Achar que o mundo não tem um criador é o mesmo que afirmar que um dicionário é o resultado de uma explosão numa tipografia.
Benjamin Franklin.
Mensagem do dia (21/05/2009)
Os céus contemplam a glória de Deus.
Johannes Kepler.
Mensagem do dia (20/05/2009)
Tantas são as criaturas que servem a Deus quanto são as que servem a Maria.
São Bernardino de Sena.
“Papa disse na África que é preciso mudar o olhar sobre a sexualidade”
Artigo do arcebispo de Granada em apoio a Bento XVI
Por Nieves San Martín
GRANADA, segunda-feira, 18 de maio de 2009 (ZENIT.org ).- O arcebispo de Granada, Javier Martínez, escreveu um artigo, publicado no semanário diocesano de Granada e Guadix, titulado “Obrigado, Santo Padre!”, no qual afirma que “o que o Santo Padre disse na África é simplesmente que temos necessidade de mudar nosso olhar sobre a sexualidade”.
Em seu artigo, o arcebispo de Granada começa relatando dois fatos que lhe foram contados por seus protagonistas.
Em um país da América Latina, uma médica, ginecologista, premiada como a melhor médica do país pelo governo de sua nação, dedica parte de sua vida profissional a dirigir um programa de educação afetiva e sexual a adolescentes e jovens. O programa consiste em dar a conhecer com detalhe suficiente aos jovens o funcionamento do corpo humano em relação com a sexualidade e com o afeto.
A médica da América Latina, relata o arcebispo, estava ministrando seu programa em um colégio da capital de sua nação no qual estavam as filhas do ministro da Educação. Um dia, no teatro, coincidiram de se encontrar o ministro e a médica. Foi o ministro quem viu a médica, e se aproximou dela para felicitá-la: “Doutora, que alegria ver-lhe! Não se pode fazer idéia de como minhas filhas estão contentes!” O ministro seguiu nessa via por um momento, até que a médica lhe disse: “Também me alegro, ministro, que suas filhas estejam tão contentes, e que você tenha tido a ocasião de ver o valor que tem um programa planejado desta forma. O que acha do Ministério promover nos colégios públicos onde os pais permitirem – as filhas do ministro estudavam em colégio particular, como é natural –, o mesmo programa?” Ah! Isso não, doutora! Isso não pode acontecer! Pode-se educar a alguns poucos, mas para o povo é preciso dar preservativos”.
O segundo fato que relata o arcebispo refere-se a uma médica norte-americana, que trabalha em Gana, em um centro de Atenção Primária. Havia estado na Conferência Internacional do Cairo sobre a População e o Desenvolvimento, em 1994, e de retorno à América, antes de voltar para sua missão, passou pela Espanha.
“Coincidimos em um ato, nos apresentaram e estivemos falando um bom tempo. No centro onde ela trabalhava, em uma zona sumamente deprimida – me disse –, morriam todos os dias crianças desidratadas por causa de uma simples colite, por falta de soro fisiológico, e pela ignorância das mães. Contudo, o centro estava literalmente “cheio” – ou talvez seria melhor dizer “invadido” – de caixas e caixas de preservativos que certas companhias americanas e europeias lhes enviavam gratuitamente, até não saber o que fazer com eles, porque ocupavam um espaço no centro que não tinham, e que precisavam para coisas mais urgentes e mais graves”.
E o arcebispo lhe pergunta: “Quem paga o anúncio? Que visão do ser humano e da vida _ e das diferentes classes de seres humanos, e de vidas humanas – se esconde por trás destas histórias? Quem, quais poderes e quais indústrias, se beneficiam da despovoamento da África, e pensam já sem dúvida nos futuros benefícios de suas imensas riquezas e reservas naturais? Sem dúvida, os mesmos que degradam sem cessar e sem limite nossa própria humanidade e a dignidade de nosso pensamento quando decidem – e ninguém seria capaz de explicar racionalmente em virtude de qual poder –, promover entre nós a banalização absoluta do uso do corpo humano e do sexo”.
“O que se silencia é o dado – perfeitamente constatado – de que o uso massivo dos preservativos não deteve a aids na África, mas a propagou”, sublinha Dom Martínez.
“O que o Santo Padre disse na África é, simplesmente, que temos necessidade de mudar nosso olhar sobre a sexualidade – assinala o arcebispo de Granada –. E também que temos necessidade de mudar nosso olhar sobre a enfermidade e sobre os enfermos. Duas verdades evidentes. Antes que nenhuma outra reflexão acerca do direito do Papa a falar, ou acerca de que coisas pode ou não pode, ou deve ou não deve falar, o que se impõe recordar é, sobretudo, que o que disse o Papa é verdade”.
E conclui: “Obrigado, Santo Padre, por ter o valor de dizer-nos a verdade, a nós e a nossos irmãos africanos! Obrigado por reclamar a todos nós a uma vida de primeira classe, a uma vida verdadeira e plenamente humana! Milhões de homens pedimos ao Senhor todos os dias para que não se canse, para que não ceda, para que o Senhor lhe sustente e continue sendo livre!”.
Para acessar o artigo completo: http://www.arzobispodegranada.com/index.php?mod=articulos&lan=es&sec=7&cat=23&id=664
Fonte: Zenit.
Igreja no Congo destinará 144 milhões de dólares a ajudar vítimas da AIDS
O ministro da Saúde agradece a colaboração da Igreja
KINSHASA, segunda-feira, 18 de maio de 2009 (ZENIT.org ).- A Igreja Católica da República Democrática do Congo destinará mais de 144 milhões de dólares a ajudar as vítimas da AIDS e combater a difusão do vírus HIV.
Assim prevê o programa trienal (2009-2011) para a luta contra a AIDS, apresentado recentemente em uma mesa redonda convocada pela Conferência Episcopal do Congo (CENCO) através da Cáritas Congo, para promover uma coleta de fundos para o projeto.
Segundo informou a agência Fides, as 47 dioceses do Congo participaram da elaboração do programa, com o qual a Igreja quer unir-se aos esforços do governo e de outros organismos para combater a difusão do vírus da AIDS.
O presidente da Comissão episcopal Caritas developpement, Dom Javier Kataka, bispo de Wamba, destacou que o programa beneficiará milhões de congoleses afetados pela doença.
O Ministro da Saúde do Congo, Auguste Mopipi, agradeceu os esforços da Conferência Episcopal para lutar contra a enfermidade. Ele afirmou que a nação precisa da contribuição das confissões religiosas, da Igreja Católica em particular, para derrotar a doença.
O programa se divide em quatro âmbitos: educação e prevenção; assistência médica, espiritual, psicológica e sócio-econômica; aspectos éticos e jurídicos; e comunicação.
O Diretor da Cáritas Congo, Bruno Miteyo, apresentou o programa e recordou que o processo de sua elaboração começou com uma série de consultas a nível diocesano que se realizaram entre fevereiro e junho de 2007.
Sobre a base das sugestões e das propostas, foi redigido o documento “Orientações pastorais da CENCO na luta contra a AIDS”, após a Assembleia Plenária dos Bispos em julho de 2007.
Na recente mesa redonda participou também Dom Robert J. Vitillo, conselheiro especial sobre AIDS da Cáritas Internacional e responsável da delegação da Cáritas no escritório das Nações Unidas em Genebra.
O prelado recordou que a África subsaariana é a parte do mundo mais afetada pela AIDS: 64% das pessoas que convivem com a AIDS se encontra no continente africano e a África tem o maior número de crianças órfãs por causa da doença.
Fonte: Zenit.
Mensagem do dia (19/05/2009)
Não é possível comprometer-se diretamente no apostolado se não se é uma alma de oração.
Beata Teresa de Calcutá.
Mensagem do dia (18/05/2009)
A grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem e não é capaz de contribuir, mediante a compaixão, para fazer com que o sofrimento seja compartilhado e assumido, mesmo interiormente é uma sociedade cruel e desumana.
Papa Bento XVI.
Mensagem do dia (17/05/2009)
Que me fariam as doçuras deste mundo e os impérios da terra? É mais belo morrer por Cristo Jesus do que reinar até aos confins do Universo.
Santo Inácio de Antioquia.
Quem protesta contra Obama é… racista!
Vejam notícia publicada na edição online da Folha de São Paulo. Em seguida, meu comentário.
15/05/2009 – 20h58
Padre e ex-presidenciável são presos em protesto contra homenagem a Obamacolaboração para a Folha Online
O ex-pré-candidato republicano à Presidência Alan Keyes, um padre católico e outros 19 manifestantes antiaborto foram presos nesta sexta-feira em Indiana depois de marcharem no campus da Universidade de Notre Dame para protestar contra uma homenagem que o presidente Barack Obama vai receber no local no próximo domingo.
Esta é a terceira sexta-feira seguida em que manifestantes são detidos no campus. Eles protestam contra a decisão da universidade católica de conceder a Obama, que apoia o direito ao aborto e pesquisas com células-tronco embrionárias, um título de doutor honoris causa, além de convidá-lo a fazer o discurso de abertura do ano universitário.
“Notre Dame está prendendo um padre”, disse o fundador do grupo contra o aborto Cordeiros de Cristo, padre Norman Weslin, enquanto seguranças da universidade colocavam algemas de plástico em seus punhos. “Por que vocês estão prendendo um padre por tentar parar o assassinato de um bebê?”
Weslin, que tem 78 anos e já foi preso dezenas de vezes por fazer bloqueios em frente a clínicas de aborto, foi levado pelos seguranças em uma maca. Ele e dois outros manifestantes foram acusados de resistir à detenção.
Todos os 21 detidos foram acusados de invasão. Keyes, que não ganhou nenhuma primária estadual republicana antes da eleição do ano passado, vão ficar detidos até segunda-feira (18), porque esta foi a segunda vez que foram detidos por invadir Notre Dame, disse o sargento Bill Redman, porta-voz do Departamento de Polícia do Condado de St. Joseph. Uma fiança de US$ 250 foi estabelecida para os demais. Nenhum dos detidos é estudante da universidade.
A decisão da universidade de homenagear um defensor de teses opostas aos ensinamentos da Igreja Católica levou a reações contrárias de ex-alunos e religiosos. Cerca de 70 bispos americanos protestaram contra a decisão do reitor de Notre Dame, padre John Jenkins.
Em 8 de maio, Keyes e outros 21 manifestantes foram detidos em Notre Dame empurrando carrinhos de bebê com bonecos cobertos de sangue falso.
