Para a glória de Deus, em comunhão com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana

Jornada Cristã


terça-feira, 10 de março de 2009



Acreditar ou não na vida desde a concepção é questão de foro íntimo e a crença de cada um não é debate do interesse da esfera pública.

Fernanda de Escóssia, jornalista de O Globo que pensa que é católica, em artigo publicado no dia 06/03.

Noves fora o singelo fato de a escriba referir-se a si mesma como católica (tão católica quanto eu sou a Sharon Stone), esse debate sobre o início da vida humana nada tem a ver mesmo com religião; afinal de contas, se a vida começa no momento da concepção, este é um dado científico, não religioso. E, se for realmente verdade que a vida começa no momento da concepção (alguém aí prove o contrário), estão sendo massacradas milhões de vidas todos os anos em todo o mundo.

Se vivéssemos em um mundo minimamente racional, essa questão deveria sim ser debatida e resolvida publicamente, antes que fosse cogitada a hipótese de se liberar o aborto. Em suma: com o aborto, há a possibilidade de se estar matando uma pessoa, um ser humano, um indivíduo que em tese deveria estar protegido pela lei, porque a lei não pode discriminar indivíduos; a lei se baseia no princípio básico de que “todos são iguais em direitos”. Se um feto for um ser humano, ele tem que estar amparado pela lei.

Ora, se é impossível demonstrar que a vida começa na concepção, também é impossível demonstrar o contrário. Por prudência, obviamente, a possibilidade de o feto ser uma pessoa deveria ser levada em consideração no debate. A possibilidade de se estar matando uma pessoa é real. Por
conclusão lógica, o aborto deve ser evitado.

Os defensores da legalização do aborto não são capazes de provar quando a vida começa. Será que não passa pela cabecinha iluminada desses arautos da liberdade, dos “direitusumanus” e da igualdade a possibilidade de o aborto matar pessoas inocentes?

Se não são capazes de dizer, de forma clara ou objetiva, quando começa a vida humana, por que defendem com tanta ênfase a legalização de um procedimento que pode matar pessoas? Os abortistas não são capazes de demonstrar o contrário: que o feto não é uma pessoa humana e por isso pode ser extirpado.

A defesa da legalização do aborto é absurdamente irracional.

Postado às 12:58 | Tags: , , , , , , , , ,

10 Comentários

  1. Alfredo Valadares disse:

    Não, não: a frase mais idiota da semana (e provavelmente do século) é a do bispo: “O aborto é pior que estupro”. Essa sim foi de lascar o cano da espingarda, como dizemos lá no interior.

  2. JORNADA CRISTÃ disse:

    Os fetos abortados eram o quê? Repolho? Aliens? Um amontoado de células sem valor? Ou eram seres humanos em gestação? Se eram seres humanos, o aborto sim foi ainda pior que o estupro sofrido pela menina.

  3. Alfredo Valadares disse:

    E a menina é o quê? Um joguete? Um brinquedo? Não é um ser humano? Alguém perguntou a ela o que acha? Não acha que ela tem sentimentos? Os fetos abortados eram produto de ESTUPRO – uma violência brutal contra uma menina de NOVE anos! O código penal é claro: será permitido o aborto em caso de estupro. Não se punirá o aborto necessário. A igreja não está acima das leis (humanas). Já invocar a tal lei de Deus é uma falácia para quem não tem argumentos, visto que a bíblia não condena explicitamente o aborto em nenhuma passagem. Não estamos no Irã. Se gosta de estado teocrático, mude-se para lá.

