Para a glória de Deus, em comunhão com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana

Jornada Cristã


quinta-feira, 2 de julho de 2009



Recebi o seguinte comentário, sobre o qual achei por bem respondê-lo com a devida atenção:

Sou extremamente católica e tenho amigos gays. Antes de saber via neles pessoas boas, com muitas qualidades e merecedoras do meu respeito, quando eu soube continuei a respeitá-los do mesmo modo porque continuei a vê-los exatamente do mesmo jeito. Sei que eles passaram por muitos sofrimentos e humilhações, e ainda hoje guardam marcas disso, por isso não posso crer que ser homossexual seja simplesmente uma escolha deles, pois ninguém escolhe sofrer e ser humilhado só para afrontar a sociedade e viver na sem-vergonhice como muitos julgam. Uma vez um desses amigos me disse “Não gosto quando dizem que ser gay é uma opção sexual, como se eu seguisse por um caminho e de repente tivesse a minha frente duas estradas e tivesse que escolher: Agora eu vou gostar de mulher ou agora vou gostar de homem. Se eu pudesse escolher escolheria me casar, ter filhos e netos, uma família tradicional. Mas se eu fizer isso estarei sendo hipócrita.” Não estou aqui para defender os gays, mas também não acho que seja meu direito condená-los como tenho visto ser feito até agora. Jesus em sua infinita sabedoria sempre respeitou a todos, mesmo aqueles que cometiam os piores pecados e eram desprezados pela sociedade da época ainda que não se convertessem. Muitas vezes ele os repreendeu sim, mas sempre mantendo o respeito e outras vezes ele acolheu aqueles que o procuravam buscando ajuda e fez com que se convertessem somente pelo amor. Promover o respeito aos homossexuais não significa promover o homossexualismo, significa promover o respeito ao ser humano, um princípio cristão. Pensamentos e atitudes intolerantes não condizem com a mensagem de Cristo e não farão com que os homossexuais mudem. Pelo contrário, só servem para afastar da Igreja as pessoas que talvez mais precisem dela. Jesus não faria isso! Julgar não é nosso papel, deixemos isso com Deus. A nós cabe somente respeitar, como eu disse, não o gay ou a lésbica, mas o ser humano que existe por trás deles.

Você, que se diz “extremamente católica”, leia o que o Catecismo da Igreja Católica diz sobre o homossexualismo – já que é “extremamente católica”, deve ter um exemplar em casa. Se não tiver, te dou uma ajudinha: o site do Vaticano oferece o conteúdo completo do Catecismo (aqui). Especificamente sobre homossexualismo e homossexuais, clique aqui para ler o que a Igreja ensina a respeito (confira os parágrafos 2357 a 2359).

Por que devemos promover o “respeito” aos homossexuais, como se eles fossem tão diferentes assim de qualquer outro ser humano? Por que não promover o respeito integral ao ser humano, independente dos seus pecados? Porque esse discurso de “tolerância” não é aos gays, mas sim à prática homossexual, como se essa prática fosse normal e tivesse que ser respeitada. Jesus ensinou o amor aos pecadores, não amor ao pecado.

Ninguém deve ser desrespeitado por ser gay; mas nenhum pecado pode deixar de ser veementemente condenado. Não entro no mérito se “a condição homossexual” é passível de escolhas ou não; entretanto, praticar atos homossexuais é escolha sim. Este amigo que se recusa a aceitar que somos livres para decidirmos pecar ou não se recusa a aceitar que há um caminho de escolhas para os atos dos seres humanos; ele se recusa a perceber que somos livres para escolhermos entre o bem e para o mal.

A Igreja convida os homossexuais à castidade, não a que se tornem heterossexuais – mesmo porque nem todas as pessoas têm vocação para o casamento. Ter atração sexual por pessoas do mesmo sexo não é pecado; pecado é dar vazão a esses instintos, é praticar atos homossexuais, que são por definição contrários à natureza.

“Ah, mas é muito difícil ser casto”… Ninguém aqui está falando que seja fácil, nem a Igreja diz isso. Não estamos falando de “fácil ou difícil”, mas sim de “certo ou errado”. Para Deus, tudo é possível.