Nesta sexta-feira não houve carrinhos de bebê ou bonecos ensanguentados, mas alguns dos manifestantes levavam placas com a frase “Defendam a honra dela, levantem-se e lutem pelos não nascidos”, uma aparente referência a Nossa Senhora –Notre Dame, em francês.
Cerca de 35 pessoas estavam segurando cartazes antiaborto em frente ao portão da universidade pouco antes do meio-dia quando um grupo de cerca de 40 pessoas lideradas por Keyes e pelo ativista Randall Terry chegou. Eles interromperam a marcha por um momento, rezaram e ouviram as palavras de Keyes, que perdeu para Obama nas eleições para o Senado dos EUA por Illinois, em 2004.
“Não é coerente com o amor de Deus homenagear aqueles que rejeitaram em princípio o grande dom do amor”, disse Keyes.
Depois de discursar, Keyes liderou um grupo menor para dentro do campus. Eles andaram por cerca de cem metros antes de serem parados por seguranças da universidade.
Keyes detido imediatamente, e os outros foram aconselhados a abandonar o campus sob o risco de serem presos.
Terry não entrou no campus, dizendo que não queria ser preso porque tinha de permanecer livre para liderar mais protestos no sábado e no domingo.
Para os idiotas e débeis mentais que repetem à exaustão slogans tipo “quem critica Obama é racista” ou “Obama incomoda porque ele é negro”, apresento-lhes o diplomata e político norte-americano Alan Keyes:

Sejam honestos: ele é ou não é muito mais negão que o Obama? Pelo menos, ele é cidadão norte-americano legítimo. Re, re, re…
Mensagem do dia (16/05/2009)
Quem perde os seus bens, perde muito; quem perde um amigo, perde mais; mas quem perde a coragem, perde tudo.
Anônimo.
Aborto em Recife: um crime sem investigação
Dois gêmeos foram mortos; a menina e sua mãe estão incomunicáveis
Por Padre Luiz Carlos Lodi.
No dia 4 de março de 2009, em Recife foi praticado um crime de aborto em uma menina de nove anos, natural de Alagoinha (PE), que havia sido transportada à capital para o procedimento pré-natal. Os gêmeos abortados, com cerca de vinte semanas de vida, provavelmente respiraram e choraram antes de morrer. Até agora ninguém informou em qual lata de lixo eles foram lançados.
Na noite do dia anterior, a menina grávida e sua mãe foram transferidas às pressas do hospital em que se encontravam (o Instituto Materno Infantil de Recife – IMIP) para outro (Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros – CISAM), onde os médicos fizeram o aborto. Membros do grupo pró-aborto Curimim, financiados pela International Women’s Health Coalition (IWHC), foram ao IMIP e convenceram a mãe analfabeta a pedir a alta da filha. Mãe e filha foram transportadas para o CISAM em companhia de Dra. Vilma Guimarães, ginecologista e coordenadora do Centro de Atenção à Mulher do IMIP.
A pressa dos abortistas tinha razão de ser, uma vez que o pai biológico da menina Sr. Erivaldo (que vive separado da mãe), contrário ao aborto, estava dirigindo-se ao IMIP, acompanhado de um advogado, para pedir a alta da filha. Para os defensores do aborto havia o risco iminente de que o IMIP fosse obrigado a deixá-la sair, uma vez que, mesmo após a separação, o pai biológico continuava, por lei, a exercer o poder familiar sobre a filha. E mais: havia o risco – nada pequeno – de que a gravidez prosseguisse normalmente e que fossem dadas à luz, por cesariana, duas lindas crianças, que seriam batizadas pessoalmente pelo próprio Arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho! Imagine-se o ônus para a causa abortista se uma gravidez gemelar em uma menina de nove anos se convertesse em ícone da causa pró-vida!
Com “uma ação ágil e coordenada de grupos feministas” [1], o aborto foi feito por médicos do CISAM. Mediante a divulgação sistemática de mentiras pelos meios de comunicação social, o caso se transformou em um grande espetáculo em favor dos abortistas e contra o Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho. Após o crime consumado, a menina, a mãe e uma irmã da menina, de 13 anos, também ela vítima de abuso sexual, foram colocadas em um “abrigo” [2] desconhecido e inacessível, onde se encontram até hoje guardadas (ou encarceradas?), impedidas de se comunicar com o Conselho Tutelar de Alagoinha (unanimemente contrário ao aborto) e com o próprio pai Sr. Erivaldo.
A seguir alguns importantes esclarecimentos sobre o triste episódio.
| O QUE SE DIZ… | A VERDADE |
| No Brasil o aborto é legal em dois casos, previstos no Código Penal. Art. 128 – Não se pune o aborto praticado por médico: I – se não há outro meio de salvar a vida da gestante; II – se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal. |
No Brasil, o aborto diretamente provocado é sempre crime, haja ou não pena associada a ele. O artigo 128, CP, não diz que o aborto “é permitido”. Nem sequer que “não é crime”. Diz apenas “não se pune”. A lei pode deixar de aplicar a pena ao criminoso após o crime consumado (por exemplo, fica isento de pena o furto praticado entre parentes – art. 181, CP), mas não pode dar permissão prévia para cometer um crime. |
| Se a gestante estiver correndo risco de vida, o médico que pratica o aborto fica isento de pena. | Para que o médico autor do crime fique isento de pena, não é suficiente que a gestante tenha corrido “risco de vida”. É necessário provar que não havia outro meio – a não ser o aborto – para salvar a vida da gestante. Já em 1965, o médico legal Dr. Costa Júnior dizia que essa hipótese jamais ocorre, pois o aborto é mais perigoso para a mãe que o prosseguimento da gravidez. E advertia: “não envolvam a Medicina no protecionismo ao crime desejado” [3] |
| A menina de nove anos grávida de gêmeos corria risco iminente de morrer, caso o aborto não fosse praticado. | Na manhã do dia 3 de março, o diretor do IMIP Dr. Antônio Figueira, disse a Dom José Sobrinho, na residência episcopal e na presença de toda uma equipe de profissionais convocada para estudar o caso, que a menina não corria risco iminente de vida e que, se os pais o desejassem, a gestação poderia ser levada a termo com os cuidados do hospital.
Na tarde do mesmo dia, o IMIP deu alta à menina, a pedido da mãe [4], sob influência do grupo Curumim, alegando que não havia risco iminente para a menina. |
| Como a gravidez da menina resultou de um estupro, os médicos que praticaram o aborto ficam isentos de pena. | Para que os autores do crime gozem da não aplicação da pena, não basta que a gravidez tenha resultado de um estupro. É necessário que o aborto tenha sido precedido do consentimento da gestante. No caso, como a gestante é incapaz, é necessário que tenha havido o consentimento de ambos os pais, que a representam legalmente. |
| O consentimento da mãe da menina foi suficiente para isentar os médicos da pena. | Provavelmente, o consentimento da mãe foi obtido mediante fraude, o que torna a conduta dos médicos enquadrada no artigo 126, parágrafo único, CP, ou seja, reclusão de três a dez anos. |
| O consentimento do pai biológico da menina não era necessário para isentar os médicos da pena. | Ainda que a mãe tenha dado livre e validamente o seu consentimento, isso não é suficiente para deixar os médicos impunes, uma vez que havia a oposição do pai biológico. Compete a ambos os pais representar os filhos incapazes nos atos da vida civil (art. 1634, V, CC), e o poder familiar não se extingue pela separação dos pais (art. 1632, CC). Faltando o consentimento do pai, a conduta dos médicos enquadra-se no artigo 125, CP (“provocar aborto, sem o consentimento da gestante”), cuja pena é reclusão de três a dez anos. |
| O destino dado aos bebês abortados é irrelevante para o caso. | Sendo o aborto um crime que deixa vestígios, é indispensável o exame de corpo de delito (art. 158, CPP), que deve ser feito nos cadáveres dos gêmeos e na menina submetida ao aborto. A ocultação dos cadáveres serve para encobrir o crime. |
| A ocultação da menina, de sua irmã e da mãe é necessária para que elas fiquem a salvo do assédio da imprensa. | A ocultação da menina, de sua irmã e da mãe interessa aos abortistas, a fim de que não seja possível a investigação sobre o crime. “O rapto de menores com ocultamento dos pais para realizar um aborto supostamente legal já foi praticado várias outras vezes na América Latina por organizações feministas. Já ocorreu pelo menos três vezes na Bolívia e uma vez na Nicarágua, mas é a primeira vez que ocorre no Brasil” [5] |
| O aborto foi feito por motivos humanitários, em benefício da própria menina. | O aborto foi feito por interesses espúrios, instrumentalizando a menina para a propaganda abortista financiada internacionalmente pela International Women’s Health Coalition (IWHC), que patrocina o grupo Curumim. |
| Dom José Cardoso Sobrinho excomungou os médicos que fizeram o aborto. | O Arcebispo não excomungou ninguém. Apenas informou que, segundo o Código de Direito Canônico, “quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententie (automática)” (cânon 1398). |
| Se a excomunhão é automática, Dom José não precisaria ter avisado. | Justamente por ser um pena automática, é necessário que os fiéis sejam avisados de sua existência. De acordo com o Direito Canônico, para que alguém incorra na excomunhão automática, é necessário que conheça essa pena anexa ao crime (cânon 1324, §1, n.9 e §3). Dom José cumpriu seu dever ao anunciar a pena de excomunhão, a fim de que os médicos católicos, ao menos por temor da pena, poupassem a vida dos gêmeos. Foi um último recurso tentado para salvar os inocentes. |
| Não é justo que seja excomungada uma menina de nove anos. | A menina não foi excomungada, uma vez que não é passível de nenhuma pena canônica quem, no momento do delito, não tinha completado 16 anos. Provavelmente a mãe também não foi excomungada, se foi coagida por medo grave a dar consentimento ao aborto (cânon 1323, n. 1 e n. 4). |
Para concluir, transcrevemos as interrogações do pároco de Alagoinha Pe. Edson Rodrigues, inseridas em seu blog no dia 24.04.2009:
Dois meses depois, em que deu o caso da menina? [6]
Já se passaram dois meses do triste episódio aqui de Alagoinha e ainda estamos querendo entender alguns fatos que até hoje ninguém explica. Muitos merecem um esclarecimento, visto que se trata de vidas que estão em jogo. Como Pastor de uma comunidade que deve se questionar a cada sobre as conseqüências do infeliz fato de nossa pequena de 9 anos ter engravidado de gêmeos do próprio padrasto e, lamentavelmente, não ter tido o direito de ver as suas duas filhas, pergunto:
1 – Onde estão a menina e a sua mãe, visto que aqui na cidade nenhum de nós (pai biológico da criança, Conselho Tutelar, Polícias, Autoridades constituídas, Igrejas e a própria comunidade) não tem conhecimento sequer de onde estejam?
