Ó abismo, ó eterna divindade, ó mar profundo! E que mais poderíeis dar-me que dar-vos a mim? Sois fogo que sempre arde e não consome. Sois fogo que consome todo amor próprio da alma. Sois fogo que destrói toda frieza.
Santa Catarina de Sena.
Santa Gianna Beretta Molla, rogai por nós
Hoje é dia de Santa Gianna Beretta Molla, “médica, esposa, mãe e santa”.

O William fez uma singela e bonita homenagem a essa mulher maravilhosa. Apreciem.
Mensagem do dia (28/04/2009)
Estai certos, meus irmãos, de que nada é tão favorável à nossa salvação como o cumprimento dos preceitos divinos do Senhor.
São Simeão.
Ah, esses libertários…
Você também está passando da hora de levar uma coça bem dada, seu desocupado. Aí quero ver seu lado cristão a oferecer a outra face!
Não é lindo?
Agradeço o comentário. Dá pra ilustrar muito bem a diferença entre os dois lados: um quer demonstrar, debater, chamar à razão. Estou deste lado. O outro, quer resolver as coisas na base da porrada. Você está nele.
A violência gratuita é a arma das pessoas que não têm o quê argumentar. Tenho medo sim, de encontrar com você na rua. Não, não é receio de apanhar de você: os ferimentos que realmente doem são os da alma. Tenho medo é que, se burrice realmente for uma moléstia contagiosa, o mero contato com você possa me deixar tão estúpido quanto você é. Para mim, isso seria pior que a morte.
O abortista
Por Percival Puggina.
Quando tomei conhecimento do ocorrido em Sapucaia do Sul, fiquei pensando sobre qual seria a reação do meu amigo abortista ao saber daquilo. O sujeito defende o aborto em quaisquer circunstâncias. É militante pela copa franca, ou seja, para ele, não engravidar, engravidar e abortar “são direitos da mulher e deveres do Estado”. Seu ídolo é o ministro Ayres Britto, do STF, segundo quem, um ser gerado por pai e mãe pertencentes à espécie humana só vira gente depois de chorar na sala de parto. Para meu amigo e para seu ministro preferido, o veterinário que trata de um bezerro no útero da vaca está tratando de um bezerro, mas o médico que “interrompe uma gravidez” está eliminando uma coisa.
Pois não é que por uma dessas tramas do destino, horas após, dou de cara com meu amigo abortista? Encontramo-nos à saída do estacionamento. Enquanto subíamos juntos pela Rua General Câmara, fui contando a ele que uma mocinha de seus vinte anos dera entrada no hospital de São Leopoldo, com sangramentos. Os médicos, tendo percebido que se tratava de um aborto, notificaram a autoridade policial. Estranhamente, até aquele momento, os pais da moça, que a acompanharam ao hospital, sequer sabiam que ela havia estado grávida, embora o feto, digo, o bebê, pesando pouco menos de um quilo e meio andasse, por volta da 30ª semana.
Tudo isso eu ia contando para meu amigo abortista enquanto subíamos a forte ladeira. Ele revelava pouco interesse. Espichava os olhos para as vitrinas das livrarias e fazia observações sobre o azul do céu porto-alegrense em tempos de estiagem. Mas eu tinha munição pesada no arsenal da narrativa para atrair sua atenção. “Imagina – prossegui – que os pais da guria, ao retornarem para o apartamento, encontraram o feto, digo o bebê, ainda com sinais de vida, todo ensanguentado, dentro de uma sacola plástica”. Meu amigo abortista emitiu um “hummm” que se perdeu nos ruídos dos automóveis na Rua Riachuelo.
“Esse sujeito tem mãe, pensei comigo. Tem mãe e tem um coração no peito porque se não tivesse não conseguiria subir esta lomba. Como pode reagir com um simples hummm ao que estou lhe contando?”. E tratei de cavar no fundo da tragédia o que nela havia de mais revoltante. “O feto, digo, o bebê, foi levado para o hospital. Respirava com grande dificuldade e tivera as duas pernas quebradas durante a extração”. Ninguém resiste, pensei, à imagem das pernas quebradas de um feto, digo, de um bebê com um quilo e pouco. Meu amigo abortista, no entanto, parecia mais interessado nas pernas de uma estudante do colégio Paula Soares, que descia as escadarias da praça sobraçando um conjunto de pesados cadernos. “E daí?”, perguntou com displicência.
Contei até dez, e no onze acrescentei que o jovem par fora autuado em flagrante por tentativa de homicídio, que o pai estava recolhido à Penitenciária Estadual do Jacuí e a mãe ao presídio feminino Madre Pelletier. Nesse momento, meu amigo abortista se ligou no assunto. “Estão presos, é? Que absurdo! Vê só o resultado dessas idéias de vocês! Tivessem feito esse mesmo aborto direitinho, num hospital, com assistência médica, nada disso teria ocorrido”.
Mandei meu amigo abortista para um lugar bem feio e fui adiante, pensando que por essa mesma moral o sujeito pode assaltar uma joalheria, desde que o faça com luvas de pelica. De fato, os defensores do aborto não dão valor à morte dos fetos porque não dão valor à vida. Dos outros.
Um milhão de rosários pelas crianças não nascidas
No final desta semana, dias 1º (6ª. feira), 2 (sábado) e 3 (domingo), uma organização norte-americana, a “Saint Michael the Archangel Organization” promove a reza de um milhão de rosários pelas crianças não nascidas. Quem quiser inscrever-se, faça-o em
http://www.saintmichaelthearchangelorganization.org/signup.php.
Agressão a militante pró-vida na Espanha demonstra a covardia dos abortistas
Já havia falado para vocês sobre o ProChoiceViolence.com (Violência dos abortistas). Vou falar novamente: este site, ligado à Human Life International, denuncia mais de oito mil crimes cometidos por militantes abortistas desde 1965 – entre estes, mais de 1200 homicídios. O número de crimes cometidos por militantes abortistas é imensamente maior que os cometidos por militantes pró-vida radicais – entretanto, é claro que os crimes cometidos por militantes contra o aborto têm uma repercussão muito maior na imprensa. O site está recheado de documentos e informações e é uma fonte obrigatória para se informar a respeito.
Como defender a morte de bebês inocentes ainda na barriga das mães é uma causa desprovida de nobreza, escrúpulo, movida por dinheiro e racismo, esse pessoal maravilhoso e “libertário” (a liberdade é só pra eles, é claro) joga sujo sem a mínima vergonha de fazê-lo, usando de violência para calar os adversários. Quem não tem razão, apela para a intimidação.
Na Espanha, um grupo de três militantes pró-vida da organização Derecho a Vivir foi agredido por seis abortistas fanáticos no último sábado, quando recolhiam assinaturas contra um projeto de lei do governo socialista espanhol que pretende diminuir as restrições legais à matança de bebês não-nascidos, além de financiar abortos com dinheiro público. O governo socialista espanhol promove uma violenta e covarde campanha de intimidação contra os militantes pró-vida, com direito a ameaças, chantagens e injúrias, taxando-os em pronunciamentos públicos de “reacionários”, situando-os “à margem da democracia” e desqualificando-os sumariamente, ao invés de refutar-lhes os argumentos.

Jaime Jesus Dias, agredido por seis militantes pró-aborto.
Os canalhas agrediram também um cidadão chileno que estava por acaso assinando o abaixo-assinado, outra jovem militante pró-vida e uma senhora de 60 anos (!), também voluntária. Aliás, não é de se espantar, esse tipo de gente é capaz de matar bebês, então bater em idosas não é de todo surpreendente…
Para saber mais sobre a Associação Derecho a Vivir, acesse o site: http://derechoavivir.org/. Mais informações sobre este lamentável episódio e a exigência dos militantes pró-vida espanhóis para a apuração do crime e sua condenação pelo governo socialista abortista espanhol, você encontra aqui.
Mensagem do dia (27/04/2009)
A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal.
Machado de Assis.
Discussão: de aborto de anencéfalos ao nazismo, é mesmo só um pulo…
O William Murat me sugeriu e resolvi publicar em um post a discussão que tive com um leitor sobre o aborto de anencéfalos no post Blog Contra o Aborto: Marco Aurélio de Mello, pede para sair!. Defendo que essa prática pode ser sim interpretada como nazista, na medida em que é uma forma de eugenia. A troca de comentários segue, na íntegra, como foram originalmente postados:
- ► Carlos Alberto disse:
Embora este ministro goste de aparecer, ele está certíssimo! O aborto de anencéfalos será autorizado por ampla maioria. Ninguém – absolutamente ninguém – possui o direito de se intrometer em questões privadas e obrigar uma gestação de um ser que NÃO irá viver por muito tempo. Felizmente ainda existem juízes em Brasília.
- ► JORNADA CRISTÃ disse:
No comentário acima, faltou apenas acrescentar o adjetivo “HUMANO” após o substantivo “ser”. A frase ficaria assim: “Ninguém – absolutamente ninguém – possui o direito de se intrometer em questões privadas e obrigar uma gestação de um ser humano que NÃO irá viver por muito tempo.” Ou o bebê deixa de ser HUMANO só porque, em tese, não viveria por muito tempo?
- ► Carlos Alberto disse:
Deixe de bobagens, você entendeu perfeitamente. Além do mais, qual o sentido de se levar a gestação de alguém que comprovadamente não irá sobreviver por muito tempo? Qual o sentido disso? O aborto de anencéfalos será permitido, podem rezar, fazer promessas, reclamar ao papa, mas será permitido. A vocês só restará o preceito jurídico do “jus esperneandi” – o direito de espernear. E vão cuidar de suas vidas.
- ► JORNADA CRISTÃ disse:
Claro que entendi perfeitamente o que você escreveu. Você é que se esquivou da minha pergunta: o fato de o feto ser anencéfalo desclassifica-o imediatamente como ser humano? Para você, considerar uma pessoa como um ser humano, independentemente da sua condição de saúde, pode ser bobagem. Para mim, não é. A duração da vida de um ser e sua conseqüente “utilidade prática” serve como parâmetro de humanidade para nazistas, não para cristãos. Esteja onde estiver, Hitler deve estar também torcendo pela liberação do aborto de anencéfalos – foi a mesmíssima coisa que ele fez na Alemanha: matar qualquer pessoa que significasse um “peso” e que “comprovadamente” não poderia “sobreviver por muito tempo”; muitas dessas “inovações” são hoje adotadas na Holanda. Quanto ao fato de a justiça vir a permitir o aborto de anencéfalos, tal prática poderá vir a ser legal, mas jamais será lícita do ponto de vista moral – trata-se do assassinato de uma pessoa com deficiência que ainda não nasceu. Aliás, é interessante como você parece ansioso para que seja liberada a morte desses bebês, hein! Que coisa interessante! Pra encerrar, o artigo em questão nem mesmo entra no mérito da questão do aborto de anencéfalos, apenas critica a atitude do ministro Marco Aurélio de Mello, que explicitamente contrariou artigo da Lei Orgânica da Magistratura Nacional.
- ► Carlos Alberto disse:
E é bom não entrar no mérito mesmo pois vocês não entendem nada de leis, quem dirá de moral. Um dos recursos mais rasteiros e pobres de argumentação é querer imputar ao outro a pecha de “nazista”, esquecendo-se de que o papa Ratzinger serviu nas fileiras de Hitler, embora, claro, de forma “compulsória”… Você certamente fica incomodado se tratar os padres somente de pedófilos… Uma das certezas de que temos nesta vida é de que vamos sofrer, mas é o sofrimento advindo da própria vicência. Agora, querer manter o sofrimento por motivos religiosos ou de suposto “crescimento emocional” como alguns defendem é de uma estupidez atroz e de uma irracionalidade animalesca.