Você se confunde toda: diz que não está aqui para “defender os gays”. Ora, mas é exatamente isso que você deveria fazer! Todos nós temos que defender os gays por exemplo da violência física a que estão sujeitos ao procurarem garotos de programa desconhecidos e levarem-nos para seus lares; do desrespeito a sua própria humanidade ao se deixarem levar por paixões estéreis; e, principalmente: defende-los espiritualmente do pecado! Orientá-los para seu próprio bem, para que tenham uma saúde física melhor abandonando a promiscuidade, para que sejam realmente felizes afastando-se de relacionamentos fugazes e, por fim, para que sejam libertos do pecado e alcancem a salvação. Onde você viu os gays sendo “condenados”? Só quem pode condenar é Nosso Senhor Jesus Cristo. E Ele nos julgará a todos conforme nossas obras…

O fato é que você ignora a pressão política do movimento gay, que não existe para defender homossexuais de supostas perseguições, mas simplesmente aponta suas armas contra aqueles que sustentam pontos de vista divergentes em defesa da família e contra a prática do homossexualismo. Esses grupos buscam promover abertamente o pecado como sendo uma virtude – pior ainda: silenciando quem pensa diferente através da intimidação e pressionando para aprovar leis que criminalizem seus adversários ideológicos.

A posição de JORNADA CRISTÃ é clara: contra a promoção da prática do homossexualismo como “direito humano”, especialmente nas escolas, para as crianças. E a proposta do curso a que se refere este post foi essa – pior: o curso foi patrocinado por uma universidade católica! Para quem estiver totalmente desinformado a respeito do movimento gay, sugiro a leitura do blog de Julio Severo.

Sobre o pecado do homossexualismo, veja o que São Paulo nos escreve:

Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus. Ao menos alguns de vós têm sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus. Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.

Leia todo o capítulo 6 da Primeira Carta aos Coríntios e reflita sobre o assunto! É seu dever alertar a seus amigos homossexuais da gravidade do pecado que é a prática de atos homossexuais. Você, “extremamente católica”, tem então a obrigação de ajudar seus amigos, conforme o que diz a Bíblia e conforme a Igreja Católica sempre ensinou através de seu Magistério.

Quanto à intolerância com o pecado, o próprio Jesus assim sempre procedeu, e é uma atitude cristã libertar as pessoas do pecado, ainda que utilizando palavras duras. Jesus fez assim: repreendia os pecadores às vezes com ternura, às vezes com a rispidez necessária – e às vezes com violência, como no caso dos vendilhões do templo.

Você vem com essa conversa fiada de “julgar não é nosso papel”, confundindo as coisas, pois alertar o pecador de seu pecado é nosso dever, veja o que diz Nosso Senhor Jesus Cristo em Mateus 18,15-18:

Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu.

Quanto a “afastar da Igreja as pessoas…”, quem precisa realmente da Igreja sabe que será sempre acolhido por ela. Todos somos pecadores; o que não podemos é aceitar o pecado com naturalidade, como se fosse algo normal – como se o pecado não fosse pecado. Está na hora daqueles que se dizem “extremamente católicos” saberem de uma coisinha: não é a Igreja que deve se adequar à modernidade, para agradar a todo mundo e desagradar ao próprio Deus; a Igreja deve permanecer firme, como farol da verdade, como luz para o caminho de todos os pecadores, sejam quem forem eles – ou seja: todos nós.

Postado às 19:30 | Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

5 Comentários

  1. Frankmar Corrêa disse:

    temos como lei de Deus que o homem tenha união com uma mulher atravez do casamento e a mulher tenha união com um homem atracez do casamento,ou então fiquem solteiros mais em total castidade.o homossexualismo é errado pois essa pratica não é a vontade de Deus.

  2. Gustavo de Almeida disse:

    Campinas, 6 de julho de 2009.

    Queridos amigos,

    Li atentamente ao artigo “combatendo o pecado, amando o pecador”, e sou imensamente grato por estarem colocando o assunto em questão. Gosto muito quando cristãos procuram debater sobre homossexualidade de maneira construtiva, e acho que entendo muito bem o sentimento decorrente do que se observa hoje na nossa sociedade e do que ela deveria ser. Tenho 28 anos, sou homossexual e, em breve, fará três anos que estou namorando a mesma pessoa, e assim espero, passar a vida inteira com ela. Digo isso porque nos “habitats homossexuais” é vergonhosamente comum encontrar tipos hipócritas e de péssimo caráter dizer que “ama” alguém que conheceu dentro de um período de poucas horas. Este documento não visa responder ao artigo dos senhores, mas expandir um pouco mais a vossa visão do problema.