2 – Por que tanto sigilo. Entendo que se queira preservar a garota e sua mãe do assédio da mídia para que não estrague mais o fato do que já estragou. Mas as pessoas citadas acima, nenhuma delas é jornalista. Por que tanto mistério até para o pai biológico da criança? O que está por trás disso?
3 – “Aborto realizado, caso encerrado”, assim dizem alguns. Será? Eu diria, “aborto realizado, crime consumado”. Neste país, crimes são passíveis de punições, pelo menos deveriam ser. E este? De quem é a culpa da morte das duas meninas? Quem deve pagar por isso?
4 – Onde estão as provas reais da “legalidade” deste aborto até hoje devidas pelo Hospital ao Conselho Tutelar de Alagoinha?
5 – Por que o Conselho Tutelar daqui, que acompanhou o fato do início ao seu trágico fim, foi banido do caso, sem que receba nenhuma informação?
6 – A questão da “excomunhão” amplamente divulgada pela imprensa nacional e internacional quis, como de fato conseguiu, desviar a atenção pública para um fato bem mais sério: o aborto, uma decisão imperiosa da parte de “especialistas que juraram um dia preservar a vida”, e que hoje se dão ao direito de decidir sobre quem vive ou deve deixar de viver entre nós. O que é mais grave e merece mais atenção de nossa parte?
Estes e outros tantos questionamentos estão ainda em nossa mente e em nosso coração. Quem vai respondê-los? Isso a gente também gostaria de saber.
[1]Aborto: Caso de Pernambuco é questão de Direitos Humanos. Comissão de Cidadania e Reprodução. Disponível em: <http://www.ccr.org.br/uploads/noticias/EditorialCCR5-mar.pdf>.
[2] MENINA recebe alta e vai para abrigo com mãe e irmã. Diário de Pernambuco, 7 mar. 2009. Disponível em: <http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/03/07/urbana5_0.asp>.
[3] COSTA JÚNIOR, João Batista de O. Por quê, ainda, o abôrto terapêutico? Revista da Faculdade de Direito da USP, São Paulo, v. IX, p. 312-330, 1965.
[4] MÃE pede alta de menina estuprada por padrasto. JC Online 3 mar 2009. Disponível em: <http://jc3.uol.com.br/tvjornal/2009/03/03/not_177412.php>.
[5] Disponível em: <http://www.pesquisasedocumentos.com.br/silencioabortolegal.pdf>.
[6] http://padreedson.blogspot.com/2009/04/dois-meses-depois-em-que-deu-o-caso-da.html.
“Anjos e demônios” demonstra interesse pela Igreja
Entrevista com o Pe. John Wauck
Por Jesús Colina
ROMA, quinta-feira, 14 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O filme Anjos e Demônios, apesar de seus incríveis erros baseados na novela de Dan Brown, mostra o enorme interesse que a Igreja Católica suscita, considera um sacerdote que possui um dos blogs mais populares sobre “O Código Da Vinci”.
O Pe. John Wauck, da prelazia pessoal do Opus Dei, nascido em Chicago, professor de literatura e comunicação da fé na Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma, estudou história da literatura na Universidade de Harvard.
Nesta entrevista concedida a Zenit, ele constata um dado irrefutável sobre este interesse pela Igreja: nunca houve tantos peregrinos em Roma como nos últimos anos.
– Você acha que Dan Brown tem alguma espécie de fixação com a Igreja?
– Pe. Wauck: Às vezes eu me pergunto o que faria Dan Brown sem a Igreja Católica. Quase tudo o que existe de interesse em suas novelas tem relação com o catolicismo. Certamente, não são os seus personagens fictícios nem os diálogos ortopédicos que atraem as pessoas. Isso explica que o principal efeito do “Código Da Vinci” não tenha sido uma diminuição da prática ou das crenças religiosas, e sim um claro aumento do turismo a Roma… e ao Louvre.
A fórmula de Dan Brown para vender livros é oferecer um coquetel de história, arte, religião e mistério; e parece que há um único lugar no mundo atual onde é capaz de encontrar todas essas coisas juntas: em Roma, na Igreja Católica.
Se a história, a beleza e os mistérios sagrados o atraem, também deve atraí-lo a Igreja. Se você se coloca na Praça de São Pedro, em Roma, a poucos metros verá uma necrópole romana, um obelisco egípcio trazido a Roma por Calígula, o túmulo de São Pedro, o lugar do atentado ao seu sucessor João Paulo II, a abóbada da Capela Sistina e a Pietà de Miguelangelo, as Estâncias de Rafael, o baldaquino de Bernini, a maior basílica do mundo e peregrinos procedentes do mundo inteiro. E não se trata de um museu; é uma realidade viva que nos coloca em contato direto com 20 séculos de história, desde a antiguidade até nossos dias. Que mais pode pedir um novelista como Dan Brown? Certamente, é difícil encontrar algo semelhante na América suburbana, onde a maioria dos seus leitores mora.
Isto é, se Dan Brown parece fascinado pela Igreja, é preciso reconhecer que não é o único: em Roma existe agora mais peregrinos que nunca. Eles vêm para ver a cidade e para ouvir Bento XVI. E seu interesse não é mera coincidência. Este ano, na Páscoa, 150 mil adultos foram recebidos na Igreja Católica no meu país, Estados Unidos.
– Você acha que a decisão do Vaticano de não permitir filmagens nas igrejas de Roma representa um trato desfavorável com relação aos produtores?
– Pe. Wauck: Moro em Roma desde os 14 anos e nunca vi uma equipe de filmagens de Hollywood em uma igreja. Como regra geral, não se fazem filmes comerciais, sejam ou não piedosos, nas igrejas de Roma. Não se poderia filmar nem sequer “Os 10 mandamentos”. Naturalmente, não haveria por que fazer uma exceção com “Anjos e Demônios”. O trato que este filme recebeu foi o mesmo que se dá a qualquer outro. O resto são historietas do departamento de marketing do filme.
– “Anjos e demônios” pressupõe uma hostilidade natural entre a fé cristã e a ciência moderna. O que você opina sobre isso?
– Pe. Wauck: É relativamente fácil advertir que grande parte da melhor arte do mundo ocidental – música, pintura, literatura, arquitetura –é produto de uma cultura cristã: foi inspirada frequentemente pela fé, quando não diretamente solicitada pela Igreja. Isso parece óbvio. Pois bem, algo similar acontece com a ciência, só que é mais difícil perceber isso.
Pense, por exemplo, nas universidades, que são uma invenção da Igreja. Pense em Copérnico, que era um clérigo católico e que dedicou seu livro sobre o heliocentrismo ao Papa. O calendário que usamos é chamado de calendário gregoriano, pois foi promulgado por um Papa, Gregório XIII, que fez os astrônomos e matemáticos mais destacados da sua época trabalharem nisso. O próprio Galileu sempre foi um católico devoto e suas duas filhas foram freiras. Um dos maiores astrônomos italianos do século XIX foi um sacerdote jesuíta, Ângelo Secchi. O pai da genética moderna, Gregor Mendel, era um monge católico. O autor da teoria do “Big Bang” foi um sacerdote belga, Georges Lemaitre.
Em definitivo, a ideia de que há certa tensão natural entre a ciência e a Igreja,entre a razão e a fé, não tem sentido. Hoje, as pessoas, quando ouvem falar de “ciência” e “Igreja”, pensam imediatamente no processo de Galileu no século XVII. Mas uma percepção mais ampla das coisas obriga a ver este caso tão complicado – frequentemente distorcido por certa propaganda anticatólica – como uma manifesta exceção. Se os críticos da Igreja sempre o trazem à tona, é por um motivo: porque é a única coisa à qual podem se referir. Ou seja, quando ouvimos falar de “ciência” e “Igreja”, deveríamos pensar em Copérnico, Secchi, Mendel e Lemaitre: são estes os casos representativos. Não o é, no entanto, o processo de Galileu.
– Há algum aspecto do livro que tenha lhe parecido interessante?
– Pe. Wauck: Sim. Há uma passagem da novela na qual o heroi, o professor Langdon, da Universidade de Harvard, encontra-se na frente da basílica de São Pedro e os pensamentos que povoam sua mente neste momento – na novela, ele é a voz da autoridade científica – parecem realmente o comercial do catolicismo.
Dá a impressão de que estamos lendo o Catecismo da Igreja Católica, ao invés da novela de Dan Brown. A passagem é esta: “Pedro é a pedra. A fé de Pedro em Deus foi tão firme, que Jesus o chamou de ‘a pedra’, o discípulo incomovível sobre cujos ombros Jesus construiria sua Igreja. Neste lugar, pensou Langdon, na colina do Vaticano, Pedro havia sido crucificado e enterrado. Os primeiros cristãos construíram um pequeno santuário sobre o seu túmulo. À medida que o cristianismo se estendeu, o santuário cresceu, passo a passo, até converter-se nesta basílica colossal. Toda a fé católica havia sido levantada, literalmente, sobre São Pedro. A pedra” (“Anjos e demônios”, cap. 118).
Não daria para fazer um anúncio publicitário gigante no Times Square, mas não está mal.
– Você não acha que com esta entrevista estamos promovendo gratuitamente o filme?
– Pe. Wauck: Quem está promovendo quem? Esta é a questão. Possivelmente, há publicidade nas duas direções, mas se consideramos o tempo, as energias e os milhões de dólares empregados na produção e promoção deste filme, eu diria que nós estamos levando a melhor parte. Isto é, que talvez Deus esteja se servindo de Hollywood para atrair a atenção de alguns sobre as riquezas da fé e da cultura católicas.
Dito isso, devo acrescentar que não tenho a intenção de gastar meu tempo e meu dinheiro vendo este filme, As resenhas do filme “O Código Da Vinci”, feito pela mesma equipe, foram suficientemente sarcásticas como para podermos economizar a visão deste.