  4. JORNADA CRISTÃ disse:

    Algum representante da Igreja exigiu a mudança da lei sobre o aborto? Não. O que os católicos tentaram foi salvar a vida dos três: os dois bebês e a menininha. A Igreja não exerceu nenhuma pressão para que a lei fosse mudada ou descumprida. Prove-me o contrário. Além disso, a doutrina da Igreja Católica não se baseia unicamente na Bíblia. Sua catequese afirma desde a Didaqué (final do século I) a condenação ao aborto. No mais, qual autoridade católica negou até agora que o crime de estupro sofrido pela menina não foi “brutal”? Alguns católicos até defenderam abertamente a pena de morte para o padrasto estuprador. Os fetos foram abortados: este ato é ou não uma violência? Havia a possibilidade de salvar a menina e os bebês? Se havia, seria injusto tentá-lo? Como acha que essa menina vai reagir um belo dia quando descobrir que estava grávida? A imprensa disse que até o momento ela não tem a menor consciência do ocorrido. Como acha que essa menina vai reagir ao descobrir um dia que os bebês que esperava foram-lhe tirados sem ela ter consciência disso? Sabe das consqüências psicológicas de um aborto para quem aborta? Sabe das seqüelas físicas que sofre a mulher que aborta? Isso já foi discutido aqui neste site. Reitero: quem tentou evitar o aborto da menina estava se importando com a saúde dela sim; quem fez o aborto estava preocupado com ideologia e publicidade para a nobre causa de matar fetos.

  5. Victoria disse:

    Parabéns equipe da jornada cristã pelas excelentes respostas dadas nesta coluna. A verdade faz os opositores a ela calarem.
    Hoje ouvi num jornal veiculado pela SBT às 21:45, uma entrevista com o Dr. Olimpio, do CISAM de Pernambuco, que coordenou a equipe que fêz o aborto na garotinha em questão, dizendo que é favorável a ampliação das causas que tornam o aborto legal no Brasil, que faria o mesmo com sua filha, e que sempre participa desses procedimentos.
    Respondia tudo com muita tranquilidade, visto que conta com o aplauso de grande parte do povo, que tonto não sabe para que lado ir. De fato nosso povo é ignorante em matéria de Doutrina Cristã (também), e vai para um lado e outro como caniço ao vento. Precisamos ter cuidado para em breve não ser organizada uma chacina contra os que se declararem católicos, pois o povo em geral vai fazer coro pedindo nosso sangue, pois somos já apontados com os adjetivos mais degradantes, e acusados de todas as ruínas da sociedade.
    Dom José não foi feliz em sua fala à imprensa, ao meu ver, poderia ter levantado os argumentos que vocês usam e que calam as bocas maldosas. Mas as críticas se expandem a todos os católicos. Tenho sido muito abordada com perguntas sobre esse caso, e a maioria me ouve, mas me pergunto se mudará de idéia novamente, ao próximo depoimento de qualquer um manipulador.
    Bem, acredito que estamos do lado certo, pela causa melhor e com o melhor de todos os Juízes. Gostaria também de parabenizar meu colega, o médico Dr. Arthur, por sua raça, coragem e lucidez. Se vcs teem o e.mail dele transfiram esse elogio a ele, para que se sinta estimulado a lutar pela boa causa e use sua inteligência e juventude
    nessa cruzada do bem.
    Continuem nessa campanha, gostei muito de ter conhecido esse site.

  6. Alfredo Valadares disse:

    E como você acha que uma menina de 9 anos, de família miserável, iria criar dois filhos, ainda mais sendo produto de um estupro? Ela vai olhar para as crianças e se lembrar pra sempre do padrasto estuprador. Como acha que seria o futuro das crianças com a pecha de serem fruto de um estupro, uma violência brutal? Imagina perguntarem à mãe um dia quem foi seu pai: um estuprador? O que acha que aconteceria a elas? Sinceramente, esse comportamente não tem nada de cristão. É a mais pura hipocrisia motivada pelo fanatismo.

