mais “culta” ou “avançada”. Os debates entre filósofos eram comuns durante a Idade Média e alguns eram assistidos por milhares de pessoas – não somente estudantes universitários, mas também pessoas comuns, gente do povo, iletrada, ansiosa por conhecimento. Se temos uma sociedade onde a maioria absoluta das pessoas sabe ler e escrever, mas ao invés de ler Dostoiévski ou Machado de Assis prefere assistir ao Big Brother, será que temos uma sociedade “culta” e “amante do conhecimento”?
    No mais, em momento algum afirmei que a Idade Média foi o paraíso na Terra; estou apenas demonstrando a falácia de que a Idade Média teria sido a “idade das trevas”; isso é apenas um mito, esse termo pejorativo ganhou força graças ao iluminismo e tem apenas conotação ideológica, sem nenhum (isso mesmo, nenhum) embasamento histórico.

  11. Igor disse:

    Isso precisa acontecer também no Brasil. Poderíamos começar proibindo a venda e a leitura da bíblia, por exemplo.

  12. JORNADA CRISTÃ disse:

    Isso mesmo: liberdade para todos, menos para os cristãos! Não é lindo o pensamento desses iluminados?

  13. antonio disse:

    Caro irmão, você tem paciência de Jó!… É total perda de tempo dialogar em alto nível com topeiras desse gênero. Se você quer continuar jogando pérolas aos porcos, que o faça; mas se fosse eu, já os tinha mandado plantar batatas junto com Giordano Bruno e seus parceiros. Escreva sim, como faz, para esclarecer, mas não se rebaixe a essa gentalha ignorante e pirracenta! Perdoe-lhes Deus porque ouviram o galo cantar, mas nem sabem onde. E Salve Maria, a Mãe de Meu Senhor!

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