Missão cumprida: Papa consegue fazer a paz ressoar na Terra Santa
Balanço do Pe. Federico Lombardi
JERUSALÉM, sexta-feira, 15 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé,considera que Bento XVI cumpriu a missão que se havia proposto na Terra Santa: fazer que a paz ressoe nos diferentes âmbitos religiosos, sociais e políticos.
“Nesta última viagem, o Papa falou muito de paz, como havia prometido – explica o sacerdote: trinta discursos, uma só mensagem, que ele repete sem cansar-se neste único tema, com inúmeras variações: paz entre israelitas e palestinos; paz entre judeus, muçulmanos e cristãos; paz na Igreja, entre as confissões e ritos; paz na sociedade e na família; paz entre Deus, o homem e as criaturas; paz nos corações, no Oriente Médio, no mundo… Paz, paz, paz.”
“Ele falou muito, mas também escutou, pelo menos o mesmo ou muito mais”, continua afirmando, ao fazer um balanço para Octava Dies, o semanário do Centro Televisivo Vaticano, desta visita que, de 8 a 15 de maio, levou o Santo Padre à Jordânia, Israel e Territórios Palestinos.
“Bento XVI é um Papa da escuta – continua constatando o porta-voz vaticano. Quantas pessoas falaram, quantas coisas lhe disseram, com quanta paixão, com quanta diversidade de atitude e de perspectivas!”
Segundo o Pe. Lombardi, “o Papa realizou uma peregrinação aos lugares, mas, antes ainda, aos corações. Não só visitou os lugares mais santos do cristianismo, mas também os do judaísmo e do islã: Yad Vashem, o Muro das Lamentações, a Cúpula da Rocha. Ele assumiu os sentimentos de todos os peregrinos das três religiões às quais pede acesso aos lugares santos. Um Papa cristão, mas um Papa para todos, acima das divisões. Um exemplo a ser seguido”.
O porta-voz vaticano recorda que “quando João Paulo II esteve na Terra Santa, o muro não existia. Também aqui veio valentemente o novo Papa peregrino para pedir a Deus e aos homens que derrubem os muros de divisão, começando pelos que fecham e dividem os corações. Nunca mais derramamento de sangue! Nunca mais terrorismo! Nunca mais a guerra!”.
“Com este grito termina a peregrinação da esperança, em um momento crucial para o porvir da paz na Terra Santa. O Papa fez tudo o que podia e continuará fazendo-o. Que Deus acompanhe agora todos os esforços dos agentes da paz, religiosos, civis e políticos”, conclui o Pe. Lombardi.
Fonte: Zenit.
Bento XVI na Terra Santa não toma partido e por isso é criticado
O papel único do pontífice, segundo o Pe. Thomas Williams, L.C.
JERUSALÉM, quinta-feira, 14 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI “não veio à Terra Santa para tomar partido político, nem sequer pelo seu próprio ‘partido’”, esclarece o Pe. Thomas D. Williams, L.C., teólogo americano, professor da Universidade Regina Apostolorum de Roma.
O sacerdote, que está comentando de Jerusalém a peregrinação papal para o canal de televisão americano CBSNews e para Zenit, explica: “Ele não veio somente como representante da Igreja Católica, mas verdadeiramente em nome de cada envolvido, em nome da própria humanidade”.
O Pe. Williams confessa que esta reflexão lhe foi suscitada ao ver como continuam as críticas locais diante dos fatos e palavras do Santo Padre. “Não posso ajudá-lo, mas elevo meu coração a Deus em gratidão por este amável Papa alemão. Percebi como sua missão é única neste terra partida em facções de contínuas disputas e que vão desde a terra até as minúcias doutrinais.”
“Bento XVI – explica o Pe. Williams – fala em nome dos judeus, elogiando sua herança religiosa e defendendo seu direito à segurança e autonomia. Fala em nome dos palestinos e do seu direito à soberania e à liberdade. Fala em nome dos muçulmanos, recordando-lhes o melhor de sua tradição religiosa, com suas profundas convicções e sentido culto ao único Deus. Fala pelos cristãos, em seu difícil estatuto de pequena e sofrida minoria. Em uma palavra, fala a todos e para todos.”
Segundo o Pe. Thomas, “esta é a singularidade da voz e da mensagem do Papa. (…) Paradoxalmente – esclarece –, em meio a toda a manipulação da mensagem de Bento XVI e de todas as protestas porque ele não se alinha suficientemente a nenhum grupo, vemos a grandeza e singularidade de sua presença aqui. Nenhum outro líder no mundo pode falar com a mesma autoridade moral ou imparcialidade. Sua verdadeira repugnância a exercer a política partidária é a causa de que frequentemente sua mensagem seja rejeitada e por isso é tão desesperadamente importante”.
Para ilustrar o que quer dizer, o sacerdote dá um exemplo. Um dos que levantaram as maiores críticas sobre a suposta falta de remorso do Papa pela Shoá é o rabino Ysrael Meir Lau, presidente do Memorial Yad Vashem: qualificou o discurso do Papa como “sem compaixão” pela horrível tragédia dos 6 milhões de vítimas.
“Se você assistir à cobertura televisiva do evento, verá que Lau estava à direita do Papa e parecia que tinha comido algo especialmente desagradável ao seu estômago”, indica.
Mas é que o rabino Lau não está alheio às críticas ao papado. Foi também incansável na hora de desacreditar o Papa Pio XII, inclusive quando isso signifique distorcer a verdade.
O Pe. Williams lembra que “durante as comemorações em Berlim, em 1998, do 60º aniversário da Noite dos Vidros Quebrados – o evento do dia 9 de novembro de 1938 que deu início à era das perseguições de judeus na Alemanha –, Lau, então rabino chefe de Israel, foi convidado a falar. Em seu apaixonado discurso, fez a pergunta condenatória, ‘Pio XII, onde você estava? Por que permaneceu em silêncio durante a Noite dos Vidros Quebrados?’”.
No dia seguinte, indica o Pe. Williams, dois jornais italianos mostraram esta manchete, com o subtítulo “O vergonhoso silêncio de Pio XII”. “O único problema – indica – é que Pio XII só foi eleito em março de 1939, quatro meses depois da noite dos Vidros Quebrados. Apesar disso, não vi que o rabino Lau tenha se apressado a expressar remorso por sua difamação do Papa Pio XII.”
Em seu voo a Israel, o Pe. Williams teve a oportunidade de reler “a cândida autobiográfica de Bento XVI, ‘Minha vida’” e comenta: “Foi tocante, mais uma vez, ver como sua própria infância foi cruelmente interrompida pela subida ao poder de Hitler e como muitas pessoas alemãs de boa vontade foram injustamente qualificadas de nazistas. Se acreditam nas críticas a Bento XVI, qualquer um que morava na Alemanha entre 1930 e 1940 é necessariamente culpável de associação ao nazismo”.
Felizmente, acrescenta, “algumas vozes judaicas importantes estão começando a ser ouvidas em Jerusalém convidando os críticos a deixarem de lado o Papa. Por exemplo, Noah Frug, presidente do Consórcio de Organizações de Sobreviventes do Holocausto em Israel, disse que as críticas dirigidas ao pontífice eram exageradas. ‘Ele veio aqui para aproximar a Igreja do judaísmo e deveríamos considerar sua visita como positiva e importante’, disse Frug”.
O sacerdote analisa outro exemplo, as palavras que o Papa pronunciou na quarta-feira, em Belém, para expressar sua solidariedade aos palestinos e para afirmar a posição da Santa Sé de reconhecimento de dois Estados.
Dirigindo-se ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas alias Abu Mazen, o Bispo de Roma disse: “A Santa Sé apoia os direitos de sua população a uma soberana pátria palestina na terra dos vossos antepassados, segura e em paz com seus vizinhos, no interior de fronteiras reconhecidas internacionalmente”.
“Em teoria – acrescenta o Pe. Williams –, isso não deveria provocar desacordo, dado que a postura oficial do Estado de Israel coincide com a da Santa Sé. Israel, também afirma o direito dos palestinos a uma pátria soberana, uma vez que tal acordo possa se tornar factível sem detrimento da segurança de Israel. Certamente, aí está a dificuldade.”
O comentarista falou com pessoas de diversos ambientes e experiências, e uma coisa que todos parecem ter em comum, comenta, é o sofrimento: “Cada um tenta me contar sobre as adversidades e injustiças sofridas, pessoal ou historicamente. Cada um tem uma história de aflição para relatar. Ninguém parece recordar ter cometido nenhuma injustiça, mas somente lembra de tê-la sofrido. E não posso deixar de me perguntar, em uma terra de tanta dor e pena, uma terra cuja população se orgulha de ‘recordar’, se nesta ocasião o esquecimento poderia ser a virtude mais necessária”.
E conclui lembrando que nesta quarta-feira, em Belém, “Bento XVI instou seus ouvintes cristãos a ‘ser uma ponte de diálogo e cooperação construtiva na edificação de uma cultura de paz que substitua o presente ponto morto de temor, agressão e frustração’. É o que ele mesmo está se esforçando em ser, com sua presença, suas palavras e sua paciente decisão de pregar persistentemente a Boa Notícia”.
Fonte: Zenit.
Download: livrinho esclarece calúnias e invenções do filme “Anjos e Demônios”
Dica da Sandra, da lista “Tradição Católica”:
Para quem quiser, e souber inglês, é de graça. No site Answering Angels and Demons preencha o formulário e eles te mandam um e-mail com instruções sobre como fazer o download de um livrinho (em pdf) para tirar dúvidas a respeito do filme Anjos e Demônios.
Mensagem do dia (15/05/2009)
A fé não muda as coisas; a fé muda o coração e o olhar sobre as pessoas e as coisas.
René Pillot.
Anjos e Demônios, bobos e cretinos

Eu estava pensando em escrever sobre o “polêmico” filme Anjos e Demônios, já o assisti em uma sessão para jornalistas na terça-feira. Mas, sinceramente? Não estou com tempo para perder com futilidades.
Tenho apenas duas coisinhas para dizer:
1) A primeira hora do filme é chata de doer, dá para tirar um cochilo. Depois, fica melhorzinho. Mas a solução final da trama, com direito a surpresas e tudo o mais, é tão boboca…
2) O filme é politicamente correto ao extremo, não tentando desagradar a ninguém. Funciona como um “conselheiro”, com uma mensagem “A Igreja Católica é uma instituição muito importante… Por isso precisa se modernizar, dialogar com a ciência!” Ou seja: ser “progressista”. Ainda que você esteja diante do abismo, a mensagem modernista é essa: avançar, sempre!