  7. JORNADA CRISTÃ disse:

    Primeiramente, existem instituições católicas dedicadas a acolher as vítimas de estupro e as crianças geradas a partir dessa tragédia. Caso interesse, leia o texto do Padre Lodi. A grande maioria das mulheres vitimadas por estupro que engravidam não tem coragem de abortar. Então, para evitar que as crianças sofram no futuro é melhor não deixá-las nascer? Segundo seu raciocínio, seria melhor evitar que um bebê que tenha sofrido algum trauma sofra no futuro, matando-o. Você teria coragem de dizer a alguma pessoa que tenha sido concebida por estupro “teria sido melhor se você tivesse sido abortado”? Essas pessoas então não deviam nascer porque você acha que elas sofreriam demais? Eu sei o que aconteceu a esses bebês que foram abortados: foram cortados em pedaços vivos, provavelmente sentiram dor (na 15ª semana de gravidez já há mielinização dos nervos) e foram para uma sacola de lixo. Simples, assim. Isso não é sofrimento?

  8. Bel disse:

    Essa é idiota msm…se interna

  9. Karina disse:

    Comentando, em primeiro lugar, a frase. Bom, a tal senhora não é nem católica, nem muito menos deve ter aberto algum livro de ciência.

    Comentando o comentário do Alfredo: talvez Dom José tenha sido infeliz (ou talvez a mídia tenha “editado” a frase). Mas o caso é: o estupro é um crime hediondo, sim. Mas “todo mundo” repudia o estupro (nem todo mundo, pois há os irracionais que o cometem e há aqueles que fazem/jogam vídeo game para simular um, uma coisa super legal).

    Porém, o aborto é um crime ainda mais grave, pois algumas pessoas o manipulam de tal forma que desvalorizam completamente a vida humana, a ponto de acharmos que os bebês no ventre são nada, valem nada. Se um bebê é concebido num momento pouco propício, então, valha-me Deus, tem que pagar pelos pecados de todo mundo com sua própria morte.

    Daí que poderia-se dizer que as mulheres que engravidaram de seus maridos, mas eles passaram a agredi-las, também podem matar seus filhos.

    Aliás, o mais justo nessa história toda, é que a lei permite a morte do inocente (bebê), sem ao menos ser registrada queixa do estupro, ou seja, o estuprador sai lindo, levre e solto da situação, e o bebê paga o pato. Viva a justiça do homem!

  10. Eduardo Araújo disse:

    O que pessoas como o sr. Alfredo insinuam é um falso dilema: se você condena o aborto realizado, como um ato abominável, então você minimiza a violência sexual praticada pelo padrasto da menina.

    Foi essa falácia estúpida, um falso dilema, que povoou a mídia e os que investiram cegamente contra D. José e por extenso contra a Igreja Católica. Acredito eu, inclusive, que a menção de D. José à excomunhão AUTOMÁTICA dos médicos aborteiros serviu, apenas, de pretexto para o velho e imbecil ranço anticatólico se manifestar às goleadas.

    Basta lembrar que por mais que se esclarecesse, na mídia, na internet, em quaisquer lugar e ocasião, a respeito do caráter medicinal da pena de excomunhão; da propriedade de sua aplicação AUTOMÁTICA ao caso; do fato óbvio de ser aplicada pela Igreja Católica a quem se diz católico – assunto fundamentalmente católico, portanto; da dissociação entre a aplicação dessa pena canônica aos médicos e a pena cabível de imputação pelo Estado ao padrasto; de que a excomunhão não foi para a menina e sim para referidos médicos …

    Enfim, por mais que se mencionasse tudo isso, não adiantava: os pretensos juízes de D. José e da Igreja não queriam ouvir, não desejavam sinceramente a verdade, nem ao menos a salutar vista da versão do arcebispo – o outro lado da história. Tudo era um coro estúpido e agressivo contra este, contra a Igreja, e armados de sofismas idiotas como esse falso dilema, cerne de “argumentos” como o do sr. Alfredo. Sequer consideraram o verniz puramente ideológico e a manobra abortista por trás do ato dos médicos. Como amiúde caracterizam-se essas ações dos adoradores do aborto, engendrou-se uma FARSA, lançaram-se inúmeras mentiras, apelou-se para o sentimentalismo unilateral, aproveitou-se a mídia tupiniquim, forte e ideologicamente engajada, e abusaram de sofismas e imbecilidades para forjar a imagem de vilão do arcebispo e de “humanistas” dos médicos.

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