- ► JORNADA CRISTÃ disse:
Mudar de assunto sim é “um dos recursos mais rasteiros e pobres de argumentação”. Irônica essa afirmação de que católicos “não entendem nada de leis”, já que o Código de Direito Canônico foi quem transmitiu grande parte do Direito Romano para o ocidente, tornando-se referência para a constituição dos códigos civis de todos os estados nacionais europeus; também é engraçado ler que católicos não entendem nada de moral, já que as bases morais da civilização ocidental se estabeleceram em solo judaico-cristão. Ratzinger, entre tantos, serviu ao exército nazista sendo obrigado a fazê-lo, e deserdou antes do final da guerra sob risco de ser executado. Os links do meu comentário acima estavam quebrados, agora funcionam. Os artigos se referem à prática de destruir a vida de quem os nazistas consideravam indignos de viver. O livro referência para esse belíssimo pensamento chama-se “A destruição da vida destituída de valor”, cujos autores foram o psiquiatra Alfred Hoche e o jurista Karl Binding. Para alguns, talvez esses paladinos da justiça e da eugenia é que entendessem de “leis” e “moral”, não é mesmo? A legalização do aborto de anencéfalos fere o direito à vida, direito este que é fundamental a qualquer cidadão – a não ser que determinadas pessoas não tenham o direito de serem consideradas cidadãs, por manifestarem algum tipo de deficiência. Assim os nazistas interpretavam o direito à vida: algumas pessoas não são dignas desse direito, portanto devem ser eliminadas. Portanto, se a carapuça lhe serviu e está te incomodando, sorry, a companhia realmente não é muito agradável. Qual a diferença entre o que pensavam neste caso os nazistas e aqueles que agora defendem o aborto de anencéfalos? A desculpa dos “iluminados” de hoje é a “humanitária”: acabar com o sofrimento dos pais – como se o aborto não gerasse sofrimento ainda maior para a mulher. Neste site, consultando a tag “aborto”, existem textos citando estatísticas referentes ao efeito que o aborto tem sobre a saúde física e psíquica da mulher. Alguns dados: o aborto (mesmo o espontâneo) aumenta em cerca de 90% o risco da mulher desenvolver câncer de mama nos anos seguintes à intervenção; mulheres que abortam tendem a sofrer abortos espontâneos ou a terem partos prematuros em gravidezes seguintes; a possibilidade de morte da mulher durante um aborto provocado realizado em condições de “segurança” e sob assistência médica são 30% maiores que em um parto realizado sob as mesmas condições; as mulheres que abortam tendem à depressão e as taxas de suicídio entre elas são sete vezes maiores que o normal. Essas estatísticas são provenientes do site The Unchoice.
- ► Carlos Alberto disse:
Você não entende nada mesmo! Os pilares da civilização ocidental são o direito romano e a filosofia grega – que inclusive influenciaram o cristianismo. Como disse o escritor Arthur C. Clarke: “Uma das desgraças da Humanidade é o sequestro da moral pela religião”. Querer comparar o aborto de anencéfalos com o que os nazistas faziam é de uma estupidez, desconhecimento e falsidade atrozes! É estelionato intelectual. Os nazistas matavam por suposta superioridade de raça. Diferente da preocupação com a vida que os ministros do STF estão tendo. Sim, muito mais preocupados com a vida do que vocês que se acham tão humanistas. É o velho recurso daqueles que, não tendo argumentos, se utilizam de seu coringa – imputar ao outro aquilo que eles querem que ele seja, mas que na verdade não é. Você por acaso já se colocou na situação de uma mãe que esteja grávida de anencéfalo? Já imaginou o sofrimento de saber que seu filho NÃO sobreviverá? Já imaginou ter de se afastar de seu trabalho por uma gravidez que não gerará um ser vivo por muito tempo? Qual o sentido disso? Me responda, não utilizando de clichês religiosos, mas de argumentos racionais, psicológicos e juridícos. Qual a razão disso? Porque desconsiderar o sofrimento de uma família nesse caso? Às vezes aqueles que se dizem cristãos me assustam, pois consegume ser mais criminosos e insensíveis do que não-cristãos. É por isso que vocês irão desaparecer. É por isso que estão isolados. Vão acabar virando uma seita de pessoas infelizes e segregadas. Em certo sentido, sou mais cristão do que você, porque me preocupo com a pessoa, com sua vida, e não com dogmas estúpidos inventados na idade média. E isso sem esquecer de um detalhe: Hitler era católico e frequentava a missa regularmente…
- ► JORNADA CRISTÃ disse:
Para começar…
“Os pilares da civilização ocidental são o direito romano e a filosofia grega – que inclusive influenciaram o cristianismo.”
São dois dos pilares, e só chegaram até nós graças à principal coluna de sustentação da civilização ocidental: a Igreja Católica. Entretanto, se quiser aprender alguma coisa, pode ler o texto “O Cristianismo visto por um agnóstico”, aqui neste site, além de consultar a obra “Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental”, do historiador norte-americano Thomas E. Woods. Trecho de uma resenha desse livro:
“Ao estudar a civilização Ocidental e as suas instituições, presentes nos nossos dias em quase todo o mundo, fazemos notar que isso não se deve a uma evolução ocasional e dispersa. A partir das heranças grega e romana, nasceram, a partir de uma matriz cultural cristã que, juntamente com os inevitáveis erros do homem, desenvolveu uma obra civilizacional decisiva. Neste livro do historiador, Thomas E. Woods, nascido nos Estados Unidos da América, o autor centra-se na apresentação do legado do cristianismo, hoje desconhecido ou, mesmo, negado.
Seguindo a história da Igreja Católica, Woods, demonstra, em capítulos monográficos, o contributo que ela deu à cultura ocidental: a obra civilizadora dos mosteiros na Idade Média, o aparecimento das universidades, as maravilhas arquitectónicas da arte das catedrais, o desenvolvimento da ciência experimental a partir dos finais da Idade Média, as origens do Direito Internacional, os antecedentes da economia moderna na Escola de Salamanca, o desenvolvimento das obras de beneficência quando ainda ninguém se lembrava dos mais pobres, a erradicação progressiva de muitos dos comportamentos desumanos… Em suma, pode ver-se como a fé foi fonte inspiradora de iniciativas e energias para fazer o bem.”
Passemos agora a analisar seu chilique.
1) “Como disse o escritor Arthur C. Clarke: “Uma das desgraças da Humanidade é o sequestro da moral pela religião”.”
Arthur C. Clarke disse isso? Ó céus, nem vou dormir. TODAS AS CIVILIZAÇÕES INSTITUÍRAM SUA MORAL A PARTIR DE VALORES TRANSCENDENTES, RELIGIOSOS. TODAS. A idéia de humanidade surge a partir da idéia original de um Deus Pai de todos os seres humanos – todos somos irmãos porque há um “Pai que está nos céus”. Daí procede a idéia de igualdade entre todos os seres humanos em sua dignidade humana – por isso, o aborto de anencéfalos é injustificável: o anencéfalo não deixa de ser uma pessoa humana. O conceito de “pessoa humana” surge no ocidente a partir da idéia de Deus ser uma pessoa e o ser humano ser criado a sua imagem e semelhança. E é este conceito a base de toda a noção de direitos humanos – coincidência essa idéia de direitos humanos ter surgido no ocidente cristão? Não. Portanto, o escritor (gosto muito do que já li dele, diga-se de passagem) comete um equívoco baseado no seu exercício de “achologia” e inverte a realidade dos fatos. A religião não seqüestrou nada: na verdade, foi o fundamento e norte da moral no ocidente até o advento do iluminismo, quando passou a ser duramente atacada e caluniada, tendo seus méritos e contribuições desmerecidos. Arthur Clarke foi ótimo escritor de ficção científica: neste assunto, não passa de um palpiteiro de boteco. Aliás, quando se é pra meter o pau em religião, Igreja Católica, qualquer um vira doutor, não é mesmo? Até motorista de táxi ateu vira entendido.
2) “Querer comparar o aborto de anencéfalos com o que os nazistas faziam é de uma estupidez, desconhecimento e falsidade atrozes! É estelionato intelectual. Os nazistas matavam por suposta superioridade de raça. Diferente da preocupação com a vida que os ministros do STF estão tendo. Sim, muito mais preocupados com a vida do que vocês que se acham tão humanistas. É o velho recurso daqueles que, não tendo argumentos, se utilizam de seu coringa – imputar ao outro aquilo que eles querem que ele seja, mas que na verdade não é.”
Falta de argumentos? Bem, vamos lá. Os nazistas faziam a mesma coisa que você apoia e você vem me dizer que a comparação é falsa? Como assim? Os nazistas promoviam a eugenia por motivos racistas; você apoia a eugenia por motivos supostamente humanitários. A vida de um anencéfalo para você não tem valor; para os nazistas, muito menos! E a comparação é estúpida? Eu não duvido que você tenha boas intenções ao apoiar o aborto de anencéfalos pelas razões que você considera lícitas; o problema, que você não quer enxergar, é que os fins não justificam os meios. A defesa da vida deve ser feita de forma instransigente – a defesa da sua vida, da vida de todos os sujeitos, a vida inclusive daqueles que não nasceram. Você defende o mesmo procedimento que os nazistas aplicavam (a morte de pessoas consideradas inválidas) baseando-se no mesmo princípio: a vida de alguns vale menos que a vida de outros. Você acredita nisso porque sustenta que o custo psicológico para a mãe do bebê não compensa a vida do seu filho. Pois bem, os nazistas acreditavam que o custo econômico para o estado não compensava a vida dessa criança. Portanto, os nazistas praticavam a eugenia baseados no princípio que você segue em seu raciocínio: a vida de algumas pessoas vale menos que a vida de outras pessoas. O motivo, pouco importa! Isso é o primeiro passo para o totalitarismo, pois elenca o valor da vida dos indivíduos a uma hierarquia: essa pessoa “vale” tanto, aquela “vale” menos. E quem vai definir o quanto vale a vida de uma pessoa? O estado? Se hoje a vida de um anencéfalo não é considerada digna, quem te garante que amanhã a vida de uma pessoa portadora de síndrome de Down também não terá sua dignidade reconhecida? Ou a vida de uma pessoa que sofra de lábio leporino? Na Inglaterra, é o que está acontecendo atualmente.
Qual o critério para se mensurar a dignidade humana? Você, infelizmente, defende o mesmo princípio nazista de que a vida de algumas pessoas não vale a pena ser vivida.
Agora, dizer que os ministros do STF estão muito “preocupados com a vida” é de uma ingenuidade ímpar (estou sendo bondoso agora). O interesse nessa história toda é abrir uma brecha na legislação para posteriormente empurrar a legalização total e irrestrita do aborto goela abaixo da população brasileira através do poder judiciário – tal como aconteceu nos Estados Unidos no infame caso “Roe vs. Wade”. Isso é preocupação com a vida? Deve ser com a “vida boa” dos donos de clínicas de aborto, os grandes financiadores da campanha mundial pela sua legalização.
3) “Você por acaso já se colocou na situação de uma mãe que esteja grávida de anencéfalo? Já imaginou o sofrimento de saber que seu filho NÃO sobreviverá? Já imaginou ter de se afastar de seu trabalho por uma gravidez que não gerará um ser vivo por muito tempo? Qual o sentido disso? Me responda, não utilizando de clichês religiosos, mas de argumentos racionais, psicológicos e juridícos. Qual a razão disso? Porque desconsiderar o sofrimento de uma família nesse caso? Às vezes aqueles que se dizem cristãos me assustam, pois consegume ser mais criminosos e insensíveis do que não-cristãos.”
Quanto a argumentos “psicológicos” e até médicos, já os citei em comentário anterior, e foram solenemente ignorados por você – objetivamente falando, os danos à saúde da mulher causados pelo aborto provocado são bem maiores que o risco que ela corre deixando a gravidez seguir seu curso normal.
O grande problema é que você se recusa a ver a humanidade do bebê anencéfalo. E o criminoso sou eu! É pra rir? Claro que para você o bebê anencéfalo não passa de um “ser que não sobreviverá”. Ora, se ele não passa de uma “coisa”, então vale tudo. A partir da “coisificação” de um ser humano é que seu raciocínio faz sentido. Um ser humano para ser amado, digno, para ter direito a nascer, ter uma existência, deve, segundo o seu pensamento, preencher algumas condições. E A HUMANIDADE DE QUALQUER SER HUMANO É MORALMENTE INQUESTIONÁVEL! Portanto, o bebê anencéfalo é tão digno de amor, de carinho, de afeto, de direitos e do direito a existir quanto eu, você ou qualquer outra pessoa!
Será que o sofrimento da mãe em saber que seu filho não sobreviverá por muito tempo será menor se ela matá-lo? Será que o filho dessa mãe não merece uma certidão de nascimento, um nome, um enterro digno como um ser humano? Não merece ter sua cidadania reconhecida, ainda que por pouco espaço de tempo? Não merece ter sido alguém, ainda que sua vida seja efêmera?
Para você e para os nazistas, não!
