Para a glória de Deus, em comunhão com a Santa Igreja Católica Apostólica Romana

Jornada Cristã


domingo, 8 de março de 2009



Prezados leitores:

Este talvez seja o post mais importante já publicado aqui em JORNADA CRISTÃ. Trata-se de uma carta enviada aos professores Rivaldo Albuquerque e Olímpio de Moraes, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, extensiva ao reitor Carlos Calado. Os referidos professores Rivaldo e Olímpio fizeram parte da equipe de médicos que realizaram o aborto na menininha de nove anos violentada pelo padrasto em Alagoinha (PE).

O autor da carta é o estudante do 10º período da referida instituição, Artur Costa, que de forma corajosa sai em defesa do arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho, explicando o que é uma excomunhão “latae sententiae”. Em seguida, faz algumas considerações sobre a atribuição da moral em contraponto à função da medicina. Finalmente, vai direto ao ponto:

“Até que alguém me prove o contrário, a gravidez da menina era cientificamente viável. Todos nós sabemos que a medicina é imprevisível, e é assim como devemos encará-la. E na minha opinião, a conduta correta deveria ser esperar a evolução do caso, acompanhar de forma contínua a gravidez, e induzir o parto se necessário, sempre procurando SALVAR VIDAS, que é a verdadeira atribuição da medicina. Se alguém me provar o contrário com o devido respaldo da ciência, EU mudo de opinião”.

Aos católicos: frente à profusão de matérias caluniosas, tendenciosas, destilando ódio, preconceito e intolerância contra a Igreja Católica, fiquemos firmes e fieis aos sucessores dos apóstolos! Procurem ver a argumentação do lado católico, neste momento marginalizado e relegado à obscuridade pelos grandes órgãos de imprensa. Lembrem-se da perseguição movida contra a Igreja Católica, o clero católico e o cristianismo pelos meios de comunicação social. Lembrem-se que a postura dos jornalistas, em 99% dos casos, é a de se portarem contra a Igreja, tendo como objetivo último minar a sua autoridade moral e desacreditar os membros de sua hierarquia.

É exatamente isso que está acontecendo agora: a postura da Igreja, na pessoa do arcebispo D. José Cardoso Sobrinho, foi em primeiro lugar, como é permitido por lei, demover a mãe da menininha da idéia de fazer o aborto; em segundo lugar, novamente usando da liberdade de expressão, sem em nenhum momento ir contra a lei civil, comunicar publicamente a excomunhão dos envolvidos no aborto – como prevê o Código de Direito Canônico. A pena da excomunhão é única e exclusivamente eclesiástica, sem nenhum efeito prático para a lei civil: diz respeito apenas aos católicos, que têm o dever de seguirem a doutrina católica.

Enviem esse texto a amigos, conhecidos e colegas católicos; façamos nossa parte em defesa da fé católica e dos bispos escravos do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

*****

Estimados professores Rivaldo e Olimpio e reitor Carlos Calado.

Sou estudante do 10 período da FCM – UPE, e estou escrevendo este e-mail para prestar a minha solidariedade ao Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho. Em primeiro lugar, Dom José não excomungou ninguém, segundo a imprensa, que é maldosa e tendenciosa, informou. Como, boa parte de vocês declaram ser católicos, apesar de não entender a doutrina, vou explicar algumas coisas.

De acordo com o código de direito canônico, existem 7 ocasiões que levam um católico a ser excomungado latae sententiae:

1 – Profanação do santíssimo sacramento
2 – Agressão física à pessoa do Papa
3 – Revelação por parte do sacerdote de segredos de confissão
4 – Absolvição por um sacerdote do cúmplice do pecado da carne
5 – Ordenação sacerdotal de Bispos por outros bispos sem autorização do Papa
6 – Apostasia e Cisma por parte de um católico bem informado.
7 – ABORTO