Está aí o “boneco de palha” do filme: a insistência pertinaz de que a Igreja Católica sempre foi uma instituição obscurantista, obcecada com o poder, intolerante contra a ciência. A “historinha” é claro que é ficção, mas baseia-se no senso comum de que a Igreja é tudo isso e muito mais. E o espectador então aceita tudo o que está vendo. “É, faz sentido… Se a Igreja matou um monte de cientistas, impediu o avanço da ciência, esconde a verdade e tudo o mais, é claro que essa história é verossímel”.
O problema é esse: mesmo a história sendo uma ficção, ela reforça o preconceito anti-católico nas pessoas através dos elementos que servem para contextualizá-la. Que cientista a Igreja “matou”? Daí repetem em uníssono que “matou” dois: Giordano Bruno e Galileu. Mas… alguém realmente sabe o porquê da condenação de Giordano Bruno e o que realmente aconteceu no processo contra Galileu (que nem mesmo foi condenado à morte)? E se a Igreja “esconde a verdade”, porque os documentos sobre ambos estão disponíveis para quem quiser estudar o caso por conta própria?
Mas que coisa, será que ninguém nunca ouviu falar da Pontifícia Academia das Ciências, fundada em … 1603??? Que irritante!
Enfim, Anjos e Demônios é, simplesmente, uma obra tola, feita por bobos e cretinos.
Para ler sobre a condenação a Giordano Bruno, texto no ótimo site “Caiafarsa”. Sobre o julgamento de Galileu, textos esclarecedores: O caso Galileu, O que deveríamos saber sobre Galileu e O que defendia Galileu?.
Mensagem do dia (14/05/2009)
Com nossos instintos a luta é raramente de igual para igual: ou nossos instintos nos governam ou nós governamos nossos instintos. Como é triste se deixar levar pelos instintos! Um cristão é um nobre; ele deve, como um grande senhor, mandar em seus vassalos.
São João Maria Vianney (Cura d’Ars).
Mensagem do dia (13/05/2009)
Se a terra não for lavrada produz só ervas inúteis; assim, para que a alma progrida, é preciso que mortifique suas paixões.
São João da Cruz.
Bento XVI nunca integrou juventude hitleriana
Porta-voz lamenta informações erradas
JERUSALÉM, terça-feira, 12 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O porta-voz da Santa Sé desmentiu que Bento XVI tenha integrado da “Hitlerjugend” (juventude hitleriana), esclarecendo informações divulgadas por meios de comunicação de Israel durante a peregrinação papal.
O padre Federico Lombardi explicou hoje que leu “algo que não é verdade”. “O Papa nunca formou parte da Hitlerjugend, que era um corpo de voluntários fanáticos.
Bento XVI “não tem nada a ver com a violência, é uma pessoa gentil e humilde, doce. Nunca esteve contra os judeus”, enfatizou o porta-voz.
O sacerdote afirmou que no referido momento o Papa “era um seminarista e estudante de teologia, que aos 16 anos, como todas as pessoas de sua idade, foi recrutado pela força auxiliar da defesa anti-aérea e nunca esteve nesse movimento juvenil educado ideologicamente no nazismo”.
O porta-voz também respondeu a críticas lançadas contra o Papa de não ter mencionado no discurso no memorial Yad Vashem o número de milhões de mortos no Holocausto ou por não ter citado sua origem alemã.
“No discurso no Yad Vashem, ele o tema da memória e desenvolveu o argumento dos nomes. Não devia ser um tratado sobre o Holocausto. Sobre a Alemanha e seu passado, e sobre o nazismo, já falou em outras ocasiões. Pela manhã, aliás, tinha dito que morreram 6 milhões de judeus que não podemos esquecer, e que ainda há antissemitismo”.
Fonte: Zenit.
JORNADA CRISTÃ entrevista Dra. Alice Teixeira: “Aborto em seguida a um estupro é uma segunda violência”
Frente à ofensiva abortista que tomou grande ímpeto com o triste caso da menina de Alagoinha (PE), abusada sexualmente pelo padrasto e, grávida de gêmeos, foi submetida a um aborto, procurei para esclarecimentos a Dra. Alice Teixeira, médica e professora do Departamento de Biofísica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), onde ministra aulas de Bioética. Militante pró-vida, com experiência de mais de quarenta anos na medicina, é Doutora em Biologia Molecular pela Escola Paulista de Medicina em 1971, com Pós-Doutorado na Research Division of Cleveland Clinic Foundation, Cleveland, Ohio, Estados Unidos em 1972.

Foto: Revista Catolicismo
Eu aconselharia a assitir o vídeo “O Grito Silencioso” para ver que mesmo o aborto por aspiração a vácuo é uma ação mais violenta que o próprio estupro. O aborto químico com cytac e RDU pode induzir hemorragias perigosas e difíceis de controlar
Dra. Alice participa ativamente do movimento pela vida em nosso país, tendo publicado artigos a respeito da proposta de legalização do aborto e da pesquisa com células-tronco embrionárias, salientando o momento da concepção como início da vida de um indivíduo humano. Gentilmente, a professora concedeu-me a seguinte entrevista, através de email:
JORNADA CRISTÃ: Nesse episódio de Alagoinha, falou-se muito na interferência da Igreja em um assunto que, em tese, pertenceria apenas ao estado, repetindo-se continuamente o jargão “estado laico”. A imprensa em geral criticou a atitude do bispo Dom José Cardoso, que anunciou publicamente a excomunhão de todos os envolvidos na prática do aborto – exceto a menina. O que a senhora pensa a respeito?
Dra. Alice: Sociedade laica significa que tem liberdade religiosa, e não que se trata de sociedade ateia, além do mais tem muito ateu que é contra o aborto. Quanto à excomunhão automática, só é excomungado quem se diz católico. Ora, as “católicas pelo direito de decidir”, ao apoiar o aborto, estão todas automaticamente excomungadas, ou seja, são as “excomungadas pelo direito de decidir”, e devem reconhecer isto não usando o nome de católicas em vão. Mas não tem problema, caso se arrependam sinceramente serão acolhidas pela Igreja. Por isto, rezamos e pedimos a Deus que elas se arrependam. Atualmente, não entendo como o termo “excomunhão” causa tal impacto. Afinal, se eu pertencer a uma associação qualquer e desrespeitar alguma de suas normas eu sou desligada da mesma. Parece que há fatos que são proibidos de acontecer. Esta questão da excomunhão católica está parecendo o caso do Adriano, auto-excomungado do futebol.
JORNADA CRISTÃ: São numerosos os casos de gravidez em decorrência de estupro? Os casos têm aumentado ou diminuído nos últimos anos?
Dra. Alice: Estupro: nas favelas ou na miséria de nosso país, a mulher é vista como objeto sexual. Uma mulher deve sempre ter um homem, senão ela é de TODOS. Mesmo que seu amasio seja um pinguço vagabundo, ela tem de mantê-lo. Esses homens, geralmente chamados de “padastros”, usam sexualmente das filhas de suas mulheres com o consentimento das mesmas, pois elas querem manter seus homens. No nordeste é pior, pois as filhas, meninas ainda, são vendidas às “autoridades” que promovem a prostituição infantil.
Humberto Costa, quando ministro da saúde em 2005, facilitou a vida destes exploradores de mulheres ao introduzir a norma técnica de não ser necessário o boletim de ocorrência para se realizar o aborto em caso de estupro. Assim, fica difícil de se fazer uma pesquisa confiável sobre casos de estupro e dizer se aumentaram ou diminuiram. Vale qualquer número.
Sociedade laica significa que tem liberdade religiosa, e não que se trata de sociedade ateia
JORNADA CRISTÃ: É verdade que a maioria das mulheres que sofrem violência sexual e engravidam em decorrência disso imediatamente escolhem abortar?
Dra. Alice: Num levantamento feito em 2004 no nosso serviço de atendimento às mulheres que sofreram tal violência, 80% recusaram o aborto. Muitas delas ficaram satisfeitas com seus filhos e felizes por terem feito tal opção. Afinal, o aborto é uma segunda violência e não existe aborto seguro. Eu aconselharia a assitir o vídeo “O Grito Silencioso” para ver que mesmo o aborto por aspiração a vácuo é uma ação mais violenta que o próprio estupro. O aborto químico com cytac e RDU pode induzir hemorragias perigosas e difíceis de controlar.
JORNADA CRISTÃ: O aborto, em caso de estupro, é realmente um alívio psicológico?
Dra. Alice: Não é, pois neste caso se trata de uma segunda violência. Por outro lado, a mãe pode encaminhar a criança para a adoção, como fez a própria Jane Roe (Norma Mc Corvey, do processo Roe x Wade). Atualmente, ela é ativamente contra o aborto; diz que mentiu no processo, que não havia sido estuprada. Norma diz que “o aborto fere a mulher”. De acordo com ela, está longe de ser um alívio.
JORNADA CRISTÃ: Passado um prazo maior de tempo, como se comportam as mulheres violentadas que decidiram abortar seus bebês e as que decidiram seguir adiante com a gravidez? Existe algum acompanhamento? Existem pesquisas a respeito?
Dra. Alice: Da mesma forma que as feministas que defendem o aborto, temos também DVDs com testemunhos de mulheres que estão realizadas como mães por terem decidido pela vida de seus filhos. Quanto à adoção, no nosso serviço de Amparo Maternal à Mãe Solteira, nem todas dão seu filhos e tem-se uma fila de dois anos de espera.
Humberto Costa, quando ministro da saúde em 2005, facilitou a vida destes exploradores de mulheres ao introduzir a norma técnica de não ser necessário o boletim de ocorrência para se realizar o aborto em caso de estupro
JORNADA CRISTÃ: Uma criança concebida através de um estupro tem um comportamento diferente? Torna-se um trauma para a mãe e para a família? A senhora tem informações a respeito?
Dra. Alice: Não constitui trauma e frequentemente são bem recebidas. Doris Hipólito, diretora da Associação Nacional das Mulheres pela Vida, que trabalha em prol de mulheres pobres da Baixada Fluminense, pode lhe dar testemunho e provas do que afirmo. Estas são as verdadeiras feministas, que exigem do SUS tratamento digno das mulheres e de seus filhos. Em 16 anos, 1920 mulheres foram dissuadidas de praticarem o aborto por esta Associação, que também lhes dá cursos profissionalizantes para melhor poderem cuidar de suas familias. Não tem ajuda de governo e nem dos dólares que as ONGs abortistas recebem para promover o aborto no Brasil.