O sentido da defesa da vida dos bebês anencéfalos está na defesa da humanidade de cada ser humano: do fruto do ventre daquela mulher, do fruto da união de dois seres humanos, houve a concepção de um novo ser humano. E isso é inegociável! Esse ser humano não perde sua dignidade e não pode perder seu direito a viver por causa de sua condição física!
4) “É por isso que vocês irão desaparecer. É por isso que estão isolados. Vão acabar virando uma seita de pessoas infelizes e segregadas. Em certo sentido, sou mais cristão do que você, porque me preocupo com a pessoa, com sua vida, e não com dogmas estúpidos inventados na idade média.”
Você se preocupa “com a pessoa, com sua vida”… Desde que essa pessoa tenha saúde perfeita, né. Porque se for um bebê, um ser humano, com má formação, aí é melhor matá-lo e jogá-lo no lixo. E lembrando: o criminoso sou eu. Quanto a “vocês vão desaparecer, estão isolados…”, cito Tertuliano, um apologista da Igreja Católica do século II. Já naquela época muitas pessoas tinham essa mesma certeza que você tem: a Igreja Católica vai desaparecer! E no decorrer desses dois mil anos, muitos tentaram concretizar esse seu desejo. Transcrevo o que ele disse a esse respeito:
“A verdade não pede favor, porque a perseguição não a intimida. Nossa religião sabe que seu destino é ser estrangeira sobre esta terra e que sempre terá adversários. É no céu que ela tem sua sede, suas esperanças e sua glória. A única coisa que aspira é não ser condenada sem ter sido ouvida.”
(Tertuliano, Apologeticum. Citado aqui).
Claro que você já está com sua mentalidade totalmente deformada pelo preconceito anti-católico, portanto desfila sua ignorância sobre o cristianismo ao vir com essa de “dogmas inventados na idade média”. Você não tem a menor idéia do que seja um dogma, não sabe nada sobre como foram definidos os dogmas católicos (alguns, após mais de mil anos de discussão). Muito menos sabe sobre Idade Média. Já tomou contato e buscou entender os argumentos não somente dos católicos, mas de todos aqueles (mesmo os não católicos) que são contrários à legalização do aborto de anencéfalos? Não. Já estudou o que a Igreja Católica teria a dizer em sua defesa sobre as coisas das quais é acusada? Não. Já buscou entender o que defende o seu oponente nessa discussão? Não. Você já condenou a Igreja sem ouvi-la. Aliás, pensando bem, é melhor você continuar falando bobagens sobre o que não conhece: vai que você estuda o cristianismo a sério, lê os documentos escritos pela Igreja, estuda o catecismo, conhece a vida dos santos, a gloriosa e maravilhosa história da Igreja Católica, tão deturpada, falseada e caluniada… E de repente resolve se converter e virar católico! Que horror! Pois é, melhor não. Deixa pra lá, melhor ficar mergulhado na ignorância, elegendo a Igreja como a pior coisa que já aconteceu no mundo, é bem mais fácil. Deixe as “pessoas infelizes e segregadas” pra lá, não é?
5) “E isso sem esquecer de um detalhe: Hitler era católico e frequentava a missa regularmente…”
Pois é, gente. E quem não tem argumentos sou eu. Segundo o raciocínio, quem freqüenta missas automaticamente é “católico”. A Igreja Católica tem responsabilidade pelos atos de Hitler por ele ter sido batizado e por freqüentar missas? Os nazistas mandaram vários sacerdotes católicos para campos de concentração, muitos foram mortos – especialmente na Polônia. Além disso, são públicas e notórias a relações do nazismo com o esoterismo e o ocultismo, doutrinas comprovadamente anti-cristãs. Certamente você não sabe que Hitler planejou e ordenou seqüestrar o Papa Pio XII durante a Segunda guerra mundial, porque considerava o Papa “antinazista e amigo dos judeus”. Belo católico, esse Hitler! Também não deve saber que nas eleições para o parlamento alemão em 1932 os nazistas foram derrotados em TODAS as regiões de maioria católica na Alemanha. Também ignora que “Quando em 1938 Hitler visitou Roma, Pio XI se retirou da cidade e fechou o Vaticano e os Museus para que Hitler não pusesse os pés lá dentro, e mandou hastear a bandeira a meio pau, em sinal de luto, como protesto pela presença de Hitler em Roma a convite de Mussolini” (texto completo aqui).
Como você nem deve saber o que é necessário para ser católico, vou te explicar: para ser católico, não basta a pessoa freqüentar a missa regularmente; católico é aquele que segue a doutrina pregada pela Igreja Católica e obedece à hierarquia da instituição. Fato: Hitler não se enquadrava nesses critérios. Portanto, não pode ser considerado um católico. Afinal, até um cachorro pode entrar na Igreja e assistir uma missa.
- ► Carlos Alberto disse:
Seus argumentos são sofríveis. Sofríveis e risíveis. É por isso que o aborto de anencéfalos será liberado. Ninguém conseguiu convencer os ministros a não autorizar. Não conhecem nada de leis muito menos de moral. Que moral pode ter quem protegeu pedófilos? Você não me convenceu até agora porque manter a gravidez de um ser que NÃO irá viver. Qual o sentido disso? Qual o sentido de ser mãe de um feto morto? Vai me responder ou vai ficar repetindo bobagens ad nauseam? E repito: comparar isso com o nazismo é de uma estupidez e falta de argumentos chocantes. Não me consta que eles estavam interessados em salvar vidas. Aliás nem vocês estão interessados. O único objetivo deles era exterminar aqueles que considerava inferiores. Aliás muito semelhante à postura de vocês ao longo da História, vide as cruzadas e a inquisição, exterminando quem pensava diferente. E os mesmos que são contra o aborto nesses casos são os bispos que esconderam casos de pedofilia. Devem ser tão ferrenhamente contra para ter mais crianças para violentar no futuro! E não me venha com divagações porque isso aconteceu mesmo. Só mesmo sendo um débil mental para achar que é “humano” levar uma gestação de um ser condenado à morte até o fim. E quer dizer então que há cardeais “nazistas” na cúpula da igreja, como Monsenhor Fisichella e Carlo Maria Martini, que inclusive já foi cotado para papa? Sim, porque eles várias vezes afirmaram que sob certas circunstâncias o aborto é sim moralmente aceitável. Só os retardados católicos refratários ainda não admitem isso. Maz como felizmente existe gente que usa a cabeça nesse país e não o fígado para pensar, os boçais pseudo-humanistas estão cada vez mais acuados. Quanto a Hitler, ele era católico e recebeu apoio dos católicos, já que o anti-semitismo era corrente entre os católicos alemães de então. Basta ver estas fotos:
http://aftermathnews.files.wordpress.com/2008/04/priestsalutehitler.jpg
http://i43.photobucket.com/albums/e372/tlthe5th/nazi-vatican/bonhoeffer_hitler.jpg
http://s43.photobucket.com/albums/e372/tlthe5th/nazi-vatican/hitler.jpg
http://s43.photobucket.com/albums/e372/tlthe5th/nazi-vatican/img0117.jpg
http://s43.photobucket.com/albums/e372/tlthe5th/nazi-vatican/24faulhabernazis.jpg - ► JORNADA CRISTÃ disse:
“Meus argumentos são sofríveis”: pois é, e você não refutou nenhum! Continua girando em círculos. O aborto de anencéfalos será liberado porque é pretexto para a liberação total do aborto. “Você não me convenceu até agora porque manter a gravidez de um ser que NÃO irá viver.” Você entrou na discussão com espírito aberto, pensando na hipótese de estar equivocado? Não! Então, como é que eu vou te convencer? Para você a vida de algumas pessoas vale mais do que a vida de outras. Você não tem como negar isso. Já respondi à exaustão suas perguntas e você não quer dialogar. Já disse: o bebê anencéfalo tem a mesma dignidade humana que um bebê “normal”. Disso, você passa longe e considera bobagem. A sua idéia é a de que algumas pessoas valem mais que outras. Você não refutou nada. Você é um ignorante assumido, não sabe história da Igreja, não sabe doutrina da Igreja, não sabe uma vírgula de cristianismo, repete falácias para cansar o interlocutor. Fiz a ligação entre nazismo e aborto de anencéfalos, argumentei. Qual seu argumento contrário? Nenhum. Agora, muda de assunto: vai falar de cruzadas e inquisição. Vai insistir que Hitler era católico. Afirmei e provei: os católicos rejeitaram os nazistas nas eleições de 1932. Você reconheceu seu engano? Não! Você insiste nele! Você mostra Hitler ao lado de padres puxa-sacos e daí “óóóóóó”, está provado que Hitler era católico e que a Igreja Católica apoiou o nazismo! Você não sabe nada!!!!! Você não sabe da Encíclica “Mit Brennender Sorge”, escrita em alemão, publicada em 1936, que foi uma crítica direta ao Nacional-Socialismo. Vou transcrever um trecho do verbete da wikipedia – não para você, que fique bem claro, porque sei que vai ignorá-lo, afinal de contas sua cabeça é pequena demais para entrar qualquer coisa que você discorde; transcrevo para quem estiver interessado na verdade dos fatos:
Na época foi uma surpresa geral para os fiéis, as autoridades e a polícia, a leitura da encíclica nas missas do domingo de Ramos, 21 de março de 1937, em todo os templos católicos alemães, que eram então mais de 11.000 igrejas, a unanimidade foi absoluta. Em toda a breve história do Terceiro Reich, nunca recebeu este na Alemanha uma contestação da amplitude que se aproximasse da que se produziu com a Mit brennender Sorge.Como era de se esperar, no dia seguinte o órgão oficial nazista, Völkischer Beobachter, publicou uma primeira réplica à encíclica. Mas, surpreendentemente foi também a última. O ministro alemão da propaganda, Joseph Goebbels, foi o suficientemente inteligente e perspicaz para perceber a força que havia tido a declaração.E, com o controle total da imprensa e do rádio que já tinha por essa ocasião, decidiu que o mais conveniente para o regime era ignorar o mais completamente a encíclica e não lhe dar outra repercussão além da que tivera.Após a leitura e publicação da encíclica, as perseguições anti-católicas tiveram lugar. Em maio de 1937, 1.100 padres e religiosos são lançados nas prisões do Reich. 304 sacerdotes católicos são deportados para Dachau em 1938. As organizações católicas são dissolvidas e as escolas confessionais interditadas.
Até a queda do regime nazista, cerca de onze mil sacerdotes católicos (quase metade do clero alemão dessa época) “foram atingidos por medidas punitivas, política ou religiosamente motivadas, pelo regime nazista”, terminando muitas vezes nos campos de concentração.
Mas quer saber? Estou perdendo o meu tempo, porque você nem deve fazer idéia do que seja uma “encíclica”! Pior ainda: nem quer saber! Outro detalhe: se o ensino de um cardeal ou mesmo de um papa for contrário ao ensinamento da Igreja, esse clérigo perde sua legitimidade – na história da Igreja (que você não conhece e se orgulha de não conhecer) houve casos de antipapas. Isso vale para quem ensine que Jesus não tenha ressuscitado dentre os mortos, como também vale para aquele que ensina que o aborto é tolerável. Para a Igreja Católica, só é tolerável o chamado “aborto indireto: (evitando propositalmente a expressão errônea ‘aborto terapêutico’) e que se resume a uma causa de duplo efeito.” Para quem quiser se informar a respeito ao invés de repetir o que o umbigo pensa, leia os ótimos textos de Jorge Ferraz e, principalmente, do Padre Luiz Carlos Lodi.Pra encerrar, você só sabe ofender, bater o pezinho, resmungar, xingar, desqualificar o adversário. Pensei que você era uma pessoa bem intencionada. Não é. Pensei que estava disposto a um debate. Não está. Não consegue refutar argumentos e parte para as falácias. Você nem sabe o que é um debate: um confronto entre duas pessoas que obviamente pode e até deve conter críticas duríssimas às idéias opostas, mas deve ser honesto, porque as duas pessoas não são donas da verdade, estão apenas procurando por ela, de coração sincero. Em um debate, você deve dar abertura e credibilidade ao oponente. Essa de classificar o outro de “boçal”, “retardado” e “débil mental” é apenas um desabafo emocional de quem não consegue disfarçar a própria ignorância e a incapacidade de refutar os fatos:
– O bebê que está no ventre de uma mulher, independentemente de ter condições de saúde perfeitas, é um ser humano.
– Se é um ser humano, deve ter sua vida respeitada, como direito fundamental, até sua morte natural.