    Não estou a competir com vocês quem é mais católico que quem, se um é menos católico e o outro é “extremamente católico” ou não. Basta que saibam que sou católico e amo a nossa Santíssima Igreja, sempre com Cristo no coração. Por essa razão, sempre fui de ignorar palavras de pessoas de fora da Igreja e considerar apenas os textos daquilo que a Igreja seguramente fala, como estes do site do Vaticano que vocês encaminharam a essa moça, e eu já conhecia.

    Quem é católico e entende o posicionamento da Igreja e sabe que é pura baixaria afirmar que ela “defende” a discriminação contra homossexuais. Os mesmos documentos indicados por vocês provam que isso não é verdade. No meu entender, o que a Igreja diz é mais ou menos o seguinte “tudo bem se o fulano é homossexual, contanto que não peque contra a castidade”.

    Eu poderia perder semanas inteiras, escrevendo textos imensos, sobre coisas ainda piores que pecar contra a castidade e que ocorrem na sociedade hoje. Não estou de acordo com os recentes acontecimentos de “ensinamento homossexual” nas escolas, a distribuição gratuita de preservativos, sexo com menores e crianças, a depravação em detrimento das virtudes morais, entre outros. Falo apenas de coisas que vi ou que foram provadas pela história. Já vi pessoas perguntarem “você é gay?” e obter como resposta “não sou homossexual, mas gostaria de ser”, uma prova cabal de que um comportamento pode influenciar as pessoas sim. Talvez seja daí que vêm as pessoas que se dizem ter sido “curada” da homossexualidade, quando na verdade estas não foram honestas consigo mesmas sobre a própria sexualidade. Por isso sempre prego que as pessoas, antes de tentar ser honestas com o próximo, devem ser honestas consigo mesmas. No meu caso, pelo menos, não fui induzido à homossexualidade, pois sempre me senti atraído por pessoas do mesmo sexo, não por questões de desejo carnal, mas pela própria natureza masculina. Por favor, entendam senhores, eu estaria sendo uma pessoa falsa e de fraco caráter, se me casasse agora com uma moça e jurar amor a ela num altar diante de Deus.

    Sejamos honestos, mas a impressão que tenho é a de que pode estar existindo uma condenação desigual, pois nunca vi um casal heterossexual ser advertido por fazer sexo fora da intenção de procriar, ou, pior ainda, fora do casamento. Por que é mais importante condenar o comportamento homossexual, sendo que, no sentido da diversão carnal, não difere em NADA do comportamento heterossexual? Até me agradaria saber ou ver alguém advertindo um casal hetero por fazer sexo desnecessariamente. Não estou a minimizar os poderes da castidade e seus benefícios, falo como uma pessoa que gostaria de ver mais justiça no mundo. Justiça imparcial.

    Veja, meus caros, que quando digo que há coisas piores que homossexuais pecando contra a própria castidade, não estou brincando. Isto o que se observa sobre ensinar sexo para crianças nas escolas, distribuição de preservativos, manuais sobre como se “drogar em segurança” divulgados pelo governo e paradas gays sustentadas pelo dinheiro público, tudo isso, é fruto da mentalidade revolucionária e socialista, amparada pelo Foro de São Paulo e pela “Teologia da libertação”, cuja estratégia há décadas foi colocada em prática. Se tanto irrita profundamente aos cristãos todas essas coisas, então porque não promovem uma campanha contra a maconha e as drogas? É o mundo da droga de onde vem o sustento financeiro da luta revolucionária, além de assaltos e seqüestros. O próprio Comando Vermelho foi criado porque misturaram prisioneiros políticos comunistas com criminosos comuns, conforme já foi demonstrado pelo jornalista Carlos Amorim em seu livro no início da década de 1990.

    Cortando a fonte de remuneração da mentalidade revolucionaria, independente da estratégia que eles tenham, eles não vão conseguir chegar a lugar algum, e tudo isso vai desaparecer. Na melhor das hipóteses, só vai restar as pessoas que forem realmente homossexuais. Mas até aí tudo bem, pois tem gente que nasce negra, branca, ruiva, morena etc.