Logo, com isso, chegaremos à conclusão que o Bispo não excomungou ninguém, uma vez que todos os que participaram do procedimento já foram excomungados AUTOMATICAMENTE. Excomunhão Latae sententiae significa isso: EXCOMUNHÃO AUTOMÁTICA NO MOMENTO DO ATO. E o Arcebispo nada mais fez do que lembrar o que está previsto pela lei canônica, que é uma lei promulgada pelo Papa, e consequentemente de Deus, uma vez que o Papa quando se pronuncia em questão de fé e de MORAL, se pronuncia in persona christi. Cristo deu as chaves dos céus para o Papa, para que o mesmo tivesse esse poder de ligar e desligar de forma infalível. Logo, a condição para ser católico é acreditar nisso. Quem não acredita nessa questão de fé, não é católico. NINGUÉM É OBRIGADO A SER CATÓLICO.

A outra atitude de Dom José foi procurar a família da menina, e tentar intervir no processo para que o procedimento não fosse feito. Em momento nenhum a integridade moral do senhor professor foi ferida, e nem sequer Dom José faltou com respeito a ninguém. Muito pelo contrário, o que eu só ouvi por parte das pessoas que convivo ao redor foram manifestações de ridicularização e ofensas ao nosso Arcebispo. As pessoas, a imprensa, a declaração universal dos direitos humanos defendem tanto a liberdade de expressão… Agora o Bispo é uma exceção, e deveria ser proibido de se expressar? Que hipocrisia é essa? Que ditadura do relativismo é essa?

Por acaso é atribuição da medicina decidir o que é moralmente correto ou errado? Que eu saiba, a função da medicina é a de salvar vidas, de amenizar o sofrimento. NUNCA MATAR, não importa os argumentos sentimentalóides que costumeiramente se propagam por aí. Decidir o que é moralmente correto ou errado é atribuição da filosofia. Isso está fora do campo da medicina, embora deva caminhar junto. Por sinal, todo sacerdote para ser ordenado precisa ter estudo de filosofia e teologia, coisa que nós médicos e estudantes da medicina não temos. Logo, é competência de Dom José intervir na questão moral sim. E a sua opinião não pode ser ridicularizada nem impedida por ninguém. É direito dele se expressar, desde que não falte ao respeito com ninguém.

Qual a atribuição da moral? Nada mais nada menos que interpretar a lei natural. A declaração universal dos direitos humanos nada mais é do que uma tentativa de interpretação da lei natural. E o que é a lei natural? É a lei que rege a inclinação natural de todos os seres vivos. Um exemplo disso é que todo ser humano é inclinado a fazer o bem. Todo ser humano sabe que é certo fazer o bem, e é errado fazer o mal. Está no coração de todo ser humano que é errado matar uma pessoa inocente. E aí poderemos citar vários exemplos. A lei natural está no coração de todos os homens. E a declaração universal dos direitos humanos nada mais é que uma tentativa de interpretação disso. Os 10 mandamentos nada mais são do que um resumo dessa lei natural. Uma vez que a lei natural é fato concreto, chegaremos à conclusão que o bem e o mal são absolutos. A relativização do certo e do errado significa dizer que qualquer crime ou absurdo pode ser uma atitude correta de acordo com o ponto de vista das pessoas. É a negação completa da lei natural e da existência de Deus. Logo, a mesma deve ser levada em consideração sempre. E Dom José interveio dentro desse contexto, que NÃO É UM CONTEXTO CIENTÍFICO, mas moral!

Sabendo que é intríncecamente mal matar um ser inocente, e que nunca podemos ver no mal uma solução, chegaremos ao assunto Aborto. Perceberam que o assunto fé não entrou aqui em nenhum momento? E realmente não é questão de fé. É questão de ética. Coisa que todo ser humano tem o direito de intervir e opinar. E quando discutimos o que é certo e errado, a razão, e somente a razão deve fazer parte do discussão. O que a gente vê frequentemente por meio da mídia e das pessoas em geral são argumentos sentimentalóides, que estrapolam os limites da razão, e que não medem as consequências das atitudes. Evitemos isso!