– Se negarmos ao bebê anencéfalo o direito à vida, estamos relativizando o direito que é o primeiro dos direitos por excelência, porque todos os outros direitos humanos – inclusive o direito à liberdade – derivam desse direito.
– Se negarmos ao bebê ancenéfalo o direito à vida, estamos matando um ser humano em virtude de sua deficiência física e sua suposta “inutilidade” – a mesma coisa que os nazistas faziam, ainda que com outras justificativas: o ato é o mesmo, matar um ser humano porque ele não é digno de viver; os motivos alegados é que diferem.
Esses são os argumentos que apresentei. Refute-os.
Como se diz para crianças e para pessoas emocionalmente e intelectualmente imaturas: apelou, perdeu, rapazinho.
- ► Carlos Alberto disse:
Você é um tolo ignorante que se acha sábio. Grosseiramente confunde alhos com bugalhos. Anencéfalo não é deficiente, ele não tem cérebro, portanto não sobreviverá. Nenhum ser humano sobrevive sem cérebro (embora você seja uma exceção…). Você tenta imputar ao outro aquilo que ele não é. Ninguém aqui está defendendo aborto de deficiente, mas sim de anencéfalos. Sei que é perda de tempo, mas…porque uma mulher levaria uma gestação até o fim, se afastando do trabalho, comprando enxoval, para um bebê que comprovadamente não irá sobreviver? Esse é o ponto central que você passou ao largo. A moral é relativa, meu caro. E é perfeitamente lícito permitir a interrupção nesses casos. É claro que o anencéfalo é um ser humano – mas um ser humano mal formado e incompleto, sem condições de sobrevida. Portanto, para quê manter um sofrimento inútil? Isso é para fanáticos religiosos, como aqueles que se supliciam achando que estão expiando os pecados. Para as famílias que infelizmente são atingidas por essa tragédia, sofrimento já é saber que o feto é anencéfalo – levar a gestação até o fim é um ato desumano e descabido. Por isso os ministros do STF vão autorizar por “goleada” a interrupção nesse caso. Quanto a vocês, só resta espernear e procurar uma outra causa para ocupar suas vidas vazias.
- ► JORNADA CRISTÃ disse:
“Você é um tolo ignorante que se acha sábio.”
Se sou tolo, ingorante ou o escambau, isso não está em discussão aqui. Se me acho sábio ou o que quer que seja, isso não está em discussão também! Tsc, tsc… Você tá gastando muitos caracteres fugindo do assunto…“Grosseiramente confunde alhos com bugalhos. Anencéfalo não é deficiente, ele não tem cérebro, portanto não sobreviverá.”
O bebê anencéfalo deixa de merecer a alcunha de “ser humano”? Mais abaixo, você mesmo dá o braço a torcer… O bebê ancencéfalo é um ser humano. Por ter má formação, ele deixa automaticamente de ser uma pessoa, um membro da raça humana? Não. E daí vem com faniquitos, me xingando, porque ainda que tente justificar, não consegue fugir desse fato. Discutir com você está virando uma piada.
“Nenhum ser humano sobrevive sem cérebro (embora você seja uma exceção…).”
Quá, quá, quá, quá! Adorei a piada, sério. E agora, o que vai fazer? Defender o extermínio de pessoas sem cérebro, como eu? Você já defende o extermínio de pessoas sem cérebro que ainda não nasceram. E as já nascidas, também devem morrer? A humanidade seria melhor sem pessoas “descerebradas” como eu? Hum… Olha que vou começar a ficar com medo de você, hein…
“Você tenta imputar ao outro aquilo que ele não é. Ninguém aqui está defendendo aborto de deficiente, mas sim de anencéfalos. Sei que é perda de tempo, mas…porque uma mulher levaria uma gestação até o fim, se afastando do trabalho, comprando enxoval, para um bebê que comprovadamente não irá sobreviver? Esse é o ponto central que você passou ao largo.”
Não passei ao largo, não senhor. Vou repetir: um bebê anencéfalo também é ser humano. Isso você não refutou – ao contrário, afirma mais abaixo. Ao negar o direito à vida a um anencéfalo, está-se negando o direito à vida a um ser humano por motivos utilitaristas. O fato de o bebê teoricamente não sobreviver muito tempo após o parto é irrelevante neste sentido. Repetindo: o bebê anencéfalo não deixa de ser uma pessoa. Nem mesmo você nega isso. A lógica de que o aborto é uma solução, um alívio para um casal, uma mãe, que espera o nascimento de um filho, é falsa. De novo o que já comentei, citando estatísticas que comprovam: o aborto, em qualquer circunstância, mesmo em casos espontâneos, é extremamente prejudicial à saúde física e mental da mulher. Logo, pais que se convençam de que esperam um filho, ainda que ele não sobreviva por muito tempo, estariam mais aliviados se a gravidez fosse interrompida? O trauma psicológico de um aborto provocado é imensamente maior que a morte de um bebê após o parto. Os números confirmam. O bebê anencéfalo não deixa de ser filho dessa mãe, desse pai. Sua visão é simplesmente materialista: se baseia em “tempo”: a mãe vai perder “tempo” em uma “gestação que não vai dar em nada”. O que é uma gestação que vai dar em alguma coisa? A gestação de um ser humano que possa sobreviver. Entretanto, se o bebê não tiver expectativa de vida, ele deixa de ser uma pessoa? Não deixa. Para você, o direito à vida de uma pessoa não precisa ser respeitado porque, supostamente, seus pais vão sofrer com a gravidez. Vão sofrer também com o aborto – e mesmo assim, o sofrimento deles será maior que o escândalo da morte do próprio filho?
O direito à vida é fundamental e não pode ser relativizado. Você não consegue refutar a isso. O direito à vida do bebê é maior que o direito à liberdade dos pais em eliminá-lo. E é essa premissa que pode garantir a liberdade de todos os cidadãos, porque o direito à liberdade depende do direito à vida. Se o direito à vida for relativizado, a morte de inocentes é justificada. Você defende a morte de pessoas por não terem cérebro; ou seja, o direito à vida deixa de ser fundamental e torna-se relativo. A partir daí, basta inventar novos pretextos – e a luta pela aprovação do aborto de fetos anencéfalos não diz respeito a razões humanitárias, ao contrário do que você pensa; é a porta aberta para a aprovação do aborto como um direito através do poder judiciário. Por que? Porque será aberta a caixa de Pandora. Se a vida de fetos anencéfalos não vale nada e a mãe pode decidir a respeito, abre-se uma brecha que vai justificar todo e qualquer tipo de aborto. E por que? Porque, quando se relativiza a dignidade humana de um grupo de pessoas, abre-se espaço para se questionar o direito à vida de outros grupos também. E foi exatamente isso que os nazistas fizeram: colocar em prática o preceito de que a vida de algumas pessoas vale mais que a vida de outras. Você apoia uma idéia nazista, sim: o extermínio de pessoas que não devem ser consideradas merecedoras do direito à vida.
“A moral é relativa, meu caro. E é perfeitamente lícito permitir a interrupção nesses casos. É claro que o anencéfalo é um ser humano – mas um ser humano mal formado e incompleto, sem condições de sobrevida.”
Hum… A moral é relativa? Relativa a quê? Aos interesses do estado? Aos interesses dos donos das clínicas de aborto, que entopem de dinheiro as ongs feministas e manipulam a mídia? É a eles que a moral é relativa? Pelo menos você finalmente reconheceu: “o anencéfalo é um ser humano”! Menos mal. E se é um ser humano, tem direito à vida. Se não tem direito à vida, um direito fundamental lhe está sendo negado, porque o direito à vida é inalienável a qualquer ser humano inocente. Você pode negar isso?
Segundo sua lógica, a vida de bebês anencéfalos vale menos que a vida dos outros bebês. Ora… Vou ter que repetir de novo? A um grupo determinado de seres humanos (bebês anencéfalos) está sendo negado o direito à vida. E isso é injustificável.
“Portanto, para quê manter um sofrimento inútil?”
Portanto… É uma contradição matar alguém para aliviar o sofrimento de outrem. Repetindo: você fala como se o aborto fosse um alívio. Em primeiro lugar, o melhor para a saúde física e mental da mulher é levar a gestação adiante. Em segundo lugar, todo sofrimento para o materialista é inútil, então isso não faz a menor diferença para quem defende que pessoas devem morrer para diminuir o sofrimento de outros.
O que você não quer discutir é o que repito insistentemente: o direito à vida não pode ser relativizado; se alguns indivíduos perdem seu direito à vida de forma arbitrária sem culpa, todos os indivíduos, em maior ou menor grau, passam a correr riscos. Veja a situação da eutanásia na Holanda: milhares de casos já acontecem nesse país sem ter o consentimento dos próprios doentes (a quem interessar, leia aqui, aqui, aqui e aqui). Isso porque meia dúzia de iluminados bem intencionados tais como você tiveram a brilhante idéia de colocar a mitigação do sofrimento como valor superior ao direito à vida de outrem.
“Isso é para fanáticos religiosos, como aqueles que se supliciam achando que estão expiando os pecados. Para as famílias que infelizmente são atingidas por essa tragédia, sofrimento já é saber que o feto é anencéfalo – levar a gestação até o fim é um ato desumano e descabido. Por isso os ministros do STF vão autorizar por “goleada” a interrupção nesse caso. Quanto a vocês, só resta espernear e procurar uma outra causa para ocupar suas vidas vazias.”
Bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla bla… A mesma conversa mole de sempre. Eu realmente queria saber de onde vem esse sentimento de superioridade de quem não tem religião sobre aqueles a quem chamam jocosamente de “fanáticos religiosos”… Os ministros vão autorizar por “goleada”, parabéns. Você realmente trata essa questão de forma tão banal como uma partida de futebol, e o nível do que você escreve se assemelha a ao que dizem esses debatedores de programas esportivos na televisão, berrando ao mesmo tempo que um monte de gente naquelas mesas redondas de domingo à noite, todo mundo falando a mesma coisa.
Hitler bateria palmas, ele também deverá ficar muito feliz com essa decisão (esteja onde estiver…). Uma lástima que você esteja junto com ele, lado a lado na arquibancada, agitando bandeiras e pulando. Pelo que escreve, você se acha muito esperto, mas é incapaz de perceber o avanço da cultura da morte, uma ameaça palpável não somente à liberdade, mas ao próprio direito à vida de todos nós – e isso em um prazo de tempo muito mais curto que você imagina.
Mensagem do dia (26/04/2009)
O corpo do Senhor, que se juntou aos discípulos não obstante estarem as portas fechadas, é o mesmo que a Natividade tornou visível aos homens, ao sair do seio fechado da Virgem. Por isso, não vale a pena ficarmos admirados de que o nosso Redentor, após ressuscitado para a vida eterna, tenha entrado, estando embora as portas fechadas, porque, tendo vindo ao mundo para morrer, saiu do seio da Virgem, sem o abrir.
São Gregório Magno (Papa).
Evolucionismo x fé cristã?
No post Darwinismo fana na Inglaterra e apela à força para impor suas hipóteses, que não foi escrito por mim, mas transcrito do blog Verde, a cor nova do comunismo, recebi este comentário bastante pertinente de Leonel Moura:
Em 1996, o então Papa João Paulo II enviou uma mensagem a Academia Pontifícia de Ciências reconhecendo a validade da Teoria da Evolução como “bem mais do que uma hipótese”. Recentemente, o papa Bento XVI também reconheceu a validade do Evolucionismo. O presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Gianfranco Ravasi, afirmou que “Não existe contraposição entre fé e evolucionismo”. http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid242754,0.htm. “A igreja nunca condenou Darwin e seus escritos”. http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid339769,0.htm. Em fevereiro deste ano, foi realizada uma Conferência sobre Darwin no Vaticano em que ficou patente que a única explicação científica para o surgimento das espécies é somente o Evolucionismo, tal qual foi prevista por Darwin 150 anos atrás.
O leitor está corretíssimo na forma como expôs os fatos, apenas discordo de um detalhe do qual falarei abaixo. No geral, alguns esclarecimentos se fazem necessários:
- As opiniões dos Papas sobre outros assuntos, que não fé e moral, não são, de forma alguma, infalíveis. Qualquer católico pode discordar do Papa quando ele se pronuncia a respeito de outros assuntos. Ou então, todo católico seria obrigado a gostar de Bob Dylan, porque João Paulo II gostava das músicas dele… Portanto, qualquer católico pode discordar tanto de João Paulo II quanto de Bento XVI a respeito desses pronunciamentos sobre a teoria da evolução.