JORNADA CRISTÃ: A criança de Alagoinha tinha condições físicas de levar sua gravidez adiante ou realmente corria sérios riscos de vida? Ela corria riscos com o procedimento abortivo? Como poderia ser realizado um parto em uma menina de 9 anos grávida de gêmeos?
Dra. Alice: A menina de Alagoinha foi utilizada como engôdo pelas abortistas, que usaram-na para promover o aborto no pais. Os médicos do Instituto da Infância de Pernambuco pretendiam dar seguimento à gestação e também o amparo necessário à menina. Ela acabou sendo seqüestrada pela assistente social e levada para a ONG Curumin para realizar o aborto sob a pressão de que corria risco de vida. Pai e mãe foram pressionados para aceitar tal fato e não permitiram acesso a vozes contrárias, pois se tratava de uma ótima oportunidade de comover o pais e tornar a opinião pública favorável ao aborto.
JORNADA CRISTÃ: Psicologicamente, o aborto foi o melhor para a menina? Por que ela deveria levar a gravidez adiante?
Dra. Alice: Não sabemos. Mas o abortamento foi complicado, pois os gêmeos não saíram em seqüência e se relata grande hemorragia. Correu maior risco de vida do que se fosse a gestação acompanhada pelos médicos do IAMP. Na mesma época, surgiu o caso da menina de 11 anos do Rio Grande do Sul grávida e que se negou a fazer o abortamento. Devidamente acompanhada, a menina de Alagoinha poderia levar a gravidez adiante.
Dra. Elizabeth Cerqueira, de Jacareí, já fez parto em menina de 10 anos. Podemos ficar chocados, mas um nordestino, da estirpe dos “coronéis”, nos disse alguns dias atrás, comentando o fato de Alagoinha: “A menina que já menstruou já é mulher, está pronta para o uso. Afinal a gente já não cruza a cadela em seu primeiro cio, apesar de estar jovenzinha?” Como já disse, isto é da nossa cultura; perversa, mas nossa.
JORNADA CRISTÃ: Quais as conseqüências de um aborto para a mulher, a curto e longo prazos? O estupro serve para justificar um aborto? Dos pontos de vista psicológico e fisiológico: é melhor para a mulher que foi violentada ter o bebê ou abortá-lo?
Dra. Alice: Uma mulher, quando grávida, é fisiologicamente preparada para a maternidade por uma variedade de hormônios. O aborto é uma interrupção abrupta dessas alterações e produz um grande impacto. Costumam comparar com a retirada de um computador ligado da tomada. A reação psicológica também é desastrosa. No Japão, onde já foram realizados milhões de abortos desde 1945, testemunhei em Tokio, num templo cheio de budistas, num dia de festa, centenas de mulheres, muitas em pranto, trocando os babadores vermelhos destas estátuas que representam seus filhos abortados, colocando doces e brinquedos, dizendo: “Perdão, pois não deixei você brincar com este brinquedos. Perdão, pois não deixei você comer estes doces gostosos”. Se isto não for amargo arrependimento, não sei classificá-lo.
Um nordestino, da estirpe dos “coronéis”, nos disse alguns dias atrás, comentando o fato de Alagoinha: “A menina que já menstruou já é mulher, está pronta para o uso. Afinal a gente já não cruza a cadela em seu primeiro cio, apesar de estar jovenzinha?” Como já disse, isto é da nossa cultura; perversa, mas nossa
JORNADA CRISTÃ: Gostaria de pedir a sra. que desse detalhes sobre a pesquisa da UNIFESP, onde segundo a sra. afirmou, “verificou-se que 80% destas mulheres grávidas por estupro se recusaram a abortar, e estão contentes com os filhos, enquanto que as 20% que realizaram o aborto estão arrependidas.”
Dra. Alice: Foi uma pesquisa feita por um dos nossos alunos do Curso Biomédico, em 2004, por iniciativa própria. Ele estava em dúvida se o aborto em caso de estupro era aceitável ou não. Ele foi ao nosso serviço e fez o levantamento por conta própria. Este serviço é controlado por abortistas da nossa universidade, de modo que não permitirão a publicação destes dados nunca. No caso de Perola Byington também se tem o predomínio dos abortistas, começando pelo seu diretor, Dr. Jefferson, que proíbe aos seus residentes, ao fazerem o ultra-som das gestantes de estupro, mostrarem as imagens de seus filhos, tais como o coração batendo, o pezinho, os dedinhos da mão, etc., pois as mães desistem imediatamente do abortamento. De modo que está totalmente distorcido o discurso abortista.
Mensagem do dia (12/05/2009)
Quem faz grandes coisas, e delas não se envaidece, esse realiza o céu em si mesmo.
Confúcio.
Mensagem do dia (11/05/2009)
A alegria extremada anuncia uma ventura medíocre e passageira.
Plutarco.
Mensagem do dia (10/05/2009)
Com efeito, a videira e os ramos têm a mesma natureza; eis a razão por que Aquele que era Deus, de uma natureza diferente da nossa, Se fez Homem: a fim de que n’Ele a natureza humana fosse como uma videira da qual nós pudéssemos ser os ramos.
Santo Agostinho.
Mensagem do dia (09/05/2009)
Não tenho decepções, pois a quem só espera sofrimentos, a mínima alegria o surpreende.
Santa Teresinha do Menino Jesus.
Nome aos bois
É muito fácil desmascarar um abortista “bem-intencionado”. É só fazer assim: ele, invariavelmente, vai recitar o seguinte mantra: “eu sou contra o aborto, mas temos que discutir sua despenalização, afinal muitas mulheres abortam todos os anos e correm riscos, afinal de contas não têm nenhuma assistência… Temos que pensar na saúde da mulher”.
Hum.
Vamos refletir um pouco assistindo o vídeo abaixo? Foi produzido pela turma do ótimo blog Vivo pela vida.
httpv://www.youtube.com/watch?v=84DLsyns_gc
O repórter foi muito feliz ao fazer a pergunta que nenhum abortista gosta de responder. Ele citou o que os abortistas evitam a todo custo mencionar: o outro lado do aborto, quem invariavelmente sofre suas conseqüências.
É assim que se manipula a opinião pública: omitindo, propositalmente, o outro lado da questão. Silenciando-se sobre ele. Qual a conseqüência do aborto para o feto? O que é o feto? Quem é o feto?
Experimente depois de assistir o vídeo assisti-lo novamente, realizando um exercício interessante: o de chamar as coisas pelo seu legítimo nome, sem eufemismos.
Vou dar um exemplo: quando a moça logo no início do vídeo diz “se eu engravidei, eu quero tirar”, pergunte-se: tirar o quê? O que ela quer tirar? Tente responder: a moça quer tirar o que está dentro do corpo dela, para ser mais exato, dentro de seu útero. Continuando: e o que está dentro do corpo dela, no útero, em decorrência da gravidez? Um feto, oras. E quem é esse feto? É o filho dela. E o que acontece com o filho dela, se ela decidir “tirá-lo” do útero? O filho dela morre. Ela tem consciência disso?
Portanto: podemos perfeitamente trocar o verbo “tirar” para “matar” neste caso, na medida em que estamos diante da conseqüência (“matar”) direta do ato (“tirar”). Ou seja: o que essa mulher defende é a liberdade da mãe matar o próprio filho quando este se encontra dentro de seu corpo, em seu útero. É uma opção dela, não é mesmo? Sob qual justificativa? “O corpo é meu”. Sim, mas o corpo do feto não pertence à mulher grávida; está sob seu abrigo, durante o tempo que for necessário para seu amadurecimento.
Se a gestação estava além da 12ª semana de gravidez, é quase certo que o feto, no momento do aborto, sentiu dores, afinal de contas foi triturado/queimado/succionado vivo, e já há a mielinização dos nervos nessa etapa da gravidez.
Se o feto fosse apenas uma extensão do corpo da mulher, ela sentiria as mesmas dores que seu filho sentiu. Se a mulher recebe alguma anestesia, não sente dores. Mas o feto não foi anestesiado… e sentiu dores, porque seu sistema nervoso era independente do da mãe.
Se o corpo do feto é independente do corpo da mãe, como sustentar essa falácia, repetida à exaustão para aliviar a consciência das mulheres que abortaram?
Senhoras que participaram deste filme: sinto muito, embora as senhoras não queiram ouvir isso, porque é cruel, politicamente incorreto, muito feio… Mas eu vou dizer assim mesmo: as senhoras mataram seus filhos. Podem falar o que quiserem, usar as justificativas mais mirabolantes, botar a culpa no namorado, marido, governo, em Deus, no técnico Dunga… Até em mim. Mas estou apenas dando nome aos bois. Estou aqui afirmando o que as senhoras fizeram.
As senhoras mataram seus filhos. E incentivam que outras mulheres tenham a liberdade de fazer o mesmo.
Já passou da hora de parar com essa frescura: vamos chamar as coisas pelo nome que realmente têm, e não por eufemismos.
A paz que Bento XVI leva à Terra Santa
Fala o Pe. Caesar Atuire
Por Mercedes de la Torre
AMÃ, sexta-feira, 8 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI traz à Terra Santa um anúncio bíblico de paz arraigado na Bíblia, explica nesta conversa com Zenit o Pe. Caesar Atuire, administrador delegado da Obra Romana para as Peregrinações, instituição dependente da Santa Sé, que está acompahando o itinerário do Papa pela Jordânia, Israel e os Territórios Palestinos.
Segundo o sacerdote, nascido em Gana, esta peregrinação, que em seu primeiro dia, como ele constata, respirou serenidade, é decisiva «porque chega em um momento no qual esta terra está procurando encontrar um modo de viver em paz entre os diversos povos e o Papa chega de verdade como um peregrino da paz».
«Ele mesmo definiu esta peregrinação como uma peregrinação de paz – acrescenta. Chega a chamar todos os povos que creem no único Deus a esta vocação que é inata da identidade que Deus quis dar aos homens para que possamos buscar a paz em Deus e no respeito de uns aos outros.»
Neste sentido, o fato de que o Papa tenha começado sua peregrinação na Jordânia, terra importante tanto para o Antigo como o Novo Testamento, não é casualidade.