  3. Rafael disse:

    Olá Gustavo,

    Quando você diz que a igreja defende que “tudo bem se o fulano é homossexual, contanto que não peque contra a castidade”. Você mostra não ter o conhecimento mínimo da própria semântica da palavra homossexual. Vamos ao dicionário: “homossexual – pessoa que pratica relações sexuais com pessoas de mesmo sexo.” Você acha que se eu tenho um desejo enorme por pessoas do mesmo sexo mas nunca pratiquei o ato, eu seria homossexual? Claro que não. Logo, não tem como uma pessoa ser homossexual e casta ao mesmo tempo, pois uma coisa invalidaria a outra simultaneamente.

    Você tem razão sobre a articulação da mentalidade revolucionária para destruir e subverter os valores morais da sociedade. E tem razão também sobre condenar um de seus efeitos mais comuns na sociedade como a banalização do sexo e do adultério. Contudo, preciso te lembrar de um ponto fundamental. Você não pode se fazer valer de um argumento externo e totalmente desconectado do assunto em questão para impugná-lo, ao menos que você consiga provar que este tem alguma relação com o outro, do contrário é desconversa, é melar a foto para não mostrar o que está lá. O homosexualismo é pecado sim, e dizer que existem pecados igualmente condenáveis que não são reprimidos, como a adultério, não irá fazer torná-lo menos pecado.

    E para concluir, muito de mal gosto a sua associação do homossexualismo a fatores fisiológicos e naturais de uma pessoa, primeiro porque homossexualismo não tem nada a ver com fatores fisiológicos, se o tivesse todas pessoas nasceriam com um pênis e uma vagina juntos, e poderiam escolher o seu sexo quando crescecem. Segundo porque, a sociedade só chegou aqui através das relações heterossexuais, se não fosse isso, a sociedade já teria se extinguido a muito tempo. Terceiro, porque homossexualismo em si, não é fisiológico e sim comportamental, uma prova disso é que até hoje a ciência com toda tecnologia não encontrou nenhuma prova fisiológica que determinasse se um homem é homossexual ou heterossexual.

  4. Marcos disse:

    Excelente texto sobre o homossexualismo:

    http://www.veritatis.com.br/article/5754/por-que-ser-homossexual

    Não deixem de ler, vai ajudar na discussão.

  5. marcia disse:

    Olá irmãos!

    Sou cristã e, vejo com imensa preocupação a intensa proporção que tomou este assunto (homossexualidade) nos dias de hoje.
    Não podemos confundir o amor com orientação sexual, muito menos reduzi-lo a tal.
    Entendo o amor como uma forma de expressão “sadia” de um afeto. Sentimento este ,que hoje em dia ,tem sido usado de forma corriqueira e levado a banalização.
    È um mandamento de Deus que amemos ao próximo como a nós mesmo e, muitas pessoas tem tentado viver neste mandamento.
    È contra meus principios discriminar quem quer que seja por sua forma de ser e, ou agir. Mas também não preciso aceitar! Tanto comportamentos homo ou heterossexuais que corrompam o ser humano e venham de alguma forma destruir e desarmonizar uma sociedade que já enfrenta tantas lutas!
    Criar uma lei especificamente para um determinado grupo dentro de uma mesma sociedade é sim uma forma de preconceito, Pois aí se julga em primeiro lugar que há duas classes socias, uma homossexual e a segunda “os outros” e,em segundo lugar,que todos os “outros” sejam homofóbicos, que é uma generalização absurda.
    Não digo aqui que não existam pessoas que discriminam, é lógico que existem os preconceituosos, mas convenhamos existem nos dois extremos.
    Já há uma lei que defende todos os humanos,”LEI DOS DIREITOS HUMANOS” .
    Biblicamente falando( isto p/ quem se considera Cristão e crê na Bilblia Sagrada), Deus ama o pecador, mas abomina o pecado, logo, nós Cristão procuramos seguir os ensinamentos bíblicos de forma a não pecar voluntariamente. Pois aquêle que conhece o pecado e o pratica, conscientemente se afasta dos caminhos do Senhor.
    Jesus disse: Ide a todo lugar e pregai o evangelho a toda a criatura e, todo áquele que crer e se converter, a este é dada a salvação!
    Portanto, enquanto Cristãos é nosso dever vigiar e orar p/ Que o Espírito de Deus traga esta revelação para os que estão em pecado!
    Não podemos adequar a palavra de Deus a nossos interesses, muito menos criar um Deus de conveniências.
    Tenho orado para que todos vivamos na paz do Senhor!
    Deus os abençoe

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