- É verdade que pode não existir “contraposição entre fé e evolucionismo” se for considerada uma premissa: desde que o evolucionismo não exclua a possibilidade de haver um Criador, um Ser Trancendente – e é o que cientistas “ateus a toas” como Richard Dawkins afirmam, transformando o evolucionismo em um discurso panfletário pró-ateísmo. Na verdade, o ponto abordado pelo texto não é tão a idéia do evolucionismo em si, mas a utilização da teoria de Darwin como propagadora do ateísmo.
- Se essa conferência realizada no Vaticano defendeu que “a única explicação científica para o surgimento das espécies é somente [sic] o Evolucionismo”, foi uma baita pisada de bola! Não existe ainda nenhuma prova científica definitiva da validade da teoria de Darwin – por enquanto, o evolucionismo ainda é apenas uma hipótese, e muito difícil de ser demonstrada cientificamente. De forma bastante objetiva, comenta Olavo de Carvalho: “Não sei se a evolução biológica aconteceu ou não. Ninguém sabe.”
Gostaria de dizer que não tenho opinião formada sobre o assunto. Pessoalmente, não acredito que a fé em Deus e nos dogmas católicos seja totalmente incompatível com uma teoria da evolução que reconheça a Deus como princípio criador de todo o universo. Mas trata-se apenas de uma opinião. Posso indicar sobre este assunto os seguintes textos:
- Teoria da evolução: a fé dos ateus;
- Evolução: conto de fadas para adultos;
- Teoria da evolução das espécies;
- Por que não sou um fã de Charles Darwin;
- Teoria da Evolução: uma mentira sesquicentenária;
- Comentário a respeito da Teoria da Evolução;
- Sobre o racismo presente na obra de Charles Darwin: Entre o crime e a mentira – neste texto, encontramos a seguinte citação do estudioso inglês:
Entre os selvagens, os fracos de corpo e mente são logo eliminados. Nós, civilizados, fazemos o possível para evitar essa eliminação; construímos asilos para os imbecis, os aleijados, os doentes; instituímos leis para proteger os pobres… Isso é altamente prejudicial à raça humana.
E o William Murat, do blog Contra o Aborto, me indicou o blog Desafiando a Nomenklatura Científica, de Enézio de Almeida, para enriquecer ainda mais essa discussão – repasso essa indicação a todos.
Igreja: lugar privilegiado para entender a Bíblia, assegura Papa
Audiência aos participantes da plenária da Pontifícia Comissão Bíblica
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 24 de abril de 2009 (ZENIT.org).- A Igreja de Cristo é o lugar privilegiado para a reta compreensão da Sagrada Escritura, assegurou Bento XVI ao receber nesta quinta-feira os participantes da assembléia plenária da Pontifícia Comissão Bíblica que tratou do tema «Inspiração e verdade da Bíblia».
Em seu discurso, o Papa sublinhou que «só o contexto eclesial permite à Sagrada Escritura ser entendida como autêntica Palavra de Deus, que se converte em guia, norma e regra para a vida da Igreja e em crescimento espiritual dos crentes».
Isso, declarou, «não impede de nenhuma maneira uma interpretação séria, científica, mas abre também o acesso às dimensões ulteriores de Cristo, inacessíveis a uma análise só literária, que é incapaz de acolher em si o sentido global que através dos séculos guiou a Tradição de todo o Povo de Deus».
Confirmando que «Deus é o autor da Sagrada Escritura», o Pontífice ofereceu um princípio de reta interpretação «sem o qual os escritos sagrados ficariam como letra morta, só do passado: a Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com a ajuda do próprio Espírito mediante o qual foi escrita».
Por este motivo, assegurou Bento XVI, «o estudo científico dos textos sagrados é importante, mas não é por si só suficiente, pois levaria em conta só a dimensão humana».
«Para respeitar a coerência da fé da Igreja, o exegeta católico tem que estar atento a perceber a Palavra de Deus nestes textos, dentro da mesma fé da Igreja.»
«Na ausência deste imprescindível ponto de referência, a pesquisa exegética ficaria incompleta, perdendo de vista sua finalidade principal, com o perigo de ficar reduzida a uma letra meramente literária, na qual o verdadeiro autor, Deus, deixa de aparecer.»
A interpretação das Sagradas Escrituras também «não pode ser só um esforço científico individual, mas deve confrontar-se sempre, ser integrada e autenticada pela tradição viva da Igreja. Esta norma é decisiva para precisar a relação correta e recíproca entre exegese e magistério da Igreja», declarou.
No início da audiência, o cardeal William Joseph Levada, presidente da Pontifícia Comissão Bíblica, dirigiu uma breve saudação ao Papa para sublinhar a importância do tema que os reunia, pois a interpretação dos textos bíblicos «tem consequências diretas sobre os crentes e sobre sua relação e pessoal e comunitária com Deus, e está também intimamente ligada à missão da Igreja».
Por este motivo, assegurou Bento XVI, «o exegeta católico não se sente só membro da comunidade científica, mas também e sobretudo membro da comunidade dos crentes de todos os tempos».
«Na realidade, estes textos não foram entregues só aos pesquisadores ou à comunidade científica para satisfazer sua curiosidade e ou para oferecer-lhes temas de estudo e de pesquisa. Os textos inspirados por Deus foram confiados em primeiro lugar à comunidade dos crentes, à Igreja de Cristo, para alimentar a vida de fé e para guiar a vida de caridade.»
«Uma hermenêutica da fé corresponde mais à realidade deste texto que uma hermenêutica racionalista, que não conhece Deus», declarou.
Fonte: Zenit.
Mensagem do dia (25/04/2009)
Quando Deus é escrutado intelectualmente por nós, não é descoberto como é verdadeiramente; quando Deus é amado, é alcançado.
Ambrósio Autpert.
Irã: mulheres convertidas ao cristianismo são presas sem acusação
A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) pede a imediata libertação de duas mulheres que abandonaram o Islam e se converteram ao Cristianismo, detidas sem acusação e, segundo relatos, mantidas sob más condições sanitárias.

Maryam Rostampour, de 27 anos, and Marzieh Amirizadeh, 30, estão atualmente presas na prisão de Evin, onde a jornalista iraniano-americana Roxana Saberi também se encontra detida. Elas dividem uma cela com outras 27 mulheres.
As duas foram presas por um oficial de segurança iraniano no dia 5 de março, depois de terem o apartamento revistado e suas Bíblias foram confiscadas, entre outros objetos. As mulheres eram conhecidas por serem cristãs praticantes.
Maryam e Marzieh foram interrogadas pela polícia em Gysha, antes de serem levadas ao centro de detenção Vozara. Elas sofreram privação do sono, como parte do interrogatório a que foram submetidas. No dia 18 de março, elas foram levadas à área 2 da Prisão Nacional de Segurança da Corte Iraniana Revolucionária, antes de serem enviadas para a prisão de Evin.
Nenhuma das duas foram acusadas de qualquer crime definido pela lei iraniana ou pela legislação internacional, e também não tiveram permissão para contactarem advogados.
Uma fiança de US$ 400 mil dólares foi estipulada pelas autoridades iranianas depois que as famílias de Maryam e Marzieh apelaram pela sua libertação.
Uma das diretoras do CSW, Tina Lambert, afirmou: “A CSW está profundamente preocupada com a segurança de todos os iranianos que abandonaram o Islam, já que o número de prisões aumentou significativamente durante o ano de 2008. Essas preocupações aumentaram diante do fato de que o parlamento iraniano está debatendo atualmente um anteprojeto de lei que poderia aplicar a pena de morte para a apostasia do Islam.
Chamamos a atenção da comunidade internacional para a urgência da necessidade da libertação de Maryam e Marzieh. É absolutamente deplorável que essas mulheres estejam ilegamente detidas por exercerem seu direito humano fundamental da liberdade de pensamento, consciência e religião. O Irã segue como um agressor da liberdade de religião e crença, enquanto seu presidente, Ahmadinejad, descaradamente condena a abordagem da comunidade internacional pelos direitos humanos.”
Fonte: Christian Solidarity Worldwide. Tradução e adaptação de Matheus Cajaíba.
Notícias que não saem na mídia: Vaticano patrocina festival da ciência na Nigéria
Acontecerá em Owerri, de 24 de abril a 2 de maio
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 23 de abril de 2009 (ZENIT.org).- A cidade nigeriana de Owerri acolherá o Festival da Ciência de 24 de abril a 2 de maio, organizado pela associação Centro de Ciências Assumpta, de Owerri (ASCO) e pela Fundação IDIS (Instituto para a difusão e a valorização da cultura científica) – Cidade da Ciência de Nápoles.
O Conselho Pontifício para a Cultura patrocina o evento, com a colaboração do grupo empresarial Finmeccanica e a participação de diversas entidades e fundações bancárias italianas.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, S.J., disse nesta quarta-feira, ao apresentar a iniciativa, que o festival demonstra que a África está no coração da Igreja depois da viagem do Papa a Camarões e Angola (de 17 a 23 de março) e frente ao Sínodo dos Bispos do próximo mês de outubro, no Vaticano.
O presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, Dom Gianfranco Ravasi, explicou que o evento «nasce da relação constante entre as instituições participantes», informou a Rádio Vaticana.
Também assinalou que o festival não acontece para investigar, mas «para conhecer os itinerários e os caminhos que a ciência segue, tanto em investigação rigorosa como em divulgação rigorosa».
«A ciência pode purificar a religião dos erros e das superstições e, por sua vez, a religião pode purificar a ciência da idolatria e dos falsos absolutos», acrescenta Dom Ravasi, referindo-se a algumas palavras de João Paulo II.
Por sua parte, o presidente da Fundação IDIS – Cidade da Ciência, professor Vittorio Silvestrini, explicou como nasceu o interesse pela realidade africana: «Nós estamos no sul da Europa, o Mediterrâneo nos separa dos países do Sul do mundo: as diferenças em termos de oportunidades, de riqueza e de qualidade de vida entre as duas margens do Mediterrâneo continuam sendo tão agudas e tão graves que agora, também nós que vivemos na parte rica, devemos refletir para conseguir um desenvolvimento equitativo, um futuro sereno, pacífico e sustentável», disse.
A associação ASCO foi idealizada em 2007 pelo capelão da Faculdade de Engenharia da Universidade La Sapienza de Roma, Emanuel Tobechi, recorda o jornal vaticano L’Osservatore Romano.
Graças a essa associação, 9 crianças de Owerri viajaram à Itália para acompanhar um curso formativo no IDIS de Nápoles e contribuir na programação do festival, enquanto alguns estudantes italianos tiveram a oportunidade de viajar à Nigéria para conhecer os problemas e sobretudo o potencial do projeto.
«Nosso sonho é construir um museu interativo permanente na cidade universitária de Owerri – explicou o diretor do IDIS, Luigi Amodio. A cultura científica está vivendo um grande despertar na África.»
«Não é por acaso que o próximo Congresso Mundial de Centros de Ciências vai ser celebrado, dentro de dois anos, em uma grande capital africana, Cidade do Cabo», acrescentou.
O Festival, recorda a sala de imprensa Il Velino, prevê incluir uma exposição desenvolvida em quatro áreas temáticas – ótica; eletricidade e magnetismo; força e energia; e som – e cinco laboratórios abertos sobre energia, meio ambiente, música, química, alimentação e saúde.
O ASCO buscará «apresentar a ciência às crianças, procurando suscitar seu interesse pelas carreiras científicas e tecnológicas e intercambiar conhecimentos com associados e instituições dedicadas à formação da população local».
Também quer «oferecer laboratórios didáticos de apoio ao ensino na escala e na universidade, e chegar às escolas das áreas rurais através de unidades móveis, exposições e equipamentos para os experimentos».
Outro de seus objetivos é converter-se em um centro de práticas e intercâmbios entre estudantes africanos e europeus, em resposta à insistente demanda dos estudantes italianos de uma experiência no continente africano.
Fonte: Zenit.
Mensagem do dia (24/04/2009)
Quando Tu falas, nada é impossível, mesmo o que parece impossível ao nosso espírito: és Tu que dás um fruto saboroso em troca dos duros espinhos da nossa vida.
São Gregório de Narek.
Mensagem do dia (23/04/2009)
O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê.
Platão.