Menina de 9 anos de idade foi estuprada várias vezes pelo padrasto, e engravidou, pior ainda! Gravidez gemelar. Todos vocês sabem que uma menina de 9 anos pode engravidar e pode dar à luz, como já ocorreu em outras situações. Gravidez na infância e na adolescência é uma triste realidade do nosso mundo. Toda gravidez tem o seu risco. Não é a toa que se usa os termos “baixo risco” e “alto risco. O CISAM é especializado em alto risco. E a medicina, como falei antes, tem a atribuição de salvar a vida da mãe e a vida do filho. O bom tratamento da mãe é o melhor tratamento para a vida intra-uterina. Até que alguém me prove o contrário, a gravidez da menina era cientificamente viável. Todos nós sabemos que a medicina é imprevisível, e é assim como devemos encará-la. E, na minha opinião, a conduta correta deveria ser esperar a evolução do caso, acompanhar de forma contínua a gravidez, e induzir o parto se necessário, sempre procurando SALVAR VIDAS, que é a verdadeira atribuição da medicina. Se alguém me provar o contrário com o devido respaldo da ciência, EU mudo de opinião, e ainda explicarei pessoalmente a situação ao Arcebispo Dom José, que certamente também mudará de opinião e voltará atrás.

Se foi estupro, se foi acidente, se foi o alienígena, NADA justifica pela razão a destruição da vida intra-uterina. Consequências psicológicas… abortando ou não, a menina carregará pra sempre da mesma maneira. Não existe estudo científico de credibilidade que prove algum benefício ou malefício a esse respeito. Argumentos sentimentalóides não substituem a razão, mesmo estando previsto por lei a autorização do procedimento. Professores Rivaldo e Olímpio, respeito muito vocês, tenho uma simpatia especial pelo prof. Rivaldo, vejo em vocês professores comprometidos com a FCM – UPE, mas é FATO que vocês são defensores ferrenhos da legalização do aborto em todas as ocasiões, e que essa foi uma oportunidade de instigar a população e propagar o que vocês pensam. Eu sei disso.

Bem, caros professores, estou à disposição de vocês, espero não os ter ofendido com nenhuma palavra. Espero inclusive artigos científicos que contribuam para esclarecer o caso e para contribuir para minha formação acadêmica. Estou disposto também a realizar iniciação científica com vocês dentro da área dos riscos que envolvem a gravidez na infância e adolescência, caso vocês se interessem.

Um Abraço,

Artur Costa.

Postado às 19:56 | Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

11 Comentários

  1. J. Armando disse:

    Parabéns Matheus e Arthur!!!

    MAtheus, é possível ver os comentários do texto?

  2. Mário disse:

    “Ninguém é obrigado a ser católico”. Então porque estão metendo o nariz onde não são chamados???

  3. JORNADA CRISTÃ disse:

    Uai. E o direito à liberdade de expressão? Onde fica? Não vale para os católicos? Só vale para aqueles que concordarem com suas idéias? Existe alguma lei que proíba uma autoridade da Igreja de se manifestar sobre determinado tema? Certamente, muita gente gostaria que houvesse, não é mesmo? São os democratas, libertários, que pregam direitos para todos… Ou melhor, para quase todos.

  4. Paulo PE disse:

    Infelizmente ele tem muito a aprender sobre saúde pública, e neste caso especificamente em obstetrícia (tema inclusive, dominado por muitas senhoras na idade média e por este motivo chamadas de hereges e queimadas como bruxas) muito bom. Esses são os novos médicos que a população sofrida deste país vai encontrar nos Pronto-socorros da vida.
    Igual a ele só os que festejaram soltando rojão dentro do hospital no paraná!