«O profeta Isaías nos apresenta o Messias como ‘o príncipe da paz’, que vai trazer a paz na terra. E isso é o que queremos realmente: a paz. A paz que buscamos é o shalom bíblico, não é só questão de deixar de lutar a nível de guerras.»
«Estamos buscando uma paz mais profunda: quer dizer que o homem vive em harmonia com Deus, consigo mesmo e com o próximo; isto é um dom de Deus e épreciso pedi-lo na oração, não podemos obtê-lo apenas através das negociações políticas», declara.
Ao fazer um balanço do primeiro dia desta peregrinação, que foi testemunho da calorosa recepção que a Jordânia ofereceu ao Papa, o Pe. Altuire constata: «Esta viagem iniciou muito bem, com muita serenidade, porque, como sempre acontece antes de qualquer viagem do Papa, há muitos temores, há muitas polêmicas que algumas pessoas querem lançar».
«Mas o que vimos é que o Papa chegou realmente como um mensageiro de paz, foi acolhido pelo povo, pelos muçulmanos, pelo rei que é muçulmano, por sua família.»
«E quis também começar visitando os pobres, os mais marginalizados da sociedade, e creio que isso deu um bom início a esta viagem», conclui, referindo-se ao encontro que teve no centro para jovens deficientes Nossa Senhora Rainha da Paz de Amã.
Fonte: Zenit. Para acompanhar o noticiário sobre a viagem papal à Terra Santa, uma boa fonte é o site da Rádio Vaticano, com muitas informações e sempre atualizado.
Morre aos 89 anos Dom Boaventura Kloppenburg
Bispo emérito de Novo Hamburgo era um dos nomes mais polêmicos da Igreja

Uma das vozes mais polêmicas da Igreja Brasileira se calou na tarde desta sexta-feira. Conhecido pela crítica acirrada ao marxismo e à teologia da libertação, o bispo emérito de Novo Hamburgo, Dom Boaventura Kloppenburg, morreu, por volta das 14h30min, aos 89 anos, no Hospital Regina, no município do Vale do Sinos.
Ele estava internado desde o dia 26 de abril, por complicações respiratórias. A missa de corpo presente será neste domingo, às 16h, na Catedral São Luiz de Novo Hamburgo, onde após a cerimônia também será realizado o enterro.
Bispo da diocese da cidade por nove anos, de 1985 a 1994, deixou um legado de polêmicas e erudição. Foi autor de cerca de 90 livros, conforme seu sobrinho e biógrafo, José Alfredo Schierholt. O último, Creio na Vida Eterna, publicado no ano passado, é uma espécie de testamento espiritual.
Desde que se aposentou, ao completar 75 anos, morava com a irmã Josefina Kloppenburg, freira, na casa da pastoral localizada ao lado da catedral da cidade. Nascido em 1919 em Oldenburg, na Alemanha, foi o sétimo de nove filhos, batizado como Carlos José.
Com as dificuldades enfrentadas pela família devido à I Guerra Mundial, a família emigrou para o Brasil em 1924, quando Kloppenburg tinha quatro anos, e se estabeleceu no município gaúcho de Rolante.
Na década de 30, iniciou a vida religiosa no Seminário Menor da Sagrada Família, em Santo Ângelo. Tornou-se franciscano em dezembro de 1941, quando adotou o nome de Frei Boaventura, e foi ordenado em 1946. Foi único brasileiro a participar do Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965.
Preocupado com questões teológicas e pastorais da América Latina, o religioso dirigiu o Instituto de Teologia e Pastoral para a América Latina, em Medellín, na Colômbia. Nos anos 60, quando liderava a editora Vozes, dom Boaventura Kloppenburg admitiu como secretário o então estudante Leonardo Boff. Poucos anos depois, a Teologia da Libertação colocaria os dois religiosos em posições opostas.
— A Teologia da Libertação se baseava no marxismo, e isso eu não pude aceitar — disse em entrevista à Zero Hora, em 1995.
Suas críticas ferozes à Teologia da Libertação — que defende a atuação da Igreja na resolução dos problemas sociais — acabaram lhe granjeando a fama de homem rígido e severo. Mas quem o conhecia ressaltava sua cordialidade e seu bom-humor. Características que lhe valeram a amizade do papa João Paulo II, cultivada desde 1974, quando ambos prepararam um trabalho durante um sínodo de bispos.
Entre 1975 e 1976, Kloppenburg ingressou na Comissão Teológica Internacional, onde conheceu Joseph Ratzinger, hoje o Papa Bento XVI, quando ambos eram padres e foram colegas de estudos. Quando ocupava o posto de bispo auxiliar em Salvador (BA), no início da década de 1980, sentiu saudades do sul do Brasil e, em setembro de 1986, se tornou bispo de Novo Hamburgo.
Frases
“O problema da miséria e da pobreza deve ser resolvido pelo governo e pela sociedade, não pela Igreja”
“O (Leonardo) Boff ficou tão contrariado com as minhas críticas que , quando assumiu a direção da Editora Vozes, proibiu a publicação de minhas obras. Ele, que tanto reclamou da censura do Vaticano, foi o censor mais implacável que eu tive.”
“A preparação e a inteligência de Boff são excelentes. Se ele não tivesse sido tão arrogante poderia estar aí, nos ajudando”
“Existe um ditado que diz: vá reclamar para o bispo. Muitos fiéis seguem esse conselho e a gente acaba cansando”
A trajetória
As principais realizações da vida eclesiástica de Boaventura Kloppenburg:
1919: Nasce em Oldenburg, na Alemanha, em uma família de forte tradição católica e repleta de padres.
1923: Sua família muda-se para Rolante, no Rio Grande do Sul, de onde logo se transfere para uma propriedade rural no interior de Bagé, hoje município de Hulha Negra.
1934: Decidido a virar padre, ingressa no seminário de São Leopoldo, onde estuda Teologia por três anos.
1941: Muda-se para Petropólis, no Rio de Janeiro, para estudar Teologia.
1946: Ordena-se padre e vai estudar Teologia Dogmática em Roma.
1951: Volta para o Brasil, onde ensina na Faculdade de Petrópolis até 1973.
Anos 50 e 60 – Dirige a Editora Vozes e publica, por mais de 20 anos, a Revista Eclesiástica Brasileira. Estuda o espiritismo, a umbanda e a maçonaria em profundidade, escrevendo livros, artigos e folhetos sobre essas seitas.
1962 – 1965: É o único brasileiro a participar do Concílio Vaticano II, sobre o qual publicou uma obra em cinco volumes.
1974 – 1982: Vai para Medellín como reitor do Instituto Pastoral da Colômbia.
1975 – 1990: É o único brasileiro a integrar a Pontifícia Comissão Teológica Internacional.
1982: É nomeado bispo auxiliar de Salvador, na Bahia.
1985: Assume a Diocese de Novo Hamburgo, que abrange 22 municípios, 44 paróquias e cerca de 700 mil fiéis.
1994: Apresenta sua renúncia ao bispado, em 2 de novembro, ao completar 75 anos.
Fonte: Zero Hora.
Meu comentário:
A Dom Boaventura, só poderia dizer: obrigado! Seu livro “Espiritismo: orientação para católicos” ajudou-me imensamente a superar essa doutrina infame, a qual marcou minha adolescência.
E sobre ter fama de “homem rígido e severo”, qualquer um que combata o bom combate será taxado assim pelos inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Igreja.
Que o Pai o tenha em Seus braços!
Um ano sem um grande amigo
Nunca gostei de tirar fotos, nunca me achei fotogênico. Também nunca gostei de meu penteado, nunca consegui acertar um corte de cabelo que considerasse bacana… Hoje em dia, quando vou ao barbeiro fazer um corte de cabelo, passo máquina, re re re. Por isso mesmo, essa é uma das duas únicas fotos que tenho com Padre Tonico. Nesta aqui, está reunida uma gang “terrível”: Anderson, Tonico, Didico e eu (update: estou abaixo, de óculos, usando blusa azul). Tiramos essa foto por acaso, ao término de um curso de parapsicologia, realizado na paróquia do Horto, aqui em Belo Horizonte. Quando foi isso? Entre 1998 e 1999.
Fotografias são cruéis. Por um lado, eternizam eventos memoráveis, felizes, iludindo-nos por um instante com a sensação de que aquele momento em particular está sempre acessível a nossos sentidos, de alguma forma, e por isso, sempre passível de ser novamente vivido. Por outro lado, a mesma foto não apenas “diz” coisas que você quase sempre não quer “ouvir”, mas também lhe faz sentir coisas não muito agradáveis. Fotografias misturam impressões de lembranças e perdas, sendo que esses sentimentos provém de um mesmo fato, devidamente captado naquele instante há tempos desaparecido. E a foto, tudo o que restou daquele evento, o reconstitui.
Há exatamente um ano, Padre Tonico se foi. Pegou a todos desprevenidos, aconteceu de repente. Naquela época, eu estava levantando material para começar um projeto há tanto tempo prometido e nunca executado: um site em sua homenagem. Não havia ainda conversado com ele a respeito. Na verdade, fazia um bom tempo que não conversávamos – em parte, porque Padre Tonico absteve-se de cursos em Belo Horizonte nos últimos anos de sua vida.
Dias depois que Padre Tonico morreu, Didico veio aqui em casa e, entre algumas preciosidades, trouxe essa foto, da qual nem me lembrava mais. Aliás, preciso encontrar e copiar a outra foto que tirei com Padre Tonico, essa ainda mais antiga, que está guardada no meio de meus arquivos, entre apostilas, textos, recortes de jornais…
Hoje, de forma especial, queria expressar aqui o tanto que Padre Tonico me ajudou a conhecer a Nosso Senhor Jesus Cristo e a sua verdadeira e única Igreja, Santa, Católica e Apostólica. Queria escrever algo mais bem elaborado sobre como foi um mestre e conselheiro, amigo e presença em minha vida – e tenho certeza, na vida de tantas outras pessoas. Gostaria de ser capaz de mensurar o quanto sua morte nos faz falta a todos. Mas não sou capaz de fazer isso. Melhor deixar a fotografia falar por si mesma, enchendo meu coração de sentimentos contraditórios e irreprimíveis.
Publico essa foto com um suspiro de saudade, “essa palavra sem tradução exata que os portugueses inventaram para dar nome a uma tristeza sem nome”, como disse certa vez João Pereira Coutinho.