Eu não resisto…
Eu prometi que não ia falar mais sobre os comentários idiotas que recebo a respeito de Dom José Cardoso. Mas, como sou meio cara de pau, não resisto. Eu adoro dar colher de chá pra quem quer “dar opinião”… Re, re, re…
Nossa, vão ficar falando disso pro resto do ano? Isso mostra a decadência da Igreja: é preciso incensar a atitude imbecil de um bispo qualquer, pois o único destaque em que religiosos aparecem ultimamente é em escândalos de pedofilia.
Falar de Dom José te incomoda, santa? E qual foi a atitude imbecil dele: tentar salvar a vida de dois bebês que foram assassinados por gente que você deve louvar? Dois bebês foram mortos, ninguém mais nem se importa com o estuprador – que em breve, graças à maravilhosa legislação brasileira, estará solto – e você fica com raivinha de quem tentou salvar a vida dos dois bebês?
Te incomoda aquele auditório lotado de verdadeiros católicos, saudando um verdadeiro pastor? Te incomoda uma associação representada em 88 países reconhecendo os esforços de um líder católico em prol da vida de três pessoas, três crianças inocentes – a mãe e os bebês que esperava? Te incomoda um bispo da Igreja premiado por tentar impedir um aborto? O certo para você seria premiar quem matou os bebês? Aborto é realmente uma coisa muito linda, não é mesmo? Que instituição tão decadente assim como você diz te faz doer tanto o cotovelo hein, mocinha?
Ninguém chuta cachorro morto, sua boboca! Você é uma qualquer. Você e seus companheirinhos que se contorcem de ódio são nada. Tudo o que vocês têm se resume a ódio e rancor… Em contrapartida, nós católicos temos a Igreja, com uma marcha vitoriosa e gloriosa de dois mil anos. Dom José Cardoso é um Príncipe dos Apóstolos que verdadeiramente honra sua batina, superior de uma instituição que é a base fundamental da civilização ocidental. E você, quem é?
Você é nada. Suas opiniões, baseadas em lugares comuns e naquilo que você vê na televisão e lê no jornal (e por isso se julga “bem informada”, sem nem imaginar o que realmente acontece à sua volta…), são meros espirros. Se a mídia apenas destaca, aumenta e por vezes até inventa escândalos contra a Igreja, na sua cabecinha oca é porque só isso é o que deve ancontecer na Igreja, não é mesmo?
Para pessoas como você, só pode ser verdade o que passa no Jornal Nacional ou na Folha de São Paulo. Se o William Bonner não falou, então é porque nada que preste acontece na Igreja Católica! Lá só tem padre pedófilo, eu li na Folha de São Paulo! A mídia é sua dona, ela faz com você o que bem quiser. Você tem menos maturidade que uma garotinha de nove anos de idade. Em se tratando de inteligência, então… Ih, vou chamar a cachorrinha do meu cunhado, a Brigite, pra discutir com você.
No mais, agradeça-me por dispensar-lhe um pouco do meu tempo. Você não o merece!
Próximo! Tem mais alguém aí pra insultar a Igreja, Dom José, este blog ou a mim? Entra na fila!
Darwinismo fana na Inglaterra e apela à força para impor suas hipóteses

No segundo centenário da nascença de Darwin [foto], mais da metade (51% x 40%) de seus conterrâneos acham que o evolucionismo não conseguiu explicar a complexidade da vida na Terra. E que, portanto, um desígnio inteligente deve ter presidido o aparecimento de um universo ordenado.
Além do mais, um terço dos britânicos acredita na Criação divina. Os dados são de enquete da firma ComRes e foram noticiados pelo diário “The Telegraph” de Londres.
A imagem do evolucionismo vem se deteriorando pronunciadamente no mundo todo. Mas piorou bem após um dos seus máximos apologistas, o biólogo Richard Dawkins, promover a campanha do chamado “ônibus-ateu”: cartaz colados nos ônibus convidando a esquecer de Deus.
Com isso, ele patenteou uma coisa que o evolucionismo astutamente escondia: que a teoria é usada como um véu científico para promover o ateísmo.
Por isso, Marx e os teóricos socialistas aderiram irrestritamente e sem provas – que até agora não apareceram – à teoria darwiniana para tirar Deus da origem dos seres criados.
Entretanto, os evolucionistas enfurecem quando alguém propõe analisar friamente seus dogmas.
Na Inglaterra, o biólogo Michael Reiss, foi obrigado a renunciar do cargo de Diretor de Educação da Royal Society, só pelo fato de sugerir que o criacionismo poderia ser discutido nas aulas, não como um erro, mas como uma interpretação do mundo.
Falando no Festival da Ciência, na Universidade de Liverpool, o Prof. Reiss observou que um décimo das crianças provém de famílias que acreditam mais no criacionismo do que no ponto de vista evolucionista.
Nessa situação, ele julga ser mais eficaz incluir a discussão sobre o criacionismo junto com as teorias científicas antes do que martelar as cabeças das crianças para mudar-lhes a opinião.
Reiss perdeu o cargo por causa dessa moderada proposta.
Positivamente, com atitudes desta o evolucionismo assume os ares de uma crença fundamentalista fanática. Ele não quer ouvir qualquer opinião em algo discordante de seus tabus absolutos e inverificáveis.
Sem provas nem argumentos convincentes, o evolucionismo recorre à força do governo para reprimir os dissidentes ou a imposições ideológicas de juízes infiéis. Parece pesadelo de novelas como 1984. Mas, o policiamento das mentes está se tornando a realidade do evoluído século XXI. E os evolucionistas estão na vanguarda da repressão.
Ainda na Grã-Bretanha, Paul Woolley, diretor da associação Theos disse: “Darwin está sendo usado por certos ateus hoje em dia para promover sua causa. O resultado é que, dada a falsa opção entre evolução e Deus, o povo está recusando a evolução.”
O líder ateu-evolucionista Dawkins indignou-se por causa dos resultados da pesquisa da ComRes, realizada sobre um total de 2.060 adultos. Muito grosseiramente, Dawkins disse à imprensa que grande parte da população inglesa é “ignorante como um porco” em matéria de ciência, segundo informou The Telegraph.
A falta de argumentos convincentes, xingatório e desrespeito… E isso é ainda chamado de ciência! É a ciência que se insurgiu contra a Igreja e virou uma caricatura do que deveria ser.
Fonte: Verde: a cor nova do comunismo.
D. José Cardoso Sobrinho premiado pela firme defesa da vida e do ordenamento canônico da Igreja

Num auditório superlotado por cerca de 1.200 pessoas, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, recebeu em Recife o Prêmio Cardeal Von Galen, concedido pela instituição internacional Human Life International (HLI).
A HLI agiu em nome das associações católicas pró-vida de mais de 80 países do mundo.
“Foi uma surpresa muito grande para mim”, comentou o prelado. D. José ressaltou que o prêmio não é pessoal, dele, mas da Igreja Católica.
Ele acrescentou “apenas ter seguido os princípios da Igreja e do Direito Canônico.” O egrégio prelado recebeu inúmeras manifestações de simpatia e apoio.
E até a solidariedade de pessoas de países longínquos como Austrália e Suécia, segundo informou o site da Abril.
O arcebispo esclareceu que se tivesse guardado silêncio diante do crime, teria sido cúmplice, “quase conivente”. “Cumpri meu dever”, resumiu.
É todo um exemplo para outros bispos que possam vir a estar na mesma difícil situação.

Ele explicou o significado do Prêmio:
“O Prêmio leva o nome do Bem-Aventurado Clemens August von Galen (1878-1946), o qual foi bispo de Münster (Alemanha) durante a era nazista (foto).

“Levantou sua voz em defesa dos pobres e dos doentes, protestando contra a eutanásia, a perseguição dos judeus e a expulsão dos religiosos. Por causa de sua coragem, ficou conhecido como o “Leão de Münster”.
“O lema que escolheu quando foi eleito bispo foi “Nem elogios nem ameaças” [me distanciarão de Deus]. E verdadeiramente viveu conforme o seu lema.
“Dom José Cardoso Sobrinho se destacou pelo empenho com que lutou pelos dois gêmeos nascituros daquela pobre menina grávida de apenas 9 anos de idade, em face de tanto negativismo, tanto dentro como fora da Igreja.”

Na cerimônia participaram monsenhor Ignacio Barreiro, JD, STD, chefe do bureau da Human Life International em Roma, representado ao Rev. Padre Thomas Euteneuer, Presidente do Human Life International, e o próprio Raymond de Souza.
Diante do auditório lotadíssimo, “dom José Cardoso reafirmou o fato de que todos os católicos que concorrem para a realização de um aborto provocado se põem automaticamente (latae sententiae) fora da comunhão eclesial e deixam de receber os benefícios advindos dos Céus pelos méritos intercessórios da Igreja”, escreveu o blog “Por quê não dizem a verdade?“.
Muita oportuna a escolha do Prêmio. A ofensiva contra a vida reedita a promoção nazista do eugenismo.
E a conduta de certos órgãos da grande imprensa, políticos e teólogos “da Libertação”, a agressividade laicista e deformação dos fatos por eles ostentada, relembra os sórdidos tempos de Goebbels, Hitler e colaboradores.
Tempos esses de silenciamento e difamação hitlerista contra os corajosos resistentes católicos, como o glorioso Cardeal Von Galen, hoje glorificado nos altares.
Fonte: Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião.
“Eu sou a menina de Deus! Com a menina de Deus, não se brinca!”
Palestra proferida na Austrália pela ativista pró-vida Gianna Jessen, ela própria sobrevivente de um aborto. Vídeo dividido em duas partes.
httpv://www.youtube.com/watch?v=rztaZbzPOro
httpv://www.youtube.com/watch?v=NFPxE30nh8A
Milagre que levou à canonização da madre Gertrude Comensoli
Vasco Richini, a criança que acordou de um coma vegetativo
Por Carmen Elena Villa.
AGNOSINE, terça-feira, 21 de abril de 2009 (ZENIT.org).- Eram 0h20 entre os dias 2 e 3 de outubro de 2001, quando tocou o telefone da irmã Bianca Pasinetti, membro da comunidade do Santíssimo Sacramento: «Irmã, estamos todos aqui, Vasco está nos deixando, faça algo porque não quero que Vasco morra».
Estas foram as palavras de Ettore Richini. Seu filho de 4 anos, que frequentava a escola materna das irmãs do Santíssimo Sacramento, havia sido internado no hospital com uma forte meningite. A família Richini morava em Agnosine, uma pequena população de quase dois mil habitantes, localizada na província de Bréscia, no norte da Itália.
Rita, a mãe do pequeno, regressou de seu trabalho na tarde de 29 de setembro de 2001. Viu que Vasco tinha um pouco de febre. Não parecia nada alarmante. Foram se passando as horas e a febre começou a subir, pelo que decidiram levá-lo ao hospital.
«Depois de 15 minutos que o menino havia sido hospitalizado, descobriram que tinha meningite. Fizeram-nos várias perguntas. Ele entrou em coma, os rins já não funcionavam», assegura Rita.
Logo, o pequeno teve um forte ataque. «Descobrimos que era uma meningite H. Influenzae, uma bactéria muito agressiva que geralmente não se contrai, é um caso entre um milhão, não se sabe ainda como a contraiu», testemunha Rita.
Quando a irmã Bianca recebeu a ligação de Ettore, prometeu-lhe suas orações e as de sua comunidade pela saúde do pequeno. Enquanto isso, os médicos diziam a Rita que o melhor era desconectá-lo, que se Vasco sobrevivesse, ficaria como um vegetal.
«Mantenha-o em vida o maior tempo possível», foi a resposta de Rita.
Ettore recordou o que sentiu neste momento: «Uma tristeza, impotência de ver o filho que está indo e você não pode fazer absolutamente nada. Penso que é a coisa mais dura que pude provar».
«Não havia nada de bom, tinha uma lesão cerebral, uma taquicardia que oscilava em 27, tinha manchas em todo o corpo», testemunha a mãe de Vasco.
Foi então que a irmã Bianca decidiu levar-lhe uma relíquia da beata Gertrude Comensoli (1847-1903), fundadora da comunidade das irmãs do Santíssimo Sacramento, nascida em Bienno, uma população localizada perto de Agnosine.
«Não conseguirá a reanimação de Vasco, mas ao menos lhes faço ver que estamos rezando», pensava a religiosa, que entrou no quarto do pequeno paciente e pôs a relíquia sob sua cabeça.