  5. JORNADA CRISTÃ disse:

    Você pode ensiná-lo então sobre saúde pública e obstetrícia, inclusive? Pode refutar os argumentos que ele explicitou no texto? Fico esperando que o faça. Na verdade, se o seu conhecimento sobre saúde pública for igual o de história, vixe, fico até com medo! Demonstre essa bobagem aí sobre o tema obstetrícia ser “dominado por muitas senhoras na idade média” e por isso terem sido “chamadas de hereges e queimadas como bruxas”. Certamente essas senhoras sabiam mais que o Artur, não é verdade? Para começar, pouquíssimas mulheres foram queimadas pela Inquisição Católica sob acusação de bruxaria, e isso aconteceu com mais freqüência na Idade Moderna, não na Idade Média. Houve muito mais perseguições a bruxas pelos tribunais protestantes e, muito mais, pelos tribunais civis dos recém-formados Estados Nacionais – Jean Bodin, jurista francês que viveu no século XVI (Idade Moderna, portanto), se orgulhava de ter pessoalmente condenado mais de mil mulheres à forca por esse “crime”. Só esse número já supera em muito o número de “bruxas” queimadas pela Inquisição Católica em 600 anos. Por favor, demonstre o fundamento dessa sua informação. Pra encerrar, só posso considerar leviana e estúpida sua comparação entre um futuro médico que demonstra sincera preocupação em salvar a vida de três seres humanos com a de baderneiros irresponsáveis.

  6. Helder disse:

    Liberdade de expressão é uma cebola. É DEVER do católico dar um testemunho até a morte de sua fé, com ou sem liberdade de expressão. Os atacantes, como cães, apenas mordem por reflexo condicionado. O que sabem?, em que acreditam?, rezam por alguém (pela menina, no caso, que dizem amar)?, vivem em estado de Graça? O que essa gente tem a dizer sobre um processo penal da Igreja? Nada! Muito oportuna a ação do bispo, chamando os infratores à penitência, dando o testemunho público que seus deveres exigem, sob pena, do contrário de omissão. Foi um gesto de justiça E caridade. Ninguém lembra que ele apenas cumpriu seu dever.

    O autor lembra muito oportunamente que a vida não é objeto de ciência exata, que muitos desenganados convalescem e muitos saudáveis tombam de males súbitos. Que a medicina não pode prever com cem por cento de certeza a morte de alguém: ISSO NÃO É CIÊNCIA. Quero que alguém realmente me prove que estou errado. A argumentação inteira em favor da extinção dos fetos se baseia nessa premissa, quase como uma legítima defesa da mãe contra os bebês. O que não concordo com o autor do texto é quando ele diz que não é obrigatório ser católico. É como se dissesse NÃO É OBRIGATÓRIO IR PARA O CÉU. De fato não é, mas o inferno e a morte nunca deveriam ser considerados uma opção.

    Dom Lourenço tem razão, se fossem dois bebês com lacinhos todo mundo se horrorizaria pelo crime. Mas o mundo não vê nada além do aparente. Sua dimensão mais profunda é a pele.

    http://www.permanencia.org.br/

  7. Roberto Domingos disse:

    Parabéns ao autor do blog, estes esquerdopatas que tanto atacam a igreja hoje, são os mesmos que aplaudiam, quando a Igreja cheia de caridade protegia suas vidas em passado recente. A Igreja para eles é como a democracia, só é boa quando serve a seus propósitos desonestos. Que este episódio, que é apenas mais um de muitos que ainda virão, sirva de alerta para as eleições de 2010.