Publico essa foto com um sorriso de alegria, confiante na Misericórdia Divina, que saberá recompensar Seu trabalhador pelos frutos de seu trabalho.
Mensagem do dia (08/05/2009)
Quando morremos, deixamos atrás de nós tudo o que possuímos e levamos tudo o que somos.
Anônimo.
Ocidente não tem direito de impor preservativo a africanos – dizem os próprios africanos!
Carta aberta de um grupo de estudantes camaroneses
ROMA, quarta-feira, 6 de maio de 2009 (ZENIT.org).- «Dizemos com firmeza nosso ‘não’ a este modelo cultural totalmente estranho a nossos valores e tradições, que nos está sendo imposto como determinante da melhoria de nossa vida.» Com estas palavras, um grupo de estudantes dos Camarões divulgou na Europa uma carta aberta, recebida pela Zenit, contra os ataques ao Papa por suas palavras sobre o preservativo, durante a viagem apostólica a Camarões e Angola no mês de março passado.
Nela, exige-se ao Diretor executivo do Fundo Mundial para a luta contra a AIDS, aos deputados belgas e aos ministros de Saúde espanhol, alemão e de Exterior francês, que «peçam perdão ao Papa e aos africanos».
Este grupo denuncia que a imprensa ocidental «instrumentalizou injustamente, em uma violenta campanha sabidamente orquestrada» as palavras do Papa, e que os ataques recebidos por este constituem «uma vergonhosa ingerência na realidade africana».
Os assinantes afirmam que os autores das críticas «identificaram o continente africano como um dos principais mercados de chegada dos preservativos para fazer crescer suas economias sociais. O jogo está claro: as indústrias do preservativo estão no Ocidente».
«O Santo Padre tocou na chave do problema, alarmando os agentes deste florescente negócio na África», acusam.
Para estes estudantes, utilizou-se o Papa como «bode expiatório» para «defender seus interesses econômicos ocultos após a exportação de suas práticas contraconceptivas a países com forte crescimento demográfico».
«Que promovam e defendam o uso do preservativo em sua casa, já que esta escolha corresponde às suas concepções antropológicas sobre o ser humano, mas não têm direito a impor suas escolhas aos africanos», acrescentam.
Especialmente, exigem ao Ocidente que «peça perdão aos africanos» por «enganá-los, apresentando-se como os verdadeiros benfeitores, quando na realidade não o são».
«De que serve proteger os africanos com o preservativo se depois os matam com tantos mecanismos de exploração ou com as armas pela guerra de interesses políticos e econômicos desses mesmos benfeitores?»
As pessoas na África «não morrem apenas de AIDS, e por isso é mentira dizer que o preservativo salva vidas humanas», acrescentam.
«Pedimos, portanto, a estes supostos benfeitores da África que deixem, de uma vez por todas, de especular com ela. É necessário inverter a tendência: a pobreza da África não deve fazer mais a riqueza dos países já desenvolvidos.»
Por último, os autores exigem ao Fundo para a luta contra a AIDS que destine os fundos com os quais conta «ao envio massivo de recursos para escavar poços de água e para construir implantes fotovoltaicos para a produção de energia solar, com o qual se favoreça uma distribuição massiva de água e luz».
«Estes são os bens essenciais e decisivos para a África, e todos os agentes da cooperação internacional ao desenvolvimento são muito conscientes disso. Esta é a ajuda humanitária que a África precisa para desenvolver-se, e não o preservativo», concluem.
Fonte: Zenit.
Papa recorda que criação e carne «não são desprezíveis» para Deus
Dedica a catequese de hoje a São João Damasceno
Por Inma Álvarez.
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 6 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Segundo Bento XVI, o pensamento cristão, ao contrário de outras religiões ou filosofias, não considera que a criação e que a matéria – a carne – sejam desprezíveis, ainda que estejam feridas pelo pecado, mas que a Encarnação de Deus lhes conferiu um grande valor.
Assim explicou nesta quarta-feira, durante a audiência geral, aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, continuando seu ciclo de catequeses sobre pensadores cristãos do primeiro milênio, centrado hoje na figura de São João Damasceno.
Pela segunda vez consecutiva, o Papa tomou um teólogo da Igreja oriental (na semana passada foi o Patriarca Germano de Constantinopla) para falar sobre a transcendência que a veneração das imagens sagradas, que se apoia na doutrina da Encarnação, tem para a fé cristã.
Novamente, o pontífice se referiu à tensão iconoclasta que a Igreja do Oriente viveu, que afetou também a vida e o pensamento de São João Damasceno (século VIII), um dos maiores teólogos da Igreja bizantina e a quem Leão XIII proclamou doutor da Igreja em 1890.
No pensamento deste santo se encontram «os primeiros intentos teológicos importantes de legitimação da veneração das imagens sagradas, unindo a estas o mistério da Encarnação».
Ao permitir a veneração das imagens, o cristianismo respondeu não só ao judaísmo, mas também ao Islã, que proíbem o uso cultual da imagem.
Citando Damasceno, o bispo de Roma explicou que «dado que agora Deus foi visto na carne e viveu entre os homens, eu represento o que é visível em Deus. Eu não venero a matéria, mas o Criador da matéria, que se fez matéria por mim e se dignou habitar na matéria e realizar minha salvação através da matéria».
«Por causa da encarnação, a matéria aparece como divinizada, é vista como morada de Deus. Trata-se de uma nova visão do mundo e das realidades materiais. Deus se fez carne e a carne se converteu realmente em morada de Deus, cuja glória resplandece no rosto humano de Cristo», acrescentou.
Neste sentido, acrescentou o Papa, esta doutrina é «de extrema atualidade, considerando a grandíssima dignidade que a matéria recebeu na Encarnação, podendo chegar a ser, na fé, sinal e sacramento eficaz do encontro do homem com Deus».
Desta mesma base procede a veneração na Igreja das relíquias dos santos, algo também próprio do cristianismo, explicou o Papa, pois «os santos cristãos, tendo sido partícipes da ressurreição de Cristo, não podem ser considerados simplesmente como ‘mortos’».
«O otimismo da contemplação natural (physike theoria), desse ver na criação visível o bom, o belo e o verdadeiro, este otimismo cristão, não é um otimismo ingênuo», acrescentou, mas «leva em conta a ferida infligida à natureza humana por uma liberdade de escolha querida por Deus e utilizada inapropriadamente pelo homem».
«Vemos, por uma parte, a beleza da criação e, por outra, a destruição causada pela culpa humana», acrescentou o Papa.
O Papa concluiu pedindo aos presentes que acolham esta doutrina «com os mesmos sentimentos dos cristãos de então».
«Deus quer descansar em nós, quer renovar a natureza também através de nossa conversão, quer tornar-nos partícipes de sua divindade. Que o Senhor nos ajude a fazer destas palavras substância de nossa vida.»
Fonte: Zenit.
Notícias que não saem no jornal: situação crítica dos cristãos no Paquistão
As famílias cristãs de Karachi “fechadas em casa” pelo terror dos talibãs; pena de morte para quem blasfema
Karachi (Agência Fides) – Temendo a escalada da violência talibã, constatada a fraqueza do governo, da polícia e das instituições civis, as famílias cristãs da cidade de Karachi, agredidas na semana passada pelos grupos talibãs armados, estão aterrorizadas e fechadas em suas casas. É o que comunica à Agência Fides, Pe. Mario Rodriguez, Diretor das Pontificas Obras Missionárias (POM) no Paquistão, expressando preocupação e alarme pela expansão da violência dos grupos militares islâmicos no país, não somente na província da Fronteira do noroeste, mas também nas principais cidades paquistanesas.
Pe. Rodriguez afirma: “os talibãs giram ameaçando nos bairros os cristãos da cidade aterrorizando as mulheres e convidando as pessoas a se converterem ao Islã. Acontecem episódios de violência, perseguições e maus-tratos improvisos. São militares armados com arma de fogo e kalashnikov. Estamos chocados por esta situação e por esta onda de violência insensata, que as autoridades não deveriam permitir: a polícia tem o dever de defender todos os cidadãos das agressões”.
O Diretor das POM pede atenção e apoio a todos os cristãos do mundo e convida a rezar porque as minorias cristãs no Paquistão estão passando por um dos momentos mais obscuros e difíceis da sua história.
“Esperamos a ajuda do Senhor e pedimos ao governo que recupere o controle da situação, em todo o país. Enquanto isso, as famílias cristãs estão aterrorizadas e não saem das suas casas. São obrigadas a se isolar”.
A Igreja vive esta situação buscando envolver a sociedade civil (inclusive grupos muçulmanos moderados) no combate ao extremismo religioso.
Dom Lawrence Saldanha, Arcebispos de Lahore e presidente da Conferência Episcopal do Paquistão, nas últimas semanas enviou uma carta a todos os líderes políticos e institucionais do Paquistão, assinalando a situação de terror e violência à qual são submetidas as minorias religiosas, sob a pressão dos grupos integralistas islâmicos, falando da presença de uma “máquina homicida de terror em nome da religião”. Hoje, o Arcebispo assinala: “Existe o temor fundamentado de que os episódios de violência ocorridos em Karachi possam se repetir em outras partes do país. Os cristãos já sofrem injustiças e violências por causa da iníqua lei sobre a blasfêmia, aplicada contra eles. Agora é a sua própria sobrevivência que está em perigo”. O Arcebispo se pergunta preocupado: “O governo estará apto a salvar os cristãos? O governo e o exército saberão salvar o estado democrático do Paquistão?”
Enquanto isso, outra péssima notícia para as minorias religiosas veio do sistema jurídico nacional: pelo crime de “blasfêmia” (profanar o nome do Profeta Maomé) previsto no art. 295.C do Código Penal do Paquistão, agora está prevista a pena de morte, e foi cancelada a opção da prisão. A Corte Suprema, com efeito, numa recente sentença, tornou a pena de morte obrigatória. A Igreja há tempos denuncia o abuso da lei sobre a blasfêmia e a sua aplicação para penalizar ou eliminar cidadãos de fé não- islâmica. (PA)
Fonte: Agência Fides.
Mensagem do dia (07/05/2009)
Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor.
Papa Bento XVI.
Mensagem do dia (06/05/2009)
A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle, outras não. Só depois de lidar com essa questão fundamental e aprender a distinguir entre o que você pode e o que não pode controlar, é que a tranqüilidade interna e a eficácia externa se tornam possíveis.
Epiteto.