«Fiquei com Rita, rezamos, ela estava verdadeiramente desesperada ao ver ao filho assim», diz a irmã Bianca. Chamou a suas irmãs de comunidade para pedir que também rezassem por Vasco.
As religiosas foram passando a voz às pessoas e assim começaram a chegar à paróquia centenas de pessoas para orar pelo pequeno.
Gaia, a irmã de Vasco, que tinha então 14 anos, também foi orar, sem saber que as irmãs haviam convocado este momento de oração: «Fui à Igreja para rezar por minha conta, em momentos assim não se sabe a quem recorrer. Encontrei a Igreja cheia de gente», testemunha a jovem.
«Quando terminou a oração, as pessoas não iam para suas casas. Ficavam para rezar. Algo assim eu nunca havia visto», recorda a irmã Bianca. E foi desta maneira como esta religiosa começou a rezar junto com suas irmãs a novena à madre Gertrude.
Dias depois, em meio à agonia de Vasco, uma médica do hospital saudou aos padres efusivamente, algo que pareceu estranho a ambos, porque algumas horas antes a criança continuava em coma.
«Vasco está fora de perigo, disse-lhes. Foi uma cura inexplicável», contava Rita.
Vasco, que hoje tem quase 12 anos, conta que não lembra de nada de sua doença, mas sim recorda o momento em que despertou: «Olhei os lençóis, olhei ao meu redor. Disse: O que faço aqui?. Então disse: ‘Mamãe, traga-me minha roupa que eu quero ir pra casa’. Ela estava muito feliz, chorava e me abraçava», testemunha o pequeno.
Depois ele voltou à escola, onde contava o que havia ocorrido às religiosas do Santíssimo Sacramento e a seus companheiros: «Quando eu estava no hospital, a Madre Gertrude passou sem deixar os médicos verem, não deixava ninguém entrar, entrou, parou perto da minha cama.»
Hoje, Rita não deixa de surpreender-se com o que ocorreu há quase 8 anos. Ela, ainda que tinha fé, não era uma mulher praticante. «Não sei como foi possível, eu me faço muitas perguntas, não sei por que Deus nos escolheu. Que lição!», afirma.
Fonte: Zenit.
Mensagem do dia (22/04/2009)
A alegria não está nas coisas: está em nós.
Goethe.
Mensagem do dia (21/04/2009)
Não quero saber para crer, mas crer para saber.
Santo Anselmo de Cantuária.
Dom José Cardoso Sobrinho recebe o prêmio Cardeal Von Galen
“Sou bom pastor ovelhas guardarei, não tenho outro ofício e nem terei…” Foi cantando esta música que mais de 1.200 pessoas emocionadas, acolheram, ontem à noite, 16, o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, na solenidade de entrega do prêmio Cardeal Von Galen. A premiação é concedida pelo grupo pró-vida Human Life International, que atua em 86 países. O evento aconteceu no auditório do Colégio Damas, bairro das Graças, Recife.
O prêmio Cardeal Von Galen é concedido a pessoas que lutam em defesa da vida e leva o nome do Cardeal Clemens August Von Galen (1878-1946), bispo de Münster (Alemanha) durante a era nazista, o qual levantou a voz em defesa dos pobres e dos doentes, protestando contra a eutanásia, a perseguição dos judeus e a expulsão dos religiosos. Por causa de sua coragem, ficou conhecido como o “Leão de Münster”.
Dom José foi contemplado por causa de sua postura firme diante do caso da menina de 9 anos, da cidade de Alagoinha, grávida de gêmeos, após ter sido vítima de estupro. O diretor de programações para os países de língua portuguesa da Human Life, Raymond de Souza destacou a coragem do Arcebispo e criticou a ação da mídia: “Dom José enfrentou tudo e todos para ensinar a doutrina Católica. Ele não se abateu com os ataques da mídia, pois ele não estava fazendo uma coisa má, estava fazendo uma coisa boa”.
O Arcebispo agradeceu a todos que colaboraram direta e indiretamente na luta pela vida das três crianças e também pelas mensagens de apoio vindas de vários lugares do Brasil e também de outros países. “Ofereço essa homenagem, especialmente, as duas criancinhas mártires e também a sua mãe”, completou o Arcebispo.
Também foram homenageados o Vigário Geral da Arquidiocese de Olinda e Recife, Monsenhor Edvaldo Bezerra, o chanceler padre Cícero Ferreira, o reitor do Seminário Menor, padre Moisés Ferreira, o padre da cidade de Alagoinha – PE, José Edson e o advogado da Arquidiocese, Márcio Miranda. Eles receberam uma medalha de prata com a inscrição do rosto do Papa Bento XVI, pela atuação ao lado de Dom José no caso da menina de Alagoinha.
Fonte: Arquidiocese de Olinda e Recife. Para ver mais fotos do evento, clique aqui.
Human Life International premia Arcebispo de Olinda e Recife
Dom José Cardoso Sobrinho foi premiado pela organização internacional por seu desempenho a favor da vida.
Por Anderson Pontes (texto e imagens).
A noite de 16 de Abril foi marcante para a Igreja de Olinda e Recife. Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo desta arquidiocese, foi condecorado com sua equipe pela Organização Human Life International (HLI – Vida Humana Internacional), uma associação pró-vida. A cerimônia ocorreu no auditório do Colégio Damas entre as 20 e 23 horas e reuniu cerca de 1200 pessoas, vindas de todos os lugares.
Dom José ganhou notoriedade da Igreja no mundo inteiro ao se empenhar e lutar pela vida dos dois gêmeos nascituros da menina grávida de apenas 9 anos de idade, encontrando oposição e crítica tanto dentro como fora da Igreja.
O episódio ocorreu quase um ano depois de Dom José colocar seu cargo de Arcebispo à disposição do Vaticano por ocasião do seu 75º aniversário, conforme exige o código de direito canônico. Desde então, aguarda em exercício o anúncio de um sucessor.
A cerimônia de premiação teve início com o hino nacional e, em seguida, a leitura do Evangelho, que concluía com a afirmação de Nosso Senhor Jesus Cristo: “Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10). Este teve o comentário do Pe. Moisés, que enfatizou que “a missão da Igreja é a mesma dos Apóstolos: testemunhar a vitória da vida sobre a morte”. Que “o papel dos pastores é defender a vida e o evangelho da vida”. Concluiu lembrando que “o rei da vida foi morto mas reina glorioso”.
Em seguida, o Pe. José Edson, aquele padre de Alagoinha que recorreu a Dom José em busca de apoio, discursou sobre a realidade vivida pelo povo de seu pequeno município. Falou que mesmo em tempo de Páscoa, o povo luta entre dores e sofrimento. Com gratidão declarou: “Dom José abraçou a causa sem imaginar os desfechos, diante de uma mídia que apedreja quem defende a vida e aplaude quem mata!”
Na sequência, Márcio Miranda – advogado da Arquidiocese – discorreu cronologicamente os dramáticos acontecimentos, do momento em que o Pe. Edson recorreu a Dom José até a descoberta do procedimento do aborto, o que chamou de “assassinato brutal de dois bebês”. Concluiu enfatizando que “não iremos nos subjugar àqueles que defendem a cultura da morte”.
Tomando a palavra, Raymond de Souza – diretor da HLI para os países de língua portuguesa – discorreu sobre a cultura da morte no mundo inteiro e o papel da Igreja frente a esta realidade. Comentou, por exemplo, que enquanto o atentado do 11 de Setembro deixou quase 3000 vítimas, no mundo inteiro realiza-se o aborto 4000 vezes por dia. Constatou ainda que há um esforço político mundial voltado à contracepção e ao incentivo ao aborto e à eutanásia, e que quando conseguirem esse objetivo, nada os impedirá de agirem diretamente pela “desfiguração e destruição da Igreja”.
Quanto à realidade da Igreja no Brasil, maravilhou-se ao perceber o compromisso assumido pelos bispos segundo o documento de Taubaté, que pode ser resumido em seus últimos parágrafos. Mas, ao mesmo tempo, com pesar reconheceu que poucos bispos efetivamente têm assumido este compromisso com a seriedade devida, e alguns deles simplesmente ignoram o documento.
Citou o martírio de tantos homens e mulheres da Igreja ao longo dos séculos em fazer valer a lei de Deus sobre a dos homens. E com tristeza constatou que muitos bispos hoje cedem às pressões políticas.
Antes da entrega das condecorações, o Monsenhor Ignacio Barreiro-Carámbula apresentou a HLI em sua origem, desafios e propósitos, concluindo com o conhecimento e a escolha de Dom José para receber o prêmio.
Por fim, Dom José tendo recebido o troféu com sua equipe, dedicou a homenagem às três crianças (os gêmeos abortados e a criança de nove anos ex-gestante). Em seu discurso final, agradeceu a toda a sua equipe e a todos os que, no mundo inteiro, manifestaram seu apoio.
Era o momento de reconhecer que Deus consegue tirar coisas boas dos piores acontecimentos. Dom José Cardoso lembrou que, mesmo não tendo conseguido evitar o aborto dos gêmeos, pôde perceber claramente a imensidão dos católicos que puderam, através deste episódio, aprofundar a sua fé e voltar-se para a vontade de Deus.
No período de quaresma, a semente morreu e, na Páscoa, produziu frutos. Através destes últimos acontecimentos, Deus ofereceu ao Arcebispo de Olinda e Recife, em fim de mandato, a oportunidade de imortalizar-se na História da Igreja pela fidelidade ao Evangelho da Vida. Ao mesmo tempo, concedeu ao povo desta Igreja – sobretudo aos críticos – a oportunidade de reconhecer com que coragem e destemor seu pastor luta pelos valores de sua Igreja.
Dom José, não obstante a incompreensão e a falta de apoio dos membros de sua própria Igreja, permaneceu fiel. Mas e os críticos membros desta Arquidiocese, será que, ainda que tardiamente, foram capazes de render graças a Deus pelo Dom que lhes foi entregue?
Em tempo: também foram condecorados com medalhas o Monsenhor Edvaldo Bezerra (Vigário Geral), o chanceler Pe. Cícero Ferreira, o Pe. Moisés Ferreira (reitor do Seminário Menor), o Pe. José Edson e Márcio Miranda.
Fonte: O Porta-Voz. Os grifos no texto são meus.
Mensagem do dia (20/04/2009)
Eu acredito que o ateísmo é a mais irracional das escolhas.
Francis Collins.
Homenagem a Dom José Cardoso
Mensagem Urbi et Orbi do Papa Bento XVI – Páscoa 2009
httpv://www.youtube.com/watch?v=kaKwuDbLdTE
Mensagem do dia (19/04/2009)
Os discípulos [de Emaús] puseram a mesa, ofereceram da sua ceia; e, não tendo reconhecido a Deus quando da Sua explicação da Sagrada Escritura, eis que O reconhecem agora, na fracção do pão. Não foi pois ao escutar os mandamentos de Deus que ficaram iluminados, mas ao pô-los em prática.
São Gregório Magno (Papa).
Os cães atacam em bando!
Ao se referir ao comentário de que os bebês abortados da menina de Alagoinha “provavelmente sentiram dor enquanto eram mortos”, esse paladino da sabedoria vomitou o seguinte:
E você por acaso pensou na dor da menina quando foi estuprada? Pensou?
Um momento: por acaso se preocupar com os bebês que ela esperava significa necessariamente não se importar com o sofrimento dela? Onde é que você aprendeu lógica, seu palhaço?
A dor que os bebês abortados provavelmente sentiram durante o procedimento abortivo vai curar a dor da menininha? O aborto vai sanar essa dor? Não vai. O aborto servirá apenas para aumentar o trauma dessa garotinha. Já repeti à exaustão o que diz, através de números e estatísticas, o site The UnChoice: o aborto provocado é extremamente prejudicial à saúde física e psíquica da mulher – quanto mais para uma menininha de 9 anos.
Vocês podem fazer mil rodeios, mas o fato é que a menina e sua família foram usadas de forma covarde e prepotente por esses seres ignóbeis que ainda se dizem cristãos!
Não, geniozinho: a menininha e sua mãe (lembrando que o pai da criança sempre foi contrário ao aborto, e o procedimento foi realizado à sua revelia) foram usadas pelo movimento abortista, que se utilizaram do caso para buscar publicidade na imprensa, maciçamente pró-aborto, para propagar diante da opinião pública (imensamente contrária à legalização do aborto) a nobre causa de permitir a matança de bebês no Brasil. Ignóbil é quem ignora os fatos, amplamente demonstrados neste site.
Mas bem feito, pelo menos ficou escancarada a hipocrisia e a sordidez de parte (eu escrevi parte viu?) da igreja já que a imensa maioria da população achou a atitude do bispo de uma boçalidade abissal!
Parte da Igreja cumpriu o seu dever e denunciou o crime do aborto; parte da Igreja, inclusive a CNBB, diante da pressão da mídia, se omitiu covardemente e fez-se de desentendida. Quanto ao que a “maioria da população achou” ou deixou de achar, isso não quer dizer que a “maioria da população” esteja certa, não é mesmo? Você não passa de mais um cretino que mereceria um prêmio não somente pela própria estupidez, mas por expressá-la com tanto orgulho, de peito estufado.
Atenção idiotas do meu Brasil: não percam seu tempo aqui com frases feitas tipo “onde está a menina?” ou ainda “essa menina foi usada por grupos cristãos”. Está tudo explicadinho nos importantíssimos textos:
- Grupo pró-aborto internacional conspirou com hospital para matar bebês gêmeos em gestação em famoso caso brasileiro
- Onde estão os gêmeos? (a pergunta que incomoda os abortistas)
- A mentira e a confusão orquestradas pelos abortistas – menina violentada grávida de gêmeos não corria risco de vida: o aborto era desnecessário
- Dossiê “Silêncio sobre o aborto legal”
- Grávida de gêmeos em Alagoinha: o lado que a imprensa deixou de contar
Estes textos demonstram que:
- Pe. Edson Rodrigues esteve sempre ao lado da família, até o momento em que isso lhe foi negado pelos abortistas;
- A preocupação do pároco e da diocese, desde o princípio do caso, foi com o bem-estar das três crianças envolvidas – a menininha grávida e os bebês que ela esperava;
- Era possível, com acompanhamento pré-natal especializado, que os bebês fossem retirados através de uma operação de cesariana, prematuramente – intervenção que ofereceria menores riscos à saúde da menina que o aborto, este muito mais agressivo e nocivo; a probabilidade de salvar a vida dos bebês era real, respeitando as condições físicas e psicológicas da mãe;
- Os profissionais de saúde e conselheiros tutelares contrários ao aborto foram impedidos de conversar com a mãe da menina, que, em princípio contrária ao procedimento, acabou por ceder diante da pressão dos abortistas;
- O hospital onde a menina foi internada primeiro, o IMIP, reconheceu publicamente que a vida dela não estava em perigo e por isso ela recebeu alta – quando foi raptada pelos abortistas e levada para o CISAM, onde foi realizado o aborto;
- O público foi levado a crer que o aborto foi o único meio possível para salvar a vida da menina, graças à manipulação da imprensa;
- A menina permanece ainda hoje em local ignorado; nem mesmo o pai dela teve acesso ainda ao lugar onde ela está. Isso pelo menos até cinco dias atrás (13 de abril).
Para vocês que estão babando de ódio contra a Igreja, os verdadeiros católicos e o bispo Dom José Cardoso: se estão realmente tão interessados assim em saberem a respeito do paradeiro da menina, por que não escrevem aos jornais, pedindo-lhes que expliquem os fatos acima mencionados? Por que não escrevem ao maravilhoso “Grupo Curumim“, entidade empenhada para a legalização do aborto no Brasil (que recebe rios de dinheiro da IWHC, “uma entidade feminista e uma das maiores promotoras internacionais do aborto clandestino”, como meticulosamente explicado no Dossiê “Silêncio sobre o aborto legal“) perguntando-lhes para onde levaram a menininha e sua mãe?
Vocês não perguntam porque não estão interessados na menininha coisa nenhuma. Vocês estão interessados é no maravilhoso direito de poder matar bebês ainda no ventre de suas mães e na desmoralização pública de uma verdadeira autoridade católica, o corajoso bispo Dom José Cardoso. E para isso, não hesitam em recorrer à calúnia, segundo ensina o mestre de vocês, Voltaire, um dos maiores inimigos da história da Igreja: “Menti, menti, sempre. Sempre se acreditará em alguma coisa do que dissemos”.
Como podem observar, estou dando a esses ignóbeis um gostinho de verem seus comentários respondidos, o que não merecem. Não vou mais perder meu tempo com esse tipo de gente. O que importa é que pessoas de bem, concordando ou discordando de determinados pontos de vista, especialmente em assuntos polêmicos e dolorosos como esse, sejam capazes de ler e ponderar a partir de novas informações que venham a receber – e que estejam prontas para mudarem de opinião, caso isso seja necessário, ou pelo menos a tentar compreender o ponto de vista do oponente na discussão. Quem não for capaz disso, não será bem-vindo aqui.
Au, au, au, au, au!
Tem alguém latindo por aqui… Vejam que mimo esse “comentário” no post Ainda o caso de Alagoinha, ou: como a mídia transforma as pessoas em idiotas:
Bem, no caso VOCÊS foram os idiotas! VOCÊS foram os retardados! VOCÊS deram vexame! Agora não adianta reclamar. Você nem sabe nem se livrar dos lugares-comuns: a igreja perseguida, da igreja coitadinha, da defesa dos mais fracos, blá, blá, blá. Vá cuidar do seu mestrado e tire mesmo umas merecidas férias, porque desse mato não sai cachorro…
Por que nós católicos fomos os idiotas? Por que fomos os retardados? Olhem só que beleza a inversão da lógica: a débil mental aí se orgulha de ter sido manipulada e enganada pela imprensa e ainda vem xingar os outros. Não é uma coisa belíssima? Ficou ofendidinha por que a carapuça de idiota lhe serviu, dona? Claro, porque é mais fácil dar chiliquinho e subir nas tamancas do que escutar o outro lado, refletir e questionar.
Tem alguma mentira nos textos aqui divulgados sobre este assunto? Você consegue refutar alguma informação? Consegue provar que o Pe. Edson Rodrigues mentiou? Ficou brabinha porque de repente as coisas podem não ser tão simples como você imaginava e resolveu descontar aqui sua frustração? Tsc, tsc, tsc…
É fato, sim: a Igreja é diariamente ofendida, caluniada e difamada em toda a mídia. A prova disso: algum órgão de imprensa se interessou em reproduzir essas informações sobre o aborto da menina de Alagoinha para que fossem devidamente contestadas e a opinião pública fosse esclarecida sobre a veracidade dos fatos?
E agradeço sua sugestão, mas não consigo ficar só trabalhando no meu mestrado. De vez em quando, eu passo por aqui para fazer uma faxina e afugentar os vira-latas que insistem em ladrar. Vocês são como aqueles cachorrinhos de rua que, quando passa um carro, saem correndo atrás e ficam latindo sem parar. Quando o carro pára, vocês todos param juntos e ficam se entreolhando com cara de imbecis, porque não sabem o que fazer.
Passa fora! Aqui não tem lavagem pra você, não! Vai latir lá no canil (que chamam de “forum”) da Folha de São Paulo, vai se sentir em casa!
Mensagem do dia (18/04/2009)
Se o rosto da Igreja transmitir a luz do rosto do Ressuscitado, nela brilha a alegria da salvação.
Dom José Policarpo.
Por que se “desbatizar”?
Por Claudio de Cicco.
Li no jornal “O Estado de S.Paulo” do dia 13.04.2009, pág. A-14, que, na Argentina, algumas ONGs estão propondo um “desbatismo” coletivo para as pessoas que foram batizadas quando eram bebês na Igreja Católica e não desejam mais participar oficialmente dela, já que são atéias, agnósticas ou genericamente religiosas, mas indiferentes aos preceitos católicos. O movimento denominado “No em mi nombre”, ou seja, “Não em meu nome”, propõe aos argentinos que não se consideram mais católicos que enviem cartas aos bispos das cidades em que foram batizados para que “conste oficialmente dos registros da Igreja que não integram mais o rebanho”. Informa ainda o referido periódico que os ateus constituem um grupo em rápido crescimento naquele país, congregando 11,3 % da população.
Infelizmente, parece não se tratar de uma brincadeira de mau gosto, mas de um claro desejo de renegar o próprio Batismo. Inúmeras pessoas se proclamam “católicos não-praticantes” ou “católicos sem convicção”, mas, mesmo em tais casos, ninguém clara e abertamente deseja anular o ato que, quando recém-nascidos, as ligou à Igreja Católica. Portanto, trata-se de algo novo e radical, um repúdio público e notório do próprio Batismo.
Passado o primeiro choque, reparamos, no entanto, em algo curioso: se este ato coletivo de “desbatismo” provém do número crescente de ateus e agnósticos na Argentina, por que – supondo-se que o ateu não acredita em Deus, nem em Jesus Cristo, nem na Igreja Católica – formalizar o repúdio de algo que em sua descrença não existiu? Por que anular um ato em que nossos padrinhos, em nosso nome e para nosso benefício, renunciaram ao diabo, a suas pompas e obras? A menos que sejam pessoas que sabem o que significa o sacramento do Batismo e que se sentem incomodadas por terem sido batizadas, quer dizer não atéias propriamente.
Se for este, como parece, o caso, pode-se perguntar por que não querer estar unido a Alguém que passou pela Terra fazendo o bem, não ergueu a mão senão para curar, por que não querer nada com Jesus Cristo? Por que se desligarem oficialmente da Igreja, cujos Bispos são a continuidade histórica dos Apóstolos de Jesus? Quererão por acaso renegar a Cristo e voltar à servidão do Antagonista? Por que se desligarem de algo que não existe, se são ateus e incrédulos? Ou será que se esqueceram de que foi a Igreja Católica que acabou com a escravidão generalizada em todos os países pagãos da Antiguidade, que deu à mulher uma dignidade que as leis não lhe reconheciam, considerando-a mero objeto de prazer do homem? Que foi a Igreja que, cumprindo o mandato de seu Fundador, batizou e civilizou os bárbaros e construiu a Europa que hoje conhecemos? Então, me desculpem, mas não são ateus, nem agnósticos, pois para o ateu como para o agnóstico tudo isso não tem valor algum.
Por que não desejam mais que a Igreja aja em seu nome, “Não em meu nome”? Quando a Igreja faz campanha de agasalho aos pobres, recruta missionários para cuidar dos doentes, jovens para acolherem em creches e abrigos as crianças abandonadas por seus próprios pais? Por que não quererem os adeptos do “desbatismo” ter nenhuma participação nisso?
A que ponto chegamos! O desligamento da Igreja Católica sempre foi considerado uma terrível punição: os maiores potentados da História o temiam. Henrique IV, Imperador da Alemanha, esperou uma noite inteira na neve, rente às muralhas do castelo de Canossa, para que o papa São Gregório VII levantasse a excomunhão que sobre ele pesava. Na Inglaterra, o fato de ter excomungado um barão normando, amigo do rei Henrique II da Inglaterra, pela morte de um padre, levou o Arcebispo de Cantuária, São Tomás Becket a ser martirizado em sua própria catedral…. Então tudo isso é perda de tempo? O que diriam os adeptos do “desbatismo”?
Conta-se do célebre romancista francês J.K. Huysmans que ele passou a acreditar na presença de Cristo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, quando, convidado por conhecidos metidos a esotéricos, assistiu a uma “missa negra”, celebrada por um padre apóstata. Tais foram os insultos e obscenidades que viu, praticadas contra a hóstia que concluiu: “Deve ser mesmo o Corpo de Cristo, senão eles não perderiam tanto tempo com uma simples rodela de pão!” E se converteu ao Catolicismo, escrevendo livros edificantes como “A Catedral”.
De quem virá a ordem “Ide e desbatizai”? Certamente daquele Príncipe deste mundo, seguido por aqueles infelizes que, na dura expressão de São Pedro Apóstolo, “como cães voltaram ao seu vomito.” (II Pedro, 2,22).
Jesus, no entanto, disse a seus discípulos, com infinito amor: “Ide e ensinai a todos os povos, batizando-os em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo” (Mt, 28,19). De Huysmans, podemos tirar uma grande lição: nosso Batismo vale muito, pois nos marca com o sinal do Filho de Deus.
Fonte: Catolicanet.
Mensagem do dia (17/04/2009)
Temos necessidade da ressurreição e da transfiguração para compreender verdadeiramente o que é o corpo humano… Na realidade, só o cristianismo ousou colocar o corpo nas profundezas mais escondidas de Deus.
Padre Romano Guardini.