  8. Augusto disse:

    A carta de Artur Costa representa, neste momento, um instrumento de reflexão que, infelizmente, grande parte de pessoas que se diz cristã não consegue ver. A análise superficial dos fatos acontecidos em Alagoinha leva a crer que houve uma precipitação no processo de Aborto. Por quê? Houve, segundo notas de imprensa, reuniões anteriores entre o Arcebispo, médico, mâe e mais pessoas da diocese. Nessa reunião, o arcebispo pediu que não se fizesse o aborto, porém, ele foi feito a pedido da mãe da garota. A imprensa não deu detalhes dessa reunião que, acredito, deve ter debatido a possibilidade de salvar a vida dos três seres, da minina e das crianças concebidas. Fiquei alarmado com a notícia da Agência do Brasil, no dia 09/03/2009, segundo a qual, o ministro da saúde interrompeu a abertura do Seminário Nacional de Saúde da Mulher para aplaudir a atitude do médico Olímpio de Moraes e este, depois, numa nota da mesma agência, dizer que estava agradecido ao Arcebispo por ter proporcionado oportunidade de ele dizer que no hospital em que trabalha se fazem, em média, 02 (dois) abortos mensais de mulheres estupradas. A nota levou-me a crer que o aborto virou rotina para o médico ou para o hospital. O que está por trás de tudo isso?
    Como uma pessoa batizada pode admitir a morte de inocentes, seja por que motivo for? Fomos batizados para a vida e não para a morte. A questão de fé parece ter desaparecido do coração de muitas pessoas. Não se garante nenhum progresso na ciência eliminando vidas, mas salvando-as!
    Não posso entrar em detalhes sobre a vida da família da gartoa que não conheço. Entretanto, fico a pensar: Qual é a origem deste aborto? Que tipo de união há entre a mãe da menina e o padrasto? A menina estava sendo usada pelo padrasto desde os seis anos de idade. A sua mãe não percebeu nada em todo este tempo? Ao que me consta uma criança de seis anos não esconde da mãe nada do que lhe acontece. E se a criança estava com medo. Que mãe é esta que não viu nada durante três anos? Algo está estranho nessa história!
    E agora que o aborto foi realizado que satisfação cristã resulta de todos os fatos acontecidos? Que valor se pode atribuir a esse aborto na defesa da vida?
    Que nome se dá à eliminação da vida de duas crianças ainda no seio materno? Que resposta um batizado pode dar para este aborto?
    Quer dizer que toda a vez que haja uma possibilidade de risco da vida da mãe grávida, deve ser feito um aborto?
    Artur, você foi muito feliz na sua carta! Ela não agride os autores, mas faz a comunidade brasileira pensar não com indiferença, mas cristãmente sobre o valor da vida!
    A quaresma que estamos vivendo é um bom momento para conversão! Converter-se é reconhecer-se pecador, reconhecer-se capaz de mudar de atitude! Que aqueles os quais defendem o aborto reflitam sobre a sua conduta e se lembrem de que Jesus veio para dar a vida por nós e não para tirá-la. Ele foi capaz assumir a sua morte em defesa da nossa vida! E deixou-nos um mandamento: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei! O amor não se realiza com a morte mas com a vida!

  9. Estevan Gracia Gonçalves disse:

    Paz e bem.

    Tomei a liberdade de publicar o texto da carta em meu blog, citando obviamente o site de vocês como fonte. Acredito que esse texto deve ser divulgado amplamente e a justiça seja buscada com obstinação pelos católicos que honram sua condição.

    paz e bem.

  10. Alfredo Valadares disse:

    Está mal informado, filho. Dá uma lida nessa reportagem:
    http://super.abril.com.br/superarquivo/1993/conteudo_113426.shtml

  11. JORNADA CRISTÃ disse:

    AHHHH!!! O cara vem e me cita uma matéria da Superinteressante!!!!!! Vai estudar!!!!! Vai ler coisa que presta! Não estou negando que a inquisição católica tenha executado pessoas (homens e mulheres) sob a acusação de bruxaria. O que afirmo é que a grande maioria das mulheres condenadas por bruxaria o foram pelos tribunais CIVIS da época, instituídos na Idade Moderna (como afirma a reportagem, e não na Idade Média). Não sabe que a bruxaria era considerada crime pela Lei Civil? Não sabe que a bruxaria era considerada um delito público, nisso não havendo nenhuma conotação religiosa? Não sabe que feitiçaria era considerado crime desde o Antigo Egito, passando pelos hititas, hebreus, pelo Código de Hamurabi, as Leis das Doze Tábuas (República Romana), etc? Repetindo: feitiçaria era crime contra o estado e foi o estado quem principalmente promoveu a perseguição às bruxas na Idade Moderna. O primeiro tribunal a abolir a pena de morte para o “crime” de feitiçaria foi justamente a inquisição espanhola, em 1642! Tribunais civis da Inglaterra, França e de outros países só o fizeram cerca de cem anos depois, durante o século XVIII. Mal informado está você, “filhinho”. Vai estudar! Aliás, na matéria indicada, “herege” está escrito com “j”… Credo